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Futebol

Águia vence Cametá fora de casa no Parazão 2017

Embora tenha começado ditando o ritmo de jogo, o Cametá sofreu com erros de finalização.

Ulisses Pompeu – de Marabá

Pela segunda vez seguida no Campeonato Paraense, o Águia de Marabá venceu o Cametá (apelidado de Mapará) fora de casa, com gol de Tiago Mandi. A partida aconteceu na tarde desta quarta-feira, 1º de fevereiro, válida pela segunda rodada da competição.

Com chuva no Parque do Bacurau, no segundo tempo, o Cametá amargou sua segunda derrota na competição, já que na primeira partida perdeu de goleada para o Clube do Remo: 5 a 0.

O Águia não produziu quase nada no primeiro tempo de jogo. As duas equipes ficaram acanhadas, erraram passes e irritaram o torcedor da casa. O meia marabaense Felipinho, de 19 anos, não conseguiu se conscientizar que é o mentor das jogadas e pouco produziu. O Zagueiro Marquinhos, do Águia, não estava tão tranquilo em campo e quase entregou o ouro em duas oportunidades. Seu colega, Bernardo, fez mais uma partida segura, sem erros que pudessem comprometer a equipe.

Embora tenha começado ditando o ritmo de jogo, o Cametá sofreu com erros de finalização, principalmente de seu homem de referência, Rafael Paty, que mostrou falta de boa forma física.

No intervalo da partida, Galvão agiu com sabedoria e sacou de campo o meia Felipinho, colocando em seu lugar o ex-atacante Robert, que agora cumpre missão de criação de jogo. Além disso, sacou o atacante Bruno (muito ruim em campo) e pôs Guga para jogar. Foi aí que as coisas mudaram.

No segundo tempo, os donos da casa começaram melhor de novo, mas isso até os 15 minutos. A frustração da torcida do Cametá veio aos 18 minutos do segundo tempo, quando Tiago Mandi marcou o único gol da partida.

A jogada do gol iniciou com o jovem Eric, que invadiu a área, bateu firme e a bola voltou para Guga, que trocou passe com Mandi, que bateu tirando do goleiro Evandro.

O resultado deixou o Azulão na terceira posição do grupo A2, com três pontos. Sem pontuar, os cametaenses são lanternas do A1. Na próxima rodada, no sábado, o Águia joga contra o Paragominas, fora de casa, enquanto o Cametá visita o Castanhal.

Alegria e tristeza

Ao final da partida, Tiago Mandi comemorou demais e disse que aquele era um dos dias mais felizes de sua vida. “Trabalhei muito para esse gol chegar. Ofereço para todos os moradores de Itupiranga, minha cidade natal, mas também para meu amigo Saraiva, de Marabá”, emendou.

O jovem Eric, por sua vez, reconheceu que o cansaço da viagem influenciou no primeiro tempo, mas no intervalo, com as orientações e mexidas do treinador João Galvão, as coisas se resolveram, foi possível equilibrar a equipe.

Para o artilheiro Rafael Paty só restou a lamentação e frustração. Disse que tem certeza que o último lance do jogo foi pênalti, quando o zagueiro Marquinhas tirou a bola com a mão.

Futebol

Águia de Marabá perde no fim e frustra a torcida

Bilau fura defesa do Águia com bela cobrança de falta aos 44 do 2º tempo.

Ulisses Pompeu – de Marabá

O gramado encharcado pela forte chuva que caiu na noite foi determinante para que a partida de estreia entre Águia de Marabá e São Raimundo se transformasse em um jogo “feio”, marcado por muitos chutões. Raros momentos com troca de passes e finalizações ocorreram na partida, que foi dominada a maior parte do tempo pelo Azulão.

O jogo aconteceu na tarde deste domingo, no estádio Zinho Oliveira, em Marabá, e quem saiu sorrindo de campo foi o time visitante, que venceu o confronto por 1 a 0. O único gol do confronto foi marcado aos 44 minutos do segundo tempo, pelo atacante Everson Bilau, que havia entrado na segunda etapa.

A vitória coloca o São Raimundo na segunda colocação do grupo A1, enquanto que o Águia fica na vice-lanterna da Chave A2. As duas equipes voltam a campo no meio de semana, sendo que o Pantera pega o Castanhal na terça-feira (31) e os marabaenses encaram o Cametá.

