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Polícia

Parauapebas: Polícia Militar apresenta primeiro envolvido na morte do Cabo PM Santarém

Foi apresentado nesta sexta-feira (13), pela Polícia Militar do Pará, na 20ª Seccional de Polícia Civil de Parauapebas o nacional Eduardo Araújo Barbosa, de 20 anos. Ele é um dos suspeitos da morte do Cabo PM Santarém, ocorrido em Parauapebas no dia 11 de setembro passado.

Barbosa, a princípio, quando de sua prisão, não fez nenhuma declaração na Seccional, resguardando seu direito previsto em Lei.

A delegada Yanna Kaline Wanderley de Azevedo, diretora da 20ª Seccional de Polícia Civil de Parauapebas, não pormenorizou sobre a prisão de Barbosa, adiantando apenas que ele foi preso em Parauapebas, pela PM, e que novas diligências estão sendo feitas no sentido de prender todos os envolvidos na morte do militar e colocá-los à disposição da justiça.

Cabo Santarém
Ministério Público

MPE denuncia Guarda Municipal de Parauapebas. Ele é acusado de ser um dos executores de um funcionário público no HGP

O agente da Guarda Municipal de Parauapebas, Lionício de Jesus Sousa, de 40 anos, mais conhecido como “Lion”, e Francisco Ubiratan Silva da Silva, de 32 anos, o “Bira”, foram denunciados à Justiça, pela 2º Vara Criminal do Ministério Público Estadual, pelo assassinato do motorista da Prefeitura de Parauapebas, Waldomiro Costa Pereira. Os dois são acusados de fazer parte do grupo que invadiu o Hospital Geral de Parauapebas, em maio desse ano, para executar Waldomiro que estava internado depois de sofrer uma tentativa de assassinato.

Segundo as investigações realizadas pela Divisão de Homicídio das Policiais Civis de Parauapebas e de Belém, a motivação do crime teria sido uma retaliação à um atentado contra um vaqueiro, ocorrido na Fazenda Serra Norte, no município de Eldorado dos Carajás, durante uma ação que foi atribuída ao Movimento dos Sem Terra (MST), do qual Waldomiro fazia parte.

A primeira tentativa de matar Waldomiro foi no dia 18 de março, na chácara dele, no Assentamento 17 de abril do MST, em Parauapebas, onde ele estava com a família. Segundo a polícia, dois homens encapuzados e armados chegaram num carro e mandaram as crianças e as mulheres saírem do local. Depois obrigaram Waldomiro e o cunhado dele, Ilcione Torres de Lima, a deitarem no chão e começaram a atirar. Waldomiro levou um tiro na cabeça e o cunhado dele foi atingido no braço. Os dois homens ainda atiraram nos pneus do carro de Waldomiro para tentar impedir o socorro, e depois fugiram. Mas os parentes conseguiram levar as vítimas até o Hospital Municipal de Eldorado dos Carajás. Waldomiro foi transferido para a UTI do Hospital Geral de Parauapebas, por causa da gravidade do ferimento.

No dia 20 de março, por volta das 2h40 da madrugada, 5 homens encapuzados invadiram o HGP, fazendo dois vigias de escudo humano e seguiram até a UTI, onde executaram à tiros Waldomiro, que morreu na hora.

De acordo com o MPE, a polícia descobriu, através das imagens do circuito de segurança do hospital, que Lion, e outros quatro agentes da guarda municipal, teve acesso à UTI no dia anterior à morte de Waldomiro, onde ficou por menos de 5 minutos e depois foi embora. As investigações também apontaram que Francisco Ubiratan, o Bira, era um dos homens que tentaram matar Waldomiro na chácara. Bira já era conhecido no município de Curionópolis, onde morava, por praticar crimes de pistolagem e tráfico de drogas. Com depoimento de testemunhas e provas materiais, o promotor criminal, Adonis Tenório Cavalcante, conseguiu na Justiça o cumprimento de Mandados de Busca e Apreensão na casa dos dois acusados, onde foram encontradas as armas de fogo e munição de diversos calibres.

