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Redenção

Moradores reclamam dos constantes assaltos em Redenção

Segundo a polícia, as principais ocorrências são de roubos de aparelho celular, motos e bolsas

A insegurança tem crescido nos últimos dias em Redenção. A cidade, que fica localizado no sul do Estado, tem pouco mais de 90 mil habitantes e vem enfrentado uma onda crescente de criminalidade. Segundo os moradores, os bandidos não têm mais dia, hora, nem lugar para assaltar. Paulo Garcia da Silva, 55 anos, mora há 30 anos na cidade e conta que já foi vítima de assalto duas vezes somente este ano, uma em março e outra neste mês.

Em uma das vezes, Paulo estava indo para o trabalho e o prejuízo foi de aproximadamente R$ 1.500,00. “Eu passava pela Avenida Araguaia quando fui abordado por dois jovens, eles eram aparentemente menores de idade, levaram minha carteira, documentos, dinheiro aparelho celular”, contou.

Na tarde da última sexta-feira (18), um jovem identificado apenas como Victor, foi baleado em frente à casa em que mora. Ele estaria com o celular na mão quando um desconhecido chegou e anunciou o assalto. Victor correu e foi alvejado. O jovem foi encaminhado ao Hospital Regional em estado grave onde permanece.

“Já não temos mais segurança nem mesmo em nossas casas, os bandidos estão aí amedrontado a sociedade, todos os dias registramos roubos e assaltos. Penso que as autoridades precisam fazer algo de certa urgência para melhorar a nossa segurança”, desabafou a administradora Samara Santos.

De acordo com informações da Polícia Civil, as principais ocorrências registradas na delegacia são referentes a roubo de aparelho celular e roubo de motos e bolsas. Na maioria das vezes as vítimas são do sexo feminino.

Canaã dos Carajás

Polícia Militar desarticula quadrilha que assaltava em Canaã dos Carajás

Bando que usava uma faca para intimidar as vítimas agora vai ver o sol nascer quadrado

A tarde da segunda-feira (15) não terminou nada bem para um bando que já estava habituado a cometer crimes pelas ruas de Canaã dos Carajás. Tudo começou quando uma guarnição da Polícia Militar foi informada de que uma dupla, armada de faca, havia acabado de render o proprietário de um mercadinho localizado no Bairro Vale Verde. Da vítima os assaltantes levaram uma motocicleta além de certa quantia A polícia agiu rapidamente e conseguiu prender os dois no Bairro Paraíso das Águas. O dinheiro foi recuperado na hora, mas a motocicleta, que já havia sido “despachada”, foi encontrada em uma residência.

Nessa mesma casa os policias pegaram o “pacote completo” e desarticularam a quadrilha prendendo mais quatro assaltantes. No local também foram encontradas uma porção de maconha, facas e aparelhos eletrônicos, que foram apreendidos e serão encaminhados para perícia. A Polícia Civil não divulgou os nomes dos presos.

Marabá

Celular de 700 reais leva dois para a cadeia por cinco anos

A dupla cometeu um assalto em novembro do ano passado, mas não foi muito longe e acabou presa pela Polícia Militar

Um celular LG K8, avaliado em cerca de R$ 700,00, custou a Deymison Farias Guimarães a pena de 5 anos e 4 meses de cadeia; e a David Col Debellea Pereira, 5 anos e  9 meses de reclusão. O aparelho foi tomado Cleiciane Batista de Oliveira, por volta das 19h20 de 4 de novembro de 2017, às proximidades da Vila de Brejo do Meio, quando ela e a amiga Raimunda Aparecida da Silva Lopes se dirigiam a um ensaio da igreja que frequentam. Na mesma noite, a dupla foi presa pela Polícia Militar, tendo sido reconhecida pelas duas mulheres e ainda de posse do celular roubado.

No dia e hora do assalto, elas caminhavam em direção à igreja quando, ao lado delas, parou a motocicleta Yamaha/Fazer 250, cor branca, placa PQH 3603/Goiânia-GO, pilotada por David, tendo Deymison, que estava na garupa, descido, com a mão por baixo da camisa, como se estivesse portando uma arma e disse o a malfadada frase “passa o celular”.

Cleiciane, imediatamente, diante da ameaça, entregou o aparelho, enquanto Raimunda, que estava com o dela no bolso, não teve seu celular roubado, ao contrário da amiga que carregava o dela na mão. As duas, entretanto, viram bem as características dos acusados, como roupas e outros detalhes, haja vista que o local em que ocorreu o assalto é iluminado; assim como anotaram as características da moto.

