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Agricultura

Produtores de farinha de Parauapebas pedem apoio para consolidação do setor

Em média são produzidos 25 sacos de farinha por dia, comercializados no mercado de Parauapebas e até no vizinho município de Canaã dos Carajás.

Durante uma reunião realizada na quarta-feira (9) entre representantes da Cooperativa de Produtores de Alimentos da Palmares (Coopa) e o titular da Secretaria Municipal de Produção Rural (Sempror), Eurivan Martins, o Totô, o grupo reivindicou mais apoio da prefeitura para o setor.

As cobranças por melhorias e mais assistência para a expansão e consolidação do setor de produção de farinha, em especial, foram recebidas pelo secretário. “Aqui reafirmamos nosso compromisso com o setor e não mediremos esforços para que os benefícios cheguem, afinal, abrir mercado para os produtores oriundos da agricultura familiar é o nosso foco”, afirmou Eurival Martins.

A Cooperativa tem se destacado por produzir farinha de primeira qualidade. Atualmente, um núcleo de produção se organizou e hoje vive o desafio de expandir a atividade agrícola. Em média são produzidos 25 sacos de farinha por dia, comercializados no mercado de Parauapebas e até no vizinho município de Canaã dos Carajás.

De acordo com a Sempror, a plantação de mandioca faz parte do cultivo da maior parte dos produtores da zona rural de Parauapebas. Estima-se que quase todas as 1.500 propriedades, cadastradas pela equipe técnica da secretaria, têm mandioca plantada em suas terras.

O apoio do poder público municipal para a Cooperativa e demais produtores, de acordo com a Sempror, vai desde a assistência técnica oferecida, cursos de formação, disponibilização de horas de tratores para arar a terra e o transporte da produção para o Centro de Abastecimento de Parauapebas (CAP). A gestão da pasta afirma também que “serão implantados projetos que somam 15 milhões de Reais em investimento público a custo zero para o produtor, conforme a aptidão natural de cada região, isso com estudo de mercado para organizar a produção, pois o município ainda é abastecido com produtos agrícolas do Centro e do Sul do país”.

Agricultura

Produção agrícola de Parauapebas ainda é insuficiente para atender consumo local

O prefeito Darci Lermen disse no início do seu governo que pretende investir na produção rural do município com o objetivo de fortalecer o segmento e de o consolidar como uma das matrizes econômicas de Parauapebas.

A dependência econômica da mineração em Parauapebas é um assunto bastante lembrado pelos políticos em geral, porém, são raras as ações concretas no sentido de fomentar novas matrizes econômicas. A produção rural é apontada por muitos como um segmento potencial, que pode contribuir para o desenvolvimento econômico do município.

O atual prefeito, Darci Lermen disse no início do seu governo que pretende investir na produção rural do município com o objetivo de fortalecer o segmento e de o consolidar como uma das matrizes econômicas de Parauapebas.

Nesta sexta-feira (28) é comemorado o Dia do Agricultor, data sugestiva para se falar sobre como anda um dos pilares da produção rural no município, a produção agrícola.

De acordo com um representante da rede de supermercado Hipersena, apenas 15% do que é comercializado nas unidades da empresa é comprado dos produtores rurais locais, o restante vem de Goiânia e de Petrolina, no Pernambuco. O diretor de operações do Atacadão Macre, Gilberto Menezes, disse que a rede compra dos produtores rurais locais hortaliças diversas, frutas e verduras. Ele aponta algumas dificuldades encontradas na aquisição de produtos locais.

“Compramos de fora o que não é produzido aqui, como a uva, por exemplo. Mas, mesmo os produtos que as condições climáticas favorecem a sua produção local, como a banana, o maracujá, o limão, entre outros, não há, por parte dos produtores, frequência, não tem produção o ano inteiro”, relata Gilberto Menezes apontando também que nem sempre os produtos têm a qualidade que a rede prima por ofertar aos seus clientes.

