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Uniforças

Deficientes são vítimas, também, da falta de consciência das pessoas ditas normais

O vice-presidente da Uniforças Marabá, Luiz Cláudio Chaves – o Cacá -, pede que a sociedade trate o deficiente com mais atenção

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Vida de deficiente, seja físico, visual ou auditivo, é difícil em qualquer lugar do País. Que o diga o vice-presidente da Uniforças (União de Pessoas com Deficiência do Sul e Sudeste do Pará), Luís Cláudio Chaves, que é cadeirante e no dia a dia da cidade enfrenta dificuldades para se deslocar, mesmo numa cadeira movida a bateria. Cacá, como é mais conhecido, afirma que em Marabá são cerca de 5 mil as pessoas deficientes físicas e que todas, de alguma forma, correm risco nas ruas.

São várias as situações que se arrastam há décadas e cuja solução vem sendo buscada pelos governos que se sucedem, mas, que no entendimento de Cacá, dependem muito mais da consciência dos cidadãos, das pessoas que se dizem normais.

Ele relata que, em muitos anos, pela primeira vez, meses atrás, teve uma demonstração de consciência quando uma mulher, dirigindo automóvel, por pouco não o atropela em uma avenida do Núcleo Cidade Nova. “Ela, distraída ao volante, chegou a esbarrar na minha cadeira, mas não me machucou. Assim mesmo, ela ficou tão preocupada que me esperou na oficina e só saiu de lá quando os mecânicos disseram que a cadeira estava intacta, que esbarrou, mas foi de leve”, conta ele ao Blog, acrescentando: “Eu fiquei impressionado. Se fosse outra pessoa teria ido embora”.

A mesma consciência, porém, lamenta o cadeirante, não tem a maioria dos condutores que estacionam em vagas destinadas a deficientes nos supermercados e no shopping de Marabá. “O DMTU está fiscalizando isso e já autuou vários desses condutores”, afirma Cacá, acrescentado: “Mas eles são insistentes, dizem ‘são só uns minutinhos’ e colocam o carro lá”.

Consciência, e não só em relação a cadeirantes, mas também a deficientes visuais e idosos, também não tem quem constrói calçadas irregulares, que tornam impossível se deslocar por elas. E não são poucas as calçadas nessa situação na cidade. “O dono do terreno acha que até a margem da rua pertence a ele e faz do jeito que bem entende, não pensa em quem vai se deslocar por ali”, lamenta Cacá novamente.

Ele afirma que o único órgão que está lutando por essas pessoas a quem falta respeito e consideração é o Ministério Público Estadual, na pessoa da promotora Lilian Viana Freire, que está executando várias ações e fim de conscientizar os cidadãos e cobrar das autoridades uma ação mais efetiva quanto à acessibilidade e ao respeito a essa categoria de cidadãos.

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