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COMDCAP

Comitiva de Conselheiros identifica falta de estrutura para atendimento de mulheres e adolescentes na 20ª Seccional de Polícia Civil

A visita resultou em um relatório que será encaminhado aos órgãos responsáveis afim de cobrar providências para resolver os problemas apurados.

Na manhã da última sexta-feira, 17, uma comissão formada por membros do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente de Parauapebas (COMDCAP), do Conselho da Comunidade e dos Conselhos Tutelares I e II, realizou uma vistoria nas instalações da 20ª Seccional de Polícia Civil, às celas de custódia de presos, com o objetivo principal de verificar a situação do local em que adolescentes, que cometem ato infracional, e mulheres ficam enquanto aguardam audiências.

A equipe de conselheiros foi recebida pela Delegada Yanna Azevedo, que mostrou os locais solicitados. “Fiquei ali dentro da carceragem por cinco minutos e pude perceber várias irregularidades, como a falta de celas suficientes para separar os detidos em custódia, falta de higiene, um mau cheiro insuportável, entre outros. O trabalho do COMDCAP é fiscalizar e pedir providências”, informou Rodrigo Leal, secretário do COMDCAP.

No momento da visita não havia nenhum adolescente em custódia. “Uma sala minúscula foi adaptada como cela para, quando houver necessidade, separar quem estiver em custódia, por sexo ou idade. Mas se acontecer de ter menino e menina menores, ou homens e mulheres, no mesmo horário, como fazer?”, questionou Rodrigo Leal.

Na ocasião também foi realizada uma visita à delegada Ana Carolina Carneiro de Abreu, da Deam,  responsável pelas crianças e mulheres que sofreram direitos violados. Ela se mostrou muito prestativa com relação aos questionamentos da comitiva e preocupada com a falta de estrutura em Parauapebas. A visita resultou em um relatório que será encaminhado aos órgãos responsáveis afim de cobrar providências para resolver os problemas apurados.

A 20ª Seccional foi reformada em 2015. A obra custou mais de meio milhão de reais aos cofres públicos. A estrutura é composta por 20 salas, vestiários, banheiros públicos, alojamentos e local de custódia para presos.

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