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Bancos

Após rompimento do reservatório de água, CEF interdita agência do bairro Cidade Nova, em Parauapebas

A interdição se deu por medida de segurança. Não há risco do prédio desabar.

Um problema na parte hidráulica do prêmio alugado pela Caixa Econômica Federal para funcionar a Agência Cidade Nova (3145), em Parauapebas, fez com que os serviços ao público fossem suspensos na manhã desta segunda-feira (17) pela CEF. Segundo apurado, algumas caixas para armazenamento de água que atendem o prédio se romperam.

O Blog apurou que uma equipe de engenheiros da CEF estão vindo de Belém para vistoriar o prédio, parte alugado pela CEF e parte de uso do proprietário.

A medida de segurança de interditar o prédio para entrada do público se deu em virtude de um possível desabamento do forro, que é de gesso e, também, por causa das instalações elétricas que, por serem no chão, poderiam provocar choques.

A CEF reforçou a equipe da agência do bairro Beira Rio (4400) para auxiliar na demanda que deve dobrar, já que os correntistas da agência Cidade Nova estão sendo instruídos a procurar a do bairro Beira Rio enquanto se decide o que fazer.

Bancos

Sicredi realiza leilão de imóveis nos municípios de Parauapebas, Marabá e Redenção.

Em Parauapebas, o leilão ocorrerá no dia 24 de julho, às 10 horas, na agência Sicredi localizada na Rua E, bairro Cidade Nova.

A cooperativa Sicredi Sudoeste MT/PA vai realizar leilão de imóveis nos municípios de Parauapebas, Marabá e Redenção. Serão ofertados diversos imóveis como terrenos, chácaras, áreas rurais, imóveis residenciais e comerciais.

Vale destacar que os imóveis poderão ser arrematados por associados e também por não associados da cooperativa.

Em Parauapebas, o leilão ocorrerá no dia 24 de julho, às 10 horas, na agência Sicredi localizada na Rua E, bairro Cidade Nova.

Já em Marabá, será no dia 27 de julho, às 10 horas, na agência Sicredi localizada na Av. VP-8, Folha 32, bairro Nova Marabá.

No caso de Redenção, será no dia 09 de agosto, às 10 horas, na agência Sicredi com endereço na Av. Brasil, Centro.

Todos os leilões ocorrerão na modalidade presencial e online. Outras informações, assim como o edital dos leilões e a participação online, poderão ser acessadas pelo site www.norteleiloes.com.br.

O Sicredi – Sistema de Crédito Cooperativo – opera com 118 cooperativas de crédito, representada com 1.523 unidades de atendimento e postos avançados, distribuídos em 20 estados brasileiros.

Manifestação

Passeata paralisou por algumas horas Centro Comercial da Marabá Pioneira, mas não houve greve geral

Aproximadamente 850 militantes de sindicatos, partidos de esquerda, movimentos sociais e centrais de trabalhadores protestaram contra o Governo Temer

Por Eleutério Gomes – de Marabá

A não ser pela paralisação no expediente interno de algumas agências bancárias e pela passeata organizada por sindicatos, centrais de trabalhadores, partidos de esquerda e movimentos sociais, Marabá funcionou normalmente nesta sexta-feira (3), dia de greve geral em muitas cidades do País, em protesto contra o Governo Temer e contra as reformas trabalhistas e da previdência social. Secretarias municipais funcionaram sem alterações, assim como órgãos do governo do Estad0. Na esfera federal, poucas repartições e as instituições de ensino paralisaram as atividades. Comércio, indústria, setor de serviços, casas de saúde e transporte público também não aderiram à greve.

De acordo com o professor universitário Rigler Aragão, um dos organizadores da manifestação, aproximadamente 850 pessoas participaram da passeata, que se iniciou logo cedo, com concentração em frente ao Estádio Municipal “Zinho Oliveira”, no Núcleo Pioneiro, e, por volta das 9h seguiu pela Avenida Antônio Maia, principal via do comércio, ocupando a pista no sentido Nova Marabá.

Depois, por volta das 10h, os manifestantes fecharam o bambuzal de acesso ao Núcleo Pioneiro, permanecendo assim por cerca de uma hora, o que provocou protestos de condutores e passageiros de ônibus, mototáxis e táxis-lotação. Às 11h a passeata seguiu rumo ao Núcleo Cidade Nova, onde ocupou uma das pistas da ponte do Rio Itacaiúnas, se dispersando logo após o meio-dia. A manifestação não teve o acompanhamento da Polícia Militar, DMTU ou Guarda Municipal.

