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Marabá

Delegado da PF vira “queridinho” e fiel da balança nas prévias das eleições em Marabá

Por Ulisses Pompeu – De Marabá

Um candidato novo na política – sem manchas em sua carreira e com perfil de “caçador de corruptos” – é uma radiografia rústica do delegado Antônio Carlos Cunha Sá, que afastou-se da Polícia Federal para concorrer ao cargo de prefeito de Marabá este ano. Embora não apareça entre os líderes nas pesquisas, todos sabem que ter um nome “ficha limpa” e com o DNA ligado a uma instituição séria como a PF pode trazer bons dividendos durante a campanha eleitoral na TV, rádio e nas ruas.

Nas últimas semanas, ele é o nome mais desejado como aliado entre os principais candidatos. Alguns partidos o desejam como vice e outros na cabeça de chapa, na figura de candidato a prefeito mesmo. E esta semana o nome de Tony Cunha, como ele é chamado na cidade, viajou em velocidade supersônica pelas redes sociais, ora como vice de um, ora como candidato puro a prefeito.

Seu Partido, o Rede Sustentabilidade, anda eufórico com tanto assédio em torno do nome de seu pupilo. Nesta quarta-feira, 3, quando correligionários do deputado estadual Tião Miranda anunciaram que Tony seria o vice na chapa com o candidato do governo do Estado, muitas pessoas vibraram e fizeram o prognóstico de que Tião já estava definitivamente eleito.

Só que Wendel Bezerra, um dos fundadores do Rede em Marabá e pré-candidato a vereador publicou uma nota polêmica em rede social no mesmo dia, anunciando que se a união TT (Tião-Tony) prosperar, ele vai “melar” a convenção do partido, apresentando-se como pré-candidato ao cargo de prefeito, disputando com o delegado a vaga do partido. E Wendel é muito querido e respeitado no Rede.

Na mesma noite, membros do PRB, do vereador Pastor Eloi Ribeiro, publicaram nota e foto em rede social na qual aparecem Tony, Sueli Lara e Eloi, afirmando que o delegado da PF tinha acertado ficar mesmo na aliança com o PRB como candidato a prefeito, tendo Sueli como vice.

Por outro lado, o médico Jorge Bichara, outro pré-candidato, anda feliz com seu nome despontando nas pesquisas, também sonha em ter Tony ao seu lado. Ontem a noite, os dois conversaram por mais de uma hora e até amanhã, sexta-feira, quando ocorrem as principais convenções, tudo pode mudar.

O PT, em baixa em Marabá, possivelmente não terá candidato próprio a prefeito e nem a vice. Extraoficialmente alguns membros do partido avaliam que o Partido dos Trabalhadores deve dar apoio para Tião, numa negociação com Dirceu ten Caten (PT), também deputado estadual.

Outro vice bem disputado é Manoel Veloso, que tenta recuperar o legado do pai, ex-prefeito, mas fatos passados e obscuros o afastam de Tião Miranda.

Zé Fera, do PR, tenta não sucumbir sozinho e faz articulações para tornar-se um vice forte numa chapa competitiva.

O PMDB fez reunião de caciques locais esta semana e definiu que João Salame será mesmo o candidato do partido, embora esteja muito distante da caneta que dá as ordens em Marabá. Interlocutores do gestor afastado garantem que ele já liberou seus candidatos a vereador mais fiéis (Pedro Souza, Gilson Dias, Ubirajara Sompré, Coronel Araújo) para seguirem o rumo que for mais conveniente. Para alguns pessimistas e que convivem com Salame, o cenário é desolador e sua desistência é certa e líquida.

Comentários ( 2 )

  1. com que votos o delegado tem?
    pelo que sei delegado é quem gosta de jogar sozinho com a bola
    não passa para ninguém até perder a bola para o adversário…
    corrupção?
    e asfalto, escola saúde, ipasemar, aulas, iluminação, praças, etc…
    será se somente a luta pela corrupção basta?
    mais um discurso afinado com a elite midiática, tanto que é da rede da marina silva, outra figura…

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