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clima

Pará e Mato Grosso estão entre os estados que mais emitem gases de efeito estufa

É o que aponta a nova edição do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa, divulgado pelo Observatório do Clima

Pará e Mato Grosso lideram a lista dos estados brasileiros com maiores índices de emissão de gases que causam o efeito estufa. É o que aponta a nova edição do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa, divulgado pelo Observatório do Clima. As emissões desses tipos gases pelo Brasil subiram 9% em 2016 em comparação com o ano anterior.

Ainda de acordo com o estudo, o aumento de 27% no desmatamento na Amazônia foi responsável pela elevação nas emissões no ano passado. Apenas na região amazônica foi desmatado o equivalente a 800 mil campos de futebol.

Em nota, o Ministério do Meio Ambiente reconheceu o aumento das emissões do desmatamento em 2016. Porém, destacou que houve uma queda de 16% na taxa de desmatamento na Amazônia em 2017. A pasta ressaltou ainda que o Governo está empenhado em fazer com que a redução nessas taxas continue nos próximos anos.

Amazônia Independente: movimento propõe a emancipação da Região Norte

Um dos líderes do movimento propõe a criação do país Amazônia, agregando todos os Estados da Região Norte

No último domingo (1), a região da Catalunha, na Espanha, realizou referendo para saber se há viabilidade de emancipação e se tornar um novo país. Após a consulta, em que 42% da população foram às urnas, cerca de 90% dos eleitores se declararam favoráveis à divisão.

Embalados pela votação espanhola, o movimento O Sul é Meu País promoverá no próximo sábado (7), um plebiscito informal para saber se os eleitores do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul aprovam também a possibilidade de se tornarem um novo país.

Aqui na Amazônia, há movimentos que se articulam e propõem uma ruptura  do Norte com o restante do país, e um deles é o Movimento Amazônia Independente. Um dos líderes do movimento, Axel Julyan, propõe a criação do país Amazônia, agregando todos os Estados da Região Norte.

“Nosso movimento surgiu com a união de um grupo amazonense e um grupo paraense há cerca de um ano atrás, tínhamos o mesmo ideal emancipacionista. Mas o movimento ainda está em processo de formação e consolidação, ou seja, tem funcionado de forma improvisada”.

Segundo Julyan, o grupo formado, em sua maioria, por pessoas dos Estados do Amazonas e Pará, pretende articular não apenas a ação de emancipação, mas também atividades e outras discussões.

“Pretendemos fazer sua legalização como associação cultural no próximo ano, para desenvolvermos inúmeras atividades, não somente de cunho separatista. Hoje nós temos um grupo com cerca de 50 integrantes, com pessoas de todos os estados da região norte, embora a maioria seja do Pará e Amazonas. Nós estamos buscando a adesão de mais pessoas nos demais estados. De vez em quando aparece nas redes sociais alguma página que promove o separatismo de algum estado, mas nós apenas ignoramos, pois não se tratam de movimentos sérios,” disse.

Ainda questionado sobre a viabilidade do movimento e a projeção caso a separação aconteça, Julyan afirma que é preciso combater mitos sobre a criação do amazônida e da Amazônia.

“Mitos como os que dizem que a Amazônia é desabitada, que é dependente e incapaz de se sustentar – o que legitima o domínio brasileiro sobre nós. Somente com o que temos hoje, nós seríamos maiores que 70% dos países do mundo em relação à economia e população. Além disso, sem as amarras do estado brasileiro, com uma verdadeira emancipação, nós poderíamos partir para um verdadeiro desenvolvimento econômico com a construção de uma indústria nacional amazônida, e etc. Nós temos um potencial enorme pra nos desenvolver de forma humana e sustentável, mas na situação em que estamos, nós desperdiçamos todas essas oportunidades e aceitamos resignados situações absurdas promovidas tanto pelo Brasil quanto por outros países. Se nações menores podem, por que nós não podemos?” concluiu.

O que diz a Constituição?

Para o cientista político Helso Ribeiro, é inviável a emancipação da Amazônia e a criação de um novo país. Ele explica que qualquer proposta neste sentido é inconstitucional.

