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Canaã dos Carajás

Jantar da APAE movimenta a sociedade em Canaã dos Carajás

Por uma boa causa, sociedade participa de jantar promovido pela Associação Pais e Amigos dos Excepcionais. Na ocasião, o projeto da sede própria da entidade foi apresentado
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A Associação Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Canaã dos Carajás realizou na noite desta sábado (17) um jantar beneficente. O evento aconteceu no Espaço São Pedro e São Paulo e reuniu centenas de pessoas. Na ocasião, a sede própria da APAE em Canaã foi apresentada a quem esteve presentes. Enquanto comiam, as pessoas puderam ouvir uma agradável música ao vivo e se servir de diversos tipos de bebida.

A entidade existe no município desde 2015. Apesar de todas as dificuldades, o trabalho de três anos começa a ser reconhecido. A entidade receberá o apoio mensal da Prefeitura Municipal ao longo do ano. O objetivo é ajudar nos custos que a entidade tem no atendimento às crianças especiais. Além disso, a associação recebeu no ano passado, através de um convênio da Câmara Municipal, um veículo próprio para o transporte dos alunos.

Quem esteve por lá aprovou a iniciativa e também a mistura de temperos: “Esse é um evento maravilhoso. Tantas pessoas ficam pensando em como contribuir com o próximo e momentos como esse são grandes oportunidades. É uma causa belíssima levantada pela APAE, que é uma instituição reconhecida e respeitada em todo o Brasil. Aqui em Canaã se faz necessário ainda mais apoio a essa instituição. Melhor ainda é colaborar para uma causa tão nobre e ser agraciado com um delicioso jantar” explicou o participante do jantar, Fabio Queiroga.

A presidente Andreia Santos falou sobre a ação: “São três anos de APAE e nós estamos muito contentes por receber todo mundo aqui. Hoje nós faremos a exposição do projeto da sede APAE e vai ficar marcado na nossa história. Esses três anos foram de muita luta e percebo que conseguimos fazer muita coisa. Queremos a cada dia fazer ainda mais por essas crianças que atendemos.”

A nova sede da instituição foi apresentada através de slides. Atualmente, a APAE atende 50 pessoas com deficiência. No entanto, a demanda da cidade é bem maior. Cerca de 300 pessoas necessitariam do olhar mais atento da instituição. Com a nova sede, o atendimento será possível a mais de 400 pessoas. A próxima meta da instituição é a construção do prédio, que deve ser concluída no ano que vem.

Canaã dos Carajás

APAE comemora três anos em Canaã dos Carajás

“Apesar de todas as dificuldades, hoje a gente está bem melhor” afirma a coordenadora da Associação, Gladis Freitas
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Já são três anos de existência, lutas e grandes conquistas da Associação Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Canaã dos Carajás. O aniversário foi comemorado na sede da entidade, na tarde desta quinta-feira (22), e contou com a presença de alunos, pais e voluntários. Um bolo homenageando a instituição de caridade foi cortado por Dona Maria, a primeira mãe a ser atendida pela entidade. Em uma oração emocionada, a mãe agradeceu o trabalho da APAE e foi quem recebeu o primeiro pedaço de bolo.

No ano passado, a instituição ganhou, através de emenda parlamentar do vereador Dionísio Coutinho, um veículo para atender à demanda por transporte. Já no início deste mês, a APAE assinou, com a Prefeitura Municipal de Canaã dos Carajás, um convênio no valor de R$ 15 mil mensais, o que totalizará, ao fim do ano, R$ 180 mil. Na ocasião, a presidente Andreia Santos afirmou que o convênio é um sonho realizado e que a entidade lutaria para construir, ainda este ano, o seu prédio próprio.

Na tarde de comemoração, Andreia falou: “O coração bate forte neste momento, já até me emocionei ainda há pouco. A APAE vem crescendo e a nossa demanda também: nós estamos fazendo um trabalho junto a essas pessoas especiais, com o apoio da comunidade. Todo mundo é bem-vindo e todo mundo deve vestir a camisa da APAE para que possamos dar qualidade de vida a essas crianças. Hoje nós recebemos mais três voluntários que vieram de Marabá para nos ajudar, e nós necessitamos ainda mais disso; qualquer um pode participar, este trabalho é muito importante.”

