Internet de qualidade é WKVE Liga você ao mundo!
Pará

Vale apoia realização de Encontro da Agricultura Familiar

A empresa articulou com o Ministério do Desenvolvimento Social a realização do evento em Marabá para aproximar agricultor familiar e comprador público
Continua depois da publicidade

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do Governo Federal, coordenado pelo Ministério de Desenvolvimento Social (MDS) pode contribuir para fortalecer os agricultores familiares de todo o país. Foi com esta expectativa que mais de 150 pessoas de associações e organizações da agricultura familiar paraense participaram do Encontro das Organizações Produtivas da Agricultura Familiar, ocorrido na terça-feira (12), no Senai Marabá.

O evento, primeiro a ser realizado pelo MDS no Pará, foi resultado da articulação da mineradora Vale com o MDS e demais instituições parceiras, a exemplo da Prefeitura Municipal de Marabá, Secretaria de Estado de Agricultura do Pará, Senai, Sebrae, Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), ICMbio e Incra. O encontro apresentou orientações aos produtores de como acessarem os órgãos públicos e seus potenciais compradores, como Forças Armadas, hospitais e escolas públicas.

Segundo dados do MDS, apresentados durante o fórum, no país,  as compras de alimentos giraram  em torno de R$ 2,7 bilhões em 2017. Em relação à compras da agricultura familiar, o Ministério da Defesa e as Forças Armadas lideraram o ranking das compras institucionais no ano passado.

Juntas, as duas instituições compraram mais de R$ 67 milhões da agricultura familiar. No Estado do Pará, os órgãos públicos (estaduais e federais) adquiriram, em 2017, cerca R$ 400 milhões em alimentos. As instituições públicas possuem meta de 30% para aquisição da agricultura familiar, de acordo com o Decreto 8473 de 2015.

A coordenadora geral de Aquisição e Distribuição de Alimentos do MDS, Hétel Santos, explicou que a reunião foi uma preparação para o evento regional sobre o tema, o Simpósio Estadual de Compras Públicas da Agricultura Familiar, que também será realizado em Marabá, no dia 28 de junho.

“O Simpósio será o momento de orientação dos compradores das instituições públicas de como utilizar o programa e acessar a agricultura familiar. Vamos mostrar o que o Pará está produzindo em termos de agricultura familiar. Queremos reforçar o assessoramento técnico para as prefeituras. Por outro lado, também vamos ajudar o agricultor familiar a se qualificar para atender esta demanda de mercado existente no território”. Ela também destacou o papel da Vale como fomentadora para realização do fórum. “A participação da empresa foi fundamental para que pudéssemos antecipar a vinda para o Estado”.

O gerente de Desenvolvimento Territorial da Vale, Frederico Baião, explicou que para a empresa “os programas e políticas públicas são ferramentas fundamentais que podem contribuir para a solução de um dos gargalos da agricultura familiar, que é o escoamento da produção. Por esse motivo, a Vale fomentou e articulou a realização do evento com o MDS na região sudeste do Pará, visando uma maior aproximação dos compradores (órgãos públicos municipais, estaduais e federais) do agricultor”.

O gerente cita que a Vale a Fundação Vale apoiam comunidades especialmente no fortalecimento da agricultura familiar. “Nas regiões sul e sudeste do Pará, onde exercermos as nossas atividades, apoiamos iniciativas comunitárias por meio do fortalecimento do associativismo, qualificação profissional no campo, assistência técnica rural e instrumentalização em cadeias produtivas de bovinocultura leiteira, olericultura, avicultura, piscicultura e apicultura, respeitando as vocações aptidões de cada comunidade”. Ressaltou ainda que “somente com a união de estratégias e ações entre instituições púbicas, privadas e sociedade civil, será possível potencializar o desenvolvimento rural da região”.

O agricultor e presidente da Associação da Comunidade Palmares, Luís Ferreira, de Parauapebas, falou do conhecimento adquirido no fórum. “Trouxe benefício em prol dos agricultores da região. A gente nunca teve um encontro desse. É uma inovação, amplia o nosso conhecimento e vamos poder repassar para aqueles que não puderam vir”. Ele explica que são mais de 30 famílias participando do projeto Balde Cheio, tecnologia social produtiva da Embrapa e apoiada pela Vale.