Após os indivíduos terem fugido, Cleiciane de Oliveira procurou o destacamento da Polícia Militar, que repassou a denúncia ao Niop (Núcleo Integrado de Operações) tendo os policiais Diocesano Barbosa Lima e Francisco da Silva Sousa Irmão, saído em busca dos assaltantes, encontrando-os na entrada da vila.

Presos, ambos foram denunciados pelo Ministério Público Estadual, incursos no artigo 157, parágrafo 2°, inciso II do CPB (Código Penal Brasileiro), com a aplicação da regra do concurso formal, prevista no artigo 70. Ou seja, roubo praticado mediante violência ou grave ameaça, impossibilitando a vítima de se defender, o que pode aumentar a pena em um sexto ou até a metade caso haja a colaboração de outra pessoa no cometimento do crime.

Ao jugar o caso, a juíza Renata Guerreiro Milhomem de Souza, titular da 1ª Vara Criminal de Marabá imputou a Deymison Farias Guimarães, por ter confessado espontaneamente o delito e não ter antecedentes criminais, a 5 anos eu 4 meses de cadeia, a serem cumpridos inicialmente em regime semiaberto; e  David Col Debellea Pereira, por já ter antecedentes, a 5 anos e 9 meses, em regime fechado.

Marabá

Assaltante culpou defunto por crime, mas não deu certo

Bruno Moreira foi condenado a quase sete anos de cadeia, após ter dito que foi coagido pelo comparsa, mas as evidências derrubaram o depoimento dele e a tese da defesa

Bruno Ferreira Moreira cometeu um assalto ao lado de um comparsa, no dia 5 de outubro do ano passado. Após perseguição policial, ele se entregou, mas o outro reagiu atirando em policiais militares e levou a pior no confronto. Como defunto não fala, na Justiça Moreira jogou toda a culpa do crime nas costas do cúmplice, mas não colou: foi condenado a seis anos e oito meses de cadeia, conforme sentença do juiz Marcelo Andrei Simão Santos, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Marabá, publicada no Diário da Justiça desta sexta-feira (4).

As vítimas do assalto foram Antônio Marcos Lima de Albuquerque e Manoel Alves Ferreira, que estavam jantando em uma churrascaria do Bairro São Félix, quando foram surpreendidos pela dupla de assaltantes, os quais, sempre ameaçando com arma de fogo, levaram dois celulares, o pouco dinheiro que havia nas carteiras de Manoel e Antônio e o automóvel Renault Logan, pertencente a este último.

Assim que se afastaram, como Bruno ao volante do carro, a Polícia Militar foi comunicada do assalto, pelo número de emergência 190, e não tardou em chegar para socorrer Antônio e Manoel. Repassadas as características dos bandidos e do veículo, a polícia saiu no encalço dos criminosos.

Localizados, iniciou-se uma perseguição, com a proximidade da polícia, Bruno saiu do carro e deitou no chão com as mãos na cabeça, enquanto o comparsa se embrenhou no mato e atirou nos PMs, teve resposta à altura e morreu no local, baleado.

Em juízo, a defesa de Bruno alegou que ele disse ter sido coagido a cometer o assalto junto com o outro e contou uma história fantasiosa: disse que estava em casa quando recebeu a ligação, de número sigiloso, de uma pessoa querendo contratá-lo, por R$ 200,00, para dirigir um carro até Rondon do Pará, a 150 quilômetros de Marabá, e aceitou a proposta.

Ainda segundo a defesa do acusado, o contratante, armado, o teria coagido a dirigir até o local do assalto, tendo ele só naquele momento percebido que se tratava de um criminoso. Explicação que, conforme o depoimento das vítimas e dos policiais militares, não tem o menor fundamento.

Antônio Marcos Lima de Albuquerque e Manoel Alves Ferreira narraram que, minutos antes do assalto, Bruno Ferreira Moreira chegou à churrascaria, de moto, com o comparsa, circularam pelo local, como se estivessem procurando algo, depois se retiraram, voltando após algum tempo já com alvo certo.

Acrescentaram ainda que Bruno foi sim parte ativa no assalto, pois ele mesmo se encarregou de apanhar as chaves do carro assim como recolheu objetos e dinheiro das vítimas. Tudo, por sinal, encontrado com ele na hora da prisão.

