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Marabá

BID contempla 20 projetos apresentados pela Emater em Marabá

Projetos selecionados são Sistemas Agroflorestais para e recuperação de áreas degradadas por pastagens, com plantio de açaí, cupuaçu e outras culturas
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Vinte propostas do escritório regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) em Marabá foram contempladas no edital do Projeto Rural Sustentável (PRS), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). É a segunda vez que o escritório regional da Emater em Marabá tem propostas aprovadas pela instituição internacional. Em 2017, Marabá e Rondon do Pará conseguiram recursos para unidades demonstrativas e dias de campo.

Os projetos selecionados tratam de Sistemas Agroflorestais (SAFs) e recuperação de áreas degradadas por pastagens em propriedades específicas, com inclusão de instalação de unidades multiplicadoras. São baseados nas tecnologias SAFs e RAD-P, destinadas ao plantio de espécies frutíferas, como açaí, cupuaçu e cacau, aliadas a essências florestais, como ipê e copaíba.

Para o engenheiro florestal da Emater Donner Pontes, um dos agentes de Assistência Técnica do Rural Sustentável (Atecs), responsável pela elaboração de cinco propostas premiadas, “a parceria é decisória, não só com a comunidade internacional, mas também com cada agricultor”.

Quanto à recuperação de áreas degradadas, Donner Pontes disse que foram aplicados tanto o gado rotacionado, quanto a adubação orgânica e química, a depender do tamanho da propriedade.

A Emater em Marabá conta com uma equipe de profissionais dos escritórios local e regional envolvida com o PRS, principalmente no acompanhamento técnico das capacitações oferecidas aos agricultores.

Saúde

Prefeitura esclarece sobre casos de Doença de Chagas em Tucuruí

O Departamentos de Vigilância Sanitária e Epidemiológica de Tucuruí emitiu nota esclarecendo os casos de contaminação no município
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A Vigilância Sanitária e a Epidemiológica de Tucuruí estão em alerta máximo nas últimas semanas com a doença de Chagas que acometeu uma família da cidade. Até agora três casos já foram confirmados pelo Laboratório Central do Estado do Pará – LACEN/PA, mas com a forma aguda da doença.

Os três pacientes com a doença de Chagas estão recebendo acompanhamento ambulatorial e sendo medicados. Os outros membros da família, que também consumiram o produto, estão sendo acompanhados pela equipe da secretaria municipal de Saúde e já realizaram os exames laboratoriais necessários.

Pelas investigações realizadas pela equipe de saúde aumentam as suspeitas que o alimento envolvido no surto, seja o vinho do açaí, pois os pacientes relataram à equipe que consumiram açaí manipulado em uma amassadeira localizada na área urbana do município que após visita in loco pela equipe da Vigilância Sanitária, foi constatado que o estabelecimento já não está em funcionamento.

A Prefeitura de Tucuruí realizará uma reunião emergencial na próxima sexta-feira (9) para intensificar as Campanhas de Conscientização das boas práticas no preparo do vinho de açaí para os produtores, assim como as inspeções nos estabelecimentos.

A Prefeitura Municipal de Tucuruí enviou ao Blog a seguinte nota:

A Prefeitura de Tucuruí, através da Secretaria Municipal de Saúde, informa que foram confirmados três (03) casos em Tucuruí com a Doença de Chagas pelo Laboratório Central do Estado do Pará – LACEN/PA. Segundo as Coordenações municipais de Vigilância Sanitária e Epidemiológica, todas as pessoas infectadas são da mesma família e apresentaram a forma aguda da doença.

A principal forma de transmissão da doença de Chagas na região Amazônia é por via oral e um dos alimentos mais envolvidos nesses surtos é o vinho do açaí, devido à falta das boas práticas de higiene na produção do mesmo.

Pelas investigações realizadas pela equipe de saúde aumentam as suspeitas que o alimento envolvido no surto, seja o vinho do açaí, pois os pacientes relataram à equipe que consumiram açaí manipulado em uma amassadeira localizada na área urbana do município que após visita in loco pela equipe da Vigilância Sanitária, foi constatado que o estabelecimento já não está em funcionamento.