Durante as investigações, a justiça também autorizou a intercepção telefônica, quebra do sigilo telefônico e a prisão temporária de Lion e Bira. Durante a operação HGP, da polícia civil, também foi cumprido um Mandado de Busca e Apreensão na casa de um sargento da polícia militar. O nome dele não foi divulgado. O delegado, Dauriedson Bentes, informou que continuam as investigações sobre o mandante do crime e de outras pessoas suspeitas de participarem do assassinato de Waldomiro.

Lion está preso no Centro de Recuperação Especial Cel. Anastácio das Neves, em Belém; Bira na Cadeia de Marabá. O juiz titular da 2ª Vara Criminal da Comarca de Parauapebas, Dr. Ramiro Almeida Gomes recebeu a denúncia e determinou a citação dos acusados para responderem as acusações.

Justiça

Presidente da OAB-PA chega a São Félix do Xingu para acompanhar audiência de custódia de suposto assassino da advogada

Alberto Campos disse que é preciso que Kenny Neves seja mantido na cadeia e que se faça justiça

Por Eleutério Gomes – de Marabá

O presidente da OAB/PA (Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará), Alberto Campos, está se deslocando neste momento para São Félix do Xingu. Ele vai participar, amanhã, terça-feira (26), pela manhã, da audiência de custódia do indivíduo Kenny Müller Barbosa Neves, que na manhã de hoje confessou com detalhes o assassinato da advogada Dilamar Martins da Silva, na última quarta-feira (20).

O corpo da advogada, que morava sozinha em uma fazenda de sua propriedade distante 60 km da sede do município foi encontrado carbonizado dentro de um pneu, na manhã de ontem, domingo (24). Após investigações, policiais civis da Superintendência Regional do Alto Xingu prenderam Kenny na manhã desta segunda-feira, quando ele se preparava para fugir pelo rio.

Em seu depoimento, ele contou que havia sido contratado pela advogada havia 45 dias, pelo valor de R$ 50,00 a diária, mas que Dilamar estava se recusando a fazer o pagamento e que ele estava percebendo que ela colocava veneno na comida dele. Disse que, por esse motivo, resolveu matá-la, primeiramente com um golpe de facão, mas, ela conseguiu correr, porém caiu mais adiante. Foi quando Kenny, segundo as próprias palavras, resolve dar o golpe de misericórdia armado com uma enxada. Depois, ainda segundo ele, arrastou o corpo 100 metros dentro da mata e o queimou usando um pneu como combustível.

Os policiais que interrogaram o rapaz disseram que ele apresentava sinais visíveis de transtorno mental quando do interrogatório.

Que se faça justiça

Ainda no Aeroporto de Parauapebas, onde foi recebido pelos presidentes das Subseções da Ordem em Tucumã e Parauapebas, Drs. Weder Coutinho Ferreira e Deivid Benasor da Silva Barbosa, respectivamente, Alberto Campos disse ao Blog que está indo a São Félix acompanhar a audiência de custódia que deve acontecer amanhã, pela manhã, para tentar manter o acusado na prisão.

“Depois, vamos nos se inteirar mais do caso. Pois, embora a versão que ele apresentou não tenha relação com a advocacia, a OAB tem de estar vigilante para que seus associados tenham a devida cobertura da Ordem. Temos de providenciar para que a justiça seja feita, observando o devido processo legal, para que nós possamos prestar contas aos familiares”, encerrou.

Polícia Civil do Pará

Preso suspeito do assassinato de advogada em São Félix do Xingu (Atualizada)

No momento ele está sendo interrogado pelo delegado Lenildo Mendes. Logo mais, notícias atualizadas sobre o caso

Por Eleutério Gomes – de Marabá

O delegado Lenildo Mendes dos Santos, da Superintendência Regional de Polícia Civil do Alto Xingu e a equipe comandada pelo delegado Pedro Henrique Alves Costa, acabam de prender o indivíduo Kenny Müller Barbosa, suspeito de ter matado a advogada e fazendeira Dilamar Martins da Silva. O corpo dela foi encontrado carbonizado, na tarde de ontem, domingo (24), em sua propriedade, a 50 quilômetros da sede de São Félix do Xingu.

