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Marabá

Audiência pública discute degradação dos rios Tocantins e Itacaiunas

Evento reuniu autoridades, ambientalistas, educadores e sociedade em geral

Por Ulisses Pompeu – de Marabá   

A Câmara Municipal de Marabá realizou na quarta-feira, 30, uma audiência pública para discutir os problemas ambientais que têm afligido os rios Tocantins e Itacaiunas. O evento, presidido pelo vereador Guido Mutran, reuniu autoridades, ambientalistas, educadores e sociedade em geral.

Entre as autoridades presentes, participaram a delegada de Polícia Civil, Simone Felinto, bispo Dom Vital Corbelini, Valber André Alves Araújo, secretário Municipal de Meio Ambiente, mais os vereadores Ilker Moraes e Vanda Américo e os recentemente eleitos Priscila Veloso e Edinaldo Machado Pinto.

Em seu discurso de abertura, Guido apontou a explosão demográfica como uma das responsáveis por grande parte dos crimes que afligem os rios que banham a cidade. “Construímos selvas de concreto, mas não cuidamos para que o esgoto de nossas casas não contaminassem os rios. Plantamos, mas não tivemos o cuidado de preservar a mata ciliar do Tocantins e Itacaiunas. Retiramos areia, seixo, peixes com rede de arrasto, banhamos nas praias, mas não tivemos o cuidado mínimo de preservar os rios que nos dão alimento e lazer”.

O vereador lamentou que, por conta da intervenção humana inadequada, os rios sofrem com assoreamento em toda sua extensão, desaparecimento de diversas espécies de peixes e secas frequentes. Guido informou que será elaborado um documento para enviar às entidades competentes para que sejam realizadas ações concretas para minimizar os impactos nos rios.

Valber Araújo foi o primeiro a fazer uso da palavra para apresentar uma palestra específica sobre os danos históricos causados ao Rio Itacaiunas. Ele explicou aos presentes que este rio tem mais de 500 km de extensão e que 270 km do total estão dentro do município de Marabá. Ele nasce em Água Azul do Norte, passa por Canaã dos Carajás, depois por Parauapebas, até chegar a Marabá, onde deságua no Tocantins, tornando-se um rio estadual. “A competência de fiscalização, por conta disso, é do Ibama, Semas e Semma de Marabá. No nosso caso, atuamos em caso de crime ambiental”, explicou.

Valber explicou que as principais causas de poluição dos rios são fenômenos naturais, atividade agrícola, ocupações, desmatamento e assoreamento. Falou dos dramas do Rio Tocantins, manejo incorreto do solo, grande volume de captação de água para irrigação e represamento, empobrecimento do solo e poluição das margens. “Rio sempre foi uma estrada que ao longo dos anos permitiu criação de povoados às suas margens”, lembrou.

Por fim, Válber sugeriu a reformulação da lei ambiental de Marabá, que é antiga e pediu a criação da guarda ambiental municipal para que a Semma (Secretaria Municipal de Meio Ambiente) atuar de forma mais firme para coibir crimes ambientais.

Carlos Brito, vice-presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente, apresentou uma palestra sobre ações e influências sobre os rios e explicou que o foco do Comam está no Itacaiunas, mas algumas ações ocorrem nos dois rios.

Paulo Pantoja, professor do IFPA Campus Industrial de Marabá, apresentou um projeto de extensão tecnológica com geoprocessamento aplicado à gestão de recursos naturais e sistemas integrados para bacia do Rio Itacaiunas. “O projeto prevê diagnóstico ambiental a partir de dados precisos, mostrando que a vazão de 600 metros cúbicos não é real. O estudo vai ficar à disposição da comunidade, mostrando o perfil da degradação e as entidades do meio ambiente poderão ter acesso a ele”, disse.

Rosemary Pimentel Coutinho, química industrial e doutora em Ciência e Tecnologia de Alimentos, também professora do IFPA, revelou que desde 2007 vem trabalhando com alunos sobre a água em Marabá, não apenas dos rios, mas também a potável, de esgoto, de um modo geral.

O bispo Dom Vital Corbelini defendeu a realização de ações concretas para minimizar os impactos ambientais e mostrou que a Igreja Católica está preocupada com o assunto da água “porque os rios estão secando e não podem secar pela ação humana”.

