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Curionópolis

Gripe: Dia D de vacinação será realizado sábado (19) em Curionópolis

A meta é vacinar, durante a campanha, 90% das pessoas que estão nos grupos de risco do município
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Neste sábado (19) será realizado o Dia D de Vacinação contra a Gripe em Curionópolis. A ação, promovida pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), faz parte da Campanha Nacional contra a Influenza, coordenada pelo Ministério da Saúde.

De acordo com a Semsa, a vacinação estará disponível em seis postos de vacinação e contará com a participação de cerca de 60 profissionais. A meta é vacinar, durante a campanha, 90% das pessoas que estão nos grupos de risco do município, até o dia 1º de junho.

A campanha tem como público-alvo pessoas acima dos 60 anos de idade, pessoas portadoras de doenças crônicas, gestantes ou mulheres com até 45 dias após o parto, crianças de seis meses a menores de cinco anos, profissionais da área da saúde, professores e indígenas.

Os que estão incluídos no perfil do público-alvo devem procurar uma unidade de atendimento mais próxima da sua residência e levar a caderneta de vacinação. Em Curionópolis, a imunização no dia D será realizada das 8 às 17 horas nos seguintes postos de vacinação: Jardim Panorama, Bairro da Paz, Planalto, Rio Grande do Sul, PSF 31 e Miguel Chamon.

O dia D da campanha de vacinação contra gripe em Serra Pelada se realizará no sábado seguinte, dia 26 de maio, na santa Casa de Misericórdia.

Marabá

Operação fecha matadouro clandestino e apreende carne em açougues de Marabá

Chorume era lançado diretamente no Rio Itacaiúnas; 30 animais foram apreendidos e levados para abate sanitário
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Na manhã desta terça-feira, dia 27 de fevereiro, uma operação determinada pelo Ministério Público Estadual, através da Promotoria do Consumidor, fechou um matadouro clandestino de porcos no Bairro Jardim União, em Marabá. Foram apreendidos 30 porcos que estavam preparados para abate e o proprietário, Bom de Boia, foi conduzido para a Delegacia de Polícia Civil para prestar depoimento.

A operação foi conduzida pela Adepará (Agência de Defesa Sanitária) e contou com apoio da Secretaria Municipal de Agricultura, Polícia Militar e Procon Estadual. Segundo a médica veterinária Sumaya Emília Martins Paulino, da Adepará, o mesmo matadouro já havia sido interditado no ano passado, mas houve descumprimento e agora os animais foram levados para abate sanitário, sem aproveitamento da carne.

O local onde os animais ficavam confinados à espera do abate é altamente insalubre e as fezes eram lançadas diretamente no Rio Itacaiunas, assim como sangue e vísceras. “Há indícios do abate, com equipamentos, caldeira em funcionamento e animais no local”, disse ela, observando que não havia a Guia de Trânsito Animal (GTA) e os animais serão abatidos e a carne incinerada.

Paralelamente, a Vigilância Sanitária Municipal fez apreensão de carne suína na Feira da Laranjeira, Feira da Folha 28, levando mais de 100 quilos do produto.

Adonias Pereira dos Santos, 52 anos, o Bom de Boia, dono do matadouro clandestino, mesmo doente, foi ao local para falar com a Imprensa e se apresentar às autoridades. Bastante emocionado, ele disse que tem dez filhos e que aquela é única fonte de renda, com a qual vive há mais de 30 anos. Reclamou das autoridades e lembrou que apoiou prefeito, governador e hoje está sendo perseguido pelos órgãos que eles dirigem. “Tenho câncer, vou morrer, mas estão tirando o dinheiro para sustentar meus filhos”, desabafou.

REPERCUSÃO

A ação dos órgãos chegou rápido à Câmara Municipal e os vereadores se manifestaram sobre o assunto. O primeiro a destacar o assunto foi Ilker Moraes, que criticou a ação da Vigilância Sanitária. “Não há abatedouro Municipal em Marabá e em nenhum outro município desta região. É preciso que as autoridades firmem um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para dar prazo aos vendedores em açougues”, disse o vereador.

O presidente da Câmara, Pedro Corrêa Lima, disse que a Mesa Diretora vai convidar os representantes de todos os órgãos envolvidos na fiscalização da carne suína para discutir uma medida que não tire tantos empregos da cadeia produtiva deste segmento.