“Existe em nossa constituição uma cláusula pétrea que não pode ser superada, nem mesmo através de consulta popular. Com isso é inconstitucional qualquer divisão do território brasileiro. Ainda que tenham as divergências e as diferenças regionais, o país é uma nação, tem uma língua unificada, é miscigenado, diferente, por exemplo, da Catalunha, que busca consolidar sua divisão, mas é uma região com identidade e idiomas próprios,” disse. (Portal Amazônia)

Tucupi

Pesquisa da Embrapa-PA estabelece protocolo de segurança para a fabricação de tucupi

A pesquisa apresenta ainda mais importância, pois o produto começa a conquistar paladares fora da região Norte e já é conhecido como um dos carros-chefes da culinária amazônica.

Chamado de “shoyo do novo século”, o tucupi é um líquido de cor amarela, coproduto da mandioca, típico da rica e exótica gastronomia amazônica. É feito de maneira artesanal, tendo como matéria-prima a mandioca ou mandioca-brava, tubérculo que ganhou essa definição de “brava” por apresentar altos índices de ácido cianídrico (HCN) em sua composição, ou seja, um veneno conhecido como cianeto.

Para garantir a segurança microbiológica e toxicológica do produto, pesquisadores da Embrapa Amazônia Oriental (PA) estabeleceram um protocolo com as diretrizes básicas à padronização da produção do tucupi, definindo critérios no processo de fabricação do líquido.

De acordo com a pesquisadora Ana Vânia Carvalho, uma das autoras do trabalho, o resultado da pesquisa indica que, para ser segura ao consumo humano, a iguaria amazônica precisa passar por 24 horas de fermentação e 40 minutos de cocção. “Se não for processado de maneira adequada, o tucupi pode apresentar níveis elevados de HCN e, consequentemente, riscos ao consumo humano”, alerta.

A cientista esclarece, no entanto, que não é preciso deixar de consumir o produto, que faz parte da cultura alimentar do amazônida, porém frisa que alguns cuidados no preparo devem ser tomados e dá uma dica importante: “ao levar o produto para casa, o consumidor deve ferver o líquido por 40 minutos e, depois, acrescentar água, para completar o que foi reduzido com o cozimento, caso necessário”, recomenda.

A pesquisa apresenta ainda mais importância, pois o produto começa a conquistar paladares fora da região Norte e já é conhecido como um dos carros-chefes da culinária amazônica, que está sob constante holofote da mídia e no radar de chefs nacionais e internacionais. A iguaria é indispensável, por exemplo, aos tradicionais pato no tucupi e tacacá.

O produto final, elaborado a partir do chamado “parâmetro ótimo” de processamento, se apresentou condizente ao padrão de identidade e qualidade do tucupi estipulado pela Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepara), órgão estadual que regulamenta a fabricação e comercialização dos produtos de origem animal e vegetal no estado, além de níveis microbiológicos e de toxidade seguros. A legislação, no entanto, não determina os índices de ácido cianídrico para a comercialização do produto.

De acordo com Ana Vânia, o trabalho de pesquisa teve diversas etapas, que envolveram desde a análise de amostras de tucupi comercializado nas feiras e supermercados da capital paraense e entrevistas com produtores artesanais, até o planejamento experimental, no qual o processo de fabricação foi reproduzido em laboratório para se chegar aos parâmetros estabelecidos como seguros. “Testes sensoriais para garantir o sabor característico do tucupi e o tempo de prateleira também foram observados”, explica.

Riscos

Para entender os riscos e o que isso representa, é necessário conhecer o processo de fabricação e o tubérculo que dá origem ao tucupi. A mandioca (Manihot esculenta Crantz) é uma raiz que apresenta glicosídeos cianogênicos em sua composição, pertencendo, dessa forma, ao grupo de plantas classificadas como cianogênicas. Os compostos cianogênicos (linamarina e lotaustralina) por si só não são tóxicos, mas liberam o ácido cianídrico (HCN), responsável pela toxidez, após a ação de enzimas (linamarase).

O tucupi é um coproduto da mandioca, obtido durante a fabricação da farinha. O tubérculo é descascado, higienizado e depois triturado, resultando em uma massa úmida que então é levada a uma prensa, que no processo de fabricação artesanal é um utensilio de palha chamado de tipiti.

