Internet de qualidade é WKVE Liga você ao mundo!

Polícia Civil prende acusados de assaltar Centro de Perícias Renato Chaves em Castanhal no fim de semana e recupera 85 armas

Um funcionário do IML de Castanhal está entre os presos. Ele é acusado de participação no assalto.

A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira, 3, quatro homens acusados de envolvimento no assalto à Unidade Regional do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves no município de Castanhal, nordeste paraense, que aconteceu durante o último fim de semana.

As prisões foram realizadas na periferia dos municípios de Castanhal e Terra Alta. Com eles, 85 armas roubadas da Unidade Regional foram recuperadas.

A ação policial foi realizada por policiais civis da Divisão de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) e da Polícia Civil de Castanhal.

As armas e os presos, entre eles Bruno Patrick Ferreira Lopes (foto), 27 anos, funcionário do Centro de Perícias de Castanhal, estão sendo conduzidos para a Delegacia Geral, em Belém, para prestarem depoimento.

O caso

Por volta das 3h30 de domingo (02/07), um bando formado por pelo menos 10 criminosos, alguns encapuzados e fortemente armados, invadiu o prédio do IML, rendeu vigilantes e funcionários que foram amarrados e colocados em um dos compartimentos. Em seguida, os bandidos se dirigiram até uma das salas e roubaram armas de grosso calibre e drogas, além de objetos pessoais das vítimas, como celulares, notebook e alianças de ouro. Apenas armas de pequeno porte não foram subtraídas. Armários foram arrombados, o local ficou todo bagunçado.

Os bandidos entraram pelos fundos, após quebrarem a parede do muro, que divide o IML e o cemitério da cidade. Depois fugiram pela porta da frente. Já por volta das 4h20, policiais civis e militares foram informados sobre o assalto e que os vigilantes e funcionários do IML estavam amarrados em uma sala. Uma caixa com várias armas tipo pistola de diversos calibres também foi roubada, além de outras armas de grosso calibre.

Ontem, na delegacia do centro de Castanhal, o delegado Temmer Khayat, superintendente da 3ª Região Integrada de Segurança Pública (3ª Risp), disse que ainda não iria falar sobre o caso.

Já é a terceira vez que o IML de Castanhal é assaltado. Não há informações se em algum dos casos algum envolvido foi preso ou ao menos identificado. Também não há informação sobre recuperação de armas e nem sobre o desfecho das últimas três ocorrências. O boletim de ocorrência sobre o mais novo assalto no IML foi registrado pela gerente de criminalística do órgão, no plantão da delegada Ariane Magno Gomes, da Polícia Civil. (Com informações da Segup)

 

Desarmamento

Em Parauapebas, Poder Judiciário entrega armas ao Exército para destruição

A operação de transporte de armas contou com o monitoramento da PM

128 armas, sendo 88 da 1ª e 40 da 2ª Vara Penal foram entregues pelo Poder Judiciário de Parauapebas, nesta segunda-feira (28), ao Comando do Exército Brasileiro da Capital, em Belém. O material bélico, que será destruído pelo Exército, é proveniente de processos judiciais de Comarcas de Parauapebas.

O transporte das armas foi realizado pela Coordenadoria Militar do Tribunal de Justiça do Estado do Pará em atendimento à Resolução nº 134/2011 do Conselho Nacional de Justiça, que dispõe sobre o depósito judicial e a destinação de armas de fogo e munições. As armas apreendidas, vinculadas a processos criminais, são encaminhadas para destruição depois de passarem por perícia e cadastramento nas respectivas comarcas.
Assim que recebe o arsenal, o Exército providencia a inutilização do armamento por corte, solda, fogo ou por qualquer outra forma que faça com que as armas não apresentem mais perigo. Depois disso, o metal restante é destinado à uma siderúrgica para fundição.
Vale lembrar que o cidadão flagrado com uma arma sem registro responde por porte ilegal de arma de fogo e, no caso de essa arma estar com a numeração raspada ou ser de um calibre não permitido, o crime é inafiançável.
Para Viviane Alcântara, servidora do Fórum,  “esse procedimento traz muito mais segurança para os servidores do Judiciário, já que evita que comarcas sejam invadidas por criminosos em busca de armamento. Além disso, deixa a população mais tranquila porque as armas são tiradas de circulação e inutilizadas”.
A operação de transporte de armas contou com a colaboração da PM-PA.
Senado

Agentes de trânsito poderão ter porte de armas de fogo

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou nessa quarta-feira (16) o Projeto de Lei 152/2015 (PLC), que trata da alteração no Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003), para permitir porte de armas de fogo à agentes de trânsito em serviço.