O Estádio Zinho Oliveira recebeu um bom público na tarde deste domingo, para acompanhar a estreia da equipe. Essa mesma torcida compreendeu os chutões do jogo e incentivou a equipe de João Galvão em vários momentos, apesar de uma bola na trave perigosa numa finalização do meia Wendel Oliveira

A segunda etapa foi marcada por domínio do Águia sobre o Pantera. O meia Felipinho e o lateral esquerdo Ednaldo tiveram chances claras para marcar, estando dentro da área. Todavia, o excesso de preciosismo e dribles fizeram com que os dois errassem a finalização.

E o Águia pagou caro pelo duplo desperdício. No final, aos 44 minutos, o zagueiro Bernardo fez uma falta do lado esquerdo e, na cobrança, Bilau encobriu o goleiro Maick Douglas e acertou o anglo esquerdo do arqueiro. Foi a festa para os meninos do técnico Lecheva, que só precisaram administrar os minutos finais e levar três pontos na bagagem para Santarém.

Na entrevista ao final da partida, Galvão lamentou o resultado ruim, mas elogiou sua equipe, formada principalmente por jovens jogadores e considera que com o gramado enxuto eles vão dar alegrias à torcida.

Solicitado pela reportagem do blog a apontar o melhor e pior em campo, de sua equipe, o técnico do Azulão fugiu da proposta e preferiu dizer que “todo o time jogou bem”. Todavia, foi nítido que o meia Eric foi o jogador mais contundente, enquanto o atacante Andrew Bruno não teve uma boa atuação.

Nesta segunda-feira, 30, o Águia volta a se apresentar para treinar e viajar na terça-feira pela manhã para Cametá, onde enfrenta o time da cidade na quarta-feira, dia 1º de fevereiro, pela segunda rodada. O Águia está na penúltima colocação em seu grupo, à frente do próprio Cametá, que perdeu de goleada (5 a 0) para o Remo, também neste domingo.

Futebol

Águia de Marabá completa hoje (22) seu 35º aniversário. Conheça um pouco mais da história do clube

A equipe azulina chegou a disputar a Série C do Campeonato Brasileiro de 2008 a 2015, mas atualmente participa da Série D e da Copa Verde.

Fundado em 1982, o Águia de Marabá comemora 35 anos neste domingo, 22 de janeiro. Clube de história recente, recebeu apoio de empresas locais e associou-se à Federação Paraense de Futebol em 1999, mesmo ano em que as torcidas Filhos e Amigos de Marabá e Torcida do Águia de Marabá se juntaram para dar origem a TOAM – Torcida Organizada do Águia de Marabá.

A equipe azulina chegou a disputar a Série C do Campeonato Brasileiro de 2008 a 2015 mas atualmente participa da Série D e da Copa Verde. Na galeria de conquistas do time paraense estão:

          – Campeonato do Interior (2000/01);

          – 1º turno da Taça Cidade de Belém (2008);

           – Taça Estado do Pará (2010).

No Ranking de Clubes CBF de 2017, o Águia de Marabá foi classificado na 61ª colocação.

História

O Águia de Marabá Futebol Clube foi fundado em 22 de janeiro de 1982, sob o nome de Águia Esporte Clube e teve como primeiro presidente, o desportista Emivaldo Milhomem, que contou com o apoio de Valtemir Pereira Lima, o Bezourão, para fundar a agremiação que foi criada para disputar o Campeonato Marabaense da Segunda Divisão daquele ano. O time era composto por jogadores amadores, sendo os mais destacados: Déca, Gamito e Keneddi. A equipe ganhou o título da Segunda Divisão em 1984, cuja conquista deu à equipe, o direito de disputar o Campeonato Marabaense da Primeira Divisão, no ano seguinte.

Primeiros anos e profissionalização

Nesta etapa de sua história o Águia teve como presidente José Atlas Pinheiro. Neste período o time conquistou três títulos municipais nos anos de 1989, 1992 e 1993, além de quatro vices campeonatos em 1988, 1994, 1996 e 1998. Quando do último vice-campeonato, o presidente já era Jorge Nery, que, procurado pelo vereador Sebastião Ferreira Neto, o Ferreirinha, no ano de 1999, concordou em profissionalizar a equipe. A proposta ganhou apoio do então presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF), Antônio Carlos Nunes, da Companhia Vale e do empresariado local.