“Produzimos cerca de 35 mil litros de leite por mês e nos tornamos fornecedores para o laticínio da Estação Conhecimento da Apa do Gelado, de Parauapebas, mas podemos expandir esta venda e temos condição para isso”. Ele relata que associação atua com outras frentes produtivas como fruticultura, avicultura e piscicultura.

“Encontros como esse são importantes porque precisamos vender, gerar mais renda. É como sempre digo, se o campo não produzir, a cidade não se alimenta, por isso precisamos escoar a nossa produção”, conclui.

Participaram do Encontro representantes de associações da agricultura familiar e representantes das prefeituras municipais de Marabá, Parauapebas, Canaã, Redenção, Xinguara, Goianésia do Pará, Abel Figueiredo, Rondon do Pará, lideranças da Fetraf (Federação de Trabalhadores da Agricultura Familiar do Pará), Fecaf (Federação das Cooperativas da Agricultura Familiar), entre outros.

Saiba mais

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) possui 6 modalidades distintas executadas por entes públicos municipais, estaduais e federais, com recursos próprios ou federais.

Dentro do PAA existe a modalidade de Compras Institucional, através do qual as instituições públicas tem maior facilidade de aquisição de produtos alimentícios da agricultura familiar. Destaca-se que é meta pública que as instituições adquiram ao menos 30% de produtos alimentícios oriundos de agricultores familiares para abastecer suas atividades. A iniciativa gera renda aos produtores e incentiva o trabalho no campo, abrindo caminhos para outros mercados.

O Simpósio Estadual de Compras Públicas da Agricultura Familiar será realizado na tarde do dia 28 de junho, no auditório do Senai Marabá.

Para mais informações e orientações sobre o PAA, basta acessar o site www.comprasagriculturafamiliar.gov.br.

(Fonte: Assessoria Vale)
Marabá

Marabá: Associação Comercial apresenta a soja ao empresariado local

Foi durante o evento “Café com Negócios”, quando o presidente da Aprosoja e um representante da Embrapa palestraram sobre o plantio desse grão
Continua depois da publicidade

A Associação Comercial e Industrial de Marabá (Acim) promoveu na última sexta-feira (23) o segundo Café com Negócios. Trata-se de palestra em forma de bate-papo descontraído, durante a qual acontece a interação entre os visitantes de outras cidades e empresários locais. A finalidade é trazer o relato de experiências bem sucedidas  em outras praças e conhecer novas estratégias de negócios a fim de aplica-las no mercado local.

Com o tema “A Soja no Estado do Pará”, os convidados desta segunda edição foram: o presidente da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado do Pará), Vanderlei Silva Ataídes, também diretor da Aprosoja Brasil e produtor rural há mais de 20 anos no Estado; e Daniel Luiz Leal Mangas, administrador especialista em Agronegócio e funcionário da Embrapa desde 1986, onde é supervisor do Núcleo de Apoio a Pesquisa e Transferência de Tecnologias (Napt) Sudeste do Pará.

Daniel Mangas fez um histórico da soja no País e na região amazônica, falou sobre técnicas, descreveu os cultivares de soja, discorreu acerca de dados econômicos, sistemas de produção e falou também de produtividade. “Estamos cansados dos grandes ciclos, já tivemos o da borracha, castanha, diamantes, madeira, ouro e minério. Já, a agricultura não tem ciclo, basta que se desenvolva pesquisa”, opina Daniel Mangas.

Ele lembra que a Embrapa, entre as décadas de 1970 e 1980, conseguiu produzir soja no cerrado, onde estão hoje os maiores índices de produtividade, concentrados do Triângulo Mineiro, Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia, norte de Goiás e Mato Grosso. “Só aí já se produz mais de 60% da soja exportada do Brasil”, observa.

Vanderlei Ataídes, presidente da Aprosoja, que há 20 anos está em Paragominas, detalhou todos os estágios, da escolha da semente à colheita da soja, aos empresários, que acompanharam com bastante interesse as explicações.  Falou de valores de frete, alternativas de financiamento, tipos de solo, correção de solo, entressafra, silagem, maquinário, preços no mercado nacional e internacional, exportação, lucro líquido e logística, entre outros assuntos.

“Hoje nós temos três polos de agricultura no nosso Estado: Paragominas, Santarém e Santana do Araguaia. Marabá neste momento ainda não faz parte desse circuito, mas, eu acredito que em breve vai começar a ter plantio de soja e milho aqui, as terras de Marabá têm as mesmas aptidões da agricultura que temos em outras cidades”, previu Ataídes.