A proposta abrange profissionais da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios que não sejam policiais quando esses estiverem no exercício da profissão. Contudo, a proposta estabelece algumas exigências para a concessão de porte de arma de fogo aos agentes de trânsito. A capacidade técnica e psicológica são alguns dos itens a serem comprovados, bem como formação desses agentes em centros de treinamentos especializados.

Para Glauber Mota, diretor do Departamento Municipal de Trânsito de Parauapebas (DMTT), ainda há muita discussão a ser feita antes que isso aconteça no município. O PLC 152/2015 será votado pelo Plenário do Senado. Se o texto da Câmara se mantiver, será enviado para sanção da presidente Dilma Rousseff. “Após a aprovação, ficará a cargo de cada município dotar seus agentes com armas letal ou não”, explica Mota.

Já os 136 homens e mulheres da Guarda Municipal de Parauapebas, que recentemente tiveram seus nomes divulgados no Diário Oficial do Pará, terão armas para a atividade.

O porte de armas de fogo à agentes de trânsito em serviço é uma pauta do Sindicato Nacional dos Agentes de Trânsito.

Brasil

Governo vai fazer campanha de devolução de armas em 2010

Após o término, no último dia 31, da campanha nacional de regularização de armas de fogo promovida pelo Ministério da Justiça, o ministro interino Luiz Paulo Barreto admite ser impossível precisar o número de revólveres, pistolas e espingardas ilegais existentes no país. Segundo ele, a estimativa de armas irregulares variava entre 4 milhões e 5 milhões. Contudo, disse Barreto, esse é um número difícil de calcular, já que há desde armas muito antigas em posse de colecionadores até as que entram ilegalmente no país.

“Temos a convicção de que ainda há muitas armas(não registradas) nas casas das pessoas e que elas precisam ser devolvidas, mas como o prazo para o registro terminava no dia 31 de dezembro, o ministério centrou esforços na facilitação dos registros. A partir de agora, em 2010, vamos focar na devolução [dos armamentos irregulares], realizando uma campanha nacional”, afirmou Barreto ao divulgar, hoje (8), os resultados da Campanha de Regularização de Armas de Fogo.

Em 2009, 1.131.657 armas foram regularizadas. O maior volume foi verificado em São Paulo (244.681). Em seguida, vieram o Rio Grande do Sul (171.564), Minas Gerais (129.866) e Paraná (97.178). O total de armas devolvidas ficou aquém da expectativa. Segundo Barreto, o motivo foi a prioridade no processo de regularização. Ao todo, 14.544 foram devolvidas durante o ano, o que obrigou a União a gastar R$ 1,321 milhão em indenizações, que variavam entre R$ 100 e R$ 300.

"Para ter um controle mais efetivo, simplificamos as regras de regularização. Eliminamos a cobrança da taxa e isentamos a apresentação de exames de aptidão técnica e psicológico”, explicou Barreto, acrescentando que, desde 2006, foram regularizadas cerca de 2 milhões de armas e devolvidas 490 mil.
Quem mantém arma sem registro está cometendo um crime que, de acordo com Barreto, só pode ser reparado com a entrega do armamento à PF. “É um crime previsto no Estatuto do Desarmamento, com pena de um a três anos de prisão, além da multa. A partir de agora, a única solução é entregá-la à Polícia Federal."

Quem quiser entregar sua arma terá que retirar um Guia de Trânsito no site ou em um posto da Polícia Federal para poder sair à rua portando o armamento. “A guia vale 24 horas, porque há o risco de a pessoa ser apanhada em uma blitz e, nessas circunstâncias, ninguém irá acreditar que ela estava indo devolvê-la. Isso é crime de porte ilegal.”

Atualmente, o Sistema Nacional de Armas (Sinarm) contabiliza a existência de pelo menos 7 milhões de armas devidamente registradas. Número que deve mudar com o cruzamento das informações obtidas durante a campanha de regularização.