Outro fato, que levou as autoridades sanitárias a suspeitar que a contaminação se deu pelo açaí é que as pessoas da família encontraram dentro da embalagem um inseto, muito parecido com o barbeiro, inclusive informaram à Vigilância Sanitária local, porém não haviam guardado nem a amostra do açaí e nem o inseto.

No dia 27/01/18, passados 15 dias do consumo do açaí, alguns membros da família começaram a apresentar os sintomas (febre persistente, astenia, diarreia e vômito). Os mesmos procuraram uma unidade de saúde, onde foram coletadas as amostras de sangue desses pacientes e encaminhadas ao LACEN/PA.

No dia 01/03/18, a coordenação de Vigilância epidemiológica recebeu a confirmação do LACUN/PA dos casos suspeitos. Os três pacientes confirmados com doença de Chagas estão fazendo acompanhamento ambulatorial com medicação. Os outros membros da família, que consumiram também o produto, estão sendo acompanhados pela equipe de saúde e já realizaram os exames laboratoriais necessários no sentido de detectar o mais rapidamente possível, caso estejam com a doença.

A Secretaria Municipal de Saúde informa que os profissionais de saúde das Unidades de Saúde estão sendo orientados para ficarem em alerta para qualquer caso suspeito com sintomas da doença de Chagas.

Doença de Chagas e o açaí

A doença de Chagas é uma inflamação causada pelo parasita Trypanosoma cruzi, transmitida pelo barbeiro (Triatoma brasiliensis), e seus sintomas parecem muito com o da Malária, entre os principais sintomas estão febre, inchaço e problemas cardíacos, que, em estado mais avançado, levam o paciente à morte. Adoção de boas práticas no preparo do açaí ajuda na prevenção A contaminação ocorre quando há falta de higiene no processo de beneficiamento do açaí, por isso devemos ter cuidado com todo e qualquer alimento consumido. A coordenadora da Vigilância Sanitária ressalta que, o açaí não pode ser visto como vilão, o vilão é a falta de higienização no preparo do produto. É necessário o comprometimento de todos os envolvidos na cadeia produtiva para melhorar a qualidade do processamento do fruto para obtenção de um produto seguro.

A técnica do peneiramento e lavagem associada à do branqueamento do açaí é de fundamental importância para minimizar os riscos de contaminação do produto.

A Coordenação de Vigilância Sanitária informa que vem realizando campanhas de conscientização dos produtores em relação às boas práticas de higiene na produção do açaí. Em julho do ano de 2017, foi realizado o Curso de Capacitação para 138 batedores de açaí do município de Tucuruí pelos técnicos da Divisão de Controle de Qualidade dos Alimentos da SESPA em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, através do Departamento de Vigilância Sanitária.

A Prefeitura de Tucuruí, através do Departamento de Vigilância Sanitária irá intensificar as Campanhas de Conscientização das boas práticas no preparo do vinho de açaí para os produtores, assim como as inspeções nos estabelecimentos. As Coordenações municipais de Vigilância Sanitária e Epidemiológica realizarão nesta sexta-feira (9), uma reunião emergencial com todo os envolvidos com amassadeiras de açaí, para cobrar a intensificação das técnicas já repassadas através dos cursos de boas práticas no processo de beneficiamento do produto em 2017.

Secretaria Municipal de Saúde de Tucuruí
Departamentos de Vigilância Sanitária e Epidemiológica

Tucuruí

Açaí contamina 3 pessoas da mesma família com Doença de Chagas. Outras estão em observação

Besouro parecido com barbeiro foi encontrado no saco de açaí. Ponto de venda onde eles compraram o produto fechou e donos desapareceram.
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A Vigilância Sanitária e a Epidemiológica de Tucuruí estão em alerta máximo nas últimas semanas com um surto de Doença de Chagas que acometeu uma família inteira da cidade, embora até agora apenas três casos estão confirmados laboratorialmente, mas com a forma aguda da doença.

Segundo a Reportagem do blog apurou junto a uma fonte no Laboratório do Instituto Evandro Chagas, em Belém, tudo começou no início de janeiro deste ano, quando a família adquiriu açaí de um ponto de venda às proximidades de sua residência.

