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Saúde

Belém: Hospital Galileu recebe selo nacional pelo seu primeiro inventário de emissão de gases do efeito estufa

O documento foi produzido durante o ano de 2016 pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, gestora do hospital sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa)

O Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), em Belém (PA), conquistou o selo prata do Programa Brasileiro GHG Protocol, reconhecimento pela publicação do inventário completo de emissão de gases poluentes da unidade. O documento foi produzido durante o ano de 2016 pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, gestora do hospital sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), possibilitando o mapeamento do impacto das atividades do hospital no meio ambiente e o planejamento de ações para reduzir os índices de emissão de gases do efeito estufa pela unidade.

De acordo com os gestores do Hospital Galileu, a partir do inventário foi possível identificar que cerca de 43% de tudo que é emitido de gases do efeito estufa pelo hospital vêm do consumo de energia. “Para desenvolver qualquer ação com o objetivo de diminuir a emissão de gases de efeito estufa, precisávamos saber o quanto estávamos poluindo e quais as principais fontes dessa poluição. Hoje, com essa ferramenta, podemos traçar objetivo e estratégias, e trabalhar sabendo onde precisamos melhorar”, explica o supervisor administrativo do Hospital Galileu, Sandro Mendes.

Como medidas para diminuir o índice de poluição gerada ao meio ambiente, a Pró-Saúde já implantou no Hospital Galileu o projeto blitz dos resíduos, que visa diminuir o índice de resíduos não recicláveis gerados pelo hospital e aumentar a utilização de resíduos recicláveis; a substituição de lâmpadas fluorescentes por LED, que garantem maior economia de energia; e a implantação de termostatos e temporizadores, que possibilitam menor desperdício de energia elétrica. Um projeto para a implantação de energia solar dentro do hospital também está em andamento.

Segundo Mendes, os resultados já começam a ser observados na unidade, que do primeiro semestre do ano de 2016 para 2017, reduziu em cerca de 7% o consumo de energia elétrica.

O diretor-geral do Hospital Galileu, Saulo Mengarda, destaca, como uma das metas da unidade, a redução da emissão de gases poluentes em 20% até o ano de 2020, compromisso assumido ao aceitar o Desafio 2020 – A Saúde pelo Clima, campanha internacional coordenada pela Rede Global Hospitais Verdes e Saudáveis. “A conquista do selo prata é mais uma etapa do nosso planejamento de fortalecimento da cultura da sustentabilidade em nossa instituição e na comunidade onde estamos inseridos. O próximo passo será a conquista do selo ouro, no qual seremos auditados por outra instituição, garantindo que as informações e ações que estamos realizando estão corretas. Isso demonstra o compromisso da Pró-Saúde com o futuro, não só da instituição, mas do planeta como um todo”, afirmou Mengarda.

De acordo com o diretor Operacional da Pró-Saúde, Paulo Czrnhak, que coordena o programa de Sustentabilidade da entidade no Pará, a instituição tem atuado em prol de desenvolver uma cultura sustentável, na qual as escolhas sempre levem em conta os aspectos sociais, ambientais e econômicos. ‘Acreditamos que é possível agir de forma consciente para uma melhor qualidade de vida. A Pró-Saúde entende que, ao reduzir a emissão de gases de efeito estufa, está contribuindo para a redução de doenças. Hoje, o cuidado com o meio ambiente é primordial para uma vida saudável. E estamos buscando fazer a nossa parte nos hospitais, para assim sensibilizarmos nosso público em prol dessa nova atitude’, concluiu.

Registro Público de Emissões

O inventário do ano de 2016 do Hospital Galileu já está disponível no Registro Público de Emissões, plataforma desenvolvida pelo Programa Brasileiro GHG Protocol, que permite a publicação dos inventários de emissões de gases de efeito estufa (GEE) das organizações membro do Programa. Os inventários se encontram classificados quanto à sua profundidade, como bronze, aqueles que foram feitos de forma parcial; prata, inventários completos; e ouro, inventários completos verificados por uma terceira parte.

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