Por Ulisses Pompeu – correspondente em Marabá
polícia

PM apreende carne imprópria para o consumo que abasteceria açougues de Parauapebas

O produto saiu de Canaã dos Carajás, mas não passou pela inspeção sanitária e será destruído pela Adepará
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A Polícia Militar apreendeu na manhã de domingo (25) o caminhão frigorífico de placas OSZ-5548/Eldorado dos Carajás com cinco reses abatidas e divididas para entrega em açougues de Parauapebas. Sem nota fiscal, licença sanitária ou outro documento emitido por órgão de saúde animal, a carga foi apreendida e levada para a 23ª Seccional Urbana de Polícia Civil, onde o condutor do veículo, cujo nome não foi revelado, pouco soube informar.

Comunicado, o veterinário da Adepará (Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará), Denilson Lima, afirmou que o produto será destruído ainda nesta segunda-feira (26), por ser de origem duvidosa e impróprio para o consumo. “Essa carne veio de Canaã dos Carajás para abastecer açougues de Parauapebas”, reafirmou.

Denilson Lima – Adepará

Encarregado pelo caso, o delegado Fabrício Andrade disse que agora a polícia vai investigar a procedência da carne e os estabelecimentos para os quais ela seria entregue em Parauapebas. “Todos serão indiciados por comercialização de produtos impróprios ao consumo”, antecipou ele. O condutor do veículo foi liberado após prestar depoimento.

Reportagem – Ronaldo Modesto
Pará

Prazo para vacinação contra aftosa vai até o dia 15 e menos de 70% do rebanho foi imunizado

Adepará alerta criadores para que imunizem seus animais e mantenham o rebanho do Pará como “livre de aftosa com vacinação”
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Faltam 10 dias para o prazo final da vacinação contra a febre aftosa e, até a última sexta-feira (2), segundo a Adepará (Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará), com base nas notificações que chegaram à Gerência Regional,  somente 61% do rebanho de Marabá, Nova Ipixuna, Itupiranga, Eldorado do Carajás, Curionópolis e Parauapebas havia sido imunizado.

Conforme afirmou Juarez Pontes, do Setor Administrativo da Regional, ” é importante que o criador não deixe para vacinar o rebanho de última hora, a fim de evitar transtornos e multa. É bom para o rebanho e, consequentemente, para o pecuarista. Com os animais vacinados, o mercado se abre, com a vantagem de que a carne do Pará é bem mais valorizada”, observa ele, informando que só Marabá, segundo os registros de vacinação, tem na ordem de 1.060.000 cabeças de gado, as quais, somadas aos demais municípios de abrangência da Regional, totalizam cerca de 2.500.000 animais.

Juarez explicou ao blog que o criador teve de 1º a 31 de maio passado para adquirir as doses de vacina e logo começar a imunizar o rebanho. Fora desse prazo, só pode comprar a vacina com a autorização da Adepará e mediante o pagamento de uma multa.

Já o prazo para confirmação nos escritórios vai até o dia 15 deste mês e, após vacinar o rebanho, o criador deve se dirigir à Adepará para apresentar a nota fiscal da compra da vacina, o que serve de prova de que ele imunizou rebanho e atualizar os números da Agência.

Sobre qual o percentual do rebanho vacinado anualmente, Juarez Pontes informa que hoje o Pará tem vacinado 98% rebanho, bem acima do percentual mínimo exigido pela Organização Municipal de Saúde Animal, que é de 92%. “Desde 2007 nosso rebanho é considerado ‘livre de aftosa com vacinação’ e essa é uma posição que nós não podemos perder”, alerta ele.

Suínos

A respeito do rebanho de suínos, cujo mercado vem se abrindo rapidamente com o aumento da procura pela carne de porco, Juarez Pontes afirma que a Adepará também já está trabalhando num programa de atualização das propriedades e cadastrando o rebanho sob a responsabilidade da Regional, a começar por Marabá, que já contabiliza um rebanho cadastrado de 15 mil suínos.

A respeito desses animais, a partir do cadastramento será feito um trabalho de prevenção contra a febre suína clássica, cujos sintomas são: febre alta, animais amontoados, lesões hemorrágicas na pele e extremidades, falta de apetite, fraqueza, conjuntivite e alta mortalidade, de 5 a14 dias após o início da doença.

Serviço

Gerência Regional da Adepará

Rua Vitória, 117 – Bairro Novo Horizonte

Núcleo Cidade Nova – Marabá

Febre Aftosa

Vacinação contra febre aftosa começa hoje no Pará

Regiões sul e sudeste abrigam os maiores rebanhos do estado, estando os maiores situados em São Félix do Xingu, Marabá e Novo Repartimento
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Começa hoje, segunda-feira (1º), a campanha de vacinação contra febre aftosa em rebanhos bovinos e bubalinos em 127 municípios do Pará. Os maiores rebanhos estão localizados nas regiões sul e sudeste. Em Marabá, por exemplo, há 1,1 milhão de cabeças de gado em 4.623 propriedades, conforme a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), responsável pela ação. A expectativa é imunizar mais de 20 milhões de cabeças em aproximadamente 108 mil propriedades rurais do estado nesta primeira etapa, que dura até o próximo dia 31.