Os sintomas só começaram a aparecer 20 dias depois. Quando a investigação minuciosa da Vigilância Epidemiológica rastreou a possível causa, membros da família lembraram-se do açaí que tomaram, onde encontraram pedaços de um animal semelhante ao barbeiro.

Dos três que apresentaram sintomas mais agudo da doença, inicialmente, foram coletadas amostras de sangue e enviadas para o Evandro Chagas. A confirmação, dias depois, deixou as autoridades preocupadas e um “batalhão de choque” da saúde começou a ser montado para descobrir a origem do açaí.

Os donos do ponto que venderam o produto para a família, quando descobriram a “zebra que deu”, fecharam tudo e se mudaram da vizinhança na calada da noite para um local que as autoridades ainda não descobriram.

Em nota que está sendo divulgada nesta quarta-feira, dia 7, a Secretaria Municipal de Saúde de Tucuruí diz o seguinte:

“A Prefeitura de Tucuruí, através da Secretaria Municipal de Saúde, informa que foram confirmados três (03) casos com a Doença de Chagas em Tucuruí pelo Laboratório Evandro Chagas. Segundo as coordenações municipais de Vigilância Sanitária e Epidemiológica, todas as pessoas infectadas são da mesma família e apresentaram a forma aguda da doença.

A principal forma de transmissão da Doença de Chagas na região Amazônica é por via oral e um dos alimentos mais envolvidos nesses surtos é o vinho do açaí, devido à falta das boas práticas de higiene na produção do mesmo.

As investigações realizadas pela equipe de saúde aumentam as suspeitas de que o alimento envolvido no surto seja o vinho do açaí, pois os pacientes relataram à equipe que consumiram açaí manipulado em uma amassadeira localizada na área urbana do município. Outro fato, que leva as autoridades sanitárias a suspeitar que a contaminação se deu pelo açaí é que as pessoas da família encontraram dentro da embalagem um inseto, muito parecido com o barbeiro, inclusive informaram à Vigilância Sanitária local, porém não haviam guardado nem a amostra do açaí e nem do inseto. Após, aproximadamente 15 dias (27/01) do consumo do açaí, alguns membros da família começaram a apresentar sintomas da doença (febre persistente, astenia, diarreia e vômito). Os mesmos procuraram uma unidade de saúde, onde foram coletadas as amostras de sangue desses pacientes e encaminhadas ao Laboratório Evandro Chagas. No dia 1º de março, a coordenação de Vigilância Epidemiológica recebeu a confirmação do laboratório dos casos suspeitos.

Os três pacientes confirmados com doenças de chagas estão fazendo acompanhamento ambulatorial com medicação. Os outros membros da família, que consumiram também o produto, estão sendo acompanhados pelas equipes de saúde e já realizaram os exames laboratoriais necessários no sentido de detectar o mais rapidamente possível, caso estejam com a doença.

A Secretaria Municipal de saúde informa que o município está abastecido com toda a medicação necessária para o tratamento da doença, e os profissionais de saúde das unidades de saúde estão sendo orientados para ficarem em alerta para qualquer caso de suspeita da Doença de Chagas.

DOENÇA DE CHAGAS E AÇAÍ

A Doença de Chagas é uma inflamação causada pelo parasita Trypanosoma cruzi, transmitida pelo barbeiro (Triatoma basiliensis), e seus sintomas parecem muito com o da malária, entre os principais sintomas estão febre, inchaços cardíacos, que, em estado mais avançado, levam o paciente à morte.

Adoção de boas práticas no preparo do açaí ajuda na prevenção. A contaminação ocorre quando há falta de higiene no processo de beneficiamento do açaí, por isso devemos ter cuidado com todo e qualquer alimento consumido. A coordenadora da Vigilância Sanitária ressalta que o açaí não pode ser visto como vilão, mas sim a falta de higienização no preparo do produto. É necessário o comprometimento de todos os envolvidos na cadeia produtiva para melhorar a qualidade do processamento do fruto para obtenção de um produto seguro”.