O agricultor Francisco Nunes Pereira, que tem uma propriedade pequena perto da zona urbana da cidade e trabalha no ramo desde 87, diz que já vendeu para grandes supermercados de Parauapebas, mas não conseguiu manter o ritmo de produção e nem a qualidade do produto. “Eu vendi mamão para os supermercados por um bom tempo, mas deu um amarelão neles e eu não consegui mais recuperar”, disse o agricultor, que hoje comercializa seus produtos apenas no Centro de Abastecimento de Parauapebas (CAP) e no Mercado Municipal. Ao ser perguntado se haveria motivos para comemorar o Dia do Agricultor, seu Francisco Nunes relatou seu anseio.

“Infelizmente nossa classe tem pouco o que comemorar. Meu sonho é ver a Feira do Produtor (atual CAP) funcionando igual antigamente, quando a gente vendia barato e as pessoas nos procuravam. Hoje, lá no CAP, não é do mesmo jeito, eu vendo toda a minha produção por que sou eu quem planto e colho, por isso consigo fazer um preço bom. Vendo mamão, macaxeira, por R$ 2,00 o quilo. Lá no CAP tem muito atravessador e poucos agricultores, isso afasta os clientes. Um dia fui comprar uma batata doce e o preço lá era R$ 4,00. Preferi comprar no supermercado que tava de R$ 2,50”, relatou o agricultor.

Solicitamos uma nota para a Assessoria de Comunicação da Prefeitura e também enviamos uma mensagem ao secretário de produção rural do município solicitando algumas informações como: qual a quantidade aproximada de agricultores da cidade? Que produtos têm maiores índices de produção no município? Por que a produção rural do município ainda é insuficiente para atender a demanda local e quais ações a Prefeitura tem feito no sentido de fomentar esse segmento? Até o fechamos desta matéria as informações ainda não tinham chegado ao Blog.

Senar

Jovem paraense cria sistema de produção que integra três cadeias produtivas

Jovem, que propõe um modelo de produção integrado, tecnológico e sustentável com a produção de peixes, frangos e hortaliças, está em busca de parcerias.

Que tal uma propriedade que seja modelo de produção integrada, com culturas diferentes, cada uma contribuindo para o desenvolvimento da outra? Pois esse espaço existe em Capanema, no Pará, e foi criado por Edivaldo Júnior, ex-participante do programa CNA Jovem, do Sistema CNA/SENAR. Com o nome Projeto Agroeduca: Produzindo para o Futuro, o jovem propõe um modelo de produção integrado, tecnológico e sustentável com a produção de peixes, frangos e hortaliças.

“Iniciei o projeto durante o programa CNA Jovem, quando nossa equipe pretendia falar sobre ‘educação: o que o mundo pode ensinar ao campo brasileiro’, e uma das principais motivações que me levaram a tocar o Agroeduca foi o Programa de Mentoria que participei logo após o CNA Jovem. Como a proposta inicial era macro e faltavam recursos para inicia-la, aproveitei as características da produção de hortaliças da minha região e comecei a tocar o projeto com recursos próprios no meu município. A ideia era criar uma mini propriedade rural didática em parceria com escolas, onde os alunos pudessem aprender sobre as atividades do campo com interação nas disciplinas”, explica Edivaldo.

A iniciativa é inovadora no estado, que concentra boa parte da água doce do planeta e possui potencial para produção de peixes. O sistema é voltado para pequenos espaços porque otimiza o tempo de produção e proporciona mais resultados, o que faz com que se diferencie do sistema tradicional, argumenta Edivaldo Jr. “Além de obter resultados mais significativos com menor consumo de água, menos mão de obra e produtos livres de defensivos agrícolas. A ideia é mostrar que mesmo em pequenos espaços é possível se produzir de forma rentável e eficiente.”

A integração das culturas começa com o frango sendo produzido em sistema semiconfinado, com a produção de carne e da cama aviária, que depois é utilizada como base do composto para as hortaliças, que por sua vez são produzidas em sistema de mulching (cobertura de solo) e com fertirrigação por gotejamento, utilizando a água dos peixes que são criados na propriedade em aquapônia. Edivaldo toca o projeto com a mãe, que recentemente concluiu junto com ele o curso Técnico em Agronegócio do SENAR.