Em 2000, no ano seguinte como profissional, o Águia conquistou o título da Copa Ferreirinha, torneio criado para homenagear o idealizador da profissionalização do time, e disputado por equipes dos estados do Maranhão e Tocantins, além do time anfitrião, que no ano seguinte ficou em segundo lugar do torneio, tendo perdido a final para o Clube do Remo..

No Campeonato Paraense de Futebol de 1999 o time terminou entre os quatro melhores colocados, com um plantel forte, onde se destacavam: Marcos Garça, Damião, Berg, Paulinho Santarém, Gilberto Pereira, Maurinho e Corujito; este último marcou três gols na competição e sagrou-se artilheiro da equipe no campeonato.

Nos dois anos seguintes, o time sagrou-se campeão do interior, título dando a equipe interiorana melhor classificada no campeonato estadual, e justamente devido a este boa performance no torneio, a equipe marabaense garantiu direito de disputar a Série C do Campeonato Brasileiro, onde teve atuações discretas, porém, acima da expectativa da diretoria e torcida aguiana.

Década da consolidação: 2002 – 2012

Em 2002 o time não teve boa participação no certame estadual, e terminou a temporada sendo treinado pelo diretor de futebol João Galvão. No entanto sob o comando de Galvão a equipe realizou a uma grande façanha, que foi a conquista da Copa MaPaTo (conjunto de siglas para Maranhão, Pará e Tocantins), o título regional mais notório da equipe.

Em 2008, quando a equipe conquistou acesso ao Brasileirão – Série C, o Águia teve seu período de maior regularidade, somando oito participações consecutivas. Em 2008 a equipe passou muito perto de ascender á Série B, ficando em quinto lugar geral (somente quatro subiam).

Neste mesmo ano, 2008, a equipe ganhou a “Taça Cidade de Belém”, equivalente ao primeiro turno do estadual, ficando com o vice-campeonato após disputa com o Remo. Em 2010 o time conquistou a “Taca Estado do Pará”, título do segundo turno do certame estadual. Contudo ao disputar a final como Paysandu, perdeu a disputa pela “Taça Açaí”, o título do Parazão 2010.

Declínio e rebaixamento: 2013 – 2015

No Parazão de 2013 a pífia atuação do time rendeu-lhe o rebaixamento para a divisão de acesso do campeonato (primeira fase da primeira divisão estadual). Pelo Parazão 2013/2014 esteve disputando a “Taça ACLEP”, entretanto em mais uma atuação inglória, não conseguiu acesso a divisão principal, terminando o certame em terceiro colocado (somente as duas melhores equipes são classificadas).

Na disputa da Série C de 2014, passou muito perto de ser rebaixado, safando-se somente na última rodada. Neste mesmo ano, em sua pior campanha desde então, foi rebaixado para a Segunda Divisão do Campeonato Paraense.

Porém, na Série C de 2015, depois de perder para o Fortaleza por 4×1, o Águia foi rebaixado para a Série D do Brasileirão de 2016.

Parazão Série B

No ano de 2015, conseguiu, numa campanha invicta (pouco depois de sua queda à série D do Brasileirão), o título de campeão da Segunda Divisão do Parazão, vencendo São Raimundo por 1×0 no Zinho Oliveira.

Torcidas

Em 1999 foi organizado na Casa do Estudante Marabaense (CEMAB) em Belém, sob os auspícios dos estudantes e desportistas Denner e Donner, e mais dois amigos, Sidney Jr. e Jorge, a “Torcida dos Filhos e Amigos de Marabá”, que no ano seguinte se uniu à “Torcida do Águia de Marabá”, para realizarem a fusão que resultou na “Torcida Organizada do Águia de Marabá” (TOAM), que a partir daquele ano, passou a acompanhar o time durante as disputas oficiais e amistosas; a TOAM é a maior das organizadas do Águia.

Além da TOAM, destacam-se mais duas organizadas: Revolução Azul e Fiel da Folha 28

Futebol

Águia de Marabá começa temporada atrasado e aposta na base para o Parazão

Com dificuldades financeiras, Azulão inicia preparação apenas 15 dias antes da estreia na competição.