Por Dênis Aragão e Ulisses Pompeu
Agricultura

Empreendedora rural de Parauapebas investe e acredita na produção de açaí

“Eu amo açaí e sempre consumi muito, minha preocupação sempre foi com o que eu estava consumindo, ao comprar o produto de terceiros, afirmou a produtora
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Felicidade de Oliveira Vasconcelos tem uma propriedade há 18 anos na Vila Horebe, localizada nas proximidades da Vila Paulo Fonteles. Ela produz açaí e tem um público cativo no Núcleo Urbano de Carajás, onde reside. Com um investimento em torno de R$ 30 mil, ela conseguiu estruturar um negócio para processar e comercializar o açaí plantado em sua propriedade.

“Eu amo açaí e sempre consumi muito, minha preocupação sempre foi com o que eu estava consumindo, ao comprar o produto de terceiros. Comecei então a bater o açaí produzido em minha propriedade e levava sempre para os meus amigos, em Carajás. Todos adoravam o sabor e me sugeriram começar a produzir para vender, assim eu fiz”, relata a empreendedora sobre o início do seu negócio.

“No ano passado iniciei a venda e no início desse ano resolvemos juntar o que tínhamos e fazer um investimento maior para dar mais qualidade ao nosso produto, com foco na higienização dos frutos. Compramos maquinários que faz uma limpeza profunda no caroço do açaí, eliminando todo e qualquer resíduo, inclusive o temeroso barbeiro”, afirmou Felicidade de Oliveira. A água utilizada na batida do açaí vem de um poço artesiano e passa por tratamento com cloro e carvão ativo.

Atualmente a empreendedora bate 20 latas por dia e consegue uma média entre 150 e 200 litros a cada dois dias. Toda a produção tem saída e demonstra a viabilidade do empreendimento. “Tenho certeza que nosso mercado consumidor de Parauapebas tem demanda. É preciso nossos produtores investirem em mais produção. Já teve período que tive que comprar o açaí da região de Belém por que faltou por aqui”, relatou.

Para sanar essa dificuldade, a empreendedora disse que a Secretaria Municipal de Produção Rural (Sempror) garantiu apoio aos produtores da Vila Horebe, informando que irá disponibilizar um sistema de irrigação e mudas de açaí anão, que começa a produzir a partir três anos e a safra dura o ano inteiro, além de serem pequenos, portanto, evitando assim o trabalho de ter que subir no pé para fazer a coleta dos cachos de açaí.

Emater

Prefeitura de São Domingos do Araguaia entrega 11 mil mudas de açaí a agricultores

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A Prefeitura Municipal de São Domingos do Araguaia, através da Secretaria Municipal de Agricultura, que tem a frente o secretário Lourival Pimentel, realizou cerimônia de entrega de 11.000 (onze mil) mudas de Açaí BRS-Pará (precoce), no último dia 23, a 150 agricultores presentes ao evento. Esta ação visa o incentivo a produção de alimentos e a recuperação de nascentes e córregos. Os trabalhos de produção, distribuição e orientação foram coordenados pelos técnicos agrícolas, engenheira agrônoma, engenheira ambiental e o secretario.

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado Pará (Emater-Pará) participou como uma das parceiras. Na ocasião, o coordenador do escritório local, técnico agrícola, Rudinei Ribeiro Magalhães compôs a mesa de abertura dos trabalhos do evento e proferiu uma palestra sobre a importância da produção de açaí. Em sua fala, ele destacou pontos importantes “como o fato do cultivo do fruto contribuir para estabilizar alguns fatores socioeconômicos vitais, como empregabilidade, estabilidade financeira, segurança alimentar, entre outros.”

Segundo Rudinei Magalhães, o Brasil passa por uma crise que tem causado sérios impactos na economia, “mas graças a Deus não chega a causar falta de alimentos”. Ele reiterou aos presentes, incluindo produtores assentados e não assentados, a maioria assistida pela Emater e residente na região da Vila Santana, que “essa quantidade de mudas de açaí aqui recebida dá pra plantar uma área de 27,5 hectares, o que corresponde a uma produção de 275 toneladas e a uma receita de R$ 275 mil”. Cada agricultor recebeu 70 mudas de açaí.