“A produção dos peixes é o coração do sistema, pelo fato de produzir os nutrientes necessários para o desenvolvimento dos vegetais, pois os mesmos excretam amônia e, quando metabolizada no sistema de filtragem, é transformada em nitrato para assim ser distribuída nas plantas. Como também os demais nutrientes dissolvidos na água após a metabolização nos peixes, os resíduos servem de fonte nutricional para os vegetais. Dentro da unidade experimental que fica localizada em uma área de 160m², temos a produção de aproximadamente 200kg de peixes por ciclo de oito meses aproximados, 400 maços de hortaliças por ciclo de 45 dias e 50 frangos caipirão a cada 90 dias”, conta o técnico que também é biólogo. Os produtos começaram a ser comercializados na vizinhança e entre os participantes do projeto, mas a ideia de Edivaldo é criar pequenas feiras futuramente para vender a produção.

Ao lado de 25 alunos de Agronomia, Ciências Biológicas e Administração da Universidade Federal Rural da Amazônia que estagiam no projeto, Edivaldo Júnior quer adequar as tecnologias à região e difundi-las para as comunidades. “Queremos implantar as unidades em escolas e comunidades da região, com o objetivo de fomentar a produção agrícola e difundir essas tecnologias que são pouco empregadas em nossa região. Hoje já temos a promessa de implantar o modelo em um abrigo para idosos, duas comunidades rurais e duas escolas de educação básica.”

Parcerias

O Agroeduca: Produzindo para o Futuro conta ainda com a parceria do Núcleo Regional Bragantino do SENAR Pará, que oferece as capacitações necessárias para o desenvolvimento das ações em Piscicultura, Horticultura, Avicultura e Administração rural e empreendedorismo. Os cursos de Formação Profissional Rural (FPR) são ofertados para os beneficiários e alunos do projeto. “Como sou instrutor credenciado no Núcleo, fico responsável pelos cursos de Administração Rural e de Piscicultura e mais dois instrutores trabalham a parte de Avicultura e Horticultura”, explica Edivaldo.

O jovem conta que para ampliar o projeto em pelo menos mais três municípios do estado, está em busca de parcerias com associações e cooperativas da região para obtenção de recursos. “Temos grandes possibilidades de desenvolvimento e estamos na busca de novos parceiros para ampliação das ações. Produzir com qualidade e responsabilidade social é a nossa marca”, finaliza.

Fonte: Assessoria de Comunicação do SENAR

Agricultura

Pará pode se tornar maior produtor de cacau do Brasil até 2023.

Hoje o Pará é o segundo maior produtor do fruto no Brasil, mas com a implantação do Programa Estadual de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Cacau, a produção vem crescendo

Considerado valioso e até usado como moeda de troca em outros tempos, o cacau mostra que ainda move a economia no estado do Pará, atualmente, o segundo maior produtor do fruto no Brasil. Matéria-prima do chocolate, o cacau marcou a história do país, que já foi o 3º maior produtor mundial. Foi no sul da Bahia que o cacaueiro se desenvolveu melhor por conta das condições do solo e do clima. Durante muitos anos, as fazendas de cacau tiveram destaque na economia nacional, mas em 1989, a praga vassoura-de-bruxa quase devastou a produção e trouxe efeitos socioeconômicos e ambientais severos para as zonas de cultivo.

Entre as safras 1990 e 2000, a produção caiu na Bahia, por exemplo, de 356 mil para 98 mil toneladas. Graças à tecnologia, foi possível controlar a praga e desenvolver variedades mais tolerantes ao fungo. Hoje em dia, o cacau prospera em outros locais, como São Félix do Xingu, no Pará, onde, além de se tornar um motor econômico para a região, ajuda a reflorestar a Amazônia perdida para a pecuária. O Pará tem o maior índice de desmatamento da Amazônia Legal, com 3.025 quilômetros quadrados, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e São Félix do Xingu possui o maior rebanho do país, com mais de 2 milhões de cabeças de gado. Para lutar contra o desmatamento nas áreas de pasto, a ONG The Nature Conservation (TNC) lançou em 2012 a inciativa Cacau Floresta para combater o desmatamento da região através da agricultura familiar, restaurando assim as áreas degradadas com espécies nativas aliadas à produção do cacau

“Foi identificada uma oportunidade de trabalharmos com a lógica de produzir cacau em áreas consolidadas, principalmente pastos ruins ou degradados, plantando em sistemas agroflorestais para melhorar a renda e, ao mesmo tempo, viabilizar uma restauração produtiva de uma área degradada usando sementes híbridas”, explicou, durante uma visita de campo ao Sítio Santa Rosa – participante da iniciativa -, Rodrigo Freire, biólogo e coordenador do Projeto Cacau Floresta e vice-coordenador de Estratégia de Restauração da TNC Brasil.