Ítalo Ipojucan Costa, presidente da Acim diz que a soja é um movimento real em que não existe “mais ou menos”. “Esse movimento veio para se implantar e está consolidado”, afirma ele, observando que, ano após ano, os números do setor do plantio de soja são recordes e a classe empreendedora precisa estar atenta e enxergar as oportunidades de negócios que há para o mundo empreendedor avançar.

Vice-presidente da Acim diz que o Pará é a bolada vez no plantio de soja

Eugênio Alegretti Neto, primeiro-vice- presidente da ACIM, é um entusiasta da cultura da soja em Marabá. Ele afirma que o grão está em plena expansão no Estado. Diz que o Pará é “a bola da vez” porque reúne condições “espetaculares” para a produção de soja, “tendo em vista a proximidade do porto”. “Além disso, nós temos toda a questão logística da soja do Mato Grosso que passa por esta região, indo para Barcarena. São mais de 200 caminhões por dia passando por Marabá, carregados de soja. Mas, num futuro próximo, essa carga ficará aqui e será escoada pela hidrovia, possibilitando a verticalização com o surgimento de esmagadoras, fábricas de alimentos, fábricas de ração”, prevê.

Então, nesse contexto, ele afirma que é preciso preparar o empresário local e, quem sabe, adiantar o processo, incentivando pessoas a investirem nessa área: “Eu não tenho dúvida de que esse é um caminho sem volta. A soja tem uma cadeia produtiva muito grande. Envolve não só o agricultor, mas também o comércio, a produção de máquinas agrícolas, a indústria de caminhões, indústria de adubos, de fertilizantes, de biotecnologia”.

A soja já está acontecendo, a 150 km de Marabá, em qualquer direção há soja sendo plantada – afirma o vice-presidente da ACIM – observando que seja em direção à Estrada do Rio Preto, seja na PA-150, seja na BR-222 no sentido de Rondon do Pará, em qualquer destino há soja sendo plantada. “E digo o seguinte: o ciclo da soja é o ciclo renovável, aquele ciclo com o qual a gente sempre sonhou. Nós passamos por vários ciclos extrativistas, mas o da agricultura é aquele que vai ficar, aquele que é renovável, que é passível de uma verticalização estando sempre renovável e em crescimento”, afirma, otimista.

Canaã dos Carajás

Com direito a auditório lotado, Edilson Valadares toma posse na Agricultura de Canaã dos Carajás

Chefe de gabinete por 5 anos, Valadares ocupa a partir de agora o lugar de Divino Sousa na pasta de Desenvolvimento Rural. Prefeito Alexandre pediu que o Procampo seja fortalecido durante a nova gestão
Continua depois da publicidade

O jogo das cadeiras do poder chegou ao fim em Canaã dos Carajás na manhã desta quarta-feira (14). Edilson Valadares tomou posse na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural com o auditório da pasta completamente lotado. Valadares é o último secretário nomeado por Alexandre Pereira a tomar posse desde que o prefeito interino assumiu o governo. Além do prefeito de Canaã dos Carajás, outras autoridades, como vereadores e secretários de governo, compareceram ao evento.

Edilson Valadares assume a pasta no lugar de Divino Sousa. O antigo secretário é o único dos exonerados por Alexandre que não é réu no processo de improbidade administrativa que afastou Jeová Andrade da Prefeitura Municipal. A decisão foi bastante questionada, já que Divino vinha fazendo um bom trabalho e era uma das unanimidades do governo. Apontada por muitos como uma manobra política para remanejamento de Arleides de Paula no governo, a substituição não foi aplaudida pela população.

Polêmicas à parte, Edilson Valadares já é morador de Canaã há 13 anos. Desde que Jeová Andrade assumiu o poder, em 2013, Valadares é o chefe de gabinete da Prefeitura Municipal. Ciente dos desafios que terá pela frente, o secretário falou sobre os caminhos que deverão ser seguidos: “É um novo desafio, mas para mim não é uma novidade. Eu já estava no governo e conduzi a chefia de gabinete por cinco anos. Não há novidade e chego aqui com a meta de fomentar mais ainda a agricultura familiar e impulsionar os programas já existentes. Temos também que melhorar a patrulha mecanizada para dar resultado na ponta final, lá no agricultor. Temos muito trabalho pela frente e faremos o melhor possível para promover ainda mais avanços na Secretaria.”

