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Sindicatos

Atualizado: Metabase Carajás assinou ontem (22) Acordo Coletivo 2017/2018 com a Vale

Após três Assembleias, funcionários aceitaram a proposta da empresa e agora aguardam o salário mais incrementado em dezembro. Mineradora Vale vai desembolsar mais de R$50 milhões em 1º de dezembro.

O Sindicato dos Trabalhadores da Mineração – Metabase Carajás – assinou ontem (22) a noite o Acordo Coletivo 2017/2018 com a Vale referentes aos benefícios de 13 mil funcionários das Minas de Carajás, Manganês, Serra Leste, Sossego, S11D e Salobo.

Depois das Assembleias, que iniciaram na sexta-feira (17) e encerraram na terça-feira (21), os funcionários aprovaram por unanimidade a proposta da empresa. Agora, eles aguardam os salários com os valores reajustados em 2,5%, mais abono de R$ 1.200,00 pela retirada da cobertura dos tratamentos ortodônticos e implantes, e cartão alimentação com o valor duplicado de R$ 1.435,00.

“A folha de pagamento da Vale totalizando os quatro municípios no sudeste do Pará é de mais de R$ 38 milhões. Com os benefícios do acordo aprovado, dia 01 de dezembro, a empresa vai injetar na economia local cerca de R$ 53 milhões. Só os supermercados vão receber cerca de R$ 18 milhões, em função do valor dobrado, referente ao 13º do cartão alimentação”, explicou o presidente do Metabase Carajás, Raimundo Amorim, conhecido como “Macarrão”.

Esses valores animam o comércio local para esquecer um pouco da crise e, de acordo com conversa do Blog com alguns funcionários, a maior parte dos recursos será utilizado para quitar dívidas acumuladas no ano.

 

Datas de pagamentos dos benefícios
Dia 25 de novembro/2017
Pagamento do 13° crédito do cartão de alimentação no valor de R$ 735,00 (Já considerando o resíduo de R$ 17,50 do crédito do mês de novembro);

Dia 30 de novembro/2017
Pagamento do crédito de dezembro do cartão de alimentação no valor de R$ 717,50(Valor vigente do cartão de alimentação);

Dia 01 de dezembro/2017
Pagamento da indenização no valor de R$1.200,00 (não haverá desconto de Imposto de Renda, como a Vale informou anteriormente).

Vale

Acordo Coletivo: Vale melhora e Sindicatos convocam funcionários para avaliarem

Mineradora diz que é a proposta final e funcionários já falam em aprovação por medo de perder os benefícios a partir do dia 1º

Tudo indica que a rodada de negociações entre o Sindicato dos Trabalhadores da Mineração (Metabase) e a Vale se encerrou nesta terça-feira (14) em Belo Horizonte. Após mais um mês de reuniões, a empresa melhorou o índice do reajuste e os Sindicatos convocaram os funcionários para a avaliação da proposta.

“A proposta continua ruim, mas agora são os trabalhadores quem vão avaliar. Convocamos os funcionários das minas de Parauapebas, Curionópolis e Canaã dos Carajás para assembleias, que se iniciam no dia 17 e concluíremos no dia 21”, informou o presidente do Metabase Carajás, Raimundo Amorim, conhecido como “Macarrão”.

Na última semana, o IBGE divulgou o INPC acumulado de 1,83%, índice definido pela Vale como reajuste dos salários, porém, na reunião com os Sindicatos na capital mineira, reconsiderou e ofereceu o reajuste de 2,5% nos salários e Cartão Alimentação. Ofereceu ainda crédito extra de 13º no Cartão Alimentação; indenização de R$ 1.200,00 para a retirada na cobertura do tratamento de ortodontia e implantes; além do reajuste de 1,83% nos demais itens econômicos, como limites de reembolso do plano de saúde, piso salarial, benefício de auxílio creche e babá, conforme acordos regionais.

A vigência do acordo será de um ano e, se os funcionários assinarem até 28 de novembro, os valores serão depositados no dia 30. Se assinado entre 29 e 30 – último prazo para garantir a permanência dos benefícios –, o crédito será feito no dia 3 de dezembro.

Assim como o sindicato, os funcionários também consideram a proposta insatisfatória, por conta dos lucros que a empresa divulgou neste ano, entretanto, acreditam que não podem correr o risco de perder os benefícios. “Melhorou um pouco a proposta, mas ainda não condiz com nossa realidade. Infelizmente, é o que temos”, disse um funcionário que pediu para não ser identificado.