O gestor da Emater no município também ressaltou que, por ser a cadeia produtiva do açaí “uma prioridade do Governo do Estado através do Programa Pró Açaí”, o trabalho desenvolvido pela Empresa é fundamental, “por sua competência técnica, proximidade e apoio aos agricultores e à produção familiar, ajudando-os a alavancar a produção estadual”. Ao final da palestra, ele abordou técnicas de preparo de cova, adubação, irrigação, espaçamento e desbaste, que contribuem para melhorar o cultivo de açaí.

Comércio

Açaí vira fonte de renda de mais de 1,2 mil pessoas em Marabá

No país inteiro ele se tornou uma superfruta e tem um forte apelo ao consumo
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Por Ulisses Pompeu – de Marabá

Quando toma um guaraná de açaí na esquina, um sorvete do mesmo produto no shopping ou ainda quando compra um litro de açaí em um pequeno negócio (batedor) próximo a sua casa para tomar com a família, você não sabe que por trás desses três locais há centenas de pessoas que atuam para que o suco mais desejado da Amazônia seja amplamente comercializado. A cadeia do açaí em Marabá é predominantemente artesanal e informal, mas mesmo assim movimenta cerca de 1.200 pessoas.

Desde a extração, em grande parte manual, passando pelo processamento, transporte, sobretudo da produção da polpa congelada e, depois de produtos como sorvetes, bombons, doces, cosméticos etc, há pessoas que trabalham o ano inteiro neste segmento. A demanda por açaí é crescente e não se restringe ao mercado local.

No país inteiro ele se tornou uma superfruta e tem um forte apelo ao consumo, com inúmeros formatos de produtos de alimentos e bebidas. A gama de clientes – comerciais – é ampla.

Atravessadores de outros estados como Tocantins, Goiás, Minas e até São Paulo vêm a Marabá pelo menos uma vez por mês para comprar polpa do produto e revender para sorveterias de seus estados. Por lá,atualmente, se oferece e consome açaí na praia, em lanchonetes, mercados, padaria, lojas de conveniência, mercados, cantinas de faculdades e colégios, academias de ginástica e clubes, hotéis etc.

Atualmente, há mais de 120 pontos de venda do produto na forma líquida ou em polpa na cidade. A radiografia que se faz é que é preciso investir mais na base da cadeia produtiva para alçar voos mais altos. A primeira constatação que fazemos serve de alerta. A maior parte do açaí produzido no município ainda é oriunda de açaizais nativos, ou seja, aqueles que nasceram por conta própria ao longo do tempo e só produzem em maior quantidade nos meses de sol intenso e calor mais forte.

Entre dezembro e junho a produção despenca, o produto que chega ao consumidor não tem o sabor textura desejados e toda a cadeia produtiva acaba ficando prejudicada. José Carlos Dias, 32, é um experiente tirador de açaí que reside na Folha 16. Ele sabe onde estão os principais açaizeiros perto da cidade de Marabá ou nos municípios vizinhos onde vai apanhar o produto de segunda a sábado. Geralmente, entra nas matas das fazendas por uma estrada vicinal, retira o produto, enche dois sacos de fibra de 50 quilos cada e volta para cidade, onde vende cada um por R$ 120,00. “Às vezes, o gerente da fazenda exige que a gente pague uma ponta pra ele. Aí a gente dá entre R$ 20 e R$ 30. Mesmo assim, dá pra ganhar uma boa grana por semana”, contabiliza.

Como Carlos André há dezenas de tiradores de açaí que transportam os caroços em sacos de fibra jogados na garupa da motocicleta. Eles gastam, geralmente, o dia inteiro entre deslocamento, retirada do produto e retorno para a cidade. “Eu e outros três amigos vivemos do açaí o ano inteiro. Na entressafra é que a gente ganha dinheiro mesmo, porque o produto fica escasso”.

Irismar Sousa Assis trabalha há 13 anos na Feira da Laranjeiras, em Marabá, processando e vendendo açaí. Ele conta com a ajuda do filho, já casado, e de duas funcionárias que trabalham de terça-feira a domingo. O comerciante diz que bate, em média, 15 sacos de açaí por semana durante a safra e 30 na entressafra, quando o produto fica mais caro e a demanda aumenta. “Vendo muito para fora de Marabá. Quem vai viajar leva para parentes e quem vem passar férias por aqui compra também para estocar em casa”, revela. Julimar Manoel Zeferino diz que toma uma “dose” de açaí todo domingo na banca de Irismar e ainda leva um litro para casa para tomar com a esposa. Paraense, ele toma açaí desde criança e garante que mesmo na entressafra, quando o produto chega ao valor de até R$ 20,00 o litro, ele não faz economia.

