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Assistência Social de Parauapebas ainda não conseguiu entrar nos trilhos

“Estamos trabalhando e muito, já melhoramos muita coisa", disse a secretária adjunta da Secretaria de Ação Social do município.

Depois da Saúde, a Secretaria de Assistência Social (Semas) foi a que mais recebeu denúncias e sofreu com perdas nos últimos anos. O projeto social Criar, que oferecia atividades extra curriculares para crianças em situação de vulnerabilidade social foi fechado depois de anos de atuação; as atividades dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) foram reduzidas drasticamente; o Centro de Inclusão Produtiva foi desativado; e os abrigos sofreram privações diversas.

As denúncias foram compiladas, registradas e divulgadas no ano passado pelo Conselho Municipal de Assistência Social de Parauapebas (COMAPS), Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Com Deficiência (COMDPDP) e Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (COMDCAP), todos ligados diretamente aos trabalhos desenvolvidos pela Semas.

Porém, parece que a nova gestão ainda não conseguiu colocar nos trilhos esta pasta que foi dita como uma das prioritárias para o “Governo da Oportunidade”. Exemplo disso é que o Projeto Pipa, antigo Criar, até agora não teve sua reforma iniciada, apesar de ter sido alvo de um grande alarde da comunicação institucional da PMP, feito com um mutirão de limpeza do espaço, que continua sem utilização até então. O prédio do CRAS Altamira parece abandonado por conta de tanto mato.

As atividades socioeducativas, desenvolvidas para o público infantil e adolescente em situação de vulnerabilidade social, também estão indisponíveis nos CRAS, apenas as atividades para o público idoso. De acordo com a atendente de uma das unidades, não tem nem previsão de quando elas iniciarão.

“Meu bolsa família foi cortado. Fiz o cadastro de novo, mas falta a Assistente Social do CRAS vir aqui em casa. Já falei com ela umas duas vezes e disse que não tinha vindo ainda por falta de carro. Achei um absurdo por que eu moro ao lado do prédio praticamente. Faltou boa vontade na minha opinião”, relatou uma moradora do bairro dos Minérios que preferiu não se identificar. Ela tem quatro filhas e recebe R$ 350,00 do ex-marido para o sustento da família e está com a energia cortada há mais de um ano, e o recurso do bolsa família tem feito muita falta, já que ela está desempregada.

Como denunciado pelos Conselhos, a Semas foi a secretaria que mais sofreu nos últimos anos e com certeza é um desafio colocá-la nos trilhos novamente. Porém, o tempo está passando e a população não tem informações sobre o que de fato está sendo feito para melhorar a rede de assistência social no município.

Neste sentido, o Blog falou informalmente com a secretária adjunta da Semas, a Assistente Social Suely Guilherme, que é servidora efetiva da pasta e acompanhou toda a trajetória vivenciada por usuários e servidores da secretaria até então, para esclarecer o que está ocorrendo. Segue na íntegra as respostas concedidas:

 – “Estamos trabalhando e muito, já melhoramos muita coisa. A reforma do telhado do Pipa já está no processo licitatório, provavelmente vamos reinaugurar o espaço em maio;

–  No CRAS do Altamira já levamos a Obras (Semob) lá e será reformado este ano, temos até a planta pronta que já foi para licitação;

–  Também já estamos garantindo o atendimento à crianças de até seis anos e idosos no Altamira e Minério;

–  O CRAS do bairro da Paz está em um lugar ruim, então alugamos um outro imóvel e faremos uma reinauguração semana que vem.

–  O CRAS do Rio verde voltou com os serviços, principalmente para os idosos.

–  Recebemos a secretaria com um milhão e 800 mil Reais de dívidas e sem dinheiro em caixa. O nosso orçamento caiu de 36 milhões, do ano passado, para 20 este ano. Só a nossa folha de pagamento consome um milhão por mês, por isso estamos buscando suplementação, mas também reeducando o nosso pessoal para redução de custos, só de energia economizamos mais de 20 mil reais por mês.

–  A equipe volante do CRAS dos Minérios, que atende o Ipiranga e Tropical estava paralisada há um ano. Reabrimos com todas as ações. Por enquanto não estamos disponibilizando benefícios eventuais como o auxílio alimentação (cestas básicas), por estarem em processo de licitação”.

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  1. Incrível o papel da mídia sensacionalista que não faz nada além de provocar alarde sem necessidade. A despeito de quaisquer condição estrutural, os serviços dos Centros de Referência estão funcionando e todos os profissionais estão se dedicando ao máximo para atender a população. Uma mídia como a dessa resportagem ridiculariza o esforço coletivo dos profissionais do SUAS, assim como uma gestão de secretaria que tem se empenhado em mudar a roupagem e banir o assistencialismo histórico dessa cidade. A SEMAS está sim atuando e gradualmente fazendo a diferença na Assistência Social do município.

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