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Direção Nacional do PSOL diz que desfez alianças municipais com partidos de direita

Em nota divulgada nesta segunda-feira (27), o presidente nacional do PSOL, Luiz Araújo, informa que o partido desfez as coligações montadas para as eleições municipais que contavam com a participação de partidos de direita e que apoiaram o golpe institucional no Brasil. Segundo o partido, em 101 municípios o partido estava coligado com partidos como PSDB, DEM, PMDB, PR, PRB, PTB, PSD, PPS, PSC, SD e PP, o que tinha sido proibido pelo Diretório Nacional da legenda em convenção realizada nos dias 29 e 30 de julho.

Como estes municípios registraram alianças com ao menos um desses partidos, o PSOL diz que a própria direção nacional do partido notificou juízes eleitorais dessas localidades para desfazer as coligações. Segundo a nota assinada por Araújo, a decisão foi tomada por coerência e para “fortalecer um polo de mudanças sociais e de resistência contra os retrocessos e os ataques aos nossos direitos”.

Confira a íntegra da nota do PSOL sobre coligações não autorizadas:

Coerente com a posição nacional do PSOL, que esteve nas ruas e no parlamento enfrentando o golpe institucional promovido pelas forças conservadoras, o seu Diretório Nacional, reunido nos dias 29 e 30 de julho decidiu refutar qualquer aliança com partidos da direita, tais como: PSDB, DEM, PMDB, PR, PRB, PTB, PSD, PPS, PSC, SD e PP. Alianças com esses partidos foram expressamente proibidas.

Em seguida, os juízes eleitorais de todos os municípios em que ocorreram casos de descumprimento da Resolução Nacional foram notificados para que tais coligações fossem desfeitas. No total 101 municípios foram notificados. Em alguns casos, tais coligações foram refeitas parcialmente, retirando apenas os partidos proibidos. Em outros casos a totalidade da coligação precisou ser desfeita.

As direções municipais que promoveram alianças proibidas estão sendo monitoradas pelas direções estaduais, tendo ocorrido dissolução de algumas de imediato quando a postura ensejou postura mais rápida e saneadora.

Assim, o PSOL mantém sua coerência. Fizemos centenas de alianças com partidos progressistas, na maioria tendo o partido como cabeça de chapa. Nossa decisão foi e será de fortalecer um polo de mudanças sociais e de resistência contra os retrocessos e os ataques aos nossos direitos.

Por isso, nossas campanhas estão todas apoiando as mobilizações sociais por direitos e contra o golpe.

Fora Temer! Nenhum direito a menos!
Brasília, 26 de setembro de 2016

Luiz Araújo
Presidente Nacional do PSOL

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