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Assalto a banco

DRCO investiga assalto ao Banco do Brasil de Jacundá

Os criminosos fugiram pela Rodovia PA-150 em direção a Goianésia do Pará e atearam fogo em dois carros em cima da ponte para dificultar a perseguição.

Uma equipe de policiais da Divisão de Repressão e Combate ao Crime Organizado (DRCO) já está em Jacundá para investigar em que circunstâncias ocorreu o ataque à agência do Banco do Brasil daquela cidade. A informação foi confirmada por telefone pelo delegado Sandro Rivelino, superintendente da 9ª Região Integrada de Segurança Pública (RISP), com sede em Tucuruí.

De acordo com Sandro Rivelino, daqui pra frente o DRCO é quem toma conta das investigações – já que é uma divisão especializada – e terá o apoio da Superintendência e também da Delegacia Municipal de Jacundá para investigar o ataque ocorrido na madrugada de hoje (13).

As informações que se tem até agora são de que cerca de 10 assaltantes em dois carros teriam rendido duas guarnições da Polícia Militar e depois explodiram caixas eletrônicos da agência e levaram montante que ainda não foi divulgado.

Conforme imagens capturadas pelas câmeras de segurança de um posto de combustíveis que fica perto da agência, um automóvel e duas viaturas da PM com giroflex ligado passam devagar pela rua e logo depois, dando a entender que as viaturas estavam em poder do bando.

Reféns com as mãos para cima caminhavam pela rua logo atrás dos carros, manietadas por um dos assaltantes, que está encapuzado e com uma arma nas mãos. Esta mesma pessoa faz o vigia do posto seguir com os outros reféns, que foram liberados mais à frente, na saída da cidade.

Os criminosos fugiram pela Rodovia PA-150 em direção a Goianésia do Pará e atearam fogo em dois carros em cima da ponte para dificultar a perseguição.

Polícia

Bandidos atacam Agência dos Correios de Bom Jesus do Tocantins e empreendem fuga

Veja o vídeo da fuga, feito por um cinegrafista amador enviado ao Blog

Policiais militares lotados em Bom Jesus do Tocantins e em Abel Figueiredo estão embrenhados nas matas que margeiam a Rodovia BR-222, em busca de dois bandidos que atacaram a agência dos Correios de Bom Jesus, a 70 km de Marabá. A dupla assaltou o estabelecimento por volta das 11h30, mas levou apenas uma pequena soma que estava nos caixas, segundo informou a delegada Simone Felinto, diretora da 21ª Seccional Urbana de Polícia Civil em Marabá.

A delegada confirmou ainda que os bandidos, de fato, levaram dois reféns que foram liberados pouco tempo depois que os bandidos deixaram a cidade, seguindo na direção de Abel Figueiredo. O veículo usado na fuga, que seria de um dos funcionários levado como refém, também foi após abandono numa estrada vicinal.

Veja o vídeo da fuga, feito por um cinegrafista amador enviado ao Blog:

Polícia

Marabá: Bairro Liberdade pede socorro. Bandidos estão aterrorizando moradores e comerciantes em qualquer local e à luz do dia

Polícia Militar, Guarda Municipal e DMTU iniciaram hoje Operação Saturação que deve durar até o final do mês

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Em reunião ocorrida na noite de ontem, segunda-feira (10), pr0vocada pelo (Sindicom) Sindicato do Comércio de Marabá, cerca de 30 comerciantes do Bairro Liberdade, que faz parte do Núcleo Cidade Nova, apelaram pela ajuda das autoridades da Segurança Pública. Eles estão apavorados com o número de arrombamentos, assaltos e furtos que vêm acontecendo, nos últimos meses, naquela área da cidade, que concentra perto de 35 mil habitantes e tem sua atividade econômica baseada no comércio.

Além dos ataques dos bandidos, geralmente duplas de moto, o bairro sofreu mais um grande baque na semana passada, a agência dos Correios foi assaltada pela segunda vez em menos de 40 dias e está fechada por dois motivos: aguarda a perícia criminal, que tem prazo de 10 dias para acontecer; e quase todos os funcionários estão de licença médica por problemas psicológicos.