Com a prensagem, obtém-se a massa mais seca que será torrada e transformada em farinha e um líquido residual conhecido como manipueira. É da manipueira que se faz a goma (fécula) e tucupi. Para se chegar ao produto final, o tucupi, o líquido passa por um processo de fermentação e cozimento (cocção).

Identidade do produto é mantida após padronização

De sabor e cheiro marcantes, caracteristicamente ácido, o tucupi recebe temperos como alho e ervas aromatizantes regionais, tais como o coentro, chicória e alfavaca, antes de ser comercializado ou utilizado na culinária.

Ao propor uma padronização, enfatiza Ana Vânia, a Embrapa não quer tirar a identidade do produto, mas sim trazer segurança a quem consome e, com isso, agregar valor e abrir a possibilidade de novos mercados.

A especialista defende que o charme do produto é ser artesanal e ter um toque especial, o gosto particular associado a cada fabricante, com os temperos de preferência. “Quando se fala em padronizar, na área de alimentos, é manter um nível mínimo de segurança. O tucupi começa a rodar o mundo e queremos um produto seguro em termos microbiológicos no que se refere a níveis de cianeto”, defende.

No caso do tucupi, destaca Ana Vânia, a pesquisa revelou que os produtos existentes no mercado não têm padrão de fabricação e não há tempo mínimo de fermentação e de cocção. Assim, cada fabricante prepara do seu jeito. Além da análise laboratorial, entrevistas com fabricantes  revelaram que a variação de tempo de fermentação e cozimento era desproporcional, de dez minutos de fervura até o cozimento de duas horas. “Um produto seguro, somado às características marcantes presentes no tucupi, possui potencial para ganhar o mundo”, afirma.

Fabricação em pequena escala ainda é barreira para expansão

Um dos mais conhecidos chefs brasileiros, Alex Atala, se confessa apaixonado pela gastronomia amazônica e tem um interesse especial pelo tucupi, ingrediente que usa em seus pratos e divulga aos colegas de ofício por onde anda.  “O tucupi é bom com tudo, de qualquer jeito, quente, frio, na pimenta. Eu sei que no Pará se usa muito, mas o Brasil ainda desconhece e ainda existe um certo preconceito pelo desconhecimento, mas o tucupi está ganhando cada vez mais espaço no Brasil”, declara o chef.

Para ele, o tucupi pode ganhar o status de “shoyo do novo século”, frase repetida por ele em diversas ocasiões, e várias são as razões para essa afirmação. Ele conta que a comparação do tucupi com o molho de soja tem relação com o potencial de ganhar mercado e ao sabor, pois o produto paraense tem uma nota de sabor ácido muito presente e bastante apreciada principalmente na culinária asiática. “O molho de soja tem uma alta concentração de glutamato monossódico também presente no tucupi naturalmente. É fascinante”, relata.

Uma das barreiras para o produto alcançar seu potencial, analisa o chef, é a escala de fabricação e exportação para outros estados, mas ele lembra que a empresária Joanna Martins, filha do chef paraense Paulo Martins, que abriu a cozinha da Amazônia para o Brasil e o mundo, já consegue fazer com que o tucupi chegue aos chefs de São Paulo e do resto do País.

O sobrenome Martins é conhecido no mercado gastronômico associado ao chef Paulo Martins, idealizador do festival Ver-o-Peso da Cozinha Paraense, que potencializou a difusão da culinária regional durante cerca de 15 anos trazendo para Belém renomados chefs nacionais e internacionais. Após a morte do pai, a empresária Joanna Martins continuou, com a irmã Tânia, no mercado da comida regional.

A empresa de Joanna é uma das únicas no Pará que possui autorização para comercializar para fora do estado produtos alimentícios regionais amazônicos, como o tucupi. Para Joanna, a ausência de uma padronização dificulta a expansão. Ela conta que, como não existe na legislação normatização da composição química, a escolha dos fornecedores é muito cuidadosa e laboratórios particulares são contratados para testar também o teor de cianeto e garantir a segurança do produto comercializado.

“A cadeia da mandioca ainda carece de organização e pesquisa para que os coprodutos possam ganhar mercado. O trabalho da Embrapa é um alento, pois a regularização vai trazer desenvolvimento, emprego e renda ao setor”, enfatiza.

