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Comércio informal

Círio de Nossa Senhora de Nazaré também garante trabalho e renda o ano todo

Vendedores de souvenires de Belém e do Nordeste peregrinam com a santa por todos os municípios em que há a grande romaria

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Na manhã desta sexta-feira (13), a Avenida Antônio Maia, principal via de acesso ao Centro Comercial da Marabá Pioneira, ganhou novo componente: os vendedores de lembranças do Círio de Nazaré que chegam à cidade anualmente, às vésperas da grande romaria, que acontece no domingo (15). Sessenta deles vieram da capital do Estado, Belém; cerca de outros 40 estão chegando do Nordeste, conforme informações dos colegas. Eles vendem camisas, chaveiros, fitinhas, miniaturas da berlinda e outros souvenires muito procurados pelos devotos da padroeira. São os próprios patrões e param muito pouco em casa, pois percorrem o ano inteiro todas as cidades do Pará em que há a procissão do Círio de Nazaré. Chegam, montam seus mostruários e aguardam as boas vendas. Passada a procissão é hora de partir em busca de outro Círio.

João Maicon Furtado dos Santos, 20 anos, é um desses vendedores, está na atividade há dois anos e diz que dá para ganhar “um bom dinheiro”. Ele chegou na terça-feira (10) e já está vendendo as lembranças que trouxe. “É a primeira vez que venho para Marabá, o pessoal me disse que aqui é muito bom, pois é o segundo Círio do Pará em número de pessoas”, contou, acrescentando que também está confiante na ajuda da santa, da qual é devoto. “Aqui é melhor do que estar empregado”, diz.

Márcio Santos, 41 anos, também veio da capital e conta que há 15 anos vende lembranças de Nossa Senhora em todas as cidades em que há procissão para a Virgem Santa. “Nunca volto com mercadoria para casa, sempre zero o estoque e agradeço a Nossa Senhora por isso. Tudo o que eu tenho é graças a ela, inclusive a minha casa”, afirma ele, que de Marabá segue para Parauapebas, onde o Círio acontece no domingo, dia 22.

José Arlan Ferreira de Souza, 22 anos, começou a vender no Círio de Marabá desde os 17 anos e diz que a cada ano as vendas melhoram. Ele trabalha só com camisas, cujos preços variam de R$ 15,00 a R$ 40,00. “As pessoas gostam da nossa camisaria”, afirma ele, que percorre cerca de 30 cidades durante o ano e diz que também conta com a ajuda santa, já que esse é seu único trabalho.

Marinete Soeiro da Conceição, 39 anos, vem para Marabá há nove e diz ser devota da santa de quem recebe ajuda no seu trabalho. Ela também trabalha com a venda camisas com preços que variam de R$ 10,00 a R$ 20,00.

Nildo Cezar Pinheiro, 43 anos, está vindo pela primeira vez a Marabá e acredita na propaganda que seus colegas vendedores fizeram da cidade: “Disseram que aqui a gente vende bem”, conta ele, que vende três fitas por R$ 1,00, o chaveiro a R$ 3,00 e a camisa, de R$ 10,00 a R$ 15,00. “Sou devoto da santa e acredito que ela vai me ajudar”, afirma, contando que, depois de Marabá, segue para Parauapebas.

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