Na mesma feira, Antônio Moura Lima, o Antônio do Açaí, é concorrente de Irismar. Ele processa uma média de 15 sacos por semana e diz cada um rende uma média de 20 a 25 litros. A diferença, segundo ele, está na origem do açaí. “O melhor é da região do Rio Preto, que rende entre 30 a 40 litros”. Gerando quatro empregos diretos em seu ponto de processamento e venda, Antônio coloca à disposição do cliente até mesmo o “Disque Polpa” e se orgulha com o fato de que seus colaboradores utilizam touca durante o trabalho. “Todos fizeram curso de manipulação de alimentos porque sei que devemos oferecer o melhor para o cliente”, destaca. Ao ser questionado se sua empresa é registrada, Antônio assustou-se e disse que não. Ele considera que a burocracia é grande e os custos para abertura e manutenção do CNPJ são elevados, mas até hoje não procurou o Sebrae para se informar sobre o assunto. “Estou há nove anos nesse ramo e ainda não vi necessidade de abrir empresa”, conta. Além do açaí, Antônio e Irismar comercializam polpas de outras frutas regionais, como cupuaçu, murici, buriti, goiaba, cajá e até acerola. Um fato comum entre os dois é que não falam em crise. “Os fregueses sempre compram com a gente, não sobra nada, porque quando os consumidores locais acham caro, vendemos tudo para outros estados”, diz Antônio, com um sorriso largo.

Exportação

Pão de queijo do Pará é exportado aos EUA com açaí para cortar custo em 30%

Empresa criada há 23 anos exporta pão de queijo para os USA
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Rachar a conta da “viagem” foi a saída encontrada por uma empresa do Pará, a Maryne, para exportar pão de queijo congelado para os Estados Unidos.

Para ajudar nas despesas, a companhia divide o valor do transporte com o fabricante de outro produto típico da região: o açaí, conhecido como ouro negro da Amazônia. O corte nos custos fica entre 20% e 30%, segundo o diretor comercial da empresa, Délcio Sá.

A Maryne foi criada há 23 anos, quando sua mãe, Mary Anne, começou a vender pães de queijo para supermercados no Pará. Hoje, a companhia atende as regiões Norte e Nordeste do país usando a mesma receita mineira de sua avó.

A ideia de apostar no mercado internacional surgiu porque compradores estrangeiros mostravam interesse pelo produto. “Como a demanda bateu na nossa porta, vimos que era uma oportunidade”, disse Sá.

Transporte caro dificulta exportação

Os principais obstáculos para as empresas brasileiras que querem vender para outros países são o custo do transporte e as tarifas cobradas por portos e aeroportos, segundo uma pesquisa da CNI (Confederação Nacional das Indústrias) e da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Com a divisão dos custos, a Maryne conseguiu se livrar desses problemas, e o pão de queijo congelado começou a ser vendido neste ano para Flórida e Califórnia. A empresa já pensa em expandir as exportações para as Américas Central e do Sul, Europa e Ásia.

O investimento para passar a exportar foi de R$ 250 mil e o retorno é esperado em dois ou três anos. Para 2017, a expectativa é de que a exportação represente 30% do faturamento, disse Sá. O lucro não foi revelado.

Freezers nos EUA causaram mudança de embalagem

A preparação para começar a vender seu produto no exterior levou cerca de um ano, segundo Sá, pois a empresa precisou estudar as leis e exigências do mercado externo.

Foi preciso adaptar a embalagem do produto: no Brasil, a maioria dos modelos de freezer nos pontos de venda são horizontais; nos EUA, eles são verticais; isso altera a forma como a embalagem é vista pelos clientes.

Também foi criado um nome para facilitar a pronúncia: Breadzil –uma junção de pão (bread, em inglês) com Brasil. Por aqui, os produtos levam o nome Jeito de Minas.