Em busca da qualidade e da rastreabilidade

Na Embrapa Amazônia Oriental, o trabalho foi desenvolvido pelas pesquisadoras Ana Vânia Carvallho e Rafaella de Andrade Mattietto, juntamente com a bolsista Ana Paula Rocha Campos, resultando em diversas publicações técnicas e uma tese de mestrado.

A Embrapa espera que o resultado da pesquisa possa servir de embasamento para que os órgãos reguladores estabeleçam um padrão mínimo de comercialização, facilitando a inserção no mercado nacional de produtos artesanais.

E exatamente por ser eminentemente artesanal, não há dados de quanto tucupi se produz ou se comercializa no estado, mas o produto é facilmente encontrado nas feiras e mercados ou, ainda, como ingrediente em pratos típicos em restaurantes e nas tradicionais barraquinhas de comida de rua, comuns nas esquinas e praças da capital e das principais cidades do Pará.

Para garantir a qualidade e rastreabilidade dos ingredientes das comidas típicas que comercializa, o microempresário Daniel Mendonça de Souza passou a fabricar seu próprio tucupi e até a plantar as hortaliças utilizadas. Há mais de 30 anos no ramo como “tacacazeiro”, como são chamados no Pará, Daniel chega a produzir mil litros de tucupi por semana.

Ele explicou que o produto feito por ele fermenta por 12 horas e em seguida é levado aos caldeirões para cozinhar por até quatro horas seguidas. “Sei dos riscos, por isso cozinho muito bem para fornecer um produto saudável e com a cara do Pará”, garante.

Parauapebas

Convite: III Congresso de Zootecnia da Amazônia

A Universidade Federal Rural da Amazônia vai realizar, entre os dias 13 e 15 de outubro, no município de Parauapebas, o III Congresso de Zootecnia da Amazônia.

Juntamente a este evento será realizado o IV Seminário de Ensino de Zootecnia da Amazônia; II Encontro de Coordenadores de Pós-graduação em Zootecnia e o I Encontro de Zootecnistas da Amazônia.

Durante o evento serão apresentados palestras e minicursos (programação no site www.zootecnianaamazonia.com) e, em separado em cada fórum serão discutidas as seguintes questões:

  • IV Seminário de Ensino de Zootecnia da Amazônia: Direcionamentos do ensino em Zootecnia na Amazônia Legal, com o objetivo trocar experiências entre os cursos de graduação, fortalecer a Zootecnia nesta região e promover maior aproximação entre os cursos.
  • II Encontro de Coordenadores de Pós-graduação em Zootecnia:Direcionamentos dos programas de pós-graduação na Amazônia Legal, com o objetivo trocar experiências entre os cursos, fortalecer a área nesta região e promover maior aproximação entre os cursos.
  • I Encontro de Zootecnistas da Amazônia: Ações para valorização da profissão Zootecnista na região amazônica. Criação do Sindicado de Zootecnistas da Amazônia.

Assim, convidamos todos os profissionais de campo que atuam direta ou indiretamente na produção animal para participar deste evento!

Francislene Silveira Sucupira
Professora Adjunta da Universidade Federal Rural da Amazônia
Campus Parauapebas – PA

 

Pará

Desenvolvimento Sustentável é valorizado em premiação do IBAM

A cerimônia “Gestão Ambiental no Bioma Amazônia” reconhece boas práticas sustentáveis.

Os ecossistemas da Amazônia constituem grande reservatório da biodiversidade do planeta, além de abrigar imensas quantidades de minérios, terras agricultáveis e outros tantos recursos. Buscando incentivar a boa gestão dos recursos disponíveis, o Prêmio “Gestão Ambiental no Bioma Amazônia” contempla práticas, iniciativas, projetos e programas exitosos desenvolvidos no bioma que promovam o desenvolvimento sustentável. O evento de culminância será no dia 21 de junho, às 18h, no Teatro Maria Sylvia Nunes, em Belém.

A premiação contempla iniciativas de desenvolvimento sustentável, em especial aquelas que contribuam para o controle e a redução do desmatamento. Ao todo, 140 iniciativas representando 8 Estados do bioma Amazônia fizeram inscrição. Na cerimônia de premiação, 10 práticas serão premiadas e 51 reconhecidas por mérito. O evento contará com a presença de prefeitos, secretários de meio ambiente, representantes do poder legislativo e de organizações da sociedade civil.