Gladis Freitas, coordenadora da instituição na cidade, também falou sobre a data: “Esse é um dia de muita alegria. Apesar de todas as dificuldades, hoje a gente está bem melhor do que antes: hoje temos voluntários também abraçando a causa.” A coordenadora também lembrou que, apesar das conquistas, ainda há muito o que se fazer no município: “Ainda não conseguimos atender todas as crianças especiais da cidade; ainda não temos estrutura para isso. Queremos atender 50 crianças este ano. Temos três técnicas trabalhando, mas ainda não supre toda a demanda da cidade. Vamos continuar na busca de mais conquistas.”

De forma entusiasmada, voluntários, pais e alunos cantaram os parabéns para a instituição. Logo após o cântico, todos puderam se servir do delicioso bolo preparado para a data. Sabendo das grandes conquistas que ainda estão por vir, o trabalho da instituição continua. A certeza é que os “anjos enviados por Deus”, como definiu Dona Maria, estão bem amparados com o belíssimo trabalho prestado por estes voluntários.

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APAE Parauapebas promove almoço beneficente

1ª Galinhada Beneficente acontece na sede da instituição na Rua L, 187, bairro União, a partir das 11 horas.
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Com a intenção de saldar algumas dívidas com os funcionários, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) realizará no domingo, 10 de dezembro, a 1ª Galinhada Beneficente, na sede da instituição na Rua L, 187, bairro União, a partir das 11 horas.

De acordo com a presidente da APAE, Maria Hilda Falcão, a instituição tem trabalhado no limite para atender cerca de 31 usuários que necessitam do apoio da Associação.

“Estamos trabalhando sem recursos há pelo menos nove meses. Desde então, temos promovido alguns eventos para tentar quitar nosso débito com os funcionários, que chega a cerca de 240 mil reais. O termo de parceria com a Prefeitura já foi assinado, porém, ainda estamos aguardando o repasse”, explicou Maria Hilda.

A presidente da APAE aproveita a oportunidade para solicitar que as pessoas participem do evento e que conheçam a instituição. “Vá ao evento, participe, nos ajude! Caso você queira contribuir com materiais para a galinhada, nós também aceitamos”, disse Maria Hilda, reforçando que as doações podem ser feitas até o dia 9 de dezembro.

Os ingressos para a galinhada custam apenas R$12,00 e podem ser adquiridos na sede da APAE, na Farmácia Zero Hora ou na recepção da rádio Arara Azul FM.

Como ajudar a APAE

A APAE é uma associação reconhecida nacionalmente, que visa promover o bem-estar da pessoa com deficiência e conta com o amparo de empresas ou Poder Público, por meio de convênios.

Atualmente, para levantar fundos no município, a instituição conta com cofrinhos instalados em casas lotéricas e restaurantes espalhados pela cidade e também com o Projeto APAE Energia, cuja pessoa pode se dirigir até a associação, com o número da unidade consumidora do doador (encontrado na conta consumo de energia elétrica) e preencher uma ficha. Além disso, a instituição tenta implantar nas repartições públicas o desconto de doações na folha de ponto dos servidores.

Segundo a responsável pelo setor de capitação de recursos da APAE, Janile Cabral de Sousa, a comunidade precisa conhecer o trabalho desenvolvido pela instituição na cidade e os empresários precisam abraçar a causa.

“A gente precisa que as pessoas tenham um novo olhar, que façam uma visita e que conheçam nossas necessidades. São adolescentes, adultos e jovens, que necessitam do nosso trabalho e estamos lutando para que o atendimento continue”, destacou.

Congresso

Apae Marabá reúne nove municípios da região em Congresso preparatório para as etapas estadual e nacional

Com o tema “Conquistas e desafios no cotidiano da pessoa com deficiência intelectual e múltipla”, o evento contou com a participação de representantes dos municípios de Marabá, Canaã dos Carajás, Eldorado do Carajás, Parauapebas, São Geraldo do Araguaia, Rondon do Pará,Tucuruí, Itupiranga e Novo Repartimento.
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Por Eleutério Gomes – de Marabá

Aconteceu onte, (1º), durante todo o dia, em Marabá, o 1º Congresso Regional das Apaes (Associações dos Pais e Amigos dos Excepcionais) e o 1º Fórum de Autodefensores. O evento foi realizado no auditório e salas da Faculdade Unopar e reuniu dirigentes das Apae local e dos municípios de Canaã dos Carajás, Eldorado do Carajás, Parauapebas, São Geraldo do Araguaia, Rondon do Pará,Tucuruí, Itupiranga e Novo Repartimento. O objetivo foi proporcionar formação, trabalhar com todas as unidades e com o município, a fim de mostrar a responsabilidade e a competência do movimento apaeano.