Maria do Livramento Sá de Almeida – a Lia da Liberdade –, uma das diretoras do Sindicom, que solicitou a reunião, disse ao Blog que vários comércios já foram assaltados à luz do dia, por bandidos que chegam, apontam armas, ameaçam, tiram tudo o que podem levar e saem em disparada. O mesmo, ainda segundo ela, acontece com transeuntes que não podem mais carregar celulares, joias nem valores, pois perdem tudo para a bandidagem que não teme ninguém. “Eles atacam em qualquer lugar e a qualquer hora, nas avenidas, nas ruas, na praça do bairro. Aqui estamos todos inseguros”.

Raimundo Gomes Neto, presidente do Sindicom, disse que quem perde com isso é o comércio do Bairro Liberdade que, além dos prejuízos financeiros, assiste à fuga da clientela para outros locais da cidade. “Por exemplo, nesse caso dos Correios, aposentados, pensionistas e outras pessoas que fazem saques em dinheiro agora estão tendo de se deslocar para a Velha Marabá ou para a Nova Marabá e por lá mesmo já fazem suas compras”, argumentou.

Indagado pelo Blog se há estatísticas de roubos, furtos e arrombamentos cometidos, Raimundo Neto disse que não e justificou: “As pessoas não vão mais às delegacias por vários motivos, demora no atendimento, o sujeito, na maioria das vezes, leva quase um dia para fazer um Boletim de Ocorrência; deslocamento para outros bairros a fim de fazer o BO; e muitos, apesar de conhecerem o esforço das polícias no combate à criminalidade, não acreditam mais nos resultados. Por isso, qualquer estatística neste momento não vai retratar a realidade”. Neto sugeriu que a Polícia Civil descentralize seus órgãos e, instale em cada núcleo residencial ou em cada área de grande concentração de bairros, pelo menos uma central de recebimento de ocorrências.

Lia da Liberdade, por seu turno, afirma que faltam programas sociais voltados à juventude a fim de tirar os jovens das ruas e, consequentemente, das garras do crime. “É necessária a presença do estado junto à juventude. Aqui não temos um programa social, uma escola profissionalizante, nada com que o jovem ocupe seu tempo em ações  edificantes”, reclama.

Ouvido na manhã desta terça-feira (11), pelo Blog, o coronel Franklin Roosevelt Wanzler Fayal, que assumiu recentemente o comando do 4º BPM (4º Batalhão de Polícia Militar), disse que ainda está tomando pé da situação da segurança no município, mas anunciou que, a partir de hoje, a PM, em parceria com os demais órgãos municipais iniciou no Bairro Liberdade e adjacências uma Operação Saturação.

Além da Polícia Militar, estarão envolvidos na ação para combater em peso a criminalidade naquela área da cidade, a GMM (Guarda Municipal de Marabá) e os agentes do DMTU (Departamento Municipal de Trânsito e Transporte Urbano).

O secretário municipal de Segurança Institucional, Jair Barata Guimarães, a quem estão subordinados a GMM e o DMTU, também ouvido pelo Blog, disse que a Operação Saturação segue até o fim deste mês a fim de tentar manter os marginais longe das ruas e adiantou que, assim que a Guarda estiver portado armas letais, pretende instalar pontos de apoio em vários locais críticos da cidade, inclusive no Bairro Liberdade. “Serão três ônibus com policiais militares, guardas municipais e agentes do DMTU”, antecipou ele.

A Polícia Civil, embora tenha sido convidada, não enviou representante para a reunião. Segundo Lia da Liberdade, ela foi informada pela direção da 21ª Seccional Urbana de que ontem havia uma sobrecarga de trabalho naquele órgão, mas que um delegado da Cidade Nova compareceria, porém ninguém apareceu para falar pela PC.

Polícia

Quadrilha invade supermercado, faz reféns e leva dinheiro em Marabá

Domingo foi marcado por quatro horas de terror em um dos maiores supermercados da cidade

Localizado na BR-222, zona urbana de Marabá, o Supermercado Colina foi alvo de uma quadrilha composta por cerca de dez assaltantes na noite do último domingo. Os homens armados renderam dois vigilantes, arrombaram o cofre do supermercado levando a renda do final de semana e de mais dois caixas eletrônicos que ficam dentro do estabelecimento.

Em depoimento na Seccional Urbana de Marabá, os vigilantes informaram que os criminosos estavam e dois veículos quando foram rendidos por homens encapuzados e tiveram as suas armas roubadas. Ainda segundo os vigilantes, um dos bandidos falou para os vigilantes não reagirem que eles tinham estudado o estabelecimento durante seis meses e realizariam o assalto com informações de ex-funcionários da empresa.