Outro funcionário concluiu: “A empresa fez um ‘terrorismo’ na semana passada, dizendo que perderíamos todos os benefícios, que a nova lei trabalhista não os contempla como direitos adquiridos. Porém, não acredito que temos força para recusar a proposta”.

A assessoria de imprensa da Vale não comenta negociações em andamento.

Acordo Coletivo

Nova Lei Trabalhista muda cenário de negociações entre Vale e Sindicatos

No dia em que a nova lei entra em vigor, funcionários querem aceitar proposta da empresa sem a intervenção do Sindicato. Conheça a proposta da Vale.

 

Nesta semana, Sindicato dos Trabalhadores da Mineração – Metabase – e a Mineradora Vale retornaram a rodada de negociações para definir o Acordo Coletivo Anual, que terminou no último dia 01 de novembro. Sem mudar absolutamente nada na proposta apresentada, a empresa prorrogou a validade dos benefícios até 30 de novembro.

O presidente do Metabase Carajás, Raimundo Amorim, conhecido como “Macarrão”, informou que as novas rodadas de negociação foram péssimas. “Todos os Sindicatos rejeitaram a contraproposta da Vale (Arquivo abaixo) e uma nova reunião foi agendada para o próximo dia 14, em Belo Horizonte”.

Com a nova lei trabalhista, que entra em vigor hoje (11), os funcionários já são unânimes em aceitar a proposta da empresa sem a intervenção dos Sindicatos. O Blog conversou com três funcionários de áreas diferentes da empresa, que pediram para não serem identificados. “Estamos correndo o risco de perder benefícios adquiridos, que a nova lei não coloca como exigência, por exemplo: Cartão Alimentação, Plano de Saúde, Auxílio Educação, entre outros. Para se ter uma ideia, nosso adicional noturno é de 65% e com a nova lei passará para 20%. Não podemos esperar mais dos Sindicatos”, desabafou um funcionário. Ele disse que esse é o sentimento geral entre todos no setor onde trabalha.

E uma outra funcionária exemplificou outro tipo de perda que pode acontecer se cancelarem os benefícios: “Um parto custa em média de R$6 a R$8 mil, dependendo se for normal ou cesariana. Quando tive meu filho não descontaram nem R$ 450,00. Não podemos perder esse ganho que acrescenta ao nosso salário. No meu setor estamos todos dispostos a aceitar a proposta da empresa”, avisou.

Outro funcionário foi ainda mais enfático: “Vendo a proposta apresentada pela empresa fico pensando em como ver idoneidade e credibilidade em um Sindicato que na semana anterior divulgou no jornalzinho uma série de solicitações que seriam levadas para a negociação com a empresa. E de todas as condições que o Sindicato jurava defender, absolutamente nenhuma foi atendida. E a proposta será aprovada assim. Não discordo da empresa, pois está utilizando o mercado atual brasileiro a seu favor, afinal, toda empresa de capital privado sobrevive de lucros. Mas essa postura do Sindicato chega a ser um abuso com a paciência alheia”, concluiu.

O presidente do Metabase Carajás pede um pouco mais de paciência dos funcionários. “Alertamos os trabalhadores para a importância da mobilização e não aceitarem qualquer forma de pressão para que possamos garantir um Acordo Coletivo justo”.

Para não perder a cobrança do imposto sindical, que já não é mais obrigatório, os sindicatos usam a estratégia de prorrogar a validade dos acordos coletivos ou para aproveitar as negociações das categorias com data-base neste fim de ano para incluir nas convenções cláusulas que garantam a manutenção da obrigatoriedade de homologação de demissões nos sindicatos e a cobrança de uma taxa de contribuição sindical.

Macarrão também disse que ontem (10) saiu o índice da inflação que será a base do aumento proposto no salário e cartão alimentação. O valor ficou 1,68%, acima do previsto, que era 1,52%. Numa simulação do Cartão de Alimentação, o valor aumenta um pouco mais de R$ 11,00, indo para R$ 711,00.

A Assessoria de Imprensa da Mineradora Vale não comenta negociações em andamento.