Antes de passar a faixa ao sucessor, Divino Sousa falou: “Eu quero dar boas-vindas ao Edilson e desejar boa sorte a ele. O que nós podíamos fazer, fizemos. Eu quero agradecer aos produtores rurais que me receberam tão bem. Foi bom esse período e não vim enganado. Sabia que não seria nada fácil. Essa equipe de trabalho é muito boa e é preciso que se dê melhores condições de trabalho a todos.”

Alexandre Pereira falou sobre a decisão: “O objetivo é que os trabalhos continuem, pois tudo estava indo muito bem. Eu pedi a todos os novos secretários que não façam muitas alterações no que já estava sendo feito. Para concluir todas as mudanças e o governo ficar harmonioso, incluímos o Divino nessa situação, mas ele é uma pessoa importante para o município e vai continuar contribuindo. Peço ao Edilson e a sua equipe que fortaleçam o Procampo, pois ele é uma saída para a crise.”

Com a posse de Valadares, o governo Jeová-Alexandre concluiu a maior mudança em atacado desde 2013. Ao todo, sete cadeiras possuem novos donos. Ainda lutando por aprovação popular, algumas escolhas do prefeito Alexandre não foram elogiadas pela população. A missão do gestor municipal e dos seus escolhidos, a partir de agora, é organizar o poder executivo municipal e tentar mudar a avaliação popular.

Canaã dos Carajás

Agricultura em Canaã: alternativa econômica para vencer a crise

Após parcerias de sucesso, secretário faz balanço de 2017 e garante que o produtor rural estará ainda mais forte em 2018
Continua depois da publicidade

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural traz consigo a árdua missão de fazer Canaã dos Carajás voltar às suas origens de município forte na produção do campo. A Terra Prometida já foi conhecida, antes das atividades minerárias, pela alta produção de leite e de produtos agrícolas. Com o tempo, a vertente econômica foi preterida, o minério ganhou espaço e a agricultura ficou esquecida.

No entanto, o fim do Projeto S11D trouxe consigo o fantasma do desemprego e a necessidade de se criar alternativas para a geração de renda ficou evidente. A produção rural, esquecida no tempo, renasceu das cinzas e ganhou força outra vez em Canaã. O ano de 2017 ficou marcado pelos bons números no campo. Entre os destaques, mais de 9 mil sacas de milho foram colhidas e cerca de 230 mil mudas de várias espécies foram produzidas no viveiro municipal. Somente o açaí teve mais de 50 mil mudas cultivadas durante o ano.

De acordo com o Secretário Municipal de Desenvolvimento Rural, Divino Sousa, os números são bastante positivos: “O viveiro tem produzido muito bem. O que eu acho mais importante é que as mudas produzidas têm tido um destino interessante: nós doamos mudas a produtores que apresentam projetos convincentes e para órgãos públicos parceiros. Até quero destacar que o açaí, pelo que percebo, é um mercado que está aberto, as pessoas descobriram isso e estão investindo. Há muitos projetos que a gente, além de doar a muda, também acompanha. É uma alternativa interessante, pois todo o açaí que é consumido aqui vem de fora.”

A pasta tem agido em parceria com algumas entidades locais, entre elas, a Agência Canaã é a principal. Juntos, os órgãos são os responsáveis por um projeto que atende atualmente 16 produtores de açaí. As ações de auxílio preveem o maquinário, mudas, assistência técnica e ainda qualificação dos produtores. Ainda em parceria com a Agência, a pasta também atendeu no ano passado 16 avicultores.

Outro projeto que ganhou imenso destaque foi a produção de codornas no município: ao todo, 20 criadores decidiram apostar na produção e já estão conseguindo obter bons resultados nas vendas.

De acordo com balanço da Secretaria, as máquinas públicas trabalharam, em média, 480 horas por mês no atendimento aos homens do campo. Entre os principais trabalhos, o apoio na produção de grãos, hortifrúti e também da mandioca.

Na pecuária, mais de 150 famílias foram contempladas com represas no ano que passou. Segundo o secretário, as prioridades foram atendidas: “Sabemos que nos últimos anos a estiagem foi maior; a demanda foi muito grande e nós procuramos atender quem já estava sem água na terra. Teve gente que foi obrigada a levar o gado para o pasto do vizinho, pois a sua terra já não tinha água para o gado beber. Desde 2013, já estamos trabalhando nisso e atendemos bastante gente. Esperamos que até 2020, final do mandato, todas as demandas sejam atendidas.”