Até o início da noite desta segunda-feira a empresa ainda não tinha divulgado o montante levado pelos bandidos.

O relato contado por um dos vigilantes à Polícia Civil dá conta de que os bandidos chegaram em um carro prata por volta de 23 horas de domingo e abordaram os dois vigilantes já encapuzados e com luvas nas mãos.

Enquanto o bando fazia o “limpa” de dinheiro no cofre do supermercado e também nos caixas eletrônicos, os dois vigilantes ficaram amarrados em uma sala no interior do supermercado, depois que o sistema de vigilância foi desarmado.

Embora a ação do bando tenha sido demorada, com mais de quatro horas de duração, só depois que os ladrões deixaram o prédio do Colina é que a Polícia Militar foi acionada, mas as viaturas não encontraram vestígios dos bandidos.

Por conta do roubo, o supermercado só abriu ao público no final da tarde da segunda-feira.

PRF

Assaltante da Prosegur em Marabá é preso – de novo – quando fugia para Goiânia

"Bin Laden" carregava R$ 160 mil em espécie, portava CNH falsa e tentou fugir de agentes da PRF. Ele era foragido do presido de Belém após rebelião no início deste ano.

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

Conhecido no mundo do crime como “Bin Laden”, Antônio Rangel Duarte Lima é useiro e vezeiro em fugir de presídios. Em setembro do ano passado ele foi preso pela Polícia Civil do Pará em Dom Eliseu com dois fuzis, uma pistola ponto 40, R$ 300 mil em dinheiro, 120 tabletes de maconha e 5 coletes à prova de balas. Foi levado para um presídio de Belém, mas no início deste não conseguiu fugir.

Neste domingo, dia 5, mais uma vez, “Bin Laden” caiu nas mãos da polícia. Ele trafegava em um veículo pela rodovia Belém Brasília (BR-153), quando o carro foi abordado por agentes da Polícia Rodoviária Federal no município de Campinorte-GO. Ele viajava como carona e outro homem, de 29 anos, conduzia o veículo. Ambos apresentaram documentos falsos e se complicaram.

Ao realizarem a verificação, os policiais perceberam que a CNH apresentada pelo passageiro era falsa e que o condutor possuía antecedentes criminais.

Neste momento, os policiais iniciaram uma busca mais minuciosa no veículo, quando “Bin Laden”, que havia apresentado CNH falsa, empreendeu fuga pelo mato. Dois dos policiais seguiram o fugitivo e, a outra equipe, permaneceu com o condutor, algemando-o. Após alguns minutos, o fugitivo tropeçou e caiu, quando foi alcançado e algemado pelos policiais.

O homem que havia fugido relatou aos policiais que seu nome não era aquele apresentado na CNH e que ele era foragido da Justiça do Estado do Pará. Em seguida, informou que estava com alta quantia de dinheiro dentro do carro, proveniente de assalto à empresa Prosegur em Marabá, ocorrido em agosto de 2016. Ao fiscalizar o veículo, a polícia verificou que havia a quantia de R$ 149.207,00. Junto com os homens haviam ainda R$ 7.119,00, totalizando uma quantia de mais de R$ 156 mil reais. A PRF depois descobriu que o fugitivo era um criminoso conhecido no Pará por “Bin Laden”, mas cujo nome verdadeiro é Antônio Rangel Duarte Lima.

  Parte do dinheiro oriundo do assalto à empresa Prossegur e armas apreendidas em Dom Eliseu  

O assaltante preso alegava que viajava de Araguaína-TO para Goiânia, onde passaria a residir, e que, o outro homem, condutor do veículo, teria sido contratado por R$ 2 mil para fazer o traslado. A PRF posteriormente descobriu que o motorista já havia cumprido pena por tráfico de drogas em Anápolis. Quando da abordagem ele estava com pequena quantidade de cocaína e ainda conseguiu “resetar” o celular, para dificultar o encontro de informações por parte da polícia.

