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Coluna Direto de Brasília – Por Val-André Mutran

Uma coletânea do que os parlamentares paraenses produziram durante a semana em Brasília
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O Blog do Ze Dudu avisou!

Este colunista antecipou em 24 horas, o que acabou sendo uma miríade de embaraços políticos, a não observância preconizada na Resolução nº 23.548, de 18 de dezembro de 2017, do Tribunal Superior Eleitoral.

 Blog do Ze Dudu publicou uma nota no último sábado, 4, na Coluna Rapidinhas,do meu amigo e parceiro José Eduardo, mais um grande “furo” de reportagem que está dando o que falar até agora. O surrado ditado: “Quem avisa, amigo é!”, quando bem empregado, sempre estará em alta para os bons leitores das entrelinhas do mundo político. Resumindo: “Não li, mas tudo não estava certo? –Isso pode Arnaldo? O TRE/PA responderá as duas perguntas no dia 16 de agosto.

O que diz a Lei?

Coligação é partido, segundo o TSE. O registro, portanto, está circunscrito a duas candidaturas para o Senado. Após a realização das convenções no último final de semana, o que não constou em ata, é o que será considerado.

Coisas da política

Bem ao seu estilo, o ex-senador Mário Couto foi, digamos, do Céu ao Inferno, na velocidade da luz, em menos de 24 horas. O Céu foi o sábado, 4, quando Helder Barbalho e seu pai, o senador Jader Barbalho (MDB), antes considerados “parceiros” em prol do bem-estar do povo paraense, transmutaram-se em demônios ardilosos, ao sabor inexplicável da bruma madrugal. O dia raiou, na bela manhã do domingo, 5, e Mário Couto ocupou as redes sociais num processo de vitimização que pegou muito muito mal. Há farto e divertido material para o leitor constatar esse fenômeno de mudança radical de opinião.

E=MC²

Desafiando a Teoria da Relatividade de Einstein, o presidente do PP, deputado Federal Beto Salame, superou a fórmula E=MC² e foi ainda mais rápido, soltando uma nota à imprensa, apaziguando o que seria um desastre para a legenda no acerto proporcional, caso o roteiro de ódio e vingança traçado pelo recém filiado, fosse executado ao cabo e à ordem.

Esfriamento criogênico

Apesar da teoria criogênica ainda não ter sido comprovada cientificamente, no caso em questão, comenta-se nos meios políticos, que os irmãos Salame, mais uma vez, superaram a lógica do processo, demonstrando que há inteligência política no interland paraense. Como a solução para a vida eterna é apenas uma ficção sob os efeitos da teoria criogênica, a realidade dos fatos debruçou-se sobre o ex-senador Mário Couto, inoculado com uma injeção de efeitos criogênicos, da nota publicada como um raio. Houve comprovado resfriamento radical de sua temperatura mental que, acabou cedendo a remédio de tal eficiência. De volta à arena da disputa, não se sabe se mais jovem (a teoria criogênica preconiza o rejuvenescimento das células de modo geral), mas só o tempo e as urnas dirão qual o resultado do tratamento.

Consequências

As coligações que registraram mais de dois senadores tiveram que “cortar na carne”. O dilema posto era, coligar na majoritária ou na proporcional? Ficou evidente que nas articulações da coligação do DEMOCRATAS, leia-se atual governo, as atas das candidaturas do senador Flexa Ribeiro (PSDB) e Sidney Rosa (PSB) foram colocadas na mesa de negociação como ponto pacífico. Desta forma, os candidatos a senador, Coronel Osmar (PDT) e Jarbas Vasconcelos (PV) são candidatos, teoricamente.

Consequências II

A candidatura do Pastor Ibanês (PTC), inicialmente alinhada em apoio ao MDB, sofreu reviravolta, surpreendendo a todos, tudo porque um vídeo, largamente compartilhado nas redes sociais no meio da semana passada, exibiu o pré-candidato Hélder Barbalho (MDB), secundado pelo presidente nacional da legenda, Daniel Tourinho e o próprio Ibanês, hipotecando apoio ao ex-ministro, como um milagre bíblico, mudou de lado e discursou no palanque da coligação adversária. Chiadeira geral, mas depois houve intervenção no partido e o pastor, nesses alturas da disputa, deve estar se esforçando para se “virar nos 30”, de modo a explicar ao rebanho o que aconteceu.