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

O Águia é o último entre os dez times do Campeonato Paraense a iniciar os treinamentos visando à estreia no Campeonato Paraense de 2017. A competição inicia no dia 28 deste mês e o Azulão marabaense só começou os preparativos nesta terça-feira, dia 10, portanto, 19 dias antes do primeiro jogo, contra o São Raimundo, no estádio Zinho Oliveira, em Marabá.

O time, mais uma vez comandado pelo “concursado” João Galvão, mescla jogadores experientes com as revelações da categoria de base. Os atletas foram apresentados à Imprensa e aos representantes de torcidas organizadas em uma cerimônia simples e rápida pouco antes do início dos treinos na sede do clube, no bairro Cidade Nova, em Marabá.

Ao todo, 18 jogadores já estão confirmados no elenco, alguns deles experientes, mas outros ainda sem nenhuma partida disputada em time profissional. É o caso do meia Felipinho, 20 anos, que foi destaque pelo Águia no Sub-20 e será aproveitado na equipe principal. Com ele, outros oito jogadores têm 20 anos ou menos. O caçula é Ricardo, 18 anos.

O presidente do Águia, Sebastião Ferreira Neto, o Ferreirinha, informou que o técnico João Galvão ainda vai avaliar outros jogadores da categoria de base para saber se algum deles tem condições de ser aproveitado no time principal.

Os 18 jogadores que já estão confirmados no elenco são:

  • goleiros Maieki Douglas, Marcelo e Derik;
  • lateral direito Carlos Eduardo;
  • zagueiros Roberto e Bernardo;
  • lateral esquerdo Edinaldo;
  • volantes Ramon, Wando, Robert e Caique;
  • meias Filipinho e Erick;
  • atacantes: Bruno, Vinícius, Cléo, Tiago Mandi e Dias.

Filipinho foi o único do Sub-20 que mereceu destaque de Galvão. Ele disse que observou bastante o atleta durante os jogos da base e ficou encantado com o que viu. Todavia, advertiu que não se pode colocar tanta responsabilidade sobre seus ombros e que o jogador precisa mostrar humildade e disciplina para atuar bem.

Filipinho disse que ficou bastante eufórico com o chamado para o time principal do Águia, mas que vai observar bastante os jogadores mais experientes e ouvir os conselhos do novo “professor” para poder evoluir. Bastante inseguro na entrevista, Filipinho confessou que a timidez é permanente, mas que em campo as pernas falam mais alto e o jogo flui com naturalidade.

Ferreirinha informou que a mini pré-temporada deverá terá como palco o campo da Estação Conhecimento, no núcleo São Félix. “Todos sabem que estamos passando por dificuldades financeiras, mas mesmo assim a equipe está sendo montada para disputar as duas competições que teremos neste primeiro semestre, com ajuda de alguns parceiros importantes”, disse Ferreirinha.

Um dos patrocinadores mais antigos da equipe, a Leolar, enfrenta dificuldades financeiras e por isso não estampa mais a marca na camiseta do Águia para esta temporada. A Prefeitura também é outra que está impossibilitada de injetar dinheiro na equipe. Por conta disso, a diretoria está focada no apoio de novos sócio-torcedores.

DIRETORIA AFINADA

Os discursos dos quatro membros da diretoria do Águia durante a apresentação dos jogadores foi marcado por uma palavra em comum: “união”. E motivos para a superação não faltam: a equipe é a última do Parazão a iniciar os preparativos e ainda uma das mais baratas, com vários jogadores sem experiência profissional.

O presidente Sebastião Ferreira Neto contou o bê-a-bá à equipe, repetindo a palavra “união” exatamente 13 vezes. Um a um ele apresentou os atletas, dizendo de onde vinham e a posição em que vão jogar.

Ferreirinha reconheceu o momento de fragilidade financeira, mas garantiu que a diretoria vai correr atrás para garantir o pagamento dos jogadores, como sempre fez. “Estamos iniciando atrasados por vários problemas”.

O presidente agradeceu a presença e apoio do vice-presidente do Águia, vereador Pedro Correa, do deputado estadual João Chamon, juiz federal Jonatas dos Santos Andrade, do treinador João Galvão, do gerente de futebol José Wilton, massagista Nivaldo, preparador de goleiros Wellington Ramos e do novo preparador físico do time, Alexandre Barreto. “As torcidas organizadas têm sido fundamentais para nossa equipe, inclusive neste momento de dificuldades”, reconheceu.

