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Reforma agrária

Coordenação da FNL afirma que retomará negociações com Vale na Casa Civil, em Brasília

Após desocupação das áreas em Parauapebas, Movimento conseguiu marcar para o início na próxima semana uma reunião na Presidência da República. Vale diz desconhecer agenda.

De acordo com Vanelma Rocha, uma das coordenadoras da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) que representa a região do Contestado, na próxima segunda-feira (04), às quatro horas da tarde está agendada uma reunião na Casa Civil, em Brasília, para discutir os supostos acordos feitos com a mineradora Vale.

Segundo Vanelma, a pauta da reunião será a mesma do dia 12 de setembro, momento em que, em Brasília, o movimento solicitou à Vale a compensação dos danos causados pela exploração mineral por meio da instalação de torre de telefonia celular; implantação de uma unidade para manipulação de leite e derivados; caminhões para o escoamento da produção agrícola; três farinheiras; construção de sete quadras esportivas cobertas; além da construção de galpões para a implantação de agroindústria, escola técnica e o repasse da Compensação Financeira pela Exploração de recursos Minerais (CFEM).

Eliseu Padilha, representante do Governo Federal; Manoel Júnior, coordenador nacional do FNL; Zé Rainha, presidente nacional do FNL; Adriano de Sousa, nosso coordenador estadual e eu, Vanelma Rocha, estaremos todos presentes neste dia para tentar negociar com a Vale, pois fomos informados que um gerente e um diretor nacional da empresa também estarão presentes”, explicou Vanelma, que ainda destacou que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) fará a intermediação das negociações.

Vanelma ainda reforçou que o agendamento dessaa reunião foi uma das condicionantes para que o Movimento desocupasse a Estrada de Ferro, a portaria que dá acesso à Floresta Nacional de Carajás (FLONACA) e a Rodovia Faruk Salmen. Mas deixou claro que, caso a Vale não cumpra com as exigências, serão tomadas novas providências pela FNL.

A Vale declara que foi uma mera convidada da reunião do dia 12 e que não houve quebra de acordo nenhum. A mineradora tomou decisões sim e, se essa for mais uma reunião de enrolação e promessas, podem ter certeza que vamos continuar cobrando os nossos direitos. Vamos continuar cobrando que a Vale faça seu parte social e que o Governo Federal assuma as responsabilidades com as áreas do Contestado e região. Nós não podemos ficar abandonados como estamos”, enfatizou a coordenadora.

Em nota enviada hoje (30) ao Blog, a Assessoria de Imprensa da mineradora informou que “desconhece essa agenda” citada pela coordenadora da FNL na região.

Em recente nota divulgada pela Vale, quando das interdições, a empresa afirmou “repudiar veementemente a ação criminosa e ilegal da Frente Nacional de Luta (FNL) e refuta as afirmações feitas por integrantes do movimento. Em nenhum momento, a empresa fez acordos com a FNL, como informado pelo movimento. A pauta de reivindicações foi acolhida pelos órgãos públicos competentes que, inclusive, reuniam-se com o grupo em encontros mensais, o que torna ainda mais injustificável a ação intempestiva da FNL“.

A Secretaria Nacional de Articulação Social da Presidência da República e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária também emitiram nota no início da semana informando a suspensão de qualquer negociação com lideranças da FNL até que a ordem fosse restabelecida.

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  1. Tudo que eles estão reivindicando, foram problemas de campanha do governo da oportunidade, agora a VALE é quem vai realizar as promessas do governo dos oportunista.

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