Kenny seria empregado da fazenda e neste momento está sendo ouvido pelo delegado. Ele foi preso após buscas na região pela equipe de Lenildo Mendes, autodenominada de “Equipe Caveira”.

Dilamar estava desaparecida desde quarta-feira (20) e o que sobrou do corpo dela foi encontrado queimado em pneus, dentro da área da fazenda de propriedade da advogada. Ela já estaria aposentada da profissão de advogada, nunca advogou no Pará e o registro dela é de Goiás. Dilamar Martins da Silva morava só e ultimamente tratava apenas da propriedade.

Atualização às 11h10 – Informações da Polícia Civil do Pará

A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta segunda-feira, 25, Kenny Muller Barbosa Neves, de 18 anos, autor confesso do assassinato da advogada e fazendeira Dilamar Martins da Silva. Ele foi preso por uma equipe de policiais civis no momento em que tentava fugir do município de São Félix do Xingu, sudeste do Estado. Ele foi autuado em flagrante pelo crime de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Em depoimento, o preso confessou o crime, alegando que matou a vítima porque ela estaria lhe “perseguindo”, colocando veneno em sua comida, e também não teria pagado pelos seus serviços prestados como diarista na fazenda de propriedade da vítima.

Dilamar tinha registro de advogada da Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás, mas não atuava como advogada havia mais de dez anos, e morava em São Félix do Xingu, onde era proprietária de fazendas. As investigações sobre o crime iniciaram ainda no domingo, dia 24, logo após a Polícia Civil tomar conhecimento do assassinato de Dilamar Martins da Silva. O corpo dela foi encontrado, ontem de tarde, por volta de 14 horas, por um trabalhador da fazenda. Estava totalmente carbonizado, dentro do terreno da fazenda de propriedade da vítima, de nome Maringá, a 50 metros da casa da vítima na propriedade rural. A fazenda fica a 60 quilômetros da sede do município. De imediato, o nome do suspeito, até então identificado como Wendell, chegou ao conhecimento da equipe de policiais civis, sob coordenação do delegado Lenildo Mendes, da Superintendência da Polícia Civil do Alto Xingu, em São Félix do Xingu, responsável pela investigação.

Segundo o delegado Pedro Andrade, titular da Superintendência, a vítima foi morta na quarta-feira passada e, no dia seguinte, o corpo teria sido queimado, segundo relatos já ouvidos nas investigações. As primeiras informações obtidas no curso das investigações foram de que o crime teria sido resultado de um desentendimento com a vítima. O acusado trabalhava para a vítima prestando serviços gerais de limpeza e manutenção da fazenda. Na quinta-feira passada, um dia após o crime, ele foi embora da fazenda sem falar com ninguém. No domingo, 24, o suspeito foi visto no município. O corpo foi removido para o Centro de Perícias Científicas de Marabá para ser periciado. No local do crime, foi apreendido o objeto que teria sido usado no crime, uma enxada usada para capinar o terreno da fazenda. A ferramenta foi levada para passar por perícia.

Durante as investigações, a equipe de policiais civis conseguiu informações sobre o paradeiro de Kenny Muller, que, nesta segunda-feira, foi localizado na beira do rio Xingu, no momento em que iria pegar um barco para fugir da cidade com destino a outra propriedade rural, para se esconder até “baixar a poeira”. Apresentado na Delegacia do município, o acusado apresenta visíveis sinais de transtornos mentais. Ao delegado Lenildo Mendes, o preso alegou que a vítima estaria lhe “perseguindo” não lhe deixando ir embora da fazenda. Ainda, em depoimento, Kenny alegou que a fazendeira estaria lhe envenenando. Ele também afirma que não teria recebido o pagamento pelos seus serviços prestados na fazenda Maringá. Assim, resolveu premeditar o crime. Na quarta-feira passada, resolveu matar a vítima a golpes de enxada e facão pelo corpo. Em seguida, arrastou o corpo cerca de 50 metros dentro do terreno, onde queimou o corpo, usando pneus. Ainda, conforme o delegado Pedro Andrade, o acusado agiu sozinho e fugiu sem nada levar da casa da vítima. Após a autuação, o preso vai ficar recolhido no município à disposição da Justiça.