Ainda segundo o gestor, os produtores foram agraciados com várias ações para o fortalecimento da terra em 2017: “Demos o apoio em vários momentos: na análise do solo e no transporte do calcário. Recebemos o apoio da Secretaria de Obras nisso e vamos continuar com essa ajuda nesse ano.”

Para 2018, o secretário afirmou que pretende continuar as ações e incentivar ainda mais o carro chefe da atual gestão, o Procampo. O projeto prevê o fortalecimento da produção agrícola municipal. Entre as ações do ano, o cultivo de alevinos é uma das maiores. Conforme explicou Divino, a Secretaria será a responsável por doar toda a estrutura para o produtor, desde os tanques para cultivo, até as bombas. Em contrapartida, o produtor será o responsável apenas pela mão-de-obra, energia, os próprios alevinos e também pela ração. De acordo com o planejamento da pasta, Divino disse esperar que mais pessoas sejam atendidas no atual ano em várias vertentes. Confira abaixo:

  • Fruticultura: Mais 20 famílias (Seleção dos agricultores, análise, adubação do solo e sementes.)
  • Horticultura: Mais 40 famílias.
  • Avicultura: Mais 10 famílias.
  • Apicultura: Mais 30 famílias.
  • Suinocultura: Mais 3 famílias.
  • Produção de grãos: Mais 100 famílias

Ainda em entrevista, o secretário citou algumas parcerias que deram certo no ano que se passou: “Tivemos a felicidade de conseguir boas parcerias no ano. Além da Agência Canaã, tivemos outras importantes: com a vigilância sanitária, conseguimos ajudar com a mão-de-obra de veterinários; com o Sindicato dos Produtores Rurais (SICAMPO), auxiliamos no apoio à cavalgada e na Expocanaã; já com a Adepará, nosso trabalho é de auxílio nas campanhas de vacinação, inspeção e coleta de frascos de agrotóxicos.”

Além destas, o gestor destacou outros trabalhos em conjunto:

  • Secretaria de Educação: Doação de mudas e orientação técnica; hortas nas escolas, mudas, semente e terra;
  • Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER): Palestras, cadastros, seleção de produtores;
  • Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA): Começa-se uma parceria na qualificação de produtores e visitas às propriedades;
  • Secretaria de Meio Ambiente: Mudas para nascentes e recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APP). Arborização da cidade;
  • Secretaria de Obras: Transporte de calcário e terra para ações.

O retorno às origens rurais pode ser crucial para o desenvolvimento sustentável do município. A ideia é que se crie, através deste fortalecimento, uma cidade completamente independente da mineração: “O trabalho mineral vai passar, a agricultura precisa permanecer. É bom que a mineração brilhe, mas é importante que a agricultura também brilhe junto. Essa é uma alternativa econômica para vencer a crise. Tenho certeza que nossos produtores serão ainda mais fortes em 2018” concluiu Divino.

Agricultura

Semente de maracujá produzido em Parauapebas será exportada

Projeto social vai ser implantado na Vila Horebe, localizada nas proximidades da Vila Paulo Fonteles.
Continua depois da publicidade

Desde o primeiro semestre desse ano a Beraca, empresa brasileira que atua no fornecimento de matéria-prima para grandes empresas de cosmético, como a Natura, e para a indústria farmacêutica, tem os olhos voltados à Parauapebas. Graças a um convite feito pela Cooperativa Mista de Produtores Rurais da Região de Carajás (Cooper) a empresa conheceu o potencial para produção de frutas da cidade e agora vai implantar um projeto social na Vila Horebe, localizada nas proximidades da Vila Paulo Fontele.

De acordo com a Secretaria Municipal de Produção Rural (Sempror), no próximo dia 29 a empresa realizará uma assembleia com a comunidade para apresentar a proposta de implantação desse projeto social, que foi elaborado depois de um estudo realizado pelo Instituto Beraca sobre a realidade vivenciada pelos moradores da Vila, suas principais vocações e demandas sociais.

Ainda não se sabe se o projeto será na área de saúde, educação ou outra, porém, obrigatoriamente estará atrelado ao maracujá, fruta que será produzida em maior escala na Vila Horebe para atender a demanda da Beraca.

Marcos Pereira, técnico assistente do Instituto Beraca explicou durante a segunda visita realizada pela empresa ao município, em maio desse ano, que a organização foi criada para identificar comunidades que possam fornecer produtos naturais que serão utilizados pelo mercado de produtos farmacêuticos, de cosméticos e de cuidados pessoal do Brasil e de mais de 40 países.

