Internet de qualidade é WKVE Liga você ao mundo!
Transporte

Derrocamento do Pedral do Lourenço está em fase de licenças ambientais

A hidrovia vai possibilitar o escoamento da produção mineral da região, além de tirar do papel várias novas empresas de extração mineral no Sul do Pará, além de grãos do Mato Grosso.

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

A DTA Engenharia, empresa que ganhou a licitação para realizar o derrocamento do Pedral do Lourenço faz visitas aos municípios que serão diretamente impactados – ou interessados – pela obra para explicar alguns detalhes e, ao mesmo tempo, orientar sobre alguns caminhos a seguir.

Nesta segunda (20) a coordenação do projeto de Derrocamento do Pedral se reuniu com secretários municipais e o presidente da Associação Comercial de Marabá, Ítalo Ipojucan Costa, para apresentação do cronograma das obras, que já está em fase de execução das licenças ambientais e preparação dos municípios através de adequação das suas leis orgânicas para viabilização do modal hidroviário.

A equipe da DTA Engenharia apresentou todo o cronograma da obra, que deve ser iniciada no ano de 2018, mas sem data precisa ainda. A hidrovia vai possibilitar o escoamento da produção mineral da região, além de tirar do papel várias novas empresas de extração mineral no Sul do Pará, além de grãos do Mato Grosso.

Mauro Scazufca, coordenador do projeto pela DTA Engenharia, foi recebido por secretários municipais e fez uma apresentação das ações que estão em andamento e explicou o que cada prefeitura precisa realizar antes de iniciar a dragagem e derrocamento do Pedral do Lourenço.

Primeiro, ele mostrou as características gerais da Hidrovia do Rio Tocantins, apresentou o cronograma em curso do licenciamento ambiental e como a obra será implantada, a partir de 2018. “A movimentação atual de cargas na Hidrovia do Tocantins ainda é pouco relevante devido à restrição à navegação aos períodos de águas altas, mas é a hidrovia com maior perspectiva de evolução econômica no País, com 1.560 km de extensão”, justificou.

Levantamentos previamente realizados apontam que a demanda justifica os investimentos pretendidos ou aqueles que podem se tornar oportunos pela implantação da via navegável. O fluxo anual inicial (Hidrovia navegável até Marabá) foi de 9,5 milhões de toneladas/ano de produtos, principalmente: soja em grão (29%); óleo de soja e demais derivados (26%); milho em grão (8%); carvão mineral (21%), para as necessidades da siderurgia em Marabá.

Mauro Scazufca observou que os municípios da região precisam se antecipar com planejamento, organizando o Plano Diretor, com o ordenamento territorial, prevendo a instalação de terminais e com logística terrestre de acesso. Ele prevê a necessidade de 300 barcaças graneleiras neste modal, com 30 a 40 empurradores.

Dentro do cronograma do EIA-RIMA, este ano já foi feita a apresentação do plano de atuação ao Ideflor e ao Conselho do Mosaico de Tucuruí. A partir do mês de março próximo deve iniciar o levantamento de dados socioeconômicos e da fauna. A previsão é de que o EIA-RIMA seja protocolado junto às entidades de meio ambiente em outubro deste ano. As audiências públicas devem iniciar em janeiro de 2018.

O Pedral do Lourenção possui 43 km de extensão e está localizado entre a Ilha do Bogéa e o município de Itupiranga, na vila Santa Terezinha do Tauri. A obra vai viabilizar o tráfego contínuo de embarcações e comboios em um trecho de 500 km, de Marabá (PA) a Vila do Conde (PA).

Seja o primeiro a escrever um comentário

  1. Que pena! O tal do “progresso” destrói as belezas naturais, desfaz e dispersa culturas autóctones, extingue espécies vegetais e animais, empobrece a população direta e indiretamente impactada e aumenta a riqueza de meia-dúzia de já ricos. Sim, a isto se chama PROGRESSO.

Deixe uma resposta

error: Conteúdo protegido contra cópia!