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Coletores de folhas de jaborandi em Carajás ganham primeira sede

A Vale, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Cooperativa dos Extrativistas da Floresta Nacional de Carajás (COEX) inauguraram a primeira sede da Cooperativa. A iniciativa favorece diretamente 33 famílias cooperadas que vivem da coleta de forma legalizada. Porém, o benefício se estende a várias pessoas no mundo, isto porque, substância da folha do jaborandi coletada por eles em Carajás, segue para o exterior, onde é transformada em colírio para o combate ao glaucoma, a maior causa de cegueira no mundo.

A sede, que conta com escritório, galpão para armazenagem de folhas e sala para sementes integra ações do Projeto de Aceleração da Cooperativa. Durante dois anos, com o apoio também do Instituto de Socioeconomia Solidária (ISES), foram promovidas capacitações para melhoria da organização e gestão e da infraestrutura física e técnica da entidade. O convênio possibilitou ainda que a Cooperativa adquirisse equipamentos de escalada e uma caminhonete, encurtando as distâncias e as condições do trabalho de coleta.

“Nosso sentimento é de muito orgulho e satisfação, hoje temos uma estrutura muito melhor que 10 anos atrás para desenvolver nossa atividade, que é de muita importância e inicia aqui, mas beneficia não apenas pessoas da região, mas do Brasil e do mundo, porque o jaborandi tem importância para saúde global”, diz a secretária Executiva da Cooperativa, Ana Nascimento.

Para o chefe da Floresta Nacional de Carajás, Frederico Drumond, o projeto consolida a possibilidade do uso diversificado da Floresta. “Este galpão concretiza a visão da possibilidade de outros usos da Floresta com populações extrativistas além da mineração, seja o jaborandi, sementes, copaíba e até açaí. Hoje o grande parabéns vai para estes extrativistas que realizam trabalho totalmente legalizado e sustentável”, diz Frederico.

Por meio de convênio firmado com a Vale, os cooperados realizam hoje além da folha do jaborandi, coleta de sementes nativas empregadas no desenvolvimento de mudas, recuperação de áreas e conservação das espécies. “Trata-se de um projeto estruturante, transformador, com o objetivo de capacitar e apoiar uma atividade alternativa de renda, ao mesmo tempo beneficiando o meio ambiente e as pessoas”, conclui o líder de Meio Ambiente da Vale, Leonardo Neves.

Fonte: Assessoria de Imprensa Vale

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