Até 2016, o projeto elevou em cerca de 30% a renda das famílias que já vivem da venda de amêndoas de cacau a partir de um modelo de produção sustentável do fruto e ajudou a restaurar 160 hectares de florestas em Áreas de Preservação Permanente (APP). Ao todo, os pequenos produtores do projeto já cultivam 312 hectares em Sistemas Agroflorestais (SAFs), como são conhecidos os métodos de cultivo em que diversas espécies nativas dividem espaço com produtos agrícolas, de maneira que a área seja produtiva, mas mantendo um nível considerável de serviços ambientais gerados pela floresta, como biodiversidade e sequestro de carbono.

Até 2023, a organização estima que a área de cultivo do cacau no âmbito do projeto tenha atingido 5 mil hectares, sendo pelo menos 2 mil em áreas de APPs restauradas. “O cacau gera uma renda relativamente elevada, por causa da demanda global muito forte, e traz maior qualidade de vida ao agricultor familiar, pois é um fruto que cresce na sombra e isso aumenta o conforto climático no ambiente de trabalho, ainda viabilizando a conservação e a restauração florestal”, argumentou Freire. No contexto estadual, o cacau deve ganhar cada vez mais relevâncias econômica, social e ambiental.

O governo do Pará definiu, em 2011, a cacauicultura como uma das prioridades da política agrícola estadual e elaborou, em parceria com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), o Programa Estadual de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Cacau. Espera-se que até 2023, o Pará tenha se tornado o maior produtor de cacau no Brasil, superando a Bahia, historicamente líder do ranking. Expandir a produção do fruto é também parte da estratégia do governo do estado para alcançar as metas do plano Pará 2030, que incluem duplicar o PIB per capita e reduzir a desigualdade de renda entre as famílias.

Por Janaína Quinet – UOL

Financiamento

Pará: Secretaria de Agricultura Familiar acena com crédito

O Crédito Fundiário possibilita a trabalhadores rurais a aquisição de imóveis no campo e a estabilização da produção na agricultura familiar, por meio de 13 linhas de financiamento.

Uma reunião realizada na última quinta (5) entre o Secretário Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário, José Ricardo Ramos Roseno, e o presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater-Pará), Paulo Amazonas Pedroso, poderá trazer novidades para o aumento do crédito oferecido a trabalhadores rurais e agricultores paraenses.

A reunião, realizada na Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário do Pará (DFDA-PA), tratou do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), voltado aos agricultores e entidades ligadas ao setor produtivo. “Temos interesse de expandir no estado, trabalhando junto com a Emater”, disse no encontro Roseno.

O Crédito Fundiário possibilita a trabalhadores rurais a aquisição de imóveis no campo e a estabilização da produção na agricultura familiar, por meio de 13 linhas de financiamento. Além da compra e estruturação de propriedades rurais com equipamentos, o financiamento também é contemplado com acompanhamento técnico.

Parcerias – “Essas perspectivas apresentadas nos animam”, avaliou o presidente da Emater-Pará, Paulo Amazonas Pedroso, que esteve acompanhado no encontro pelo diretor técnico Rosival Possidônio. “Estamos dispostos com certeza, a realizar um bom trabalho em conjunto, em prol dos agricultores familiares”.

Sobre as inadimplências dos produtores, um dos gargalos do crédito, o encontro sinalizou a possibilidade de dívidas virem a ser renegociadas e repactuadas. “A área produtiva familiar é muito importante para todos, e o trabalhador rural, e suas circunstâncias, precisam ser compreendidos e apoiados”, disse Pedroso.

A reunião teve o objetivo de apresentar propostas para a construção de uma agenda coletiva de trabalho que viabilize a execução de alguns programas favoráveis ao setor produtivo estadual.

Roseno informou, inicialmente, que esta “nova forma de trabalhar” contempla a ideia de “retomada do fluxo do pacto federativo”, que é bem aceita pelo governador Simão Jatene.