Essa demanda pelo maracujá é por conta de um contrato que a Beraca fechou para fornecer a semente da fruta para uma empresa de outro país, que vai utilizar a matéria-prima na produção de maquiagem. A Cooper já compra uma boa quantidade do fruto para a produção de polpas, porém, as sementes eram descartadas e agora, a partir dessa parceria com a Beraca, serão também aproveitadas e comercializadas.

Os produtores da Vila Horebe já trabalham com maracujá, porém a produção terá que ser ampliada, nesse momento entrará o incentivo da Sempror, principalmente com a disponibilização de mudas da fruta e apoio técnico.

Sobre a Beraca

A Beraca é uma empresa de origem brasileira, com foco em inovação e abordagem internacional, que investe no desenvolvimento de ingredientes e tecnologias sustentáveis. Atuando em todo o território nacional e com distribuição em mais de 40 países, a Beraca também conta com três subsidiárias internacionais, uma localizada na França e duas nos Estados Unidos.

Líder no fornecimento de ingredientes naturais e orgânicos extraídos de forma ética e sustentável da Floresta Amazônica e de outros biomas brasileiros, incluindo óleos, manteigas, argilas e ativos multifuncionais com eficácia comprovada. Os ativos de alta performance da Beraca agregam valor a um grande número de marcas das indústrias cosmética, farmacêutica e de cuidados pessoais em todo o mundo.

A Beraca é reconhecida e valorizada mundialmente por seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e seu Programa de Valorização da Sociobiodiversidade®, que garante a rastreabilidade completa de matérias-primas provenientes da Floresta Amazônica e de outros biomas brasileiros. Através de um sistema de colaboração participativa com comunidades e associações regionais, a Beraca assegura a utilização de práticas sustentáveis na fabricação e no fornecimento de seus produtos.

O programa tem como foco a tríade do desenvolvimento sustentável, cuja premissa é o equilíbrio das demandas sociais, econômicas e ambientais.

Com o apoio de uma equipe especializada, a Beraca beneficia mais de 2.500 famílias em 105 comunidades em todo o Brasil, além de preservar os recursos naturais nativos do país. Esse projeto vem não apenas promovendo mudanças substanciais na vida das famílias envolvidas, mas também inspirando empresas de todo o mundo a usar ingredientes naturais e orgânicos de origem sustentável na fabricação dos seus produtos. (Com informações do site da Beraca e da Ascom PMP – Foto: Ascom PMP)

Agricultura

Produtores de farinha de Parauapebas pedem apoio para consolidação do setor

Em média são produzidos 25 sacos de farinha por dia, comercializados no mercado de Parauapebas e até no vizinho município de Canaã dos Carajás.
Continua depois da publicidade

Durante uma reunião realizada na quarta-feira (9) entre representantes da Cooperativa de Produtores de Alimentos da Palmares (Coopa) e o titular da Secretaria Municipal de Produção Rural (Sempror), Eurivan Martins, o Totô, o grupo reivindicou mais apoio da prefeitura para o setor.

As cobranças por melhorias e mais assistência para a expansão e consolidação do setor de produção de farinha, em especial, foram recebidas pelo secretário. “Aqui reafirmamos nosso compromisso com o setor e não mediremos esforços para que os benefícios cheguem, afinal, abrir mercado para os produtores oriundos da agricultura familiar é o nosso foco”, afirmou Eurival Martins.

A Cooperativa tem se destacado por produzir farinha de primeira qualidade. Atualmente, um núcleo de produção se organizou e hoje vive o desafio de expandir a atividade agrícola. Em média são produzidos 25 sacos de farinha por dia, comercializados no mercado de Parauapebas e até no vizinho município de Canaã dos Carajás.

De acordo com a Sempror, a plantação de mandioca faz parte do cultivo da maior parte dos produtores da zona rural de Parauapebas. Estima-se que quase todas as 1.500 propriedades, cadastradas pela equipe técnica da secretaria, têm mandioca plantada em suas terras.

O apoio do poder público municipal para a Cooperativa e demais produtores, de acordo com a Sempror, vai desde a assistência técnica oferecida, cursos de formação, disponibilização de horas de tratores para arar a terra e o transporte da produção para o Centro de Abastecimento de Parauapebas (CAP). A gestão da pasta afirma também que “serão implantados projetos que somam 15 milhões de Reais em investimento público a custo zero para o produtor, conforme a aptidão natural de cada região, isso com estudo de mercado para organizar a produção, pois o município ainda é abastecido com produtos agrícolas do Centro e do Sul do país”.