Ademais, em seu arrazoado, o juiz destaca o fato de que Bruno, supostamente contatado por uma pessoa para dirigir e tendo conversado com ela por vários minutos, sequer tenha perguntado o nome, uma vez que disse não saber a identidade do morto.

Atenta, também, o juiz para o fato de que Bruno, tendo percebido que se tratava de um assalto, no momento em que se consumava o delito, não ter aproveitado para fugir ou mesmo tendo ficado sem ação diante do crime, como seria natural que acontecesse com quem tivesse sido pego de surpresa. Porém, ao contrário disso, ajudou o outro a tomar os objetos e o carro.

Por Eleutério Gomes – Correspondente em Marabá
Foto: Reprodução Jornal Correio
Parauapebas

Vítima de assalto reage a invasão de domicílio e mata dois bandidos

Ele arriscou a própria vida, desarmou um dos assaltantes e só parou de atirar quando ambos estavam no chão. Um terceiro bandido correu para não ter o mesmo fim

Continuam no Instituto Médico Legal de Parauapebas os corpos de Inácio Aurélio Maranhão Costa e Arionaldo Viana Leite, dois assaltantes para quem a noite de ontem, quinta-feira (19), não terminou bem. Ao invadir uma casa no Bairro Cidade Jardim, eles foram surpreendidos por um dos moradores, que desarmou um dos bandidos e matou ele e o colega com a própria arma. Um terceiro assaltante ainda tentou reagir, mas. ao ver os colegas mortos. mais que depressa fugiu do local. O morador que atirou nos indivíduos também fugiu, temendo ser preso.

De acordo com o sargento Sandro, da Polícia Militar, que atendeu à ocorrência junto com o também sargento Wellington, o trio de assaltantes começou a agir no Bairro dos Minérios, invadindo residências, coagindo famílias sob a mira de armas de fogo e levando tudo de valor que encontravam pela frente.

A mesma ação se repetiu por outros bairros onde o trio deixou um rastro de perdas e terror. Esse quadro, porém, mudou quando eles chegaram ao Bairro Cidade Jardim e, na Rua V7, invadiram uma casa cuja porta estava aberta.

Convencidos de que poderiam agir livremente pelo fato de dois deles estarem armados, os bandidos se distraíram enquanto recolhiam os celulares das pessoas da casa. Foi nesse momento que um dos moradores, cujo nome não foi informado, partiu para cima de um dos assaltantes, o desarmou e atirou neste e no colega dele até que a arma descarregasse.

O terceiro assaltante, desarmado, ainda tentou uma reação, apanhando a arma que o morador deixou cair no chão, mas ao apertar o gatilho e constatar que não havia mais munição, correu do local, montou na moto empregada nos assaltos e desapareceu.

O sargento Sandro disse que o homem cometeu um ato heroico, mas arriscou demais a própria vida: “As pessoas, em hipótese alguma, devem reagir dessa forma. Esse rapaz poderia ter sido assassinado, até porque ele atacou os dois bandidos que estavam armados”, disse ele, desaconselhando esse tipo de reação.

O que diz a lei?

De acordo com o advogado e escritor Valdinar Monteiro de Souza, consultado pelo Blog, segundo a Legislação Penal Brasileira, “não há crime quando o agente, usando moderadamente dos meios ao seu alcance, repele a injusta, atual e iminente agressão contra si ou contra terceiros”.

“É claro que vai ser feito processo e a pessoa vai, por meio de seu advogado, se defender alegando a legítima defesa”, afirma Valdinar, acrescentando que nesse momento o juiz vai analisar as circunstâncias e avaliar caso. Acerca do termo “moderação”, citado na lei, o operador do Direito pondera que “não há como agir com moderação numa situação dessas”.

Desde 2014, tramita da Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 7.104/2014, de autoria do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL/RJ), pelo qual é considerada “legítima defesa a agressão praticada contra quem invadir uma residência”. Até o final de 2017 a proposta seguia em análise pela Comissão de Constituição e Justiça.

