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Breu Branco

Caso Diego do Alemão: Polícia diz ter imagens de atirador

Investigação segue apurando a execução e possibilidade de crime ter motivação política não é descartada

A Polícia Civil confirmou nesta quarta já possuir imagens do suspeito de tirar a vida de Diego Kolling, 34 anos, o “Diego do Alemão”, prefeito de Breu Branco, no sudeste paraense, morto com um tiro no dia anterior, terça (16). A informação foi repassada na entrevista coletiva concedida pelo secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), Jeannot Jansen, e a delegada adjunta de Polícia Civil, Christiane Ferreira, em Belém.

A delegada apontou que foram colhidas imagens ao longo da Rodovia PA-263, onde o prefeito pedalava quando foi atingido à altura do peito, por volta das 7h30, que mostram o suspeito em uma motocicleta. Ela afirmou acreditar que será dada resposta rápida para o caso e que já foram colhidos também depoimentos de testemunhas do crime.

O secretário de segurança, por sua vez, destacou que não há qualquer indício de que o prefeito tenha sofrido latrocínio, reforçou que a polícia trabalha com crime de execução e não descartou que o caso tenha motivação política. Os dois ressaltaram que a vítima tinha a imagem limpa, sem denúncias de envolvimento em atos ilícitos ou ameaças.

Diego Kolling, filiado ao PSD, pedalava acompanhado de dois colegas na rodovia que liga Tucuruí à Goianésia do Pará quando foi alvejado no peito. Ele chegou a ser socorrido à Unidade de Pronto Atendimento de Breu Branco, mas não resistiu ao ferimento. O corpo foi movido para o Instituto Médico Legal (IML) de Tucuruí, que determinou prazo de aproximadamente 15 dias para emissão do laudo trazendo o resultado da causa da morte.

A Segup determinou o deslocamento de guarnições da Ronda Tática Metropolitana (Rotam) de Tucuruí para Breu Branco e de uma equipe de policiais civis da Divisão de Homicídios (DH), de Belém, que está responsável pela investigação do crime. Diego do Alemão foi eleito com 10,916 votos (46.57%) pela coligação “Juntos Somos Mais Fortes”. O sepultamento do corpo do prefeito aconteceu na manhã de hoje, no município que administrava.

Violência

Prefeito de Breu Branco é assassinado com tiro no peito

Segup determina a imediata investigação da morte do prefeito de Breu Branco ocorrida na manhã desta terça-feira.

O prefeito de Breu Branco, Diego Kolling, o Diego do Alemão (PSD), foi assassinado com um disparo de arma de fogo que atingiu o lado esquerdo do peito nesta manhã. Ele pedalava na Rodovia PA-263 (Tucuruí-Goianésia) com um grupo de amigos, por volta das 7h30, quando foi alvejado.

Alemão chegou a ser socorrido à Unidade de Pronto Atendimento de Breu Branco, mas não resistiu ao ferimento. O corpo será removido para o Instituto Médico Legal (IML) de Tucuruí, onde será submetido ao exame necroscópico.

Em nota, a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) informou que determinou o deslocamento, a partir da cidade de Tucuruí, de grupos de policiais militares da Ronda Tática Metropolitana (Rotam) para Breu Branco, a fim de reforçar o policiamento na cidade após a morte do prefeito, vítima de uma possível emboscada.

A secretaria determinou, ainda, o deslocamento de um helicóptero do Grupamento Aéreo para o município conduzindo uma equipe de policiais civis da Divisão de Homicídios (DH), que está responsável pelas investigações. O trabalho será coordenado pelo delegado Eduardo Rollo.

Diego do Alemão foi eleito com 10,916 votos (46.57%) pela coligação “Juntos Somos Mais Fortes”. Tinha 34 anos, era administrador, casado, sem filhos, e natural de Tucuruí. Foi eleito como vice o funcionário público Francisco Garcês da Costa (PEN), de 39 anos.

O direção Estadual do PSD encaminhou nota lamentando a morte de Diego Alemão. Diz a nota:

“O Partido Social Democrático do Estado do Pará – PSD/PA – manifesta seu profundo pesar e solidariza-se com os familiares e amigos do prefeito de Breu Branco, Diego Alemão, que foi covardemente assassinado esta manhã em mais um episódio lamentável da violência que tomou conta do Estado do Pará.  O Partido Social Democrático do Estado do Pará – PSD/PA – através de seus dirigentes, deputados federais, deputados estaduais e vereadores EXIGE do governo do Estado do Pará a imediata apuração e prisão dos responsáveis por essa abominável atrocidade”.