No celular de “Bin Laden’ foram verificadas várias fotos de pilhas de dinheiro e diversos comprovantes de depósito, pois no assalto à transportadora foram roubados milhões de reais. Quanto à CNH falsa, ele alega que a comprou em Goiânia por R$ 500,00, há dois meses. “Bin Laden” possuía contra si dois mandados de prisão em aberto, um por latrocínio e outro por roubo qualificado e também já fugiu duas vezes do presídio. Ambos foram presos e levados para a Polícia Federal de Goiânia. (Com informações do site diariodegoiania.com.br)

Polícia Civil do Pará

Polícias Civil e Militar fecham cerco a grupo criminoso que tentou assaltar empresa de segurança em Redenção

Assaltantes não conseguiram levar o dinheiro, mas população ficou assustada com o poder de fogo dos criminosos

O Sistema Estadual de Segurança Pública deslocou uma equipe de policiais civis e militares para o município de Redenção, no sudeste do Pará, para reforçar o policiamento na cidade e atuar nas investigações sobre a tentativa de assalto à sede da empresa de segurança privada Prosegur. O grupo embarcou na madrugada desta quinta-feira (01), em duas aeronaves. O efetivo reúne policiais da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e militares da Companhia Independente de Operações Especiais (COE), da PM, que atuarão junto ao efetivo da região. O helicóptero do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) conduziu os militares da COE e também vai atuar no apoio às buscas aos assaltantes.

Atuam na operação, dez policiais do Comando de Operações Especiais (COE), juntamente com integrantes da PM do estado do Tocantins, policiais civis da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), além de policiais civis e militares da região.

A tentativa de assalto teve início por volta de 23h30, quando cerca de 20 homens com armas de grosso calibre usaram explosivos para tentar invadir a empresa que atua no transporte e guarda de valores em dinheiro usados para abastecer agências bancárias na região. O prédio fica no centro de Redenção. Com a explosão, parte do muro da frente do prédio foi destruído. Os bandidos também acionaram explosivos na área interna do prédio. Diversos estilhaços da explosão atingiram imóveis vizinhos. A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência e fechou a saída da cidade para evitar a fuga do grupo.

Após a explosão, os criminosos desistiram do assalto e com o apoio de seis veículos, entre carros e motos, tomaram a direção da PA-287, que dá acesso ao município de Conceição do Araguaia. Houve troca de tiros com os assaltantes por cerca de uma hora e meia ainda na saída da cidade. Para deter a ação dos policiais eles queimaram um dos carros e pegaram uma estrada vicinal, a dois quilômetros da sede de Redenção, onde outro carro foi queimado. “Eles deixaram o local sem conseguir levar dinheiro da empresa. Homens das polícias Civil e Militar estão na área fazendo o cerco para capturá-los”, informou o delegado Antônio Miranda, superintendente da Polícia Civil em Redenção.

O inquérito será presidido pela equipe da Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos (DRRB), vinculada à DRCO, que vai permanecer em Redenção para apurar os fatos. A Polícia Civil já acionou a perícia criminal no local.

Este é o segundo assalto a uma unidade da empresa ocorrido no semestre. Em setembro, o prédio da Prosegur em Marabá foi alvo de bandidos armados, que conseguiram roubar valores em dinheiro. Quatro criminosos já foram presos e as investigações sobre o caso continuam.

DRCO apresenta mais três acusados de assalto à Prossegur

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

No final da tarde desta quarta-feira, 2, a Polícia Civil, através da DRCO (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado), apresentou três acusados de participarem do mega assalto à sede da Prosegur em Marabá, ocorrido há cerca de dois meses. Os delegados Tiago Beliene e Evandro Araújo, da DRCO, mais o superintendente Marcelo Delgado, revelaram que há provas nos autos da participação do trio no assalto.

Leonardo Freire de Souza, Leilane Barbosa Sales e Gilvan Pereira da Silva foram levados para a sede da Superintendência de Polícia Civil do Sudeste, em Marabá, para prestarem depoimento aos delegados da DRCO. Nenhum deles quis falar com a Imprensa, o que foi confirmado pelo advogado Carlos Guiotti.

O delegado Tiago Beliene informou que Leilane e Leonardo são casados e foram presos em uma área de invasão rural, em uma estrada vicinal a 28 km da Vila Sororó. Com eles não foram encontradas armas nem dinheiro. “Se ficaram com dinheiro, devem ter enterrado em algum lugar seguro para eles”, avalia o Beliene, salientando que ambos participaram diretamente do assalto à sede da Prosegur.

Leonardo é oriundo do Maranhão e não tinha passagem pela Polícia Civil. Gilvan Pereira é rabeteiro e foi preso na Folha 27, Nova Marabá, acusado de ter pilotado a lancha que transportou o bando de uma margem à outra do Rio Tocantins, contribuindo com a fuga. Ele, segundo a DRCO, já tinha duas passagens pela polícia. Os três foram ouvidos, encaminhados ao CRAMA e colocados à disposição da Justiça. Com eles, já são cinco acusados do assalto presos pela Polícia cerca de 60 dias após o crime que abalou Marabá.