Além de Marabá, que aparece em segundo lugar no ranking dos maiores rebanhos paraenses, a região também abriga o primeiro e o terceiro lugares, São Félix do Xingu, com 2,2 milhões de cabeças de gado, e Novo Repartimento, com 959 mil cabeças de gado. As únicas regiões não atendidas nesta etapa serão o Arquipélago do Marajó e os municípios de Faro e Terra Santa.

O responsável pela vacinação é o produtor rural que tem a obrigação de notificar a Adepará em relação à imunização até o dia 15 de junho. O órgão, por sua vez, realiza a campanha e acompanha o processo para garantir que o processo atenda às metas estabelecidas pela agência em atingir o mais alto índice vacinal.

Finalizada essa etapa, o Estado do Pará realiza campanha entre 15 de julho e 30 de agosto nas Zonas de Proteção de Faro e Terra Santa e entre 15 de agosto e 30 de setembro na Ilha do Marajó. Entre 1º e 30 de novembro será realizada a segunda etapa estadual. A vacinação brasileira é determinada em normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e deve ser realizada semestralmente. (Com informações da Agência Pará)

Associação

Criada a Associação de Criadores do Estado do Pará

O Pará conta hoje com 21 milhões de cabeça de gado, ou seja, tem o quinto maior rebanho do país
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O pecuarista Maurício Pompéia Fraga Filho, mais conhecido por “Mauricinho”, foi aclamado presidente da Associação de Criadores do Estado do Pará, em assembleia de fundação da entidade realizada no sábado (8) na sede do Sindicato dos Produtores Rurais de Marabá (PA).

A composição da diretoria, que terá um mandato de três anos com direito à reeleição, inclui pecuaristas de Redenção, Belém, Paragominas e proprietários de fazendas de outros municípios do estado. “Por se tratar de uma entidade estadual, fizemos questão de contar com representantes de todas as regiões do Estado na nossa diretoria, que terá sede em Belém e escritórios de representação em alguns municípios”, disse Mauricinho.

“Nosso objetivo é promover o desenvolvimento do setor agropecuário no estado; estimular a criação de cooperativas entre seus membros; manter intercâmbio com outras entidades e promover seminários de interesse dos pecuaristas, além de realizar parcerias com órgãos governamentais”, destacou o presidente da Acripará.

Segundo Maurício Fraga, a entidade foi criada com base na bem sucedida Associação dos Criadores do Mato Grosso – Acrimat, cujo representante, Betão esteve presente na assembleia em Marabá. “E isto é só o começo, porque no futuro lutaremos pela criação de uma associação nacional para defender unicamente os interesses dos pecuaristas de gado de corte do país”, afirmou.

O presidente do Sindicado dos Produtores Rurais de Marabá, Antônio Vieira Caetano, o “Neném”; o presidente do Sindicato Rural de Parauapebas, João Barreto; o presidente da Cooperativa dos Produtores de Leite do Sul e Sudeste do Pará, Cícero Coelho, e o pecuarista pioneiro na região de Parauapebas, Lázaro de Deus Vieira Neto elogiaram a criação da Acripará, destacando que “o setor precisava de uma entidade forte e representativa só para a área de gado de corte no estado”.

Na condição de produtor rural, também esteve presente à reunião em Marabá o diretor-geral da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), Luciano Guedes. “Parabenizo o Mauricinho por esta iniciativa de criar a Acripará. Considero de fundamental importância a criação da Associação de Criadores e me coloco à disposição para apoiar no que for preciso”, disse Guedes.

Ficou decidido na assembleia realizada no Parque de Exposições José Francisco Diamantino, do Sindicato dos Produtores Rurais de Marabá, que para ser associado da Acripará, o pecuarista precisa estar cadastrado na Adepará.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Pará conta hoje com 21 milhões de cabeça de gado, ou seja, tem o quinto maior rebanho do país e o município paraense de São Félix do Xingu tinha em 2015 o maior rebanho bovino do país, isto é, 2.222.949 cabeças. Ainda segundo o IBGE, o efetivo de bovinos, em 2015 no Brasil, foi de 215,20 milhões de cabeças, representando um amento de 1,3% em relação a 2014.

