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Saúde

Darci Lermen deve decretar situação de emergência na saúde de Parauapebas

O orçamento da Semsa para 2017 passa dos R$ 150 milhões e o discurso do atual gestor é que o valor estimado é insuficiente para manter toda a rede funcionando.

O primeiro dia do novo mandato do prefeito de Parauapebas, Darci Lermen foi muito puxado. Ele chegou no prédio da PMP, no Morro dos Ventos às 5 horas e já era esperado por um batalhão de pessoas que queriam lhe cumprimentar ou cobrar a promessa de emprego feita durante a campanha. Por volta das 9 horas o Palácio do Morro dos Ventos estava lotado. Basicamente o que foi feito ontem foram encerramento de contratos e os decretos nomeando o Staff que o acompanhará nesse mandato. Por volta do meio dia, o prefeito, em comitiva, visitou algumas instalações onde funcionam a saúde local, principalmente a UPA e o HGP.

Depois dessa maratona de visitas aos principais equipamentos públicos de saúde, o prefeito Darci Lermen reconheceu que as instalações da UPA, Policlínica e HGP são muito boas. Porém, em função da falta manutenções diversas, insumos, materiais e medicamentos deverá decretar estado de emergência na saúde para facilitar a aquisição desses itens com maior brevidade possível.

“O oxigênio da UPA acaba amanhã, por exemplo. Vi pacientes aqui no Pronto Socorro que precisam comprar seringas para poder ter atendimento. Não temos tempo. Não podemos adiar. Precisamos fazer o básico da saúde funcionar logo”, reforçou o prefeito ao ser questionado sobre qual a justificativa para decretar situação de emergência, o que permitirá a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) realizar compras sem a demora comum do processo licitatório.

Mas, os problemas da saúde vão além da necessidade de realizar compras com urgência. É preciso gestão eficiente dos recursos e de pessoal e um olhar amplo sobre as prioridades da pasta para evitar que situações como a da dona de casa Lucimar Ferreira Mendes, hospitalizada desde o dia sete de dezembro, na ala de observação do Pronto Socorro Municipal, aconteça.

“Eu fui mordida de rato. Fiz o tratamento no “postinho” de saúde, mas não deu certo. Vim para o Pronto Socorro e me deixaram aqui até hoje. Estou esperando vaga em Marabá para fazer uma cirurgia porque disseram que o hospital daqui não tem cirurgião vascular”, informou a paciente Lucimar Ferreira, que corre o risco de perder o pé caso a cirurgia não corra logo.

O orçamento da Semsa para 2017 passa dos R$ 150 milhões e o discurso do atual gestor é que o valor estimado é insuficiente para manter toda a rede de saúde instalada, ampliada consideravelmente nos últimos quatro anos com a implantação do Samu, UPA, Policlínica, Unidade de Saúde dos Minérios e Tropical.

O médico Francisco Cordeiro Leite, titular da pasta, informou que durante uma reunião realizada na semana passada com o secretário de saúde do Estado, ficou acertado que o governo estadual deverá assumir os custos dos serviços de alta complexidade, tais com hemodiálise e UTI, e que o processo de habilitação da UPA já está bem avançado.

“Falta apenas a vigilância sanitária do Estado emitir a licença e fazermos alguns outros detalhes para que possamos habilitar os serviços de alta complexidade e conseguir ter esses serviços custeados por eles. Dessa forma, podemos direcionar os nossos recursos para outras áreas da saúde”, garantiu Francisco Leite.

A respeito do contrato com o Grupo de Apoio à Medicina Preventiva (GAMP), empresa que gerencia o HGP, o prefeito informou que terá uma reunião nesta terça-feira (3), sobre a continuidade ou não do contrato. É bom lembrar que durante a coletiva de imprensa de apresentação do secretariado, realizada semana passada, Darci Lermen foi categórico ao afirmar que encerraria o contrato.

Uma das implicações quanto ao encerramento do contrato é a situação do quadro funcional do HGP, pois mais de 200 profissionais foram contratados para atuar no hospital, inclusive com experiência comprovada em diálise e UTI, e devem ser demitidos com o rompimento do contrato com o GAMP.

Para contratar enfermeiros e técnicos de enfermagem, por exemplo, funções das mais exigidas em um hospital, a gestão da Semsa terá que convocar os profissionais que foram aprovados no último concurso realizado, ainda em vigor. Porém, para convocar estes profissionais, é necessário que os vereadores aprovem em sessão o aumento do número de cargos efetivos na Semsa, processo que pode demorar um pouco.

Desde ontem que populares se aglomeram na PMP para falar com o prefeito Darci Lermen.

O segundo dia útil da gestão Darci Lermen não começou diferente. Hoje, 03, o prédio da PMP voltou a receber centenas de pessoas que buscam a tão sonhada vaga prometida por ele durante a campanha.  A agenda do prefeito para hoje não foi divulgada.

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