Polícia

Polícias civil e militar do Pará apresentam resultados da operação que prendeu assaltantes de bancos em Parauapebas

O objetivo do bando era a agência do Banco do Brasil em Curionópolis.

As Polícias Civil e Militar apresentaram, nesta segunda-feira, 12, em entrevista coletiva a jornalistas, na sede da Delegacia-Geral, em Belém, os resultados de uma operação policial que desarticulou uma associação criminosa especializada em roubos a bancos com uso de explosivos. Ao todo, foram presos 10 homens e uma adolescente foi apreendida durante a operação ocorrida em Parauapebas na semana passada. Durante a operação, houve um confronto armado e um suspeito morreu. Com o grupo, foram apreendidas duas armas de fogo – um fuzil 7.62 e um revólver 38; emulsões explosivas; máscaras tipo “brucutu”; luvas e produtos usados nos explosivos.

A ação policial foi realizada em parceria pelas Polícias Civil dos Estados do Pará e do Maranhão, em conjunto com o Comando de Missões Especiais (CME), da Polícia Militar do Pará. Os presos foram transferidos para a capital. Estiveram na entrevista coletiva a delegada-geral adjunta, Christiane Ferreira; o coronel Hilton Benigno, comandante geral da PM do Pará; os delegados Silvio Maués, diretor de Polícia Especializada; Evandro Araújo e Tiago Belieny, da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO); coronel Sandro Queiroz, titular do Comando de Missões Especiais (CME), e major Anilson Almeida, titular da Companhia de Operações Especiais (COE) da PM.

Segundo a delegada-geral adjunta, trata-se de um grupo organizado que já tinha atuado anteriormente no Estado do Maranhão, na mesma modalidade de roubo a banco. Para desarticular o bando, explica o delegado Silvio Maués, foram mobilizados policiais civis da DRCO e do Grupo de Pronto-Emprego (GPE), e militares da COE em parceria com policiais civis da Seic (Superintendência Estadual de Investigações Criminais), vinculada à Polícia Civil maranhense, em um trabalho integrado.

O coronel Hilton Benigno destacou o trabalho de inteligência e a capacidade de mobilidade dos policiais envolvidos na operação. “Desde o primeiro momento que fomos contactados da possibilidade do assalto a banco, deslocamos equipe para a região, tanto via aérea como terrestre, o que evitou o assalto”, detalha. Titular da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos a Bancos e Antissequestro (DRRBA), vinculada à DRCO, o delegado Tiago Belieny explica que a equipe policial estava na região sudeste realizando investigações sobre outras ocorrências de roubos a bancos, na terça-feira passada, quando foi acionada para se deslocar até Parauapebas, para apurar informação sobre a existência de um grupo armado se preparando para cometer um assalto na região.

Assim, na manhã do dia seguinte, os policiais civis e militares abordaram, em princípio, dez homens que estavam em uma chácara situada na Vila Palmares, zona rural do município. Com eles, veículos, um fuzil e explosivos foram apreendidos. Parte do grupo conseguiu fugir no momento da abordagem policial. Os presos foram identificados como os maranhenses Adaires Barbosa Araújo, conhecido por Tiago; Francisco de Assis Alves de Souza; Guilherme Henrique de Pinho; David Vieira da Silva; Marcio Delleon Modesto Silva; os paraenses Antônio Henrique Goulart Rodrigues Júnior; Adriano Cabral Fernandes e Dannyllo Queiroz da Silva. Uma adolescente natural do Maranhão foi apreendida na chácara. Em continuação às investigações, os policiais civis da DRCO e militares da COE abordaram um caminhão em que estavam Ricardo Alves Saraiva, o vaqueiro Egildo Luiz Gomes e José Carlos Saraiva dos Santos.

Este último reagiu atirando contra a equipe e morreu na troca de tiros. Uma arma de fogo – revólver calibre 38 – foi encontrada com o suspeito. As investigações mostraram que o bando pretendia assaltar, no último dia 10, a agência do Banco do Brasil em Curionópolis, cidade a 36 quilômetros de Parauapebas. Eles iriam fazer um assalto na modalidade conhecida como “vapor” em que os criminosos chegam ao município a tiros, invadem o banco e explodem caixas eletrônicos e cofre. Depois, na fuga, levam pessoas como reféns.

