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Meio Ambiente

Canaã dos Carajás mais verde: arborização de avenidas deve mudar a cara da cidade

Plantio de mudas nas principais avenidas do município é uma iniciativa da Prefeitura Municipal, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente

O verde deve ser a nova cor predominante em Canaã dos Carajás nos próximos anos. Por meio de um projeto de arborização, com iniciativa da Prefeitura Municipal, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, milhares de mudas deverão ser plantadas nas principais avenidas do município ao longo dos próximos meses. Segundo a prefeitura, a ação faz parte de um projeto que pretende plantar 5 mil mudas até o fim de 2018. O projeto prevê ainda 12 mil mudas plantadas até o fim de 2020, data em que o governo Jeová Andrade chegará ao fim. Também parceira da ação, a Secretaria de Agricultura produziu, só em 2017, mais de 230 mil mudas no Viveiro Municipal.

A primeira avenida escolhida para a arborização foi a Pioneiros. Com uma das maiores extensões entre as vias do município, a avenida carecia de arborização já há muitos anos. A ação teve início na última segunda-feira (29) e contou com o trabalho do prefeito Jeová Andrade, do presidente da Câmara Municipal, vereador Junior Garra, e da secretária de meio ambiente, Simone Aparecida.

As espécies escolhidas para a arborização da via foram o Oiti e o Nim Indiano. As mudas têm características semelhantes e, quando adultas, costumam ter a copa densa. As árvores levam, em média, 3 a 5 anos para atingir o tamanho máximo. Simone explicou que o trabalho não será feito apenas na zona urbana: “Pretendemos também recuperar as áreas verdes do município. Elas são mais abrangentes. Queremos recuperar áreas que foram destruídas no Parque Veredas dos Carajás. Aqui na cidade, vamos realizar o plantio nos canteiros das avenidas e nas calçadas, trabalhando junto com os moradores.”

No planejamento de trabalho, as avenidas Weyne Cavalcante e Rio Branco deverão passar pelo mesmo processo nos próximos dias. O principal intuito do projeto é “dar uma nova cara” a Canaã dos Carajás e transformar a Terra Prometida em um lugar mais agradável para se viver. Segundo previsão da Secretaria de Agricultura, outras milhares de mudas já estarão disponíveis para plantio em novembro deste ano.

Tucuruí

Decisão de derrubar palmeiras em avenida de Tucuruí divide opiniões

Solicitação de moradores motivou a ação; árvores representariam risco de segurança

A derrubada de palmeiras do tipo Imperial na Avenida Governador Aluísio Chaves, no bairro Nova Tucuruí, em Tucuruí, causou polêmica na manhã desta terça-feira (26). Moradores revoltados questionaram a ação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que derrubou as árvores.

O Secretário Renan Aguiar esclareceu que a ação se deu por solicitação dos moradores da avenida. O motivo seria o risco de desabamento que as palmeiras representavam durante o período chuvoso e devido aos ventos fortes. “Fomos acionados pelos moradores que pediram a retirada. Uma petição dos moradores, inclusive, acionou o Legislativo que deu autorização via indicação parlamentar”, esclareceu o secretário.

O morador Matheus Costa publicou um vídeo em sua rede social questionando e denunciando crime ambiental. “Gostaria de saber o porquê desse crime ambiental? Destruíram as árvores do Nova Tucuruí!”, postou.

O secretário explicou que a opção por retirar as árvores se deu por algumas representarem risco real para a população; boa parte das árvores mais antigas estavam com as raízes e troncos comprometidos por fungos e cupins. Cada folha de palmeira-imperial pesa cerca de 20 quilos e a sua queda representaria sérios riscos, podendo ocasionar acidentes e até morte para pedestres, motoristas e motociclistas, além de comprometer parte da fiação elétrica da avenida.

A moradora Maria das Graças de Sousa, autora da petição, esclareceu que as árvores estavam prejudicando ainda a iluminação pública, além de significar risco iminente para os moradores. “Causou um mal-estar a retirada das árvores, mas para quem mora às proximidades, foi um alívio. Todo inverno, quando chovia ou ventava muito, não dormíamos pois as árvores podiam cair a qualquer momento. E com esse tempo, com muitos ventos fortes, muitas chuvas, o risco era certo, já que as palmeiras eram altíssimas. Então, se pudermos evitar o pior…”, explicou ela.

O secretário também explicou que a arborização de vias públicas é de competência da Prefeitura e da Secretaria de Meio Ambiente e a ação não configura crime ambiental. “Outras espécies de árvores mais adequadas e de menor porte serão plantadas no local”.