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esclarecimento

Celpa envia representante à Câmara Municipal de Marabá para esclarecer e se defender de denúncias

Ezion Silva se referiu a cada uma das situações e disse que de todas as reclamações ao Procon, apenas 24% procediam.

Por Eleutério Gomes – de Marabá    

A propósito de denúncias feitas por vários vereadores da Tribuna da Câmara Municipal de Marabá, contra a atuação da concessionaria de energia elétrica do Estado, a Celpa (Centrais Elétricas do Pará), adquirida em 2012 pelo Grupo Equatorial, Executivo de Relacionamento com o Cliente, Ezion Silva, esteve no Legislativo, na segunda parte dos trabalhos de hoje (10), conforme proposição do vereador Nonato Dourado (PMDB).

Várias dessas denúncias, confirmadas pelo Procon, inclusive, foram objeto de matéria no Blog e geraram grande polêmica, pois envolviam superfaturamento, cortes nos fins semana e até a produção de “gatos” em domicílios.

Ezion começou explicando como se dá a geração e a distribuição de energia elétrica no País, informou que o Pará, com as hidrelétricas de Tucuruí e Belo Monte, está em 4º lugar em geração de energia e que as duas correspondem a 6% da geração em todo o território nacional. Detalhou a função de cada órgão envolvido com a administração do sistema energético do Brasil e, logo de saída, justificou que a Celpa não tem gerência sobre o valor dos preços e das tarifas de energia elétrica.

Informou que a Celpa tem cerca de 2.500.000 clientes no Pará. Mais de 2 milhões são residenciais; 180 mil comerciais, rurais e outros: e 3.900 industriais. Acrescentou que, quando ao consumo de energia no País, o Pará está em 17º lugar; em relação à receita, é o16º; na quantidade de unidades consumidoras ocupa a 12ª posição; e, em termos de tarifa média, fica em 17º.

“Logo, o Pará não tem a maior tarifa do País, como dizem. Está entre os 17 primeiros”, argumentou Ezion, detalhando, em seguida, a fatura de energia, explicando o que preço e o que é tarifa.

“O preço envolve custos desde a geração até entrega ao consumidor, acrescido de tributos como PIS/Pasep, Cofins e ICMS. A tarifa é o valor cobrado por unidade de energia – quilowatt/hora – cujo valor é diferente em cada Estado, por vários fatores como: característica da concessão, número de consumidores, quantidade de energia consumida no mercado, custo de energia comprada e quilômetros de rede de distribuição”, detalhou.

No Pará, ainda segundo Ezion 31,9% do faturamento da concessionária paga os custos de geração; 5,7%, os custos de transmissão; 9,3%, encargos setoriais; 26,2%, tributos; e somente 27,1% são da Celpa “para operar, manter, expandir o sistema e atender os quase 2,5 milhões de clientes”.

Quanto ao reajuste de tarifa, dividida em duas parcelas, ele disse que, em agosto último houve um reajuste. A parcela A, que paga todos os custos e não é gerenciada pela Celpa, teve aumento médio de 8,15%; e a parcela B, gerenciada pela Celpa, teve um decréscimo de quase 1%.

Quanto à suspensão no fornecimento de energia, Ezion Silva explicou os vários tipos de situação que exigem corte e disse que só ocorre a suspensão por inadimplência no fim de semana em uma única situação: o recorte. “Quando o cliente já teve seu fornecimento suspenso, não pagou a fatura e, por conta própria, religou a energia”, informou.

Sobre as irregularidades nas ligações, os chamados “gatos”, Ezion detalhou o passo a passo a partir do momento em que o problema é descoberto, envolvendo, vários prazos para recursos e pedidos de perícia até que se chegue à suspensão do fornecimento.

Acerca do assunto, ele informou que, de 2003 a 2017 a Celpa teve muitas perdas globais. Disse que o Grupo Equatorial assumiu a concessionária em setembro de 2012, com 35,12% de perdas; em 2013, essa perda continuou alta, 35,5%; e de 2014 a julho deste ano, a diminuição da perda já pode ser sentida com mais eficiência, caiu para 28,8%.

Em relação às reclamações no Procon contra a Celpa, Ezion disse que, de janeiro a agosto deste ano, foram contabilizadas 498 e, destas, somente 24% (120) eram procedentes. “Eram falhas ou erros que foram corrigidos”, disse.

Ezion Silva esteve acompanhado do Francisco Lira júnior, Líder de Recuperação; Sócrates Alves Ribeiro, Líder de Serviços de Rede; Valdir Pereira, Líder de Manutenção; e da jornalista Larissa Silva, do Relacionamento com a Imprensa e Mídias Sociais.

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  1. Muito cara de pau de quem acreditou e 24% de erros e justificável e os que pagaram sem reclamar um absurdo se as autoridades continuarem assistindo essa roubalheira

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