Como 6º Conselho Regional, foi a Apae de Marabá que organizou o primeiro congresso a partir da necessidade nacional: “Pelo fato de sermos federativos, rege o nosso Regimento Interno que, a partir deste ano, todas as regional farão seus congressos para proporcionar conhecimento aos seus sócios-contribuintes, assim como transmitir as atualizações e mudanças ocorridas no movimento”, informa Maria do Socorro Cavalcante, diretora da Apae local.

Segundo ela, em meio à crise econômica que assola o País, hoje as Apaes sobrevivem com dificuldade. No caso de Marabá, a instituição é sustentada pelos sócios-contribuintes, com a realização de eventos e coma parceria oficial apenas da prefeitura, uma vez que nem Estado nem União são parceiros.

Na avaliação do presidente da Apae de Marabá, Winston Diamantino, em verdade, há muitos recursos disponíveis no Estado e na União, porém a dificuldade de chegar a esses recursos é muito grande, não só pela intrincada burocracia oficial quanto pela ausência de informação. “A Apae tem um objetivo muito grande e acaba cumprindo um papel que seria dever Estado, justamente pela deficiência deste. Então, o desafio das Apaes é muito grande”, afirma ele.

Segundo Winston, o maior desafio da Apae Marabá hoje continua sendo financeiro, uma vez que, mesmo sendo “muito bem administrada”, a instituição, que tem 19 anos de existência e hoje mantém 500 alunos, tem uma fila de espera que representa o dobro desse número.

O presidente da Federação das Apaes do Pará, Emanoel Ó de Almeida, explica que o 1º Congresso Regional é uma etapa rumo aos congressos estadual e nacional, este a se realizar em Natal (RN). “O fundamento dos congressos regionais é a capacitação, para que a comunidade conheça o movimento apaeano, que luta sempre com muita dificuldade. Oferecer um serviço de qualidade e gratuito é muito difícil”, afirma ele.

Emanoel destaca que as Apaes precisam sempre da parceria da comunidade e do poder público e elogia o trabalho feito na regional: “Marabá e outros municípios da região estão evoluindo muito bem. É região com maior número de Apaes no Estado”, reforça.

Durante o dia acontecem atividades culturais envolvendo os alunos da Apae Marabá, além de palestras, mesas redondas e oficinas, tudo ministrado por psicólogos, pedagogos, professores e outros profissionais.

Saúde

Os desafios de quem tem Transtorno do Espectro Autista (TEA) e os serviços de saúde e educação, em Parauapebas, para esse público

O Blog apresenta a primeira de uma série de três matérias que apresentam os desafios enfrentados por quem tem o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e como é a sua rotina em Parauapebas.
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No domingo (2) será comemorado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, data instituída pela ONU. Para contribuir com a disseminação de informações sobre o assunto, o Blog fez uma série de três matérias que apresentam os desafios enfrentados por quem tem o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e como é a sua rotina. Nas matérias também serão informados os serviços nas áreas de educação e saúde, da rede pública e privada, ofertados para esse público em Parauapebas.

Segundo dados do CDC (Center of Deseases Control and Prevention), órgão ligado ao governo dos Estados Unidos, existe hoje um caso de autismo a cada 110 pessoas. Dessa forma, estima-se que o Brasil, com seus 200 milhões de habitantes, possua cerca de 2 milhões de autistas. Um dos maiores desafios é o diagnóstico precoce, por conta dos diversos graus e da intensidade dos sintomas, que pode variar, “o grau do autismo pode ir, em uma escala, de zero à 200”, informou a pedagoga Adriana Mol, que atua no Núcleo de Apoio Psicopedagógico (Napp), da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e tem um filho diagnosticado com TEA.

“A criança no extremo do espectro tem seu comportamento bastante comprometido, enquanto a pessoa de grau leve pode ser extremamente brilhante. Enquanto alguns não falam nem se comunicam, outros autistas são muito inteligentes”, diz o doutor Estevão Vadasz, professor do Instituto de Psiquiatria (IPq) da USP, no trecho de uma matéria intitulada “Um retrato do autismo no Brasil”, publicada na Revista Espaço Aberto, da universidade.