assassinato

Homem suspeito de matar a companheira é preso em Parauapebas

A vítima trabalhava como franelinha na principal avenida da cidade nova

Na madrugada desta quarta-feira, 20, uma mulher foi morta a facadas no bairro Cidade Nova, no centro de Parauapebas. Segundo a polícia, o principal suspeito é o companheiro da vítima, Erivan de Oliveira Nunes, que durante o depoimento confessou o crime.

A vítima, que não tinha documento, foi identificada apenas como Antônia. Ela trabalhava como flanelinha, junto com Erivan, na principal avenida da Cidade Nova. Segundo o delegado, José Aquino, o casal era usuário de drogas e teria iniciado uma briga, por volta da meia noite e meia, em frente à sede do Sine. Quando a polícia militar chegou ao local, Antônia já estava morta. Erivan foi preso por volta das 5h30. A polícia agora investiga se ele já cometeu outros crimes.  “A gente teve informação que ele já praticou outros dois homicídios, mas ainda estamos averiguando para fazer um juízo completo sobre essas suspeitas” disse o delegado.

O corpo de Antônia está no IML de Parauapebas e aguarda a família, do Maranhão para fazer a identificação da vítima.

retrato falado

Polícia Civil divulga retrato falado de um dos executores da morte de sem terras no interior do Pará

Informações que levem ao paradeiro dos assassinos podem ser encaminhadas através do Disque-Denúncia 98198-3350 (WhatsApp) ou 3346-2250

Com base nas descrições que foram repassadas por uma das testemunhas, a polícia civil elaborou o retrato falado de um dos assassinos de dois sem terras, ocorrido na última quarta-feira, 13, no Acampamento Boa Esperança, dentro da Fazenda Santa Clara, zona rural de Marabá, há 60 km de Parauapebas.

O duplo homicídio de Eraldo Moreira Luz, conhecido por “Pirata” e Jorge Matias da Silva, de 26 anos, será investigado pela Delegacia de Conflitos Agrários – DECA, porque as vítimas eram integrantes de movimento social e os crimes ocorreram dentro de uma área de disputa pela posse da terra.

A Polícia Civil já interrogou 6 testemunhas no inquérito instaurado para apurar as circunstâncias das mortes e suas autorias. Outras diligências já estão sendo realizadas para oitivas de outras testemunhas e dos proprietários da área.

Execução

Segundo as investigações, dois pistoleiros chegaram pela manhã em uma motocicleta, sentaram próximo ao barraco onde estavam as vítimas e ficaram conversando. Em seguida, foram até o local e deram vários tiros na cabeça de Pirata, que estava deitado numa rede e morreu na hora. Jorge foi atingido com tiros no rosto. Ele ainda foi socorrido com vida, mas chegou morto em Parauapebas.

O crime aconteceu em uma área, ocupada há dois anos por cerca de 500 pessoas, segundo o MST. Eraldo Moreira, o “Pirata”, era o líder do Assentamento Boa esperança e, segundo os próprios acampados, já havia se envolvido em brigas dentro do movimento, por causa da divisão de terras.

Parauapebas

Coletiva: autoridades explicam morte de cabo PM, execuções em Parauapebas, e prometem prender os assassinos

"Isso não vai ficar impune. Vamos identificar e prender os assassinos do Cabo Nonato", disse o Comandante-Geral da PM do Pará em coletiva realizada hoje (13) em Parauapebas

O Comandante-Geral da Polícia Militar do Pará, Coronel Hilton Celson Beningno de Souza esteve nesta quarta-feira, 13, no município de Parauapebas. Ele participou do enterro do policial militar, Raimundo Nonato Oliveira de Sousa, de 51 anos, que foi torturado e assassinado por quatro criminosos na última segunda-feira. Em seguida, participou de uma entrevista coletiva, ao lado da Diretora da 20ª Seccional da Policia Civil, Yanna Kaline Azevedo, para falar sobre as investigações e as mortes registradas após o assassinato do PM.