O vereador e presidente da Câmara Pedro Correa disse que, no passado, muito se criticou porque a dupla Galvão-Ferreirinha não dava espaço para a “prata da casa”, mas agora os jogadores jovens, de Marabá e região, estão tendo oportunidade de ouro para jogar na equipe principal. “Não se faz campeão com medalhões. Tenho certeza que a base vai mostrar seu valor neste campeonato. Temos muitos compromissos, mas tiramos um tempo em nossa agenda apertada para trabalhar para o Águia, e esperamos que vocês valorizem isso”, disse Pedrinho.

O juiz Jonatas Andrade lembrou que, no passado, Marabá era conhecida pela violência, mas a trajetória do Águia, levando o nome da cidade, ajudou a amenizar essa imagem. “A sociedade está empenhada em se livrar do estigma de violenta. E o Águia é quem melhor transmite essa mensagem. A intenção é superar o momento ruim e crescer, como fizeram a Chapecoense e o Ituano”, comparou o magistrado, que também é membro da diretoria.

Futebol

Sem chapa inscrita e em crise, Águia de Marabá terá eleição neste sábado

O atual presidente, Ferreirinha, ainda não sabe se será candidato à reeleição

Ulisses Pompeu – de Marabá

Na manhã deste sábado, dia 10, a partir de 9 horas, cerca de 100 sócios do Águia de Marabá Futebol Clube vão se reunir para escolher a nova diretoria do clube para o biênio 2016/2017. Nenhum grupo formalizou chapa e a eleição será praticamente em clima informal.

Sebastião Ferreira Neto, o Ferreirinha, disse nesta sexta-feira para a reportagem que nem ele sabe se será candidato e que deixará essa decisão para o momento da assembleia, depois que prestar contas aos sócios e apresentar o cenário financeiro do clube.

Ferreirinha conta que nos últimos dias peregrinou em escritórios de vários empresários para tentar encontrar um candidato em potencial para assumir a diretoria do clube, mas lamentavelmente não encontrou.

A eleição vai acontecer no auditório da Tratorpeças, em frente ao Shopping Pátio Marabá, com a participação de sócios fundadores, sócios contribuintes e ainda os sócios benfeitores, aqueles que desempenharam alguma ação em favor do clube. “Se em cima da hora aparecer um candidato, vou sugerir à Assembleia Geral do clube para que o aceitem”, disse Ferreira.

Ele explicou ainda que os sócios vão eleger, também, os três membros titulares do Conselho Fiscal e três suplentes. Já secretários, tesoureiro e outros cargos serão escolhidos pelo presidente eleito, através de nomeação.

O vice-presidente do Águia, Miguel Gomes Filho, o Miguelito, pode não colocar seu nome para disputar um cargo no clube, uma vez que se recupera de uma cirurgia delicada.

Na última semana, Ferreirinha disse à Reportagem que uma dívida de cerca de R$ 500 mil do Águia para com jogadores e fornecedores é o grande vilão neste final de ano, faltando pouco mais de um mês para as disputas do Campeonato Paraense 2017 e, posteriormente, a Copa Verde.

Ele disse que além de procurar empresários, políticos e outras pessoas de influência na cidade, a diretoria do Águia está deslanchando uma campanha para conseguir 100 pessoas que possam doar R$ 500,00 por mês durante dez meses, o que arrecadaria R$ 50 mil a cada 30 dias. “Não é o suficiente, mas ajudaria muito”, avalia o presidente.

O presidente garante que as pessoas que aderirem a essa campanha terão título de sócio torcedor vitalício do Águia, além de outros benefícios relacionados ao clube. Por enquanto, revela, 20 pessoas já toparam a empreitada e começaram a contribuir. As despesas mensais do Águia em 2016, quando o time disputava a Série C, giravam em torno de R$ 300 mil, de acordo com Ferreirinha. Aí estão incluídos gastos com escolinha, aluguel de casas, veículos, entre outros.

Ferreirinha avisa que o time que o Águia vai montar para disputar o Parazão 2017, que começa no final de janeiro, terá um custo em torno de R$ 150 mil por mês, cerca da metade deste ano. Todavia, boa parte do elenco será de jogadores locais, alguns deles oriundos do sub-20 do Águia, que disputaram o estadual da categoria recentemente. “Vamos tentar aproveitar bastante a prata da casa para não gastar muito. Então, teremos um time bastante caseiro, até mesmo para a Copa Verde, que começa em março”.

