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Marabá

Mais um? Militar que estava em treinamento do Exército nesta segunda é transferido para UTI em Belém

O 2º sargento Sidney Ribeiro da Costa participava do mesmo estágio no qual estava o 3º sargento Daniel Poczwardowski que morreu após passar mal. Mais três militares seguem internados em Marabá

O 2º sargento Sidney Ribeiro Costa foi transferido para a UTI do Hospital Geral de Belém, do Exército Brasileiro, na madrugada desta terça-feira (16), conforme confirmado pelas assessorias de comunicação da 23ª Brigada de Infantaria de Selva e do Hospital Regional do Sudeste do Pará, em Marabá, para onde foi encaminhado após ser atendido na segunda-feira (15).

Ele passou mal enquanto participava do Estágio de Caçador Militar, o mesmo em que estava o 3º sargento do Exército Brasileiro, Daniel Dedablio Poczwardowski, de 29 anos, que acabou morto após não se sentir bem na segunda.

Outros três militares que também passaram mal enquanto participavam do treinamento seguem internados no Hospital de Guarnição de Marabá (HGuMba), para onde todos foram removidos inicialmente. São eles: 3º Sargento Paulo de Freitas; 3º Sargento Rafael Camargo Ochi; e 3º Sargento Octávio Duarte Rocha.

Apesar de ter sido transferido para Belém, a 23ª Brigada de Infantaria de Selva garante que o estado do sargento Sidney Ribeiro Costa é estável, apresentando pressão de 12 por 8 e urina considerada de cor normal. Em relação aos demais pacientes, o EB informou que também apresentam estabilidade no quadro.

As causas das internações ainda não foram divulgadas, mas há relatos de militares – que preferem não se identificar – afirmando que ocorria uma atividade de rastejo quando alguns deles se sentiram mal, por volta de meio-dia. O sargento Daniel Poczwardowski morreu no início da tarde. Marabá tem registrado altas temperaturas nas últimas semanas, com sensação térmica ultrapassando facilmente os 35 graus.

O Instituto Médico Legal (IML) de Marabá, que necropsiou o corpo do sargento morto, apontou como indeterminada a causa da morte, informando que foi colhido material que será encaminhado para o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves em Belém, onde será realizado o exame complementar histopatológico para a conclusão do laudo.

O corpo foi trasladado na manhã de hoje, terça-feira (16), para o Rio Grande do Sul, onde o militar nasceu e será sepultado. De acordo com a nota emitida pela Brigada na noite de segunda, a atividade era coordenada pelo 52º BIS (Batalhão de Infantaria de Selva) e será instaurado inquérito policial militar para apurar as circunstâncias do incidente. A assessoria de comunicação informou, ainda, que o Comando da 23ª Brigada de Infantaria de Selva está proporcionando todo o apoio necessário à família do 3º sargento Poczwardowski.

Exército

Batalhão mais antigo do Exército na região completa hoje 44 anos

Instalação do 52° BIS está relacionada ao Projeto Grande Carajás - criado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) -, após 1964, com o intuito de colonizar a região Amazônica.

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

Garantir o desenvolvimento das regiões sul e sudeste do Pará e atuar como força de pacificação permanente foram os pressupostos estratégicos da criação do 52º Batalhão de Infantaria de Selva, o “Pioneiro da Transamazônica”, que atualmente conta com 785 militares.

O primeiro pelotão chegou a Marabá, onde a Organização Militar está situada, no dia 31 de janeiro de 1973. Os militares foram deslocados, por via aérea, da 3ª Companhia do 2º Batalhão de Infantaria de Selva, sediado em Belém. Seis meses depois, em junho, chegaram à cidade os outros dois pelotões. E a motivação foi bem definida: atuar no combate à Guerrilha do Araguaia, que ainda estava forte na região.

Mas a instalação do 52° BIS também está relacionada ao Projeto Grande Carajás – criado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), após 1964, com o intuito de colonizar a região Amazônica.

Diante desse contexto, a decisão de transferir a 3ª Companhia do 2º BIS representou o pioneirismo da presença militar na região e também na Rodovia Transamazônica, principal acesso terrestre à floresta tão cobiçada mundialmente. Desde sua criação, o 52º BIS colabora com “a ordem e o progresso” da cidade de Marabá, seja aos menos favorecidos que na década de 70 e 80 sempre buscaram no Pioneiro da Transamazônica a garantia de seus direitos, tendo em vista ser o único representante do Estado naquela época, conhecido pela comunidade marabaense como a “Polícia do 8”, em referência ao marco em que o batalhão se encontra na rodovia.