O Prêmio é promovido pelo Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM), no âmbito do Programa de Qualificação da Gestão Ambiental – Municípios Bioma Amazônia (PQGA), com recursos do Fundo Amazônia/Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As categorias de premiação envolvem Ordenamento Territorial e Fundiário; Monitoramento, Controle e Recuperação Ambiental; Produção Sustentável e Incentivos destinados à Conservação; Governança Socioambiental; e Educação Ambiental.

Uma preocupação, desde sempre, é a construção de políticas de desenvolvimento na região para novas bases. “Isso significa ampliar as possibilidades de inclusão da população em novas forma de organização da produção, novos modos de vida sustentáveis”, disse a coordenadora geral do PQGA, Tereza Cristina Baratta.

Os vencedores de cada categoria serão agraciados com troféu e certificado de reconhecimento de mérito e terão suas experiências amplamente divulgadas em publicação a ser elaborada a partir do final do certame. Os habilitados de todas as categorias também receberão certificado de reconhecimento de mérito.

Todas as informações sobre a cerimônia de premiação podem ser acessadas na página do Programa de Qualificação da Gestão Ambiental – Municípios Bioma Amazônia na Internet (www.amazonia-ibam.org.br).

Prêmio “Gestão Ambiental no Bioma Amazônia”.

Data: 21 de junho

Hora: 18h

Local: Teatro Maria Sylvia Nunes, Estação das Docas, Belém.

 

Unifesspa organiza 2º Festival Internacional Amazônida de Cinema de Fronteira

De 11 a 16 de abril acontece o 2º Festival Internacional Amazônida de Cinema de Fronteira, o FIA Cinefront II. O evento é organizado pela Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), em parceria com movimentos sociais e com a Secretaria Municipal de Cultura de Marabá. Durante o Festival serão ofertadas sessões gratuitas de cinema com caráter de mostra e debate de obras cinematográficas que abordam a realidade de regiões consideradas periféricas, fronteiras, como no caso da Amazônia.

Cinefront

De acordo com a organização, “o FIA Cinefront II será composto pela mostra filmes em que indígenas, camponeses e guerrilheiros são apresentados como protagonistas intelectuais e políticos de lutas de resistência que possuem em comum um caráter anti-colonial, mas que às vezes conflitam entre si, sendo um dos objetivos do festival provocar visibilidades aos conflitos na fronteira e estimular reflexões sobre possibilidades de construção de alianças emancipadoras entre os sujeitos em luta”.

Este ano, o homenageado será Vincent Carelli, indigenista, documentarista, fundador do Vídeo nas Aldeias e diretor de filmes como “Ninguém come carvão” e “Corumbiara”, que, respectivamente, denunciam a destruição da floresta pelas siderúrgicas no Pará e Maranhão e o massacre de índios na Gleba Corumbiara, em Rondônia.

Na programação, que ainda pode sofrer alteração, serão contemplados vários locais como os campi da Unifesspa de Marabá, Rondon do Pará, São Felix do Xingu, Xinguara e Santa do Araguaia, além de cinemas e aldeias indígenas. Uma sessão especial do Festival de Cinema Curta Carajás de Parauapebas também está prevista.

Concurso do Censo Agropecuário 2016 abre inscrições para Amazônia

O processo seletivo destina-se a selecionar candidatos que serão contratados para o preenchimento de 1.409 vagas

Iniciam no dia 26 de janeiro as inscrições do concurso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que selecionará trabalhadores para o Censo Agropecuário 2016. A taxa de participação é fixada em R$ 120 para a função de Analista Censitário; R$ 35 para Agente Censitário Administrativo e de R$ 50 para Agente Regional.

O processo seletivo destina-se a selecionar candidatos que serão contratados, em caráter temporário, para o preenchimento de 1.409 vagas, distribuídas da seguinte forma: 223 vagas para a função de Analista Censitário – AC, distribuídas nas capitais dos 26 Estados e no Distrito Federal; 700 vagas para Agente Censitário Administrativo – ACA, distribuídas nas capitais dos 26 Estados e no Distrito Federal; e, 486 vagas para função de Agente Censitário Regional – ACR, em 459 municípios, distribuídos em 24 Estados.