A cobertura completa será mostrada em breve no programa Conexão Rural, que é veiculado todo domingo às 9h na RBATV, Band, canal 30, em Parauapebas (PA).

Texto e foto: Lima Rodrigues.

ADEPARÁ

Pará terá primeiro laboratório da qualidade do leite da Região Norte

A implantação do laboratório vai possibilitar o rastreamento da produção leiteira paraense, conferindo-lhe controle e selo de qualidade.
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O estado do Pará ganhará o primeiro Laboratório da Qualidade de Leite da Região Norte. O empreendimento, que está em fase de finalização e deve entrar em operação no mês de março deste ano, é financiado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet), e integra o Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá).

A implantação do laboratório vai possibilitar o rastreamento da produção leiteira paraense, conferindo-lhe controle e selo de qualidade. O laudo que será emitido pelo laboratório possibilitará aos produtores a negociação de melhores preços e a comercialização de seus produtos em todo o Brasil.

Na tarde desta quinta-feira (26), o diretor geral da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), Luciano Guedes, e gerentes da Agência realizaram uma visita técnica ao Laboratório da Qualidade do Leite. A equipe técnica foi recebida pelo secretário Alex Fiúza de Melo, da Sectet, pela coordenadora do Laboratório de Leite, Luiza Helena Meller, e pelo diretor presidente da Fundação de Ciência e Tecnologia Guamá, Antonio Abelém.

O objetivo da visita foi apresentar o laboratório e seus serviços à Adepará, para que seus representantes possam conhecer o seu potencial para o melhoramento e a verticalização da cadeia leiteira no Estado.

O Laboratório da Qualidade do Leite é uma importante demanda do setor produtivo, sendo fundamental aos produtores de leite e as indústrias de laticínios paraenses para alcançar melhores índices de produtividade, melhorar a qualidade da matéria-prima e dos produtos derivados. “O Governo do Estado dá um grande passo com a implantação do primeiro laboratório de leite da Região Norte. Ganha a população que terá na mesa alimentos seguros, ganha o produtor rural e as indústrias que poderão certificar seus produtos e ganha o Estado que garante a geração de emprego e renda, e fomenta um dos setores mais importantes da economia, que é o agronegócio”, diz o diretor geral da Adepará, Luciano Guedes.

O empreendimento é resultado de um esforço conjunto. O governo estadual, por meio da Sectet, investiu cerca de R$ 2,3 milhões na construção do espaço. O Governo Federal, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), foi o responsável pela aquisição dos equipamentos de diagnóstico e a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) adquiriu os mobiliários. A coordenação e gerenciamento do espaço são de responsabilidade do Programa de Ciência e Tecnologia de Alimentos, da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Qualidade do leite

Os serviços do Laboratório serão pautados a partir de amostras de leite cru (aproximadamente 50 ml), que serão coletadas na propriedade, seguindo as recomendações adequadas para os procedimentos de coleta e transporte. Os recipientes, de material plástico e com tampas de pressão, serão fornecidos já esterilizados e com conservante pelo laboratório.

“O laboratório irá oferecer o controle da qualidade, que perpassará a determinação dos seus componentes, a contagem de células somáticas e de bactérias, além de análises laboratoriais de produtos derivados do leite, como queijos, coalhadas etc. São serviços que poderão ser prestados para todos os estados da região Norte, com o objetivo de dar apoio às indústrias de laticínios no desenvolvimento de novos produtos oriundos do leite”, explica a pesquisadora da UFPA e coordenadora do Laboratório, Luiza Helena Meller.

Inauguração

Atualmente, o laboratório finaliza os trâmites para seu ingresso à Rede Brasileira de Laboratórios de Controle da Qualidade do Leite (RBQL), do Mapa, e espera a instalação dos últimos equipamentos e finalização da parte elétrica do prédio para entrar em pleno funcionamento. A previsão é que a inauguração seja em março deste ano.

“Nossa principal agenda antes da inauguração é a de aproximar os atores estratégicos aos serviços oferecidos pelo laboratório. Nesse sentido, a Adepará é uma ponte estratégica para contatar os principais usuários do laboratório, que são os produtores de leite, para que todos os testes de controle de qualidade sejam realizados dentro do nosso próprio Estado, dinamizando, assim, a cadeia leiteira paraense”, afirmou o titular da Sectet, Alex Fiúza de Mello. (ADEPARÁ)

Saúde Animal

Pará reforça ações diante de casos de Influenza Aviária em outros países

O setor avícola do Pará gera cerca de 110 mil postos de trabalho diretos e indiretos, com a produção estadual correspondendo a 70 mil toneladas de carne processadas.
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Preocupada com as ocorrências de Influenza Aviária, registradas nos últimos três meses, em 33 países – especialmente o Chile, que divulgou o problema na primeira semana de janeiro –, a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) divulgou na sexta-feira (13), nota técnica sobre o assunto. O objetivo é redobrar a atenção, já que a Agência é a responsável pela prevenção e monitoramento da doença no Estado. A Influenza Aviária é uma doença exótica no Brasil, ou seja, nunca houve registro de casos em território brasileiro.

