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Marabá

Com prefeito “sumido”, vereadores e professores farão caça ao “Salame Pokémon”

Durante a sessão da Câmara Municipal de Marabá desta terça-feira, 16, os vereadores receberam no Plenário mais de 300 educadores, os quais anunciaram que a categoria não vai retornar ao trabalho até que o pagamento do salário de julho esteja depositado na conta deles.

Os professores lembraram que o reinicio do ano letivo já havia sido adiado pela gestão municipal desde as férias de julho e deveria recomeçar em 16 de agosto, mas a categoria resolveu suspender em assembleia geral até que os salários sejam pagos.

Diante disso, os professores pediram que a Câmara interceda junto ao Executivo para marcar a data do pagamento. Após uma reunião na sala ao lado ao Plenário, os vereadores informaram aos professores que não conseguiram localizar o prefeito João Salame, mas se comprometeram em formar uma comissão, composta pelos vereadores Antônia Carvalho, a Toinha do PT, Irismar Araújo Melo, Ilker Moraes, Adelmo Azevedo e Alécio Stringari ou Miguel Gomes Filho, o Miguelito, presidente do Poder Legislativo para procurar o prefeito pela cidade.

A vereadora Irismar Melo lamentou que professores ainda não recebam seus salários e nem o reajuste de 9,83% foi colocado no contracheque dos servidores. Ela revelou que os vereadores tentaram entrar em contato com o prefeito João Salame para marcar reunião urgente, “mas consta que o telefone dele não existe mais”, disse, lamentando que crianças e adolescentes não tenham expectativa de quando as aulas vão recomeçar.

Ainda durante a reunião, o presidente Miguel Gomes Filho confirmou a formação da comissão de vereadores que vão aos lugares frequentados pelo prefeito (residência, prefeitura, entre outros) na tarde desta terça-feira em companhia de um grupo de professores. “Queremos dar uma resposta sobre o cronograma de pagamento de vocês até a tarde de hoje”, garantiu.

Diante do “sumiço” do prefeito João Salame, os professores começaram a chama-lo de “prefeito Pokemón”, uma referência do jogo virtual que está em moda e, para que tenha êxito, o jogador precisa “caçar” as pokebolas para marcar pontos.

Na mesma sessão, o vereador Edivaldo Santos tentou apresentar um pedido de cassação do mandato de João Salame e Luiz Carlos Pies, mas não havia quórum suficiente. Ele precisaria de 14 dos 21 presentes para que o pedido foi recebido formalmente, mas temendo que alguns aliados de Salame não votassem, ele segurou e garante que fará a apresentação na próxima sessão, marcada para o dia 23 deste mês.

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  1. O povo de Marabá é responsável por tudo que tá acontecendo.
    Onde estão os partidários do Salame?aqueles que o conduziram ao poder através do seu voto “consciente”.
    A câmara municipal também tá jogando para a platéia,sair procurando o prefeito pela cidade é tão inútil quanto jogar o tal pokemon,se a câmara realmente quisesse ouvi o prefeito,usaria os meios legais disponíveis em seu regimento.
    Chego a conclusão que certos políticos são mais inúteis que o tal jogo,caçar pokemon por mais bizarro que possa ser,não prejudica ninguém além do próprio “pokebobo”praticante do ato,falar em cassar o prefeito restando três meses para o fim do mandato,não passa de palanque político para candidatos a reeleição,nesse caso,é melhor votar no monstrinho do jogo.

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