Agricultura

Produção agrícola de Parauapebas ainda é insuficiente para atender consumo local

O prefeito Darci Lermen disse no início do seu governo que pretende investir na produção rural do município com o objetivo de fortalecer o segmento e de o consolidar como uma das matrizes econômicas de Parauapebas.
Continua depois da publicidade

A dependência econômica da mineração em Parauapebas é um assunto bastante lembrado pelos políticos em geral, porém, são raras as ações concretas no sentido de fomentar novas matrizes econômicas. A produção rural é apontada por muitos como um segmento potencial, que pode contribuir para o desenvolvimento econômico do município.

O atual prefeito, Darci Lermen disse no início do seu governo que pretende investir na produção rural do município com o objetivo de fortalecer o segmento e de o consolidar como uma das matrizes econômicas de Parauapebas.

Nesta sexta-feira (28) é comemorado o Dia do Agricultor, data sugestiva para se falar sobre como anda um dos pilares da produção rural no município, a produção agrícola.

De acordo com um representante da rede de supermercado Hipersena, apenas 15% do que é comercializado nas unidades da empresa é comprado dos produtores rurais locais, o restante vem de Goiânia e de Petrolina, no Pernambuco. O diretor de operações do Atacadão Macre, Gilberto Menezes, disse que a rede compra dos produtores rurais locais hortaliças diversas, frutas e verduras. Ele aponta algumas dificuldades encontradas na aquisição de produtos locais.

“Compramos de fora o que não é produzido aqui, como a uva, por exemplo. Mas, mesmo os produtos que as condições climáticas favorecem a sua produção local, como a banana, o maracujá, o limão, entre outros, não há, por parte dos produtores, frequência, não tem produção o ano inteiro”, relata Gilberto Menezes apontando também que nem sempre os produtos têm a qualidade que a rede prima por ofertar aos seus clientes.

O agricultor Francisco Nunes Pereira, que tem uma propriedade pequena perto da zona urbana da cidade e trabalha no ramo desde 87, diz que já vendeu para grandes supermercados de Parauapebas, mas não conseguiu manter o ritmo de produção e nem a qualidade do produto. “Eu vendi mamão para os supermercados por um bom tempo, mas deu um amarelão neles e eu não consegui mais recuperar”, disse o agricultor, que hoje comercializa seus produtos apenas no Centro de Abastecimento de Parauapebas (CAP) e no Mercado Municipal. Ao ser perguntado se haveria motivos para comemorar o Dia do Agricultor, seu Francisco Nunes relatou seu anseio.

“Infelizmente nossa classe tem pouco o que comemorar. Meu sonho é ver a Feira do Produtor (atual CAP) funcionando igual antigamente, quando a gente vendia barato e as pessoas nos procuravam. Hoje, lá no CAP, não é do mesmo jeito, eu vendo toda a minha produção por que sou eu quem planto e colho, por isso consigo fazer um preço bom. Vendo mamão, macaxeira, por R$ 2,00 o quilo. Lá no CAP tem muito atravessador e poucos agricultores, isso afasta os clientes. Um dia fui comprar uma batata doce e o preço lá era R$ 4,00. Preferi comprar no supermercado que tava de R$ 2,50”, relatou o agricultor.

Solicitamos uma nota para a Assessoria de Comunicação da Prefeitura e também enviamos uma mensagem ao secretário de produção rural do município solicitando algumas informações como: qual a quantidade aproximada de agricultores da cidade? Que produtos têm maiores índices de produção no município? Por que a produção rural do município ainda é insuficiente para atender a demanda local e quais ações a Prefeitura tem feito no sentido de fomentar esse segmento? Até o fechamos desta matéria as informações ainda não tinham chegado ao Blog.

Senar

Jovem paraense cria sistema de produção que integra três cadeias produtivas

Jovem, que propõe um modelo de produção integrado, tecnológico e sustentável com a produção de peixes, frangos e hortaliças, está em busca de parcerias.
Continua depois da publicidade

Que tal uma propriedade que seja modelo de produção integrada, com culturas diferentes, cada uma contribuindo para o desenvolvimento da outra? Pois esse espaço existe em Capanema, no Pará, e foi criado por Edivaldo Júnior, ex-participante do programa CNA Jovem, do Sistema CNA/SENAR. Com o nome Projeto Agroeduca: Produzindo para o Futuro, o jovem propõe um modelo de produção integrado, tecnológico e sustentável com a produção de peixes, frangos e hortaliças.