Incra

Incra pede informações à Polícia Civil do Pará sobre mortes em Zona Rural

Parte da Fazenda onde aconteceu o crime foi destinada ao Programa Nacional de Reforma Agrária

Ouvidoria Agrária do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no sul do Pará, solicitou informações à Polícia Civil do estado sobre as mortes ocorridas nesta semana, na zona rural de Santa Maria das Barreiras.

Os corpos de quatro homens foram encontrados carbonizados dentro de uma camionete. O Incra quer saber se as mortes têm ligação com conflito agrário e a localização correta de onde foram cometidos os crimes.

Por meio de nota, o instituto explicou que uma parte da Fazenda Cristalino, onde ocorreram as mortes, foi destinada regularmente ao Programa Nacional de Reforma Agrária para criação de 11 assentamentos, com 1.321 famílias assentadas. Mas existe uma área ocupada da fazenda, de aproximadamente 20 mil hectares, que não foi destinada a projetos de reforma agrária e não pode ser desapropriada. Essa área é reivindicada por movimentos sociais e sindicais do campo para assentamento de trabalhadores rurais sem-terra da região.

Polícia Civil do Pará

Soldado PM é preso suspeito de ter praticado homicídio em Marabá

Além dele, foi presa Lucyana Brito de Jesus. O crime está sendo investigado pela delegada Raíssa Beleboni, do Departamento de Homicídios da Polícia Civil, em Marabá

O soldado da Polícia Militar Harley Pereira Modesto foi autuado em flagrante pelo homicídio de João Gonçalves da Silva, 20 anos, ocorrido no início da tarde de ontem, quarta-feira (19), em Marabá. Além dele, foi presa Lucyana Brito de Jesus. A delegada que investiga o crime, Raíssa Beleboni, do Departamento de Homicídios da Polícia Civil, falou sobre o caso na manhã desta quinta (20), mas sem citar os nomes das duas pessoas presas, que serão encaminhadas para a audiência de custódia ainda hoje.

João Gonçalves foi morto no início da tarde de terça-feira

De acordo com ela, uma terceira pessoa, conhecida como “P”, também já foi identificada por participação no crime e é apontada como a responsável pelos cinco disparos de arma de fogo que tiraram a vida da vítima. No local de crime, diz, “P” passou pelo local em que João e a companheira estavam levando uma mulher na garupa. A suspeita teria visualizado a vítima em uma parada de ônibus, em frente ao Bairro Nossa Senhora Aparecida.  Em seguida, “P” passou novamente no local, mas desta vez na garupa e efetuando os disparos.

Outro homem pilotava a motocicleta. A partir de relato de testemunhas, explicou a delegada, as duas pessoas foram presas. “As identificações não serão divulgadas pela Polícia Civil até o término da investigação policial quando serão individualizadas as condutas de cada uma e demonstrado de maneira segura se houve ou não a participação de todos na prática criminosa”.

Em relação à “P”, acrescentou, as polícias realizaram diligências ainda no dia do crime, mas ele não foi localizado. A Polícia Civil diz que ainda não foi possível determinar a ligação entre os suspeitos e as vítimas e nem comprovar a motivação do crime, mas ficou claro que havia um  desentendimento entre a mulher presa e a companheira de João. “Houve um desentendimento entre as duas mulheres. Vamos seguir a investigação para tentar determinar a motivação do crime”.

Em depoimento, tanto o policial militar quanto Lucyane negam envolvimento no crime. “Ela confirma que passou pelo local e apontou para a menina que estava sentada, mas nega intenção ou envolvimento no homicídio”. As prisões foram comunicadas nesta manhã para o Poder Judiciário. As testemunhas, destaca, realizaram o auto de reconhecimento de ambos. João Gonçalves cumpria pena em regime aberto em decorrência de uma condenação por roubo.

Caso as prisões em flagrante sejam mantidas durante a audiência de custódia, o prazo para conclusão de inquérito é de 10 dias, se não a Polícia Civil tem até 30 dias para encerrar a investigação. Procurado, o advogado da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar em Marabá, Odilon Vieira Neto, informou que irá se pronunciar ainda nesta quinta ao término da audiência de custódia. O tenente-coronel Eudes Favacho, comandante do 4° Batalhão de Polícia Militar, onde o soldado está lotado, declarou que não vai comentar o caso.

Justiça

Caso Ana Karina: processo está pronto para o Tribunal do Júri, mas defesa quer desaforamento para a capital

Alessandro Camilo, o pai da criança que Ana Karina carregava na barriga quando de sua morte, está preso há 7 anos em Belém.

O processo que investiga a morte da comerciária Ana Karina, em maio de 2010, está praticamente pronto para ser analisado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Parauapebas. Todos os recursos impetrados pelos réus já foram julgados e o processo está concluso para o juiz Danilo Fernandes, substituto da 2ª Vara Criminal de Parauapebas.

São quatro os acusados pela morte de Ana Karina: Alessandro Camilo de Lima (preso aguardando julgamento), que seria o pai da criança que a vítima carregava quando de sua morte; Florentino Rodrigues, o Minêgo, (preso, cumprindo pena de 24 anos de detenção), que foi julgado há quatro anos; Francisco de Assis Dias, o Magrão (preso aguardando julgamento), acusado de ter executada a vítima; Grasiela Barros (aguardando julgamento em liberdade),  acusada de ajudar Alessandro no assassinato.

        Ana Karina estava prestes a dar a luz quando foi brutalmente assassinada

Durante o inquérito policial, ainda em 2010, Alessandro Camilo confessou ter matado Ana Karina com a ajuda de Minêgo e Magrão. Segundo Camilo, o corpo da vítima foi esquartejado, colocado em um tambor de 200 litros, lacrado e jogado de cima de uma ponte no Rio Itacaiúnas, na Zona Rural do município de Marabá. Apesar das incessantes buscas, o corpo da comerciária jamais foi encontrado.

Em 2013, a Promotora de Justiça, representante do Ministério Público em Parauapebas, Lígia Valente do Couto de Andrade Ferreira, ingressou no TJ-PA com pedido de desaforamento, para a Comarca de Belém, do julgamento dos réus Alessandro Camilo de Lima, Francisco de Assis Dias, Florentino de Sousa Rodrigues e Grasiela Barros. O pedido de desaforamento baseou-se, segundo a promotora, na garantia da segurança dos réus. O pedido foi negado pelo TJPA.

Agora surge a notícia, veiculada no jornal Liberal do último domingo, de que o patrono de Alessandro Camilo, o criminalista Oswaldo Serrão, deverá ingressar com novo pedido de desaforamento. O nobre defensor deve ter algum fato novo para alegar, já que o de garantia de segurança para os réus já foi indeferido pelo TJPA.

O desaforamento consiste no deslocamento da competência de uma comarca para outra, para que nesta seja realizado o julgamento pelo Tribunal do Júri, nas hipóteses previstas no caput do artigo 427, do Código de Processo Penal, que são: em caso de interesse da ordem pública ou havendo dúvida sobre a imparcialidade do júri ou a segurança pessoal do(s) acusado (s).

Leia tudo que já foi publicado sobre o Caso Ana Karina no Blog.

 

Violência

Vereador de Rio Maria executado com cinco tiros na tarde desta segunda-feira

Paulão Chefia já havia sido vítima de um atentado em março passado, mas conseguiu escapar ileso.

O vereador Paulo Chaves Marinho (PSB), 57 anos, mais conhecido como Paulão Chefia, da Câmara Municipal de Rio Maria, foi executado com cinco tiros, por volta das 16 horas desta segunda-feira (10). Ele se encontrava próximo a um laticínio no Setor Planalto, na saída da cidade, rumo a Redenção, quando foi baleado na cabeça.

Segundo o sargento Sílvio Costa Lima, da Polícia Militar em Rio Maria, dois homens chegaram em uma moto e dispararam dois tiros no peito, um no queixo e dois na cabeça do vereador, que teve morte instantânea. Segundo o sargento Costa Lima, os acusados do crime são jovens aparentando ter 20 anos de idade. Os suspeitos se evadiram do local tomando rumo ignorado.

Paulão Chefia estava marcado para morrer. Na noite do último dia 24 de março, por volta das 21 horas, sofreu um atentado à bala quando retornava de sua propriedade rural, pela estrada que liga Floresta do Araguaia à Rodovia BR-155, próximo da Comunidade Placas.

Na ocasião, ele registrou Boletim de Ocorrência relatando que o ataque se deu próximo a um córrego, mas os tiros atingiram apenas o vidro e a porta do carro, uma camionete S10. Na época, o vereador disse suspeitar de quem teria sido o autor da tentativa de homicídio, mas não citou nomes nem tomou precauções para proteger sua vida.

Paulo Chefia era natural de Carolina-MA, divorciado. Foi eleito pelo PSB nas eleições de 2016 com 360 votos (3,38% dos votos válidos).

Com informações do site A Notícia Sul do Pará.

Polícia

Blog esclarece notícia sobre a morte do poeta e escritor Eduardo Castro

Primeira nota sobre o assassinato, dando conta de que ele foi liquidado a pauladas, estava correta.

Em respeito ao internauta-leitor, o blog esclarece acerca do noticiário do último domingo (26), sobre a morte do poeta e escritor Eduardo Castro, divulgada em primeira mão aqui neste espaço, dando conta de que ele havia sido assassinado a pauladas na noite de sábado (25), horas antes de um de seus filhos, Marlon Lima, ter sido eliminado a tiros.

Pois bem, minutos depois, após contato com fonte da polícia, porém de caráter não oficial, noticiamos que o escritor havia sido executado a tiros. Ao mesmo tempo, outro blog, cujo responsável entrara em contato com o delegado do caso, confirmou a versão. Baseados nessas duas informações, mantivemos a última nota.

Ontem (27), porém o Instituto Médico Legal “Renato Chaves” confirmou a primeira informação colhida e divulgada por este blog: Eduardo Castro foi assassinado a pauladas e seu filho morto à bala em suposto confronto com policiais militares.

Também, ao contrário do que se especulou em Marabá, a Polícia Civil não tem provas palpáveis de que Marlon tenha matado o pai antes de morrer baleado.

O corpo de Eduardo Castro foi sepultado ontem no Cemitério da Saudade, no Núcleo Nova Marabá, sob clima de muita tristeza e emoção dos amigos, familiares e classe artística local. O filho, Marlon também foi enterrado na mesma hora.

A Academia de Letras do Sul e Sudeste Paraense, da qual Castro foi presidente por duas vezes e atualmente ocupava a vice-presidência emitiu a nota abaixo

Marabá

Filho do presidente da Academia de Letras de Marabá foi assassinado a tiros horas antes do pai

Um filho de Eduardo Castro havia sido assassinado horas antes, também a tiros. A comunidade literária de Marabá é região está em luto

Por Eleutério Gomes – de Marabá

A Polícia Civil está investigando, desde a noite de ontem, sábado (25), para elucidar o assassinato do professor, vice-presidente da Academia de Letras do Sul e Sudeste do Pará (ALSSP) e presidente da Academia de Letras de Marabá (ALMA), Eduardo Castro de Aquino Lima, e do filho dele Marlon Lima.

Marlon, que morava com o pai, foi assassinado a tiros, nas proximidades de um supermercado, na Folha, 29, Nova Marabá, em circunstâncias ainda não esclarecidas, na mesma noite. Uma amiga de Eduardo, que soube do caso, se dirigiu até a casa do escritor, por volta das 22 horas, no Bairro Quilômetro Sete, Núcleo Nova Marabá, para avisá-lo da tragédia. Encontrando a porta destrancada, entrou, e o que viu lhe deixou transtornada e em estado de choque, situação em que se encontra até o momento: Eduardo Castro também estava morto, com dois tiros. A mulher, de imediato comunicou outras pessoas e chamou a polícia.

Até o momento não se sabe se os dois crimes têm ligação, se foi uma infeliz coincidência ou se foi latrocínio. Amigos bem próximos de Eduardo Castro dizem que ele não tinha qualquer espécie de inimizade, não acumulava dívidas “nem era capaz de fazem mal a quem quer que fosse”.

A morte de Castro causou comoção na comunidade literária de Marabá e região, pela grande perda do amigo e homem de letras. “Sinto-me profundamente triste. Luto na poesia e para a literatura do Sul e Sudeste do Pará”, disse o escritor Airton Souza em sua rede social. “Estou chocado, muito, muito triste mesmo. Não sei o que dizer”, manifestou-se escritor e jornalista Ademir Braz, amigo de Eduardo Castro e que no sábado havia almoçado com ele. “Almoçamos, conversamos muito, sempre fazíamos isso”, disse Braz, inconsolável.

Genival Crescêncio de Souza, ex-secretário de Cultura de Marabá, também lamentou profundamente a perda de Eduardo Castro. “Uma tragédia, uma grande perda, Que Deus console a família dela”, disse. Eduardo Castro de Aquino Lima nasceu em 8 de outubro de 1951, no município de Rio Sono, estado de Tocantins, até então estado de Goiás e residia na cidade de Marabá desde 1988. Autodidata, alfabetizou-se somente aos 15 anos de idade, iniciando a partir daí, a sua grande afinidade com a literatura. Escritor e poeta, Eduardo Castro ocupou a cadeira nº 03 da ALSSP, que ajudou a fundar, tendo como patrono o consagrado poeta Gonçalves Dias. Castro tinha a arte literária como uma paixão em sua vida. Suas obras são sempre marcadas por temas de caráter social, pela busca à cidadania, e pela preservação da natureza, sempre em nome da vida.

O velório do corpo de Eduardo Castro acontece a partir das 17 horas, no templo da Igreja Assembleia de Deus Madureira, no Bairro Quilômetro Sete, Nova Marabá. Até o momento a família ainda não confirmou o horário do sepultamento, que deve ocorrer amanhã, segunda-feira (26).