 

Reportagem: Ronaldo Modesto / Eleutério Gomes
Canaã dos Carajás

Após arrombamento, usuários do BB de Canaã dos Carajás continuam prejudicados

Transações simples e essenciais só podem ser feitas em cidades vizinhas, informa um aviso fixado na porta da agência

Marcos Rodrigues da Silva, que é fazendeiro em Canaã dos Carajás, já perdeu as contas das vezes que deu “com a cara na porta” ao se dirigir até a Agência 4153 do Banco do Brasil de Canaã dos Carajás. Ele precisa mensalmente efetuar o pagamento dos funcionários de sua propriedade rural. O problema é que há quase 40 dias, a agência está com os serviços de atendimento ao cliente limitado. Segundo uma funcionária, os terminais eletrônicos estão disponíveis apenas para transferências e consultas de saldos, o que não é suficiente para clientes como o Marcos.

“Eu precisava fazer um saque, e agora, como é que faz? Como pago meus funcionários? Aqui, quando você encontra um caixa que transfere ainda é bom, difícil é encontrar”, destacou o fazendeiro.

Um aviso fixado à porta de entrada da agência informa que não há previsão para o funcionamento de serviços em guichês de caixas. Os usuários estão sendo prejudicados desde o mês passado, após um arrombamento a três cofres da agência, ocorrido na madrugada do dia 10 de março. Na ocasião, um buraco feito no muro do prédio facilitou o acesso ao interior do Banco. A quantia levada ainda não foi divulgada.

A respeito da previsão da normalização dos serviços, nossa equipe tentou entrar em contato com a Central de Atendimento do BB, no entanto, não obtive retorno até o fechamento  desta reportagem.

Enquanto transações simples e essenciais, como a realização de saques, depósitos e pagamentos, entre outros serviços, não estiverem disponíveis, os usuários estão sendo
orientados por funcionários a se dirigirem até as agências mais próximas, no caso, em Xinguara ou Parauapebas.

“A gente não tem esse tempo disponível, de ir até outras cidades pra resolver nossos problemas. A gente pergunta e eles [funcionários] não falam nada. Precisamos de uma
solução, e rápido”, desabafou Marcos.

Correios

O mesmo acontece na Agência dos Correios de Canaã dos Carajás, também alvo de assaltantes no início do mês. Ela está de portas fechadas para o público e até então não há previsão de reabertura. Na oportunidade, vários funcionários foram feitos reféns e passam por tratamento psicológico. Enquanto isso, a população de Canaã está sem os serviços.

Marabá

Roubou celular e vai passar mais de cinco anos “fora de área”

Diego de Oliveira ainda tentou inventar uma história fantasiosa, mas não convenceu à juíza da 1ª Vara Criminal de Marabá

Cinco anos e quatro meses é o tempo que Diego Henrique Coelho de Oliveira vai passar na cadeia por causa de um celular roubado no meio da rua, em 31de outubro do ano passado. Era por volta das 18h, quando ele e um comparsa identificado apenas como Mateus, ambos na moto Honda Biz 100 ES, placa QDT-2755, abordaram Sarah Oliveira Costa, no Bairro Cidade Nova, próximo do Hospital Climec e, simulando estar armados, gritaram: “Perdeu, perdeu”, exigindo que ela lhes entregasse o celular o que foi feito imediatamente, diante da ameaça.

O assalto, porém, foi presenciado por várias pessoas que, revoltadas, passaram a perseguir os ladrões e conseguiram derrubar a moto. Diego caiu e com ele foi encontrado o celular roubado minutos antes. Em seguida ele passou a ser agredido pelos populares, enquanto seu parceiro conseguiu fugir.

Chamada a Polícia Militar, os policiais Isaías Rodrigues da Silva e Joellison do Nascimento Souza resgataram Diego, que estava deitado no chão, das mãos dos populares e, segundo eles, naquele instante o rapaz admitiu que havia roubado o celular de Sarah Costa, tendo sido reconhecido por ela na Delegacia de Polícia Civil.

Porém, na Justiça, ele mudou sua versão, identificou seu comparsa pelo prenome de Mateus, disse que não o conhecia muito bem por ser amigo de um amigo dele e que este havia pedido carona para receber uma conta de R$ 100,00, mas, no meio do caminho, gritou para que ele parasse e cometeu o assalto.

A história, porém, não convenceu a juíza Renata Guerreiro Milhomem de Souza, da 1ª Vara Criminal, diante de todas as evidências e testemunhas, levando à condenação, no último dia 2. Quanto à motocicleta, sem documentação, a mesma sentença determina que, caso Diego não comprove, no praz de 90 dias, que o veículo é de propriedade dele, será leiloada e caberá à Justiça dar a destinação que considerar necessária ao dinheiro auferido.