As provas objetivas ocorrerão na data prevista de 22 de maio de 2016 e terão duração de 4 horas, das 13h às 17h (horário de Brasília/DF). As avaliações serão compostas de 60 questões sobre Língua Portuguesa, Conhecimentos Específicos, Raciocínio Lógico Quantitativo e Noções de Administração, variando de acordo com o cargo.

O candidato que não acertar, pelo menos, uma questão de cada disciplina ou obtiver aproveitamento inferior a 40% (Analistas) ou 30% (Agentes) do total de pontos das provas será automaticamente eliminado do Processo Seletivo.

Conforme o cronograma do certame, os gabaritos das provas serão informados no dia 24 de maio e o resultado é previsto para 14 de julho de 2016. 

As inscrições devem ser feitas via internet, no período de 26 de janeiro a 22 de fevereiro de 2016, na página da Fundação Cesgranrio.  (Portal Amazônia)

Marabá

Em Marabá, Unifesspa promove workshop sobre pesquisas na Amazônia nesta quinta (26) e sexta (27)

A Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), unidade II do campus Marabá, realiza nesta quinta-feira (26), das 19 às 20 horas, a cerimônia de abertura do primeiro Workshop sobre pesquisas na Amazônia.

Cartaz do evento

O evento visa promover uma discussão sobre as pesquisas científicas que estão sendo desenvolvidas por pesquisadores da Unifesspa e, ao mesmo tempo, busca promover uma interação entre os profissionais no sentido de fortalecer suas linhas de pesquisa e melhorar a qualidade de seus trabalhos acadêmicos.

Junto ao workshop, a instituição também realiza o primeiro encontro do MNPEF (Mestrado Profissionalizante em Ensino de Física da Unifesspa). A ideia é integrar as linhas de pesquisas dos professores que trabalham com pesquisas em ensino de Física. Esse encontro também é voltado para o público de estudantes de graduação, especificamente, dos cursos de Física, Química e Ciências Naturais e outros cursos de Engenharia.

Segundo a instituição, os dois eventos buscam integrar praticamente toda a comunidade acadêmica científica de níveis diferentes. Os eventos seguem até amanhã, sexta-feira (27).

Programação

  • 26 de novembro

Credenciamento – Horário:17h30 às 19h ;  Cerimônia de abertura  – Horário:19h às 20h

  • 27 de novembro

Manhã

1ª Palestra

Tema: Entendendo os materiais através da espectroscopia.

Palestrante: Prof. Dr. Paulo de Tarso Cavalcante Freire – UFC.

Horário: 08h30 às 09h10

2ª Palestra

Tema: Motivação para o estudo da teoria do funcional da densidade (DFT– Density Functional Theory).

Palestrante: Prof. Dr. Jeânderson de Melo Dantas – Unifesspa.

Horário: 09h10 às 09h50

Intervalo de 30 min

3ª Palestra

Tema: Reagentes Alternativos em processamento de minerais.

Palestrante: Prof. Dr. Denilson da Silva Costa – Unifesspa.

Horário: 10h20 às 11h

4ª Palestra

Tema: Água conduzindo a estabilização de estruturas de nanotubos de difenilalanina.

Palestrante: Prof. Dr. Tarciso Silva de Andrade Filho – Unifesspa.

Horário: 11h às 11h40h

Tarde

5ª Palestra

Tema: Nanoparticulas, namociencia e nanotecnologia.

Palestrante: Prof. Dr. José Elisandro de Andrade – Unifesspa.

Horário: 14h às 14h40h

6ª Palestra

Tema: Propriedades de moléculas constituintes de óleos amazônicos.

Palestrante: Prof. Dr. Francisco Ferreira de Sousa – Unifesspa.

Horário: 14h40 às 15h20h

7ª Palestra

Tema: Uso de transformação de materiais visando produção de biocombustíveis.

Palestrante: Prof. Dr. Silvio Alex Pereira da Mota.

Horário: 15h50 às 16h30

Apresentação de pôster – Horário: 16h30 às 17h30

Cerimônia de encerramento – Horário: 17h30 às 18h30