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Justiça

“Aqui não”, afirma juiz aos que estão em Parauapebas para cometer crimes.

Aconteceu na noite da última quinta-feira, 19, em Parauapebas, o Tribunal do Júri dos acusados de matar o delegado André Nunes Albuquerque. Em julgamento que durou cerca de 10 horas e que recebeu plateia seletiva, formada especialmente por familiares, colegas de profissão da vítima e pela imprensa local, João Bispo Sousa foi condenado a 20 anos de reclusão e Ronivon Moura Eleutério a 17 anos e seis meses de reclusão. Vailton Pereira Evangelista foi absolvido pelo crime de homicídio qualificado, mas foi apenado a 2 anos de regime, inicialmente aberto, por formação de quadrilha.

Depois da leitura da sentença, o juiz Líbio Araújo Moura (foto), titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Parauapebas usou o espaço para fazer um desabafo, esclarecendo o papel da justiça no município e alertando os que aqui estão pra cometer crimes que a justiça não descansará até que todos estejam presos. Confira parte do que disse o juiz:

“Este júri foi feito em homenagem à atuação da Polícia Civil deste município, que aqui está representada por alguns de seus membros e com os quais eu venho trabalhando há seis anos por esta cidade. Na pessoa deles eu parabenizo a Polícia Civil pelo quadro que hoje tem em Parauapebas. É por isso que nós trabalhamos! “Os nossos ombros suportam o mundo, mas ele não pesa nada, não pesa nada”. Quem acha que vai inverter papéis nessa cidade vai sair daqui, vai ter que se mudar de cidade, vai ter que montar sua banca em outra cidade, em outra freguesia. Aqui NÃO! “

Comentários ( 7 )

  1. “Parabens” ao dono de Parauapebas, ao chefe do condado e superior de Deus. Vaidade, pura vaidade um ser humano dizer que suporta o peso do mundo nas costas. O municipio e nosso e não de Vossa Excelencia, aqui mora quem quiser.

    1. Os Ombros Suportam o Mundo

      Carlos Drummond de Andrade

      Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
      Tempo de absoluta depuração.
      Tempo em que não se diz mais: meu amor.
      Porque o amor resultou inútil.
      E os olhos não choram.
      E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
      E o coração está seco.

      Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
      Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
      mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
      És todo certeza, já não sabes sofrer.
      E nada esperas de teus amigos.

      Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
      Teu ombros suportam o mundo
      e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
      As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
      provam apenas que a vida prossegue
      e nem todos se libertaram ainda.
      Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
      prefeririam (os delicados) morrer.
      Chegou um tempo em que não adianta morrer.
      Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
      A vida apenas, sem mistificação.

      Os versos acima foram publicados originalmente no livro “Sentimento do Mundo”, Irmãos Pongetti – Rio de Janeiro, 1940. Foram extraídos do livro “Nova Reunião”, José Olympio Editora – Rio de Janeiro, 1985, pág. 78.

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