O secretário especial do Governo Federal disse também que o governador já qualificou o novo formato como uma ação integradora e necessária para concentrar e consolidar, os esforços das instâncias implementadoras das políticas públicas. “Ambos queremos simplificar e acelerar o processo de regularização fundiária, e enquanto agentes públicos, precisamos agir em conjunto na criação de mecanismos que viabilizem essa disposição”.

Na reunião também foram apresentados resultados de 2016 e o planejamento para 2017 em outras frentes, como o Programa Terra Legal, o Programa de Documentação de Trabalhadoras Rurais, o suporte às escolas rurais, Pronatec no Campo e o Arcas de Leituras em zonas rurais – todos com  ações que podem ser potencializadas no Estado através da parceria em construção. (Agência Pará)

Pará

Após intervenção de Helder Barbalho, agricultores do Pará poderão renegociar dívidas rurais

Benefício foi incluído na Medida Provisória 733 a partir de acordo do ministro Helder Barbalho

Foi sancionada com vetos a lei que autoriza a liquidação e a renegociação de dívidas de crédito rural que beneficia pequenos agricultores das áreas das superintendências da Amazônia (Sudam)  e de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). O texto consiste na conversão da Medida Provisória 733/2016 em lei.

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, foi quem atuou diretamente para que o dispositivo beneficiasse também agricultores da região Norte, além dos produtores do Nordeste. “Esta medida estende aos agricultores do Norte o mesmo tratamento garantido aos produtores do Nordeste. Com isso, ampliamos a rede de proteção a mais brasileiros que investem na produção de pequeno porte”, comemorou o ministro Helder Barbalho.

A inclusão do benefício aos produtores na área de abrangência da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) foi uma proposta apresentada em emenda pela deputada federal Simone Morgado. Ainda segundo o ministro Helder Barbalho, a Medida Provisória deverá impulsionar o setor rural nas duas regiões. “Ela permitirá não só o pagamento das dívidas, como também a recuperação do crédito de milhares de produtores rurais”, explicou. O objetivo é permitir que os agricultores consigam melhorar sua condição financeira sem que suas dívidas sejam enviadas para cobrança judicial ou inscritas na Dívida Ativa da União.

Segundo a MP, os produtores rurais têm até o dia 29 de dezembro de 2017 para liquidarem ou renegociarem suas dívidas, com a garantia de que não haverá novas execuções até essa data. Os descontos chegam a 95% do saldo devedor. A MP incluiu também os agricultores inscritos na Dívida Ativa da União, até 31 de dezembro de 2014. A renegociação foi autorizada para dívidas contraídas até 31 de dezembro de 2011.

 

Sudeste do Pará

Sedap e Emater entregam mudas de banana a agricultores do sudeste paraense

20160120_105133A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) e o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio) entregaram, no último dia 20, para os municípios da região sudeste do Pará, 30 (trinta) mil mudas de bananas de três variedades resistentes às doenças. As mudas foram compradas pelo Governo do Estado junto à Embrapa – Cruz das Almas – Bahia.

Os municípios beneficiados foram: Canaã dos Carajás, Eldorado dos Carajás, São Domingos do Araguaia, Itupiranga, Nova Ipixuna, São João do Araguaia, Breu Branco e Marabá, pois já haviam feito uma solicitação prévia.

O evento seu deu no Viveiro de Mudas de Marabá, em fase de implantação, que deverá ser o melhor e maior no âmbito público. O secretário Jorge Bichara se colocou a disposição da parceria em favor da agricultura.

Estiveram presentes, entre outros, o Secretário de Estado Hildegardo Nunes, titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), órgão do governo estadual ao qual a Emater é vinculada.

O gerente regional da Sedap, Marivan Oliveira Sousa elogiou a parceria com Emater, que dá assistência no âmbito municipal. Por outro lado, o supervisor Regional da EMATER em Marabá, Francisco da Silva Ferreira informou que esta é apenas uma de mais ações que virão em 2016 em convênio com Sedap e Ideflor, sempre visando a melhoria da produção rural e florestal.