Na última semana, informou o delegado Evandro Araújo, uma investigação em conjunto com policiais civis de outros estados apontou que algumas armas usadas no assalto em Marabá estavam saindo de Parauapebas para São Paulo, escondidas em um caminhão. O veículo foi interceptado em Goiás, no momento em que parou para abastecer. Nele, estavam quatro fuzis, metralhadoras e pistolas usadas no assalto de 5 de setembro em Marabá.

O delegado Marcelo Delgado disse que desde 5 de setembro a Polícia Civil vem dando continuidade às investigações do rumoroso assalto à Prosegur. “A DRCO e a Superintendência de Polícia Civil têm trabalhado incansavelmente. Embora não apareça, o trabalho está sendo feito e temos respaldo para continuar em campo para prender outros integrantes deste assalto. As provas da ligação dessas três pessoas estão nos autos e não podem, ainda, serem divulgadas”, informou o superintendente de Polícia Civil.

Marabá

Marabá: passadas 50 horas do espetacular assalto, polícia ainda não colocou as mãos em nenhum assaltante

Por Ulisses Pompeu –  de Marabá

Passadas mais de 50 horas desde o maior assalto a empresa de valores no Pará – segundo a Polícia Civil – nenhum membro da quadrilha que tinha cerca de 30 integrantes foi pego pela polícia. Nesta terça-feira, o delegado de Polícia Civil Sílvio Maués, chefe da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), disse que há duas frentes de trabalho: uma voltada para a perseguição das pessoas que participaram da ação, que podem ainda estar na região. Além disso, há outro efetivo da força de segurança do Estado atuando na investigação do crime.

“Vim a Marabá para discutir com as autoridades locais algumas estratégicas de atuação para elucidação deste assalto, agilizando meios necessários para incrementar a ação da polícia. Deslocamos vários grupamentos especializados de Belém para a região de Marabá para atuar na busca ao bando”.

O delegado reconhece que a geografia da cidade, cortada por rios e ligada por pontes foram elementos que favoreceram a quadrilha, que ganhou tempo para sua ação e para fuga. Todavia, tentou minimizar, alegando que mesmo assim, se os bandidos estiverem ainda nesta região, eles serão encontrados e capturados.

Maués garantiu que o Estado tem um protocolo bem organizado de repressão a ações contra bancos e instituições financeiras. “Em todas elas trazemos como desfecho prisão de pessoas que participaram delas”, garantiu.

Questionado se há alguém já identificado através de imagens, o delegado saiu pela tangente, dizendo que a divulgação de informações já obtidas pode trazer prejuízo às investigações já realizadas. As imagens nos levam à possibilidade de projetar a quantidade de pessoas envolvidas na ação. Imagino em torno de 20, mas pode variar”, disse.

As imagens mostram que este tipo de ação já se repetiu nos estados de São Paulo e Bahia, com o mesmo modus operandi, atacando empresa de guarda e distribuição de valores. Houve apenas mudança de alvo. Antes eram agências aqui na região, agora foi a empresa que guarda o numerário. “O processo de busca e captura se mantém o mesmo”, disse.

O delegado também disse que a empresa ainda não contabilizou o valor que foi subtraído pelos bandidos e não registrou a ocorrência com o valor subtraído. “A gente entende que o valor seja vultoso, acima do que costumam levar em agências bancárias”.

Questionado pelos órgãos de Imprensa sobre o silêncio da Polícia no dia do assalto, evitando prestar esclarecimentos à população através dos órgãos de comunicação, delegado Silvio Maués pediu desculpas e alegou que há recomendação para que não se preste informações no primeiro momento, além do fato de que a equipe estava focada em tentar prender o bando. “Às vezes a fala de um de nós pode acabar trazendo prejuízo àquilo que já tinha sido feito”.

Retirada de escombros

Ainda na tarde desta quarta-feira, dia 7, caminhões e tratores trabalham na sede da Prosegur – que foi demolida pelas explosões de dinamite – para retirada dos escombros. Os entulhos são recolhidos em quatro caminhões e a conclusão está prevista para esta quinta-feira. Toda vez que percebem pacotes de dinheiro ou notas avulsas no meio do entulho, vigilantes da Prosegur pedem parada para o trator e recolhem as notas e colocam em um saco.