O autismo é uma síndrome que afeta vários aspectos da comunicação, além de influenciar também no comportamento do indivíduo, o diagnóstico precoce é muito importante para o desenvolvimento da criança. “A falta de diagnóstico não impede de realizarmos o atendimento à criança, mas atrapalha muito em seu prognóstico terapêutico. O ideal é que esse diagnóstico seja fechado até os três anos de idade, para que se tenha condições de trabalhar melhor o desenvolvimento da criança”, informou a fonoaudióloga, Rita Maia, que já atendeu vários pacientes com TEA e atualmente é coordenadora da Rede de Atenção à Pessoa Com Deficiência, da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

Em Parauapebas, pais e familiares de autistas, têm se mobilizado e fundaram a Associação de Pais e Amigos dos Autistas (Apaut), há três anos. “Tocar a associação é um grande desafio, pois a maioria dos pais são consumidos pela rotina puxada de ter um filho autista e tem dificuldade de destinar tempo para as questões da associação”, relata o professor Nélio Mol, presidente da Apaut. A entidade vai promover, na próxima quinta-feira (6), um encontro municipal, na Câmara de Vereadores, a partir das 16 horas.

O caso do Félix

Félix Fernandes tem oito anos, ainda usa fraldas e não consegue falar nenhuma palavra ainda, apenas emite vários sons. Ele é filho do casal Paulo Félix dos Santos, de 33 anos, e Maria das Dores Silva, de 52 anos. Foi diagnosticado com TEA quando tinha um ano e meio, depois da família peregrinar por vários hospitais e clínicas.

“Com um mês ele dormia bem, mas depois dos dois meses e ele começou a se mexer muito, não dormia direito. Começou a andar com sete meses, era bem agitado. Depois de um tempo, eu andava com ele na rua e as pessoas diziam que meu filho era ruim do juízo e eu dizia que não, que meu filho era muito esperto”, relatou a mãe.

“Tivemos que ir para São Luís com ele, mas só em Santa Inês encontramos um médico que nos disse que o Félix era autista. Ele passou um medicamento para melhorar a inquietação dele e nos deu um laudo para aposentarmos nosso filho. Antes, os médicos achavam que ele era surdo, fizeram todo tipo de exame e ele não respondia. Depois que ele começou a tomar esse medicamento a gente percebeu que ele começou a gostar de desenhos na TV, e toda vez que passava alguma coisa que ele gostava, ele corria para assistir. Entendemos que ele não era surdo”, informou o pai.

O pequeno Félix começou a se desenvolver bem, de acordo com os pais, depois que entrou na Apae, em Parauapebas, ele tinha três anos na época. “Foi lá que ele entendeu quem era pai e mãe”, disse Maria das Dores ao relatar alguns dos resultados alcançados por seu filho a partir dos trabalhos terapêuticos desenvolvidos pela equipe da Apae.

“Infelizmente a Apae fechou e quebrou nossas pernas”, disse o pai. Até outubro do ano passado, Félix conseguiu fazer terapia com fonoaudióloga, psicóloga e terapeuta ocupacional no Centro de Reabilitação Precoce da Policlínica, inaugurado pela Prefeitura após o encerramento das atividades da Apae para o público infanto-juvenil.

Este ano, porém, em função de estudar pela manhã, a criança está sem apoio dessas terapias, fundamental para o seu desenvolvimento. O atendimento na Policlínica ocorre apenas no período matutino. No restante do dia Félix fica em casa, trancado, pois sua residência tem muros, mas não tem portões e ele tem o histórico de fugir. Sua mãe diz apresentar quadro de depressão em função da dificuldade de lhe dar com a criança. A família sobrevive da aposentadoria e também da venda de latinhas de refrigerante e cerveja, que encontram na rua.

O caso do Davi

“Quando meu filho tinha três anos, a professora e a psicopedagoga identificaram a dificuldade de interação dele com as outras crianças, assim como de aprendizado. Eu achava que ele era imaturo por causa do excesso de cuidado que eu tinha. Ele já conhecia as letras, os números e as cores, mas na escola agia de maneira diferente, como se não conhecesse. A escola me orientou a procurar um neuropediatra. O mesmo diagnosticou o TEA. Procurei uma segunda opinião, de uma médica mais conceituada, que confirmou o diagnóstico e explicou que se tratava de síndrome de Asperger, um grau mais leve do autismo. Não me desesperei ou fiquei triste. Procurei informações para entender o que é autismo” relatou Ana Cristina Costa de Sousa, que é técnica de mineração.