Futebol

Águia de Marabá lança campanha para pagar dívida de R$ 500 mil

Crise financeira leva presidente Ferreirinha a prever equipe “caseira” para disputar Parazão 2017

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

 

Embora esteja há 16 anos à frente do Águia de Marabá Futebol Clube como presidente, Sebastião Ferreira Neto, o Ferreirinha, está disposto a abrir mão de lançar chapa em prol de alguém que tenha interesse em comandar o clube que representa Marabá no futebol profissional.

Em entrevista, Ferreirinha revelou que o foco neste momento está sendo correr atrás de apoiadores para pagar a dívida do clube, que atualmente gira em torno de R$ 500 mil, entre jogadores e fornecedores.

Ele disse que além de procurar empresários, políticos e outras pessoas de influência na cidade, a diretoria do Águia está deslanchando uma campanha para conseguir 100 pessoas que possam doar R$ 500,00 por mês durante dez meses, o que arrecadaria R$ 50 mil a cada 30 dias. “Não é o suficiente, mas ajudaria muito”, avalia o presidente.

Ferreira diz que as pessoas que aderirem a essa campanha terão título de sócio torcedor vitalício do Águia, além de outros benefícios relacionados ao clube. Por enquanto, revela, 20 pessoas já toparam a empreitada e começaram a contribuir. As despesas mensais do Águia em 2016, quando o time disputava a Série C, giravam em torno de R$ 300 mil, de acordo com Ferreirinha. Aí estão incluídos gastos com escolinha, aluguel de casas, veículos, entre outros.

Prata da casa em alta

Ferreirinha avisou que o time que o Águia vai montar para disputar o Parazão 2017, que começa no final de janeiro, terá um custo em torno de R$ 150 mil por mês, cerca da metade deste ano. Todavia, boa parte do elenco será de jogadores locais, alguns deles oriundos do sub-20 do Águia, que disputaram o estadual da categoria recentemente. “Vamos tentar aproveitar bastante a prata da casa para não gastar muito. Então, teremos um time bastante caseiro, até mesmo para a Copa Verde, que começa em março”.

Eleição

Ainda sobre a eleição para a diretoria, Ferreirinha reconhece que o Estatuto do clube diz que o candidato precisa ser sócio do clube, mas ressalta que a assembleia geral é soberana e pode aceitar que um candidato que apareça daqui para frente possa se candidatar. “Se alguém quiser ser presidente, eu oriento para que Assembleia Geral possa fazer concessão”.

O atual presidente faz uma reflexão e avalia que o poder sempre causa desgastes e talvez esteja na hora de ele deixar a presidência do clube. “Sou Águia acima de tudo. No momento de dificuldade, é hora de todos se unirem para fortalecer a equipe. Já procurei várias pessoas com idoneidade para tentar encontrar alguém com perfil de dirigir a equipe, mas não querem. Se não aparecer ninguém, será o jeito eu ir de novo, e gostaria de contar com o apoio da sociedade e conclamar todos para se unirem. Não podemos deixar o time que leva o nome da nossa cidade acabar”, diz Ferreirinha.

Chapecoense

Mecenas: Bruno Rangel, da Chapecoense, mandava chuteiras e dinheiro para jogadores do Águia de Marabá

Presidente Sebastião Ferreira revela que após sucesso na Chape, ex-atacante continuava se comunicando com atletas do Azulão

Por Ulisses Pompeu – de Marabá  

A morte de quase todo o elenco da Chapecoense abalou o mundo. Entre eles estava o maior goleador de todos os tempos da equipe de Santa Catarina: Bruno Rangel, que em 2009 atuou pelo Águia de Marabá na Série C do Campeonato Brasileiro, deixando uma marca de seis gols em sete jogos. E a torcida local soube valorizar o faro de gol do atacante.

Mesmo tendo passado menos de um ano no Águia, Bruno Rangel criou laços que carregaria até o fim da vida. Nesta quarta-feira, em entrevista para o blog, o presidente do Águia, Sebastião Ferreira Neto, o Ferreirinha, revelou que em 2009, quando deixou Marabá, após a disputa da Série C, Bruno Rangel estava “em condição financeira difícil”. Porém, três anos depois, estava bem financeiramente.