Para a polícia civil, a principal linha de investigação da morte do Cabo Nonato é homicídio e não latrocínio, que é roubo seguido de morte, como chegou a ser divulgado no dia do crime. Segundo a delegada, Yanna Azevedo, os bandidos teriam invadido a casa do PM com intenção de matá-lo. “As investigações ainda estão em curso. A gente não descarta nenhuma linha, mas a mais forte é de homicídio. Tudo indica que os bandidos sabiam que ali morava um policial militar”, destacou a delegada.

Sobre a divulgação nas redes sociais de supostos criminosos, a delegada fez um alerta. “Muitas postagens com informações inverídicas e as pessoas têm que ter cautela, quanto o que posta. A conduta delas pode ser incriminada porque a rede social não é campo sem lei”.

A delegada Yanna não confirmou se já existe a identificação de suspeitos, mas disse que que a polícia civil recebeu apoio da Secretaria de Segurança Pública para elucidar o caso.

Mas foi em tom de desabafo que o Coronel Hilton Beningno falou à imprensa sobre a violência que tem vitimado policiais. São 21 PM’s mortos, este ano, no Pará“. Pessoal, a gente vive num país em guerra. Um país que tem 60 mil homicídios por ano. Essa guerra só não está declarada, mas ela existe. O país que mais morre policias no mundo é o Brasil. Nós temos que mudar nossa legislação. Na semana passada foi preso um elemento que estava assaltando um ônibus em Belém, pela 12º vez. Não estou adiantando, mas é possível que o cabo Nonato tenha sido vítima de pessoas que ele tenha prendido”. O coronel explicou que já pediu ao delegado geral da polícia civil do Pará que designe uma equipe específica para apurar a morte do cabo Nonato. “Isso não vai ficar impune. Nós vamos chegar aos autores, vamos identificá-los e prendê-los, como deve ser feito, na forma da lei”, desabafou.

Oito integrantes do Comando de Missões Especiais da Polícia Militar já estão em Parauapebas para auxiliar a PM e a Polícia Civil nas diligências. Também, para dar apoio na busca pelos criminosos, foi deslocada uma guarnição da Policia Rodoviária Estadual.

O Comandante também foi questionado sobre a violência crescente em Parauapebas. Hoje, o efetivo do 23º Batalhão da PM é de 240 policiais militares, responsáveis não só por Parauapebas, mas também pela segurança de Curionópolis, Canaã, Eldorado de Carajás, Serra dos Carajás, Serra Pelada e a área do Contestado. “A partir do dia 2 de outubro inicia o curso de formação de praças, aqui em Parauapebas, com 90 alunos e a partir de março do ano que vem, eles já estarão prontos para fazer o estágio nas ruas da cidade”, declarou o comandante, informando que a frota de veículos deve ser renovada ainda esse ano, com mais viaturas para a cidade.

Execuções em Parauapebas.

Depois do assassinato do Cabo Nonato, na última segunda-feira, seis pessoas foram mortas em Parauapebas. Mas, uma das vítimas de arma de fogo morreu durante a ação Policia Militar e, por isso, não faz parte das investigações sobre as execuções na cidade. Para a delegada Yanna, ainda é prematuro relacionar esses crimes com o assassinato do PM, mas ela confirma que a maioria das vítimas tinha passagem pela polícia. “Ainda estamos investigando se alguma das vítimas conhecia o cabo Nonato, mas tudo ainda está sendo apurado”, declarou.

O Coronel Hilton Benigno também acha prematuro qualificar como chacina, as cinco mortes em Parauapebas. “Tive conhecimento dessas mortes assim que cheguei, e é preciso investigar a causa de cada uma delas para saber se há relação com a morte do cabo Nonato”, disse o coronel, que durante a coletiva citou a prisão de policiais militares em Belém, suspeitos de participar da chacina de 21 pessoas depois da morte de um PM, na capital. “A partir de hoje será instaurado um inquérito policial e, se, durante o inquérito eles encontrarem, também, alguma conexão dessas cinco mortes com o assassinato do cabo Nonato, obviamente que isso será levado em consideração”, enfatizou o Coronel.