Veja também:  Coluna Direto de Brasília - Por Val-André Mutran

Consequências III

Em mais um capítulo que entrou no verbete da história política paraense, o fortíssimo candidato ao Senado pelo PSL, delegado João Moraes, acabou de me confirmar que ainda está na disputa. Ele disse que nunca esteve fora, até porque, “o fenômeno Bolsonaro chegou para ficar”, garantiu o pré-candidato.

Simbiose Político-Cultural

Realizada há 25 anos de forma ininterrupta, a Fest Tribo, em Juruti, no Oeste do Pará, resgata em forma de espetáculo a cultura indígena nativa da cidade, representada pelos contendores das tribos Munduruku e Muirapinima que, ao longo de 1/4 de século formatou uma das festas mais extraordinárias do Brasil, com grife de assinatura original de entretenimento amazônico. O grandioso espetáculo é ancorado num enredo fixo: a “guerra do bem”, protagonizada segundo o melhor que há na exploração criativa de um script folclórico de encantar, durante três dias, todos os que já tiveram o privilégio de assistir ao festival.

Simbiose Político-Cultural II

O festival é lindo e caro. Muito caro. Sem apoio institucional, as tribos Munduruku e Muirapinima correm o risco de ruptura desse processo mágico, realizado por obra e graça da população local. A difícil tarefa de provar quem é a melhor tribo na disputa encanta mas, ao mesmo tempo, preocupa os organizados do evento. Diante desse quadro, em linha direta com a Coluna, o Deputado Federal Nilson Pinto (PSDB) informa que, numa articulação com seu colega, senador Flexa Ribeiro (PSDB), destinarão R$ 200 mil de suas emendas parlamentares, cada um, ou seja “400 paus” para o evento no ano que vem, quando acontecerá a 26ª edição. Presente no compromisso, o até então presidente da Assembleia Legislativa, Márcio Miranda, comprometeu-se em alocar os recursos necessários que faltarem para cobrir a planilha de custo do evento. Tá certíssimo MM, como agora é conhecido.

Ao imortal professor Asdrubal

Nascido em Humaitá, no Estado do Amazonas, em 1939, embora tenha se tornado um dos maiores paraenses de todos os tempos, o meu amigo querido de sempre e inigualável parlamentar, ex-deputado federal Constituinte, presidente do Payssandu – meu time do coração – e cumprido sua última missão política como superintendente da SR-27, Asdrúbal Bentes generosamente me escolheu como porta-voz para anunciar a saída da sua proficiente vida política.

Ao imortal professor Asdrubal II

Esse autêntico caboclo amazônico é a referência incontestável que Deus existe, é Pai e provê seus filhos. O Xamã, que se tornou um dos mais respeitados advogados do Brasil, e certamente do Mundo em direito agrário, jamais se arrependeu de participar, como ele me disse há pouco, de suas escolhas políticas. Jamais mudou de partido. Sua brilhante Relatoria no Código Florestal Brasileiro equilibrou interesses antagônicos que pesaram no encaminhamento que o mestre conduziu, observando um Brasil de gente que nasceu para trabalhar e produzir alimentos para o resto desse mundão de Deus.

 Ao imortal professor Asdrubal III

Amigo Asdrubal, finalmente resolvestes descansar e aproveitar em vida, longa que Deus te permitiu, os teus filhos, netos e bisnetos. Tu que propusestes a criação do Carajás. O deputado que sempre atento garantiu os direitos de nossa gente, cabocla, espoliada, maltratada e nunca valorizada, embora guerreira, disposta e sempre entusiasmada para fazer desse lugar o melhor do mundo. Muito obrigado, deputado federal Asdrubal Bentes!

 Val-André Mutran – correspondente em Brasília

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