Por sua vez, a delegada Simone Felinto, que é licenciada em Geografia, se disse alegre em perceber a inquietação da sociedade de Marabá com a situação dos rios. Lembrou que participou de várias reuniões no MP, entrou em uma fazenda invadida onde as pessoas estavam loteando as margens dos rios. “Estou percebendo muitos loteamentos às margens dos rios. Os órgãos de repressão não têm capacidade de combater sozinhos os crimes ambientais. Na área urbana espero que cada um levante da sua cadeira e dê um passo no sentido de contribuir.

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  1. COP 13 EM CANCUN

    CONFERÊNCIA DE CANCUN NO MEXICO, vem falar de convênio sobre diversidade biológica, e o esforço para proteger ecossistemas que se baseiam em segurança alimentar, acesso a água, e a saúde de bilhões de pessoas.
    ONU baixou o tôn. Da trilha sonora que invadia os tímpanos das pessoas quando se ouvia CO2, era dissonante para aqueles que tanto lutou.
    E agora parte para a legitima a verdadeira ação antagônica ao aquecimento global.
    É notório de cada conhecedor do sistema, que os biomas sofreram ações enormes ao seu desenvolvimento e depende da capacidade de projeto, que vá oferecer há esse sistema um trabalho honrado a que se destina o meio ambiente.
    OS CONFERENCISTAS falam dos planos econômicos e financeiros para salvar a biodiversidade. Quem fala em salvar o Planeta, deveria mostrar as suas ferramentas, só conversa e dinheiro não ataca o aquecimento global.
    PARA atacar o aquecimento Global, é necessário que eles mostrem ou façam ver resultados de Economia Verde, que no prazo de noventa dias o seu investidor veja que Meio Ambiente faz realmente movimentar a Economia Verde em seu estado.
    O projeto Economia Verde vai aumentar a vasão dos igarapés perenes, e fazer jorrar os temporários, e consequentemente os rios com seus respectivos viveres para alimentar ricos e pobres.
    O BRASIL VAI DEFENDE BIODIVERSIDADE e o setor produtivo na COP 13 em CANCUN NO MEXICO, O MINISTÉRIO DE MEIO AMBIENTE terá que mostrar projeto de defesa ao meio ambiente, para que brasileiros possa acreditar em tudo aquilo que vocês diz ou escreve, políticos ou senadores foram a COP21 em Marrakesh, só com a cara e a coragem de onerar a nação sem conhecer nada de meio ambiente
    O ECOSSISTEMA sem mostrar ferramentas inibidoras para grandes desmatadores em vários Estados deste País, o ecoturismo é uma grande piada, agricultura sustentável só existe no nome, os produtos agrícolas são de baixa qualidade e não tem preço.
    ENQUANTO isso as condições das florestas são gravíssimas, cortadas de estradas madeireiras, nascentes aterradas e rios morrendo por ação do homem.
    OS OCEANONOS dissolvendo os esgotos que a COP13 não menciona, as águas doces recebem esgoto e lixo e o desaparecimento dos viveres, e as espécies silvestre, e a fauna estão morrendo por fome e sede e água ruim, tudo esses animais representa a cadeia alimentar, e estão desaparecendo por falta de homem nos seus respectivos poderes,
    ATENCÃO GOVERNOS FEDERAL E ESTADUAIS tentaram desmoralizar JD e eu joguei no papel, (JOÃO DE DEUS FERREIRA DESAPARECIMENTO DAS PROTÉINAS).
    O MINISTRO LUIS ROBERTO BARROSO agiu como um Deus, que decide e determina entre o bem e o mal, e seguiu o PAPA Francisco que mandou perdoar o aborto, e adora gays, qual a próxima ministro, está elogiando alguém ou é ordem do chefe da igreja católica LUCIFER.
    BRASILEIROS abram bem os olhos que vocês não são bobos, nessa crise e com a recaída da ONU em enxergar o verdadeiro meio ambiente, não vendam as suas empresas ou façam parcerias com estranhos, cuidado com altos golpes, as coisas vão melhorar com a saída de muitos políticos ruins.
    PARA OS GOVERNOS DO NORDESTE E SUDESTE se realmente vocês querem ver água jorrando façam uma vaquinha e teste um homem que vocês acham que sabe algo de meio ambiente, e não se escondam da população.

    João DE DEUS FERREIRA- O HOMEM

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