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Pará

Atingidos pela mineração debatem na Uinfesspa desastre de Barcarena

Será no Campus I da Unifesspa, motivado pelo vazamento de rejeitos químicos das atividades de processamento da mineradora Hydro Alunorte
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Nesta quarta-feira (14), a partir da 18h, o Movimento dos Atingidos pela Mineração (MAM) e a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) realizam o pré-encontro nacional do MAM, com o tema “Mineração: um debate urgente e necessário – violações e impactos socioambientais em Barcarena-Pará”. O evento será realizado no auditório do Campus I da Unifesspa, na Folha 31, Nova Marabá. Os debatedores serão Samuel Willy dos Santos Amorim e Charles Trocate, ambos do MAM; e o professor Fernando Michelotti, da Unifesspa. Além dessas duas instituições, o evento tem apoio também do Clacso – Grupo de Trabajo Pensamiento Geográfico Critico Latinoamericano.

O assunto está em pauta devido ao vazamento de rejeitos químicos das atividades de processamento da mineradora Hydro Alunorte, de capital norueguês, reconhecida como a maior refinaria de bauxita do mundo. O vazamento atingiu 13 comunidades ribeirinhas, que dependem dos recursos naturais dos igarapés Bom Futuro, Gurajuba e dos rios Murucupi e Tauá, na bacia do rio Pará, em Barcarena.

Por conta disso, os Estados brasileiro, norueguês e empresas mineradoras instaladas em Barcarena, no Pará, serão denunciados em organismos internacionais por violações a direitos humanos e crimes ambientais contra as comunidades tradicionais da região. O anúncio foi feito, em Belém, pelo deputado Carlos Bordalo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Defesa dos Direitos do Consumidor (CDHDC) da Assembleia Legislativa do Pará.

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De acordo com o relatório elaborado pelos deputados paraenses, após diligência realizada no dia 23 de fevereiro, para apurar as denúncias de vazamento da mineradora norueguesa Hydro Alunorte ocorridas nos dias 16 e 17 daquele mês, desde 2000, já foram registradas 22 ocorrências de crimes ambientais na região.  Além de Barcarena, as contaminações ameaçam municípios vizinhos, como a capital Belém, Abaetetuba, Ponta de Pedras e toda a região metropolitana, além do Marajó, o Baixo Tocantins e o Vale do Acará.

Fonte: Ascom/Unifesspa

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