Segundo o coronel Sandro Queiroz, o tipo de dinamite apreendido com os acusados é “alto explosivo”, com capacidade de promover danos a uma velocidade de 2 metros por segundo. Ele detalha que esse tipo de material é de uso controlado pelo Exército Brasileiro. A delegada-geral adjunta ressalta que houve uma operação, na última semana, coordenada pelo Exército, em parceria com a Polícia Civil, visando o controle de material explosivo de uso controlado. A partir das prisões, explica o delegado Tiago, todos serão interrogados para tentar identificar quem é o líder do grupo e individualizar a conduta de cada. Dentre os presos, são três paraenses, e os demais são oriundos do Maranhão, Paraíba e Alagoas.

Polícia Federal

Operação Darkode, da PF, combate crimes cibernéticos no Pará, em outros 3 Estados e no DF

O nome da operação faz alusão ao fórum internacional intitulado DARKODE, criado em 2007 com o propósito de reunir os maiores e os mais especializados hackers e criminosos cibernéticos em um único ambiente virtual.

A Polícia Federal deflagrou hoje (21/3) a segunda fase da Operação Darkode, a fim de desarticular organização criminosa especializada em fraudes contra o sistema bancário, por meio eletrônico, além da negociação de informações úteis à prática de crimes cibernéticos.

Estima-se que as ações da organização criminosa tenham causado prejuízo superior a R$ 2,5 milhões, em especial mediante fraudes contra o sistema bancário.

Cerca de 100 policiais federais cumprem 37 mandados judiciais, sendo 04 mandados de prisão preventiva, 15 mandados de prisão temporária e 18 mandados de busca e apreensão, em residências e em empresas vinculadas ao grupo investigado, com o objetivo de colher provas contra outros integrantes e beneficiários da organização, bem como identificar e apreender bens adquiridos ilicitamente.

As diligências estão sendo executadas nas cidades de Goiânia/GO, Aparecida de Goiânia/GO, Anápolis/GO e Senador Canedo/GO, bem como nos Estados do Pará, de Tocantins, de Santa Catarina, além do Distrito Federal.

O líder da organização cumpre pena no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia/GO, imposta por sentença condenatória da 11ª Vara Federal de Goiânia em decorrência da prática de crime cibernético.

Na primeira fase da operação, deflagrada em julho de 2015, foram cumpridos 07 mandados judiciais em Goiânia/GO, sendo 2 mandados de prisão e 1 de condução coercitiva, além de 4 mandados de busca e apreensão. A ação foi coordenada com forças policiais de diversos países contra hackers que se comunicavam por intermédio de um sítio eletrônico denominado Darkode.(PF)

PARÁ

O Pará recebeu um pedido de apoio da Superintendência de Goiás para cumprir um mandado de prisão temporária, um de prisão coercitiva e outro de busca e apreensão pela Operação DARKODE. Todos os mandados deveriam ser cumpridos em Redenção, sudeste paraense. De acordo com o delegado Jorge Eduardo, da Polícia Federal, apenas a prisão temporária foi efetuada, pois os mandados de prisão coercitiva e de busca e apreensão eram para uma pessoa que faleceu recentemente, identificada como a mãe de um dos investigados.

O suspeito que teve mandado expedido para prisão temporária já está preso e, segundo o delegado Jorge, há uma tentativa de encaminhá-lo para uma penitenciária local, mas ainda não foi possível por envolver outros estados.

Corrida ao dinheiro do FGTS inativo também nas agências da Caixa em Marabá

Trabalhadores chegaram ainda de madrugada e formaram extensas filas nas três agências da cidade. PM intensificou policiamento no entorno das agências

Desde as 4h30 da madrugada desta sexta-feira (10), centenas de trabalhadores começaram a formar filas nas calçadas das três agências da Caixa Econômica Federal em Marabá. Eles chegaram cedo para sacar o dinheiro correspondente ao FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) inativo, que começa a ser pago para quem nasceu em janeiro e fevereiro.

O município acompanha o movimento das demais cidades do país, onde 4,8 milhões de trabalhadores nascidos nos dois primeiros meses do ano buscam o dinheiro extra principalmente para quitar dívidas e “limpar o nome”, diante da crise financeira que assola a Nação. É caso do motorista Juarez de Almeida Lima, que chegou cedinho e aguardava a hora de colocar a mão no dinheiro: “Tenho R$ 3.800,00 para receber, vou pagar contas atrasadas, no valor de R$3.600,00, e fazer umas comprinhas com o resto”, disse.

Já Eