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Dona de casa procura delegacia para recuperar papagaio de estimação

A Ave veio de Igarapé Miri e sumiu há mais de um ano do bairro União em Parauapebas.

A dona de casa, Francilene Costa Damasceno, procurou a delegacia com uma história inusitada da rotina de crimes de Parauapebas. Ela foi em busca do papagaio que teria sido roubado pela vizinha em julho do ano passado.

A história de Lola, como o papagaio é carinhosamente chamado, com Francilene iniciou em Igarapé Miri, Pará, onde a ave foi encontrada numa plantação de açaí caída no chão e nem tinha perspectiva de vida, mas Francilene se apaixonou pela ave e cuidou alimentando com mingau de farinha, como a mãe ensinou. Lola reagiu e a dona de casa a trouxe para Parauapebas.

“Lola dorme comigo ou então atrás da geladeira para se aquecer com o calorzinho do motor e ela foi crescendo, ficando forte. Meus vizinhos são testemunhas de que ela é minha e eu nunca a maltratei nem podei nenhuma asa dela, é criada solta”, relatou a dona de casa.

Mas, há mais de um ano que Francilene sofre com o desaparecimento da amiga de estimação. “No dia 2 de julho de 2016, Lola sumiu lá de casa, ela voou e não voltou mais. Fiquei desesperada e coloquei as fotos dela no Facebook para ver se alguém me ajudava a encontra-la. Meu erro, e até falei para o delegado, foi não tirar o registro dela, mas vou tirar porque ela sempre foi muito bem cuidada e também tinha medo dela não sobreviver, pois a encontramos lá em Igarapé muito machucada”, justificou Francilene.

E em lágrimas a dona de casa desabafou como reencontrou seu papagaio querido: “me maltratou ver minha bichinha com a asa podada. A moça que encontramos Lola na casa disse que ganhou a ave de um rapaz que a encontrou na roça. Ela não teve nem coragem de aparecer aqui na delegacia”.

E essa história hoje (20) teve um final feliz, quando Francilene reencontrou Lola e descreveu com alegria que nem dormiu à noite de tanta ansiedade. “Cheguei 7h com a ração dela, água e quando Lola me viu ela veio para os meus braços e o delegado até presenciou. E deste momento em diante, Lola só ficou comigo”.

O delegado se sensibizou mesmo com a amizade de Francilene e Lola e as liberaram para voltarem juntas para casa, mas estabeleceu a condição da dona de casa apresentar o registro da ave até segunda-feira (23/10).

Lembrando que criar uma ave sem autorização do órgão ambiental pode acarretar multa que inicia por R$ 500,00 e pode subir se a espécie for ameaçada de extinção. Além da multa, o animal é apreendido e o dono pode pegar até um ano de prisão.

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