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cerimônia

Casamento coletivo celebra a união de 608 casais em Marabá

Cerimônia teve a participação de cinco juízes e mais de 3 mil pessoas, entre casais, testemunhas e convidados
Por Eleutério Gomes – de Marabá

Seiscentos e oito casais oficializaram a união conjugal na manhã desta quinta-feira (15), no Ginásio “Poliesportivo Renato Veloso”, em Marabá. A cerimônia foi presidida pelo juiz Márcio Teixeira Bitencourt, da 2ª Vara Cível do Fórum local, coadjuvado pelos colegas Adriana Divina da Costa Tristão, Alessandra da Rocha Silva Souza, Marcelo Andrei Simão e pela escrevente autorizada Edinália Belas Barros Nunes, juíza ad hoc. A megacelebração é a culminância do 3º RBA Cidadania, ocorrido em 12 de outubro passado.

A ação, que reuniu mais de 3 mil pessoas, teve a parceria do Cartório do 2º Ofício, prefeitura e Justiça Estadual e sua preparação durou quatro meses, com cinco reuniões e um ensaio. “É a realização de um sonho e, quando chega este momento, a gente se sente realizado. A nossa empresa de Comunicação é uma concessão pública e nós temos esse papel, de levar à população prestação de serviços e cidadania àqueles que não tem acesso”, disse ao Blog Inaldo Antônio da Silva, diretor do Grupo RBA em Marabá, complementando: “Me sinto gratificado e recompensado”.

A cerimônia começou pelo juramento, quando os homens, depois as mulheres, olhando nos olhos do cônjuge, repetiram: Eu recebo a ti, como meu legítimo esposo. Prometo ser fiel, amar-te, respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, por todos os dias das nossas vidas”. Em seguida, aconteceu a troca de alianças. Logo depois, os juízes, reunidos, em coro, declaram os participantes oficialmente casados.

Antônio Alves Amorim da Silva e Isamar Francisca Silva vivem jutos há 34 anos, têm sete filhos e 13 netos. Resolveram casar agora, segundo ele, para oficializar a união, mas, de acordo com a mulher, porque ela vai se sentir mais valorizada: “A mulher só é valorizada a partir do momento em que casa, porque, mesmo que ela viva com um homem do lado, ninguém quer respeitar”.

Já o casal Gutemberg Oliveira Lima e Fabiana Gomes da Silva, que vive em união estável há 17 anos e tem três filhos, decidiu que agora era a hora de casar para “viver de acordo com o que manda a lei”, segundo ele e também para ajudá-la na vida espiritual, já que ela é evangélica. “Me sinto muito feliz com essa prova de amor dele, por causa da minha religião. É um presente para mim e para os nossos filhos. Só tenho a agradecer”, disse ela.

Ismael Brito Félix e Ana Paula Soares de Oliveira estão juntos há oito anos e têm dois filhos, um de 3 anos e oito meses e outro de um ano e oito meses. Se conheceram em uma igreja evangélica e decidiram casar para que na religião sejam abençoados. “É projeto. Deus já tinha revelado a nossa união há muito tempo e hoje é só mais um passo que vamos dar na nossa vida, disse ele. “Estamos selando o nosso compromisso com Deus”, complementou ela.

Para o cartorário Alberto Santis Filho, do Cartório do 2º Ofício e parceiro da ação, o sentimento é de gratidão. “Mais um ano Deus permitiu que eu esteja aqui fazendo o papel que ele reservou na minha vida, que é levar cidadania a quem precisa colocando o cartório a serviço do povo. Este é o nosso compromisso”, disse ele ao Blog.

O juiz Márcio Bitencourt, que está acostumado celebrar casamentos comunitários, diz que nunca tinha feito um dessa proporção com 2.400 pessoas entre casais e testemunhas. “Tenho o hábito de realizar casamentos coletivos em ilhas, comunidades ribeirinhas e aldeias, mas na proporção que foi o de hoje é o primeiro”, salientou ele.

Sobre qual o sentimento de celebrar tão grande evento, ele afirma que é uma grande alegria: “É uma grande emoção porque eu atuo hoje na Vara Privativa dos Casamentos e lido mais com isso quando o casamento dá errado e hoje é o contrário. Então, é uma grande alegria. Digo a esses casais que sejam muito felizes, que se respeitem, que se amem e coloquem o amor acima de tudo, para não se separarem, para não se divorciarem”.

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