“Ele era um cara humilde, de verdade. Após o sucesso na Chapecoense, continuava se comunicando com jogadores nossos, alguns receberam ajuda financeira dele. Em outras ocasiões ele mandava chuteiras para nossos atletas”, revela Ferreirinha.

O presidente do Azulão conta ainda que, por várias vezes a delegação do Águia ficava na mesma cidade em que estava o time da Chapecoense, embora disputassem competições diferentes. “Humildemente, ele saiu do hotel em que estava e ao local em que estava nossa delegação para conversar conosco. O sucesso não subiu à cabeça dele…continuou a mesma pessoa simples e humilde”, destaca Ferreirinha.

Outro que recorda a boa passagem de Bruno Rangel pelo Águia de Marabá é o técnico João Galvão. Segundo ele, o atleta era um exemplo de humildade e sua morte deixa todas as pessoas que o conheceram chocados.

Galvão diz também que seu filho, Danilo, está muito abalado com a morte de Artur Maia, também da Chapecoense. Os dois jogaram durante nove anos no Vitória, da Bahia. “Todos estamos sentidos com esse acidente trágico”, diz Galvão.

O meia Flamel, que jogou ao lado de Bruno Rangel quando passou pelo azulão marabaense, revelou que não consegue acreditar no acontecimento.

“O Bruno era um cara muito amigo, parceiro, muito humilde, quieto e muito dedicado. Ele sempre foi muito concentrado no que queria. Sempre buscou o melhor para ele e sua família. Era um cara de grupo e de muita personalidade. Estou sem acreditar no acontecimento. Estamos todos de luto. Que seus familiares e amigos tenham força em Cristo Jesus. Ele vai estar sempre em nossos corações e em nossa memória. Ele se foi vivendo um sonho”, disse Flamel.

Bruno Rangel Domingues, de 34 anos, era natural de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Em 2007 teve sua primeira experiência no futebol paraense ao defender o Ananindeua. Dois anos mais tarde defendeu o Águia, de Marabá, em sete jogos e marcou seis gols. Logo chamou a atenção do Paysandu, onde vestiu a camisa em 2010. Atuou em 12 partidas e marcou nove gols, onde foi o artilheiro da Série C do Campeonato Brasileiro. Ainda foi campeão do Campeonato Paraense naquele ano.

O atacante era o mais novo de 11 irmãos e começou a carreira esportiva no Ananindeua e passou por equipes pequenas como Baraúnas, Águia de Marabá e times como Paysandu, Guarani, Joinville e Metropolitano, mas foi na Chapecoense que fez sua história. No dia 9 de setembro, 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, marcou, de pênalti, seu 80º e último gol com a camisa alviverde.

O atacante deixa, além da esposa Girlene, um casal de filhos. A mais velha, Bárbara, de 6 anos, e o mais novo, Daniel, que ainda não completou 2.

Futebol

FPF divulga tabela do Parazão 2017

As finais do Parazão serão realizadas nos dias 30 de abril e 7 de maio.

A Federação Paraense de Futebol (FPF) divulgou a tabela inaugural da edição 2017 do Parazão. Em novo formato, a principal competição do Estado está prevista para começar no dia 28 de janeiro e colocará em campo dez clubes.

O atual campeão, Paysandu, faz sua estreia no Estádio da Curuzu, em Belém, no sábado (28), a partir de 16h, contra o Castanhal. Já o Clube do Remo entra em campo no dia seguinte, também em Belém, contra o Cametá no Mangueirão. Paragominas x Independente, na Arena Verde, e Águia x São Raimundo, em Marabá, completam os jogos do sábado. A rodada será completada no domingo com a partida entre São Francisco x Pinheirense, em Santarém.

Um dos jogos mais esperados do campeonato, o primeiro clássico Re-Pa está agendado para o dia 12 de fevereiro, no Mangueirão, com mando de campo do Clube do Remo. Já as finais do Parazão serão realizadas nos dias 30 de abril e 7 de maio.

Veja os grupos do Parazão 2017

Grupo A
Paysandu
São Raimundo
Cametá
Paragominas
Pinheirense

Grupo B
Remo
São Francisco
Águia de Marabá
Independente Tucuruí
Castanhal

Confira a tabela completa do Parazão 2017.