Com o estabelecimento dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário na cidade, o 52º BIS voltou-se prioritariamente para sua atividade fim, com constantes treinamentos para defesa externa e garantia da Lei e da Ordem. Além disso, permaneceu executando ações subsidiárias em favor da população carente da Amazônia Oriental, por meio de prestação de serviços e apoio aos municípios da região.

Destaca-se, neste contexto, as constantes mobilizações dos militares para o socorro à população da Marabá Pioneira, por ocasião das enchentes dos Rios Tocantins e Itacaiunas, com os primeiros registros nos meses de janeiro e fevereiro de 1985, onde o batalhão abrigou cerca de 80 famílias em 250 barracas de 10 praças na Folha 28. O 52º BIS também sempre esteve atuando diretamente na garantia da lei e da ordem nas eleições nos municípios desta região da Amazônia Oriental, com o primeiro registro datado de 15 de novembro de 1982, sendo essa atividade realizada até os dias atuais.

A mão amiga da tropa também se faz presente à população, através de Ação Cívico Social (ACISO), iniciando as atividades em 27 de dezembro de 1973, através de um convênio com a FUNRURAL para assistência ao trabalhador do campo. Naquele ano, a atuação se deu em Marabá, nas aldeias da etnia Suruí, em “São Domingos das Latas”, em Itupiranga, na Vila Landim, em São João do Araguaia, e Vilas Apinagés, Santa Rita, Santa Luzia e São José. Desde então, o 52º BIS se faz presente nas comunidades do sul e sudeste do Pará através desta atividade.

O 52º BIS também integrou o 9º e 20º Contingente da Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH), com uma Companhia de Fuzileiros de Selva e integrantes da Companhia de Comando e Apoio, participando da bela história que as tropas brasileiras vêm escrevendo no Haiti.

Comemorações

A comemoração do aniversário de 45 anos está sendo realizada em dois momentos. A primeira está sendo agora pela manhã, com a presença de crianças da rede municipal de ensino que vão ajudar no plantio de uma muda de Cedro, espécie que pode chegar a medir entre 20 e 30 metros de altura.

A segunda parte da celebração será à noite, com a tradicional formatura do Batalhão e a entrega do diploma Amigos do Batalhão à personalidade que de forma relevante contribuíram com as atividades do 52º BIS ao longo de 2016.

O prefeito Tião Miranda, além do presidente da Câmara Municipal, Pedro Correa e outras autoridades civis e militares foram convidados a participar da solenidade.

O tenente coronel Temístocles da Rocha Torres, comandante do 52º BIS, disse que se orgulha em estar à frente de um batalhão com tantas histórias e tradição. “O batalhão chegou aqui quando o poder do estado era carente, quando havia desavenças e outras demandas que tinham que ser resolvidas no Km 8. Um trabalho que a gente faz com frequência é a ação subsidiária de apoio à população em enchentes e outras demandas da cidade, além de prestar assistência nos municípios adjacentes”, explicou.

Novos desafios

Em 2017, será é a primeira vez que o batalhão irá promover um núcleo de preparação para formar praças que preencherem os requisitos necessários para se tornarem oficiais temporários. Serão incorporados 20 alunos do batalhão que poderão se tornar oficiais temporários, podendo permanecer até oito anos na força do Exército”, revela o comandante, lembrando que antes era preciso deslocar oficiais temporários de Belém e São Luís para exercer a função em Marabá.

Marabá

52º Batalhão de Infantaria de Selva, em Marabá, completa hoje 40 anos

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No dia 31 de Janeiro de 1973, há 40 anos, chegava a Marabá, por via aérea, um pelotão da 3ª Cia do 2º BIS, sediado na Cidade de Belém, caracterizando, efetivamente, a criação do 52º BIS. Em junho do mesmo ano, chegaram a Marabá os outros dois pelotões.

Assim, através da Portaria Ministerial Reservada Nº 022, de 10 Julho de 1973, foi a 3ª Cia do 2º BIS transformada em 1ª Cia do 52º BIS. Nesse período, tanto a incorporação do ano de 1974, destinada à 1ª/52º BIS, quanto a de 1975, já para o 52º BIS, foram realizadas com jovens recrutas da região de Marabá.

Através da Portaria Nº 205, de 04 de abril de 2005, o Comandante do Exército brasileiro concedeu ao 52º BIS a denominação histórica “BATALHÂO CAPITÃO-MOR CALDEIRA CASTELO BRANCO”.

O 52º BIS está situado na Rodovia Transamazônica, a 8 Km da cidade de Marabá em magnífico conjunto arquitetônico constituído por pavilhões de linhas arrojadas, onde destacam-se o pavilhão de comando, os pavilhões das companhias de fuzileiros, da Companhia de Comando e Apoio, da Base Administrativa e do Pelotão de Saúde.

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