Davi, o filho da Cristina, fala e tem avançado no desenvolvimento por conta das atividades com terapeuta ocupacional, acompanhamento com psicóloga e fonoaudióloga, e claro, do apoio da família, parte dos tratamentos são bancados pelo plano de saúde, outra parte a família tem custear do próprio bolso. Além disso ele estuda normalmente, por tanto, uma rotina bem puxada. “Seria interessante ele fazer uma atividade física, natação, futebol, algo que melhorasse a coordenação motora, mas não consigo dar continuidade, porque não sobra tempo. Estou tentando me organizar”, disse a mãe.

Quando questionada sobre os principais desafios enfrentados, Cristina afirma que é “manter a continuidade das terapias necessárias para o desenvolvimento dele. Aqui na cidade até que temos bons profissionais, mas são poucos. A demanda é grande. Não há neuropediatra na região. A maioria de nós (pais de autista) têm que viajar por TFD para fora do estado. Fico pensando na dificuldade de quem não tem plano de saúde”.

Sobre a questão da aceitação da sociedade, ela diz que no princípio as pessoas não percebem que o Davi é autista, isto só ocorre com uma convivência mais frequente com ele, “eu sempre faço questão de dizer que ele é autista, para que não seja confundido com uma criança mal criada ou mimada demais, e aproveito pra explicar o que é o TEA”.

“Eu faço o possível para que no futuro meu filho seja um adulto funcional e autossuficiente. As terapias, as regras, o acompanhamento escolar, são muito importante para alcançar esse objetivo. Eu e o pai dele lidamos bem com isso, desde o início. Consideramos um privilégio ser pais de uma pessoinha tão especial e sincera. A convivência com o irmão caçula tem ajudado muito no desenvolvimento dele. Não ficamos tristes por ser pais de uma criança autista, pelo contrário, sentimos orgulho de sermos pais de uma pessoa que não sabe o que é ironia, fingimento e sempre expressa o que sente, características que não são muito comuns nos ditos normais”, finalizou a mãe.

Parauapebas

APAE Parauapebas lança campanha de arrecadação para custeio da instituição

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A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Parauapebas (APAE), que atua na assistência integral de pessoas com deficiência intelectual e múltipla, está realizando campanha de arrecadação para manter os serviços da associação. Atualmente, a instituição atende 110 usuários, de 0 a 14 anos, no período da manhã e tarde.

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De acordo com a presidente da instituição, Vanilda Queiroz, a campanha consiste em dois projetos, ambos voltados para a arrecadação de recursos financeiros. O primeiro chama-se “Responsabilidade Social nas Empresas Públicas e Privadas” e o segundo “APAENERGIA”, este último acontece nos bairros da cidade, com visita aos domicílios. A proposta é envolver a população nas ações da associação.

“A campanha tem o intuito de fazer uma exposição do nosso trabalho e sensibilização dos colaboradores para a responsabilidade social. Para participar, o colaborador tem que autorizar desconto no valor estipulado pelo mesmo em folha de pagamento. O RH da empresa ou órgão público, na qual ele trabalha, fará o repasse para a APAE”, explica a presidente.  Já com relação ao APAENERGIA, os valores escolhidos pelo doador vão cair diretamente na conta da associação.

A presidente da APAE conta que resolveu investir nesse tipo de captação de recursos por causa da necessidade financeira da instituição. “Os tratamentos de reabilitação oferecidos na APAE têm um custo alto. Para disponibilizar essa assistência, a APAE depende de doações de empresas e pessoas, além de convênios com a prefeitura municipal”, destaca Vanilda.

Para atender a demanda, a associação conta com serviços de profissionais das áreas de fisioterapia, assistência social, terapia ocupacional, psicologia e fonoaudiologia. A associação oferece ainda alimentação e transporte para as crianças e os acompanhantes.

“Contamos com toda a sociedade em geral e  também com os empresários para juntos contribuirmos para a melhoria da qualidade de vida de crianças e adolescentes em reabilitação no município. Quero agradecer a todos os parceiros que ao longo da nossa história vêm contribuindo com a instituição”, agradece Vanilda Queiroz.

Agora a APAE conta com um site oficial (parauapebas.apaebrasil.org.br), ferramenta que será fundamental para que os doadores possam acompanhar de que forma está sendo investido o dinheiro doado. A sede da Associação fica localizada na  Rua L, 187, bairro União. Telefone:  (94) 3346 1717.