Pará

Com logística e incentivos, soja ganha espaço no Pará

Por Bettina Barros – Valor Econômico

Os novos canais logísticos em implantação no Pará estão impulsionando o plantio de grãos no Estado, historicamente voltado ao setor de pecuária bovina. Seja pela demanda de mercado ou pelos incentivos fiscais criados pelo governo, a expectativa é de que o plantio mantenha o ritmo atual de expansão, de 15% a 20% ao ano, e chegue a 5 milhões de hectares até 2023.

sojaO governo diz que a intenção é aproveitar as áreas já desmatadas para avançar com a lavoura, e reitera que o crescimento não se dará às custas da Amazônia. “Temos 25 milhões de hectares abertos, ou seja, tem área de sobra sem precisar entrar na floresta”, diz o secretário de Agricultura, Hildegardo Nunes.

Novato em grãos, o Pará aderiu à cultura há cerca de dez anos, na esteira da demanda global crescente e da rentabilidade mais alta em relação à pecuária. Dados da Secretaria de Agricultura mostram que entre 2000 e 2012 o Estado passou de 2,2 mil hectares para 119,6 mil hectares plantados com soja – uma guinada de 5.580%. Segundo a Conab, a safra paraense de soja prevista para 2015/16 deverá atingir 336,3 mil hectares, gerando pouco mais de 1 milhão de toneladas. Só para comparação, o Mato Grosso terá pouco mais de 9 milhões de hectares e 28 milhões de toneladas nesta safra.

“Temos limitações de relevo e solo, então não vamos além disso [5 milhões de toneladas]. Mas a rentabilidade da soja é maior que a do boi, e isso tem estimulado a atividade”, diz Vanderlei Ataídes, presidente da Aprosoja Pará, “e os novos canais de logística têm dado velocidade à expansão agrícola”.

Para tentar impulsionar o setor, a gestão de Simão Jatene (PSDB) tem se valido de medidas tributárias para desonerar a produção. Há três meses, lançou um “Pacto pela Produção e Emprego” e isentou do pagamento de ICMS o frete pelas hidrovias do Capim-Guamá e Tocantins, que escoarão parte da produção do Estado até o porto de Vila do Conde, e o diferencial de alíquota de ICMS para máquinas e insumos agrícolas.

Mais recentemente, anunciou planos de lançar um edital para o que seria a primeira ferrovia estadual, a Fepasa, como outra opção de modal para atender não só os grãos, mas também minérios.

As medidas somam-se aos investimentos milionários da iniciativa privada na hidrovia do Tapajós, por onde serão transportados até 20 milhões de toneladas de grãos ao ano pós-2020. No Tocantins, a expectativa é de que o governo federal consiga licitar o derrocamento do Pedral de Lourenço, hoje um impeditivo para a navegação contínua pelo rio amazônico.

Em tese, diz o ambientalista Beto Veríssimo, o caminho está correto. O Estado tenta transformar-se de “corredor para o grão do Mato Grosso” em desenvolvedor de suas próprias cadeias produtivas e verticalização. “Do ponto de vista de desenho econômico, não vejo problema. Desde que se garantam salvaguardas, já que a sojicultura precisa de compromissos amarrados”, diz o pesquisador do Imazon, organização de Belém que faz monitoramento mensal do desmatamento da Amazônia, independente dos dados oficiais.

Até agora, o espraiamento da soja se deu em áreas antropizadas nos três polos de produção – Paragominas, Santana do Araguaia e Santarém. Os dois primeiros figuraram entre grandes desmatamentos do Estado, a ponto de serem incluídos na “lista negra” do Ibama. Ambos já saíram da lista. Santarém foi palco de turbulência nos anos 2000, com temores de que a chegada da Cargill ao porto encorajasse o plantio na região.

Apesar de desmates pontuais nesses polos, um protocolo de grãos e o avanço do CAR, o cadastro ambiental rural, são ferramentas com as quais o governo tenta promover o desenvolvimento sustentável”, diz Teresa Moreira, especialista em governança da The Nature Conservancy (TNC).

O desafio está no eixo Tapajós, para onde são planejados hidrelétricas e portos fluviais. A economia ali ainda é baseada na grilagem. Gigantesca e distante, a área de influência do novo corredor logístico é também onde as manchas do desmatamento mais saltam aos olhos nas imagens de satélite.