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Justiça

Avião e helicóptero ainda vão derrubar políticos de Marabá ?

Quem pensa que a operação “Asfixia” da Polícia Federal deflagrada esta semana (14/6) para desarticular esquema criminoso de fraudes em licitações públicas de gases em Parauapebas e Marabá chegou ao fim está muito enganado. Ainda vem chumbo grosso por aí.

E o calibre é tão pesado que pode derrubar até mesmo político de renome na vizinha cidade. Depois das primeiras prisões e conduções coercitivas, agentes da PF ficaram espantados com os novos nomes que apareceram nos depoimentos (não se sabe se vai  terminar em delação premiada).

Pelo menos dois dos presos apontaram que o esquema seria coordenado por um político daquela cidade, agenciado por um assessor do mesmo, cujos nomes não serão revelados aqui (por enquanto).

Mas o pior ainda está por vir. É que a Polícia Federal espera prender nas próximas horas um dos acusados de ser um dos cabeças do esquema, Josimar Eneas da Costa, que ostentava pela cidade carrões, motos, helicóptero e avião. Apelidado por lá de “Eletro”, Josimar já havia entregado o esquema em outra investigação, repassando a um órgão de Justiça até mesmo uma nota de venda do avião para o partido do referido político.

A Polícia Federal quer prender Eletro antes que ele seja alvo de uma queima de arquivo. A PF chegou bem próximo dele no dia da operação, mas quando bateu em sua casa, na Folha 28, a esposa avisou que estava só de calcinha e que iria se vestir. Foi o tempo necessário para que o marido pulasse o muro e “vazasse”.

Fontes do Blog afirmam que os políticos em questão não têm dormido direito desde a operação da Polícia Federal na cidade. Eles teriam tentando entrar em contato com Josimar a todo custo, mas o proprietário da Mundial Ar Condicionado está incomunicável, temendo ser rastreado pela Polícia Federal e preso. Josimar possuía patrimônio incompatível com as atividades declaradas. Ele é proprietário da empresa WJE da Costa e Cia Ltda, citada nos autos e que atua em diversas atividades, dentre as quais o fornecimento de gases medicinais, e é acusado de associação criminosa, fraudes diversas em procedimento licitatório, falsidade ideológica, estelionato e corrupção ativa.

Eletro teria chegado a fazer ameaças ao concorrente Celso Pinheiro, que agia aqui em Parauapebas. Um queria ganhar o território do outro, mas acabaram fechando um contrato verbal de cavalheiros para que as fronteiras de cada um fossem respeitadas.

Além de exibir-se em lanchas, jet ski e carrões, Eletro gostava de um passeio dominical de helicóptero (Prefixo PR-CVK) pela cidade. E não perdia um almoço com amigos em um local chamado de Ilha das Tabocas, no Rio Tocantins, onde descia com seu helicóptero e supostamente sempre pagava a conta. E agora, a Justiça é quem está cobrando a conta do dinheiro público que ele desviou e torrou.

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