Programa ajuda empresa a exportar

Nesse processo, a empresa procurou ajuda da Confederação Nacional das Indústrias. Segundo Sarah Saldanha, gerente de Serviços de Internacionalização da CNI, os interessados nesse serviço devem procurar o Centro Internacional de Negócios na federação de indústria de seu Estado (endereços disponíveis no site http://www.cin.org.br).

Eles fazem uma análise da companhia, verificam a viabilidade da exportação, ajudam com a documentação e a identificar parceiros estrangeiros.

Segundo Saldanha, o primeiro passo para quem quer começar a exportar é fazer um bom planejamento, conhecer as leis do setor e saber as regras tanto do mercado doméstico, quanto do internacional.

Depois, é preciso avaliar uma possível adaptação do produto, pesquisando as características do país que receberá o item. Outro cuidado, afirma, é pensar na sustentabilidade do negócio, ou seja, como vai fazer para se manter no mercado externo.

Se entrou nos EUA, fica mais fácil

Dividir os custos de exportação com outros fabricantes é uma boa saída para quem está começando e quer economizar, de acordo com a professora de administração da Universidade Presbiteriana Mackenzie Francisca Grostein.

Ela diz que deve haver parceria e acordo sobre o cliente estrangeiro para evitar problemas no futuro.

O empresário deve estar preparado também para uma avaliação rígida de seu produto, principalmente nos Estados Unidos. “Produtos alimentícios precisam passar por uma rigorosa seleção. Mas, uma vez garantida a certificação, ela dá credencial para entrar em outros mercados, já que a vigilância americana é bem criteriosa”. (UOL)

Parauapebas

Parauapebas: consumidores de açaí devem ficar em alerta na hora de comprar o alimento

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açaiApós receber denúncias de adulteração e uso de papel higiênico no açaí vendido em um ponto de venda do município de Parauapebas, o Departamento de Vigilância Sanitária realizou uma fiscalização nos batedores de açaí, onde coletou amostras que foram enviadas para Belém para a realização de exames. No total, os oito pontos onde foram coletadas as amostras apresentaram resultados positivos de contaminação.

“Todos os estabelecimentos que coletamos tiveram resultados positivos pra coliformes fecais. O exame foi realizado ainda no primeiro semestre deste ano. Depois desse resultado, a Vigilância Sanitária promoveu um curso especifico de manipulação para batedores de açaí, para ensinar a bater o produto com mais higiene. Depois do curso fizemos novamente a coleta e estamos esperando o resultado’’, explica a coordenadora da Vigilância Sanitária de Parauapebas, Vanessa dos Anjos.

Segundo a coordenadora, além dos coliformes fecais, um ponto de venda apresentou contaminação por Salmonela (bactéria que atua no intestino e causa intoxicação alimentar, onde se multiplica podendo entrar na corrente sanguínea e atingir outros órgãos). Neste ponto especifico, os produtos foram apreendidos e a venda suspensa.  O dono do estabelecimento também participou do curso de manipulação.

Para a realização desse segundo exame, a Vigilância Sanitária coletou amostras novamente nos oito pontos identificados como resultados positivos de contaminação e ainda acrescentou outros sete pontos, um total de 15 amostras. O resultado da nova análise deve sair no mês de outubro.

A coordenadora explica que a vigilância faz uma fiscalização de monitoramento em todos os pontos de vendas de açaí e solicita a colaboração do consumidor. “Estamos preocupados com o produto oferecido na cidade. As pessoas que consomem açaí podem nos ajudar, verificando se o ponto de venda onde é adquirido o produto possui licença sanitária do ano vigente, o higiene do local, vestimentas do batedor. A licença sanitária, por lei, tem que estar fixada em local visível”, esclarece Vanessa.

O Ministério da Saúde alerta quanto à falta de higienização no processamento do alimento, pois ele tem sido transmissor da doença de Chagas, infecção causada por protozoário e transmitida por insetos, por contato com as fezes do barbeiro, seja pela pele ou via oral. Ainda segundo o Ministério da Saúde, mais de 90% dos casos da doença – relacionados a alimentos contaminados – têm sido registrados, especialmente na Amazônia.