Edital APAE Parauapebas

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EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DA APAE PARAUAPEBAS

A APAE – Parauapebas com sede nesta cidade, na Rua L, nº. 187, Bairro União, através de sua Diretoria Executiva, devidamente representada por sua presidente Srª. Vanilda Gonçalves de Queiroz, CONVOCA através do presente Edital, todos os Pais de usuários e Associados contribuintes para Assembleia Geral Extraordinária que será realizada na sede da APAE, ás 15 horas do dia 28 de fevereiro de 2013, com a seguinte ordem do dia:

1 – Apreciação e aprovação do relatório de atividade da gestão 2012;

2 – Apresentação e aprovação das contas do exercício 2012, mediante parecer do Conselho Fiscal;

3 – Apreciação e aprovação do Calendário de Atividades 2013.

A Assembleia Geral Extraordinária instalar-se-á em primeira convocação às 15 horas, com a presença da maioria dos associados e, em segunda convocação, com qualquer número, meia hora depois, não exigindo a lei quórum especial (art. 17, parágrafo 2º do Estatuto).

Parauapebas, 28 de janeiro de 2013.

Vanilda Gonçalves de Queiroz
Presidente da APAE

Instituto Tortuga doa cadeiras de rodas e equipamentos para APAE de Eldorado dos Carajás

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O Instituto Tortuga, que desenvolve ações de responsabilidade social, fez uma doação de 13 cadeiras de rodas e acessórios para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE – de Eldorado dos Carajás, no Pará. O evento, que marcou a entrega dos equipamentos e o lançamento de um novo projeto da entidade no dia 03/11, reuniu pecuaristas, empresas e familiares dos jovens.

A instituição atende aos que possuem necessidades especiais do município de Eldorado dos Carajás, tanto na área urbana quanto na zona rural. Atualmente, 110 jovens com diferentes deficiências físicas recebem atendimento de fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, assistência social e atividades pedagógicas. A doação garantirá o bem estar físico e social dos usuários da APAE.

A parceria com a entidade do Pará surgiu em junho deste ano em meio à dificuldade enfrentada para encontrar equipamentos especializados. Segundo Ronaldo Bosa, Gerente de Vendas da Tortuga no Pará, essa integração com a sociedade local vai ao encontro dos valores do Instituto Tortuga, que tem como um de seus pilares a responsabilidade social. Quanto a possibilidade de desenvolver mais projetos na região, Bosa é categórico: “O Instituto Tortuga sempre está disposto a apoiar projetos que melhoram a qualidade de vida das crianças e adolescentes”, afirma.

“A colaboração do Instituto Tortuga foi de extrema importância. As cadeiras adaptadas doadas aos nossos cadeirantes sem dúvidas irão proporcionar acessibilidade, qualidade de vida e a integração desses jovens com os espaços públicos e, com certeza, trarão mais dignidade para tantas famílias carentes, que sozinhas não teriam condições de proporcionar isso. Espero que possamos manter essa parceria” explica Jucélia Negreiros, Presidente da APAE de Eldorado dos Carajás – PA.

Verônica Feronato, gerente do Instituto Tortuga sublinha a importância de projetos como o da APAE. “O Instituto Tortuga se dedica a apoiar ações que beneficiem crianças e adolescentes, preferentemente do meio rural. Nesse sentido, vem colaborando com inúmeras entidades dedicadas a oferecer melhores condições para o bem estar, saúde e educação das crianças. Como foi o caso da APAE, onde sentimos que era possível desenvolver um trabalho, além de termos a certeza de que contribuiríamos, e muito, para seu desenvolvimento. Considero um privilégio executar um trabalho tão grato, cujo objetivo é colaborar para a solução de problemas, especialmente ligados à educação”, acrescenta.

Somente em 2012, o Instituto Tortuga apoiou cerca de 15 projetos em todo território nacional. Um dos projetos, intitulado “O Segredo Que Virou Notícia”, distribuiu livros educativos a escolas públicas do ensino fundamental em diversos municípios. Ao todo, 13.545 livros já foram entregues.

“Em nome da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Eldorado dos Carajás – APAE – agradeço a Tortuga pelo apoio, referente a doação das cadeiras adaptadas, pois juntos realizamos um sonho e certamente levamos mais conforto e dignidade a muitas famílias carentes”, finaliza Jucélia.

Fonte:  Assessoria de Imprensa Tortuga