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Pará

Cabos subaquáticos começam a levar energia firme e internet ao Marajó

Tecnologia inédita no Estado fará com que a Ilha seja conectada ao Sistema Interligado Nacional.

Nesta quarta-feira, dia 29, a Celpa fará a inauguração da subestação de Ponta de Pedras, na Ilha do Marajó. A obra é parte da segunda etapa da conexão da Ilha ao Sistema Interligado Nacional e ocorre através de dois circuitos de cabos subaquáticos. Com um comprimento de aproximadamente 17 quilômetros, em cada circuito, os cabos conectam a subestação de Vila do Conde, em Barcarena, a nova subestação de Ponta de Pedras, que deve beneficiar mais de 30 mil pessoas no município.

A Celpa também viabilizou uma estrutura de fibra óptica no projeto, que é responsável pela transmissão de dados e permite que a Prodepa interligue a ilha do Marajó à rede pública de internet. São 24 pares de fibra com 10,7mm de diâmetro total. Isso representa o transporte de dados em alta velocidade, proporcionando o alcance de taxas de transmissão da ordem de 40 Gbps. O primeiro município do arquipélago a receber internet via fibra óptica é Ponta de Pedras.

De acordo com o presidente da Celpa, Nonato Castro, a interligação da Ilha do Marajó é de grande representatividade para todo o Pará. “Com a inauguração desta subestação, nós estamos dando um grande passo rumo ao desenvolvimento e progresso. A tecnologia dos cabos subaquáticos é inédita no Estado e junto com a construção de subestações e rede de distribuição, proporciona energia elétrica de qualidade e possibilitará aos provedores de internet a realização de investimentos que visam a expansão e melhoria do serviço. Isso tudo deve impulsionar a geração de emprego e renda na região”, avalia Nonato.

Investimento – A parte inicial da obra de interligação tem um investimento de aproximadamente R$ 60 milhões, compreendendo a ampliação e construção de subestações e a construção de 36 quilômetros de redes, sendo aproximadamente 17 quilômetros subaquáticas. Essa interligação via rio faz parte de um projeto maior no Marajó, cujo investimento total gira em torno de R$ 242 milhões e prevê ainda a construção de mais oito novas subestações e 794 quilômetros de rede, que beneficiarão municípios como Soure, Salvaterra, Cachoeira do Arari, Santa Cruz do Arari, Anajás, Chaves, Afuá, São Sebastião da Boa Vista e Muaná.

A primeira etapa do projeto, conhecida como Marajó I, concluída em 2013, recebeu investimento na ordem de R$ 179,5 milhões, aplicados na ampliação de duas e construção de seis novas subestações, além da construção de 685 quilômetros de rede. Essa primeira fase atendeu aos municípios de Portel, Melgaço, Curralinho, Breves, Baião e Bagre.

As obras contemplam a substituição das fontes de geração de energia elétrica que atendem os municípios da Ilha. As usinas térmicas que suprem essas cidades serão gradativamente desativadas com a entrada em operação dos cabos subaquáticos e das demais obras, que envolvem novas subestações e linhas de transmissão. Assim, a geração térmica dará lugar a uma fonte de geração hídrica, pois a obra levará energia elétrica proveniente do Sistema interligado Nacional a essas localidades e beneficiará, diretamente, cerca de 450 mil pessoas residentes no arquipélago.

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