A nota foi assinada pelas gerências de Epidemiologia e Emergência Agropecuária e do Programa Estadual de Sanidade Avícola, ambos da Adepará. O texto informa que a Adepará, por meio do Programa Estadual, está em alerta à situação, providenciando a adoção de medidas imediatas. “Com o problema já no Chile, significa que o vírus está em circulação na América do Sul. Chile faz fronteira com Santa Catarina, que é o segundo maior produtor de aves do Brasil. Em função disso, vamos aumentar as fiscalizações, bem como reforçar o sistema de biossegurança, com o objetivo de mitigar o risco da entrada no Brasil e, assim também, no Pará”, informa a médica veterinária da Adepará Littierre Lima, que está respondendo interinamente pela Gerência do Programa de Sanidade Avícola.

Em dezembro passado, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) emitiu um alerta sanitário de prevenção à influenza ou gripe aviária, por tempo indeterminado, como forma de intensificar as ações de defesa destinadas a prevenir a entrada da doença no Brasil. As medidas envolvem as agências de defesa das secretarias de agricultura estaduais. Semana passada foi a vez da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O presidente da instituição e membro da Academia Nacional de Agricultura da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), o ex-ministro Francisco Turra disse, em nota oficial à imprensa, que uma série de medidas, entre elas, de biosseguridade, já estabelecidas pelo Grupo Estratégico de Prevenção de Influenza Aviária (GEPIA), vinculado ao Conselho Diretivo da instituição, estão sendo tomadas.

“As agroindústrias e as entidades estaduais estão engajadas nesta ação. Estamos fortalecendo nosso protocolo de biosseguridade, tornando ainda mais restritiva a circulação de pessoal e produtos dentro do processo produtivo, com total controle, inclusive, das equipes das empresas. Somos o único grande produtor e exportador mundial que nunca registrou foco da enfermidade, e é isso que buscamos preservar com esta medida”, afirma Turra, em nota.

Avicultura paraense

A preocupação do Estado vem diante do crescimento da avicultura paraense, sobretudo, a comercial que está presente em 28 dos 144 municípios do Pará. Segundo dados da Associação Paraense de Avicultura (Apav), Santa Isabel e Santarém são os principais polos de produção e apresentam o maior plantel da região Norte de frango de corte, representando 1,36% do plantel brasileiro.

O setor avícola do Pará gera cerca de 110 mil postos de trabalho diretos e indiretos, com a produção estadual correspondendo a 70 mil toneladas de carne processadas, que representam 77,4 milhões de aves anuais, consumindo 500 mil toneladas de ração, sendo 325 mil toneladas de milho, 125 mil toneladas de soja e 50 mil toneladas de outras matérias primas, como farinha de carne, premix mineral e vitamínico. “A Adepará já emitiu 33 registros de granjas comerciais de corte e postura, conforme a Instrução Normativa n. 56, do Mapa, e outras estão em tramitação. Trata-se de mais um dispositivo legal que também converge para mitigação do risco sanitário”, garante Luttiere Lima.

Segundo a Apav, em 2015, o setor cresceu 53% na produção de ovos férteis em Santarém, aumentou o plantel de corte para 1.660.000 aves por semana, a postura comercial cresceu 3,32%, a avicultura familiar cresceu 14%, o abate nos abatedouros cadastrados no Serviço de Inspeção Federal (Sif) e no Serviço de Inspeção Estadual (Sie) subiram para 13,70% com 160.000 toneladas de carnes processadas. Neste cenário econômico, a atividade avícola convergiu para um consumo de 373 mil toneladas de milho e 132 mil toneladas de soja.

Números do setor no Pará

– 4 abatedouros (dois em Santa Isabel, um em Benevides e um em Santarém)
– 188 distribuidores de aves vivas
– 33 granjas paraenses de postura
– A produção avícola do Estado é quase que completamente voltada ao próprio mercado interno, com 96,77% do trânsito ocorrendo internamente.

Fonte: ADEPARÁ