Segue abaixo a proposta:

Veja abaixo quais os efeitos da Reprovação ou Não Assinatura do ACT 2017/2018:

Eventos

Coletiva: Fecomércio e entidades vão explicar impasse para assinatura de acordo com trabalhadores em Parauapebas

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Pará (Fecomércio); a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL); a Associação Comercial e Industrial de Parauapebas (ACIP); o Sindicato do Comércio Varejista e de Serviços de Parauapebas (Sindcomp) e Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios (Sincovaga) agendaram para o dia 4 de julho, às 18 horas, no auditório da ACIP (Rua 24 de Março nº 2, no Rio Verde, em Parauapebas), uma  entrevista coletiva com o objetivo de prestar esclarecimentos à sociedade parauapebense e da região sobre o impasse provocado pelo Sindicato dos Comerciários de Parauapebas para a assinatura do acordo coletivo entre a Fecomércio (entidade que representa a classe patronal do comércio e serviço) e o sindicato dos trabalhadores do comércio local.

Vale lembrar que em praticamente todo o Estado do Pará as convenções já foram assinadas entre as partes para o período de março de 2016 a fevereiro de 2017, mas em nossa cidade isto não ocorreu ainda por intransigência do Sindicato dos Comerciários, que representa os trabalhadores do comércio e da área de serviços locais.

Este impasse vem prejudicando a atuação dos trabalhadores que desejam atuar nos feriados. Os empresários temem serem multados pelo Ministério do Trabalho, e com isso ficam impedidos de convocar seus funcionários para o trabalho nos feriado, além de causar impacto negativo na economia do município, com o fechamento de centenas de lojas nos feriados oficiais nacionais e do município no calendário de 2016.

Estarão presentes à coletiva de imprensa, além do presidente da Fecomércio, Sebastião Campos, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Marksan Gomes; o presidente da ACIP, Humberto Costa; o presidente do Sindcomp, Rooselvet Pinheiro; o presidente do Sincovaga, Edmundo Nascimento, e representantes da Associação de Lojistas do Partage Shopping Parauapebas.

Vale

Trabalhadores da Mina de Carajás aprovam contraproposta para acordo coletivo e aplaudem decisão

Em Assembleia Geral realizada no Doce Norte Esporte Clube -DEC -, trabalhadores em Carajás aprovaram a proposta da Vale discutida com o METABASE CARAJÁS e demais sindicatos para assinar o Acordo Coletivo de Trabalho 2015, com validade de um ano.

Metabase

Após a leitura na íntegra da minuta com a proposta da empresa, o presidente do METABASE CARAJAS, Raimundo Nonato Amorim (Macarrão) fez um relato das várias reuniões de negociações com a Vale e historiou a evolução da proposta para definir um abono maior. Apesar do avanço nas negociações, impedindo corte de direitos e evoluindo na proposta do abono, Macarrão criticou duramente a decisão da Vale em não fazer reajuste direto nos salários e manifestou publicamente o repúdio do Sindicato ao “zero nos salários”, lembrando o tamanho e a importância da Vale e todo o esforço que os trabalhadores desempenham para superar metas e reduzir custos de produção.

O presidente do Sindicato lembrou também que os trabalhadores reconhecem a grave crise que o país atravessa e, sobretudo, o setor da mineração, que vem sendo responsável nos últimos anos em produzir o superávit na balança comercial brasileira. “Vivemos agora um processo de crise política no país, com um processo de impeachment contra a presidenta da República, repetindo o mesmo clima difícil que enfrentamos quando foi cassado Fernando Collor, momento em que a economia também foi à bancarrota e tivemos igualmente uma proposta de reajuste zero”, afirmou Macarrão.  Continuou afirmando que, “não podemos, no entanto, ficar satisfeitos com política de  jogar a crise nas costas dos trabalhadores e esperávamos que a gordura que produzimos nos bons momentos de preço elevado do minério de ferro nos livrasse de sacrifício ainda maior agora que o valor despencou no mercado internacional”.

Metabase1

Ao final da Assembleia, o presidente do Sindicato afirmou que não concordava com o represamento de reajuste nos salários, que conseguimos um avanço importante nos abonos e nos benefícios, e que, se a categoria entendesse uma mobilização intensa, poderíamos, inclusive, caminhar na justiça com proposta de dissídio coletivo. Declarou, no entanto, que a decisão seria dos trabalhadores, numa postura de consciência e de responsabilidade.

Os trabalhadores autorizaram colocar a contraproposta da Vale em votação e a assembleia a aprovou por aclamação. Além de aprovar, os trabalhadores deram uma demonstração de unidade e apoio ao processo de negociação com uma surpreendente salva de palmas assim que votaram.

Agora faltam realizar as assembleias dos trabalhadores no Salobo, Sossego e S11D, que acontecem hoje e amanhã.

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