Por Eleuterio Gomes – Correspondente em Marabá     

 

Polícia

Polícias Civil e Militar prendem dupla que estava sondando bancos para assalto

A operação se desenrolou na tarde e noite de sábado (7). Um terceiro assaltante, envolvido no ataque à Prosegur, em 2016, foi assassinado e teve o corpo queimado e ocultado pelo comparsa

Uma operação em conjunto das Polícias Civil e Militar, desencadeada na tarde de ontem (7) em São Domingos do Araguaia, culminou com a prisão, em flagrante, de Jackson dos Santos Oliveira, 23 anos, conhecido como “Neguinho”, pelos crimes de posse ilegal de armas de fogo – três pistolas, duas calibre 380 e uma ponto 40) – e munições de uso restrito, além de posse de explosivos e tráfico de drogas. Também, foram apreendidos, em poder “Neguinho”, aproximadamente 400 gramas de cocaína, tipo óxi (mistura da pasta base da coca com algum combustível, como querosene, gasolina ou ácido sulfúrico e cal virgem).

As informações são do delegado Marcelo Delgado Dias, superintendente de Polícia Civil do Sudeste do Pará, que, na companhia do coronel Mauro Sérgio Marques da Silva, chefe do Comando de Policiamento Regional II, da Polícia Militar, esteve à frente das operações, as quais contaram equipes comandadas pelo capitão Torres e pelo tenente Mourão.

Segundo apuraram as investigações que fundamentaram a operação policial, Jackson “Neguinho” era integrante de uma quadrilha de assalto a bancos e de roubos de camionetas nesta região. Um dos comparsas dele era Marcos Alberto Santana de Oliveira, conhecido também como “Rafael” ou “Cabeça”, assaltante de banco condenado há mais de 23 anos de prisão, foragido do Sistema Penal do Tocantins e que teria participado do ataque armado à Prosegur, em 5 de setembro de 2016, em Marabá.

A polícia apurou ainda que Marcos “Cabeça” e Jackson “Neguinho” estavam juntos na região havia aproximadamente dois meses, fazendo levantamentos de agências bancárias que pudessem ser alvo de assaltos pela quadrilha da qual faziam parte. Porém, para conseguir dinheiro a fim de se manterem, roubavam carros e praticavam outros crimes na região.

Ocorre que, por motivos que ainda não esclarecidos, Jackson “Neguinho” matou Marcos “Cabeça” ou “Rafael” e ocultou o cadáver a fim de dificultar a identificação e descoberta de autoria pela polícia. Após ter sido preso, ele indicou o local de mata nas proximidades do loteamento Delta Park, em Marabá, onde teria matado, ateado fogo e ocultado o cadáver de “Cabeça”.

O Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves” esteve no local e recolheu os restos mortais para realização de necropsia, a fim de comprovar a materialidade do crime de homicídio.

Já em Marabá, após indicação dada por Jackson “Neguinho” as polícias Civil e Militar prenderam, em flagrante, Israel Araújo de Oliveira, pelo crime de posse ilegal de armas de fogo e munições de uso restrito. Na casa em que ele estava foram aprendidas duas espingardas, sendo uma de calibre 12 e outra de calibre 44, além de diversas munições dos mesmos calibre.

“As investigações pela Polícia Judiciária Civil continuam a fim de tentar descobrir o motivo do crime de homicídio e sua possível coautoria, além de outros crimes praticados na região”, afirma o delegado Marcelo.

Em Abel, PM prende e Civil solta trio de suspeitos por não haver mandado de prisão contra eles

Também ontem (7), em Abel Figueiredo, por volta de 1h da madrugada foram presos pela Polícia Militar Nicolas Sousa Duarte, suspeito de participação em assalto na agência dos Correios em Canaã dos Carajás; Jacson Breno Xavier Leite, que responde a processo por tráfico de entorpecentes; e Pablo de Oliveira Feliciano, também com passagens pela Justiça por tráfico.

Com o trio foram aprendidas as motocicletas Honda Pop, branca, placa OTZ-2250, Honda Pop Preta, placa OTI-2250; e Honda CG Titan 160cc, sem placa, chassi número 9C2KC2210HR503550.

Todos os envolvidos foram apresentados na Delegacia de Polícia Civil daquela cidade, mas, posteriormente, foram liberados pelo investigador de prenome Paulo, por ordem do delegado, cujo nome não foi informado, por não haver nenhum mandado de prisão contra eles. As motocicletas, no entanto, ficaram apreendidas por estarem sem documentação.