“Iniciei o projeto durante o programa CNA Jovem, quando nossa equipe pretendia falar sobre ‘educação: o que o mundo pode ensinar ao campo brasileiro’, e uma das principais motivações que me levaram a tocar o Agroeduca foi o Programa de Mentoria que participei logo após o CNA Jovem. Como a proposta inicial era macro e faltavam recursos para inicia-la, aproveitei as características da produção de hortaliças da minha região e comecei a tocar o projeto com recursos próprios no meu município. A ideia era criar uma mini propriedade rural didática em parceria com escolas, onde os alunos pudessem aprender sobre as atividades do campo com interação nas disciplinas”, explica Edivaldo.

A iniciativa é inovadora no estado, que concentra boa parte da água doce do planeta e possui potencial para produção de peixes. O sistema é voltado para pequenos espaços porque otimiza o tempo de produção e proporciona mais resultados, o que faz com que se diferencie do sistema tradicional, argumenta Edivaldo Jr. “Além de obter resultados mais significativos com menor consumo de água, menos mão de obra e produtos livres de defensivos agrícolas. A ideia é mostrar que mesmo em pequenos espaços é possível se produzir de forma rentável e eficiente.”

A integração das culturas começa com o frango sendo produzido em sistema semiconfinado, com a produção de carne e da cama aviária, que depois é utilizada como base do composto para as hortaliças, que por sua vez são produzidas em sistema de mulching (cobertura de solo) e com fertirrigação por gotejamento, utilizando a água dos peixes que são criados na propriedade em aquapônia. Edivaldo toca o projeto com a mãe, que recentemente concluiu junto com ele o curso Técnico em Agronegócio do SENAR.

“A produção dos peixes é o coração do sistema, pelo fato de produzir os nutrientes necessários para o desenvolvimento dos vegetais, pois os mesmos excretam amônia e, quando metabolizada no sistema de filtragem, é transformada em nitrato para assim ser distribuída nas plantas. Como também os demais nutrientes dissolvidos na água após a metabolização nos peixes, os resíduos servem de fonte nutricional para os vegetais. Dentro da unidade experimental que fica localizada em uma área de 160m², temos a produção de aproximadamente 200kg de peixes por ciclo de oito meses aproximados, 400 maços de hortaliças por ciclo de 45 dias e 50 frangos caipirão a cada 90 dias”, conta o técnico que também é biólogo. Os produtos começaram a ser comercializados na vizinhança e entre os participantes do projeto, mas a ideia de Edivaldo é criar pequenas feiras futuramente para vender a produção.

Ao lado de 25 alunos de Agronomia, Ciências Biológicas e Administração da Universidade Federal Rural da Amazônia que estagiam no projeto, Edivaldo Júnior quer adequar as tecnologias à região e difundi-las para as comunidades. “Queremos implantar as unidades em escolas e comunidades da região, com o objetivo de fomentar a produção agrícola e difundir essas tecnologias que são pouco empregadas em nossa região. Hoje já temos a promessa de implantar o modelo em um abrigo para idosos, duas comunidades rurais e duas escolas de educação básica.”

Parcerias

O Agroeduca: Produzindo para o Futuro conta ainda com a parceria do Núcleo Regional Bragantino do SENAR Pará, que oferece as capacitações necessárias para o desenvolvimento das ações em Piscicultura, Horticultura, Avicultura e Administração rural e empreendedorismo. Os cursos de Formação Profissional Rural (FPR) são ofertados para os beneficiários e alunos do projeto. “Como sou instrutor credenciado no Núcleo, fico responsável pelos cursos de Administração Rural e de Piscicultura e mais dois instrutores trabalham a parte de Avicultura e Horticultura”, explica Edivaldo.

O jovem conta que para ampliar o projeto em pelo menos mais três municípios do estado, está em busca de parcerias com associações e cooperativas da região para obtenção de recursos. “Temos grandes possibilidades de desenvolvimento e estamos na busca de novos parceiros para ampliação das ações. Produzir com qualidade e responsabilidade social é a nossa marca”, finaliza.

Fonte: Assessoria de Comunicação do SENAR