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Vereadores

Discurso da Vereadora Joelma Leite (PSD) em Sessão Solene na CMP

"Tudo o que for para o crescimento de Parauapebas terá o meu voto" (Joelma Leite) .
Trabalhar com o objetivo de fomentar, incentivar e desenvolver novas matrizes econômicas para a geração de mais emprego e renda, e aprovar projetos que garantam a extensão da produção da agricultura familiar e a transformação de Parauapebas em pólo universitário. Assim foi pautado o discurso da vereadora Joelma Leite (PSD), durante a Sessão Solene de abertura do trabalhos legislativos de 2017 em Parauapebas,m que aconteceu ontem (15).
A vereadora Joelma Leite,  que é economista por formação, demonstrou sua preocupação, sobretudo, com o legado que as autoridades atuais devem deixar para as gerações que futuras, assim que a exploração de minério de ferro acabar. Confira os principais trechos de seu discurso:
Em primeiro lugar, quero agradecer a Deus a oportunidade de estar aqui falando para todos vocês. Estar vereadora da cidade em que cresci e que estabeleci minhas referências é com certeza uma honra. Cumprimento a mesa diretora desta casa, e desde já, desejo um mandato de paz, compromisso e muitas discussões produtivas. Cumprimento os colegas vereadores e as colegas vereadoras desejando um bom mandato a todos, com muita produção legislativa, em especial aquelas que possam melhorar a qualidade de vida das pessoas. Cumprimento também, a imprensa, que sempre se faz presente a essa casa. Cumprimento nossa tribuna de honra, agradecendo a todos pela presença. Uma saudação especial a todos os presentes na plenária.

Sempre, em começos de ciclos, a gente tende a refletir sobre o que passou e o que há de vir. E aqui não poderia ser diferente. Estamos iniciando um novo mandato, com novos e antigos atores e esperamos um novo enredo para resolver antigos e novos  problemas. Um deles, que grita em tom ensurdecedor é o desemprego. Infelizmente, já não somos aquela cidade que outrora atraía milhares de pessoas todos os dias e que conseguia absorver grande parte dessa mão de obra rapidamente.

Hoje, o nosso comércio já não tem aquela força que nos fazia crer que Parauapebas era realmente uma cidade diferenciada. E onde erramos? Porque estamos nessa situação? Porque o que mais temíamos aconteceu… Não, o minério ainda não acabou, mas a euforia da fase inicial passou. As expansões das minas pararam. Agora resta a exploração, cada vez mais mecanizada e menos carente de mão de obra.

E não adianta ficar chorando sobre o leite derramado, porque o problema não está por vir, ele já está aqui e como eu disse, gritando de forma ensurdecedora.

Esse, bem como outros problemas, serão nossos grandes desafios enquanto legisladores. Mais do que proteger e qualificar cada vez mais a mão de obra local, precisamos criar meios, a curto, médio e longo prazo para evitar que, o que era exceção antigamente, vire regra.

Neste sentido destaco algumas ações que podem vir a ser soluções, num primeiro momento paliativas, e outras de médio prazo, mais estruturantes.

Em 2015 foi aprovado nessa casa um Projeto de Lei que criava o Programa Gerar. Um programa de qualificação de mão de obra que fornecia uma ajuda de custo para que a pessoa pudesse desenvolver algumas atividades, enquanto se qualificava. Após muita polêmica, esse Projeto de Lei foi aprovado, mas nunca foi colocado em prática. Vejo o momento atual como oportuno para minimizar o sofrimento de muitos que perderam seus empregos, colocando esse programa em prática.

A médio prazo é preciso urgentemente pensar em explorar o potencial turístico local, pois essa é uma excelente fonte de renda para muitas cidades e também pode ser para Parauapebas, visto que fica aqui o Parque Nacional de Carajás. Mas é preciso criar condições para que isso aconteça. Criar e aprovar um plano municipal de turismo, qualificando a mão de obra local e fazendo com que as potencialidades locais se tornem conhecidas a nível nacional.

Hoje Parauapebas conta com um hospital de grande porte e um convênio com a Universidade Estadual do Pará. É preciso transformar Parauapebas em um pólo de formação universitária, pois isso gera renda para o município. Ainda mais se vier junto um curso de medicina, que aliado ao hospital já mencionado, pode tornar Parauapebas um centro médico tanto em formação de profissionais como em tratamento de pessoas, o que com certeza gera renda. Exemplos próximos são conhecidos, pois quantos de nós ou nosso familiares já foram fazer algum tipo de tratamento em Araguaína, no Estado do Tocantins, ou em Teresina, no Piauí? Ou quem não conhece alguém que também se formou em um desses lugares?

Não podemos, também, negligenciar nossa agricultura e pecuária. Qual é a nossa vocação? Como incrementar a produção e mesmo agregar valor a ela gerando trabalho e renda para nossos munícipes? Quero discutir aqui nesta casa e junto com os demais vereadores e vereadoras para aprovarmos um aumento nos valores praticados no Banco do Povo, bem como a ampliação de sua área de atuação. Para produzir é preciso gerar crédito, e Parauapebas já tem um Banco do Povo, é preciso apenas aumentar a potência.

Por fim, e talvez a mais dolorosa em se tratando de gestão pública, está passando da hora de criar uma Lei Complementar para regularizar a situação da CFEM. Isso inclui a criação de um fundo próprio, como prevê a Lei Orgânica Municipal, em seu artigo 75, como se fosse uma poupança compulsória para que o município esteja preparado em situações de emergência.

É sobre estas e outras questões que quero pautar minha atuação nesta casa, ressaltando que sempre serei a favor do que for bom para o município e seus munícipes, não importando de onde partiu a proposição.

Teremos muito trabalho e não podemos nos esquivar dele. Precisamos esquecer e aprender  com o passado e mirar no futuro.

Que sejamos de fato uma casa parlamentar, e não uma casa para lamentar. Muito obrigada!

Comentários ( 3 )

  1. tenho certeza que a vereadora joelma leite vai contribuir muito para melhorar de forma significativa a sintuaçao em que nossa cidade se encontra neste momento..

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