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Urbanismo

Cratera ameaça engolir casas em bairro da periferia de Marabá

Tudo começou em 2009, quando um homem conhecido como “Paulista” retirou uma grande quantidade de aterro de um terreno de sua propriedade

Membros de seis famílias que residem na Quadra 15 da Folha 7, núcleo Nova Marabá, não consegue dormir direito, principalmente quando chove. Tudo porque uma erosão que não para nunca vai engolindo os quintais e ameaça agora derrubar as residências em que moram, levando tudo para baixo, numa altura de 12 metros.

Segundo Maria Aparecida de Carvalho, residente na Folha 7 Quadra 15 Lote 14, tudo começou em 2009, quando um homem conhecido como “Paulista” retirou uma grande quantidade de aterro de um terreno de sua propriedade, localizada na rua de trás das casas em questão. Como o nível entre elas é de, pelo menos, 12 metros de altura, com as primeiras chuvas começou a erosão, que foi causando estragos e levando medo aos moradores da outra rua, mas no mesmo quarteirão.

Maria lembra que a situação piorou em 2011, quando o desmoronamento destruiu mais de 5 metros de quintal numa única noite, com chuvas intensas, destruindo árvores, cercas e muros. “Agora, a gente teme o pior, porque as casas estão a poucos metros do começo da cratera e elas serão as próximas. Temos várias crianças e idosos nas casas que estão ameaçadas”.

Dejanira Rodrigues Nascimento, que reside no local há mais de dez anos, diz que os moradores são pobres e não têm condições de construir uma obra que impeça a continuação do desmoronamento. Além disso, eles não têm para onde ir e acreditam que sem a ação dos órgãos de Justiça não conseguirão resolver o dilema.

Ela recorda que em 2011 procuraram o Ministério Público Estadual e a promotora Josélia Leontina de Barros conseguiu que a Prefeitura realizasse obras para frear o desmoronamento. Todavia, ela foi paliativa e na noite de 20 de fevereiro último o muro de contenção acabou sendo derrubado pela enxurrada e a erosão continua avançando em direção às residências.

Durante a gestão do prefeito João Salame, foi publicada uma licitação para uma empresa realizar obras para resolver o problema, mas o processo nunca se concretizou. “Não houve interesse, de fato, para resolver a situação”, avalia Dejanira Rodrigues.

Esta semana, o Ministério Público foi acionado novamente e a promotora Josélia Leontina de Barros, do Meio Ambiente e Urbanismo, convocou os moradores afetados e a Prefeitura de Marabá, através da Secretaria Municipal de Obras, para uma reunião que está agendada para esta sexta-feira, dia 2, para discutir o dilema dos moradores e um cronograma de obras para evitar o desabamento das casas.

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