A polícia militar informou que vai intensificar o trabalho ostensivo nas ruas de Parauapebas para evitar o clima de insegurança entre a população. “Esse ano nós retiramos das mãos de criminosos mais de 70 armas que foram apreendidas. Temos recuperados motos e veículos roubados e vamos continuar o nosso trabalho de combate à criminalidade” destacou o Comandante da PM de Parauapebas, Luiz Vallinoto.

O Prefeito de Parauapebas, Darci Lernem, também participou da coletiva e disse que vai realizar uma reunião de trabalho com os órgãos responsáveis pela segurança pública como Poder Judiciário, Policia Militar e Secretaria de Segurança Pública para traçar um plano de combate a violência na cidade. “Parece que toda vez que alguém morre, aí é que a gente consegue se mobilizar, mas a mobilização tem que ser permanente”, destacou o prefeito que também foi cobrado sobre os Equipamentos de Proteção Individual dos guardas municipais. “Nós já solicitamos a Policia Federal a autorização para o uso de armas de fogo. Mas estamos resolvendo o problema das Epi’s”, concluiu.

A violência em Parauapebas também chamou atenção das pessoas nas redes sociais. O juiz, Doutor Líbio Moura, que trabalhou em Parauapebas durante vários anos, falou sobre a tentativa de grupos em criar pânico com a disseminação de informações desencontradas “Nenhum grupo de criminosos tem força para se sobrepor às instituições. Outras situações, semelhantes, já foram vividas na cidade e devem servir para que as discussões sobre prevenção e repressão aos crimes sejam melhoradas.

O enterro do policial militar aconteceu sob forte comoção de familiares, amigos e companheiros de farda, no final da manhã desta quarta-feira no cemitério Jardim da Saudade, em Parauapebas.

Assassinato

Parauapebas: Cabo da PM é executado em sua residência.

O cabo, que tinha 23 anos de farda, é o 21º PM morto em 2017 no Pará

Mais um ato de barbárie e violência foi registrado ontem (11) em Parauapebas. O cabo da Polícia Militar Raimundo Nonato Oliveira de Sousa, conhecido no município por “Santarém”, 51 anos, 23 anos de farda, casado, avô, foi brutalmente assassinado em sua residência, localizada na avenida M, quadra 220, lote 28, bairro Cidade Jardim, em Parauapebas.

Segundo informou a esposa de Santarém, por volta das 23 horas o militar teve sua casa invadida por quatro homens armados anunciando um assalto. O PM foi amarrado e torturado com uma faca, sendo posteriormente executado com quatro disparos com sua própria arma.

Mesmo baleado, Santarém se jogou pela janela de seu quarto, no primeiro andar do prédio onde morava para buscar ajuda. Ele foi socorrido por um vizinho e levado para ao hospital por uma ambulância do Serviço de Atendimento Médico de Urgência – SAMU – , mas, em virtude dos ferimentos, veio a óbito assim que chegou ao Hospital Geral de Parauapebas.

Após o crime os quatro elementos deixaram o local em um veículo Chevrolet Ágile, de cor vermelha. Para simular um latrocínio, que é roubo seguido de morte, levaram a arma da vítima, celulares  dos familiares e alguns eletrodomésticos da casa.

O assassinato do militar está sendo investigado pelas Policias Civil e Militar, mas ainda não há pistas dos executores.

Segundo a Associação dos Cabos e Soldados da PM e Bombeiros Militares do Estado, em 2017 já foram mortos 21 militares. Em 2016, para comparação, 26 PM foram mortos.

O corpo do cabo PM foi encaminhado ao IML em Marabá para o exame de necropsia e só deverá retornar à Parauapebas no período da tarde. Ainda não foi divulgado onde ocorrerá o velório.

Qualquer informação sobre o caso ligue para o Disque Denúncia através dos telefones 181 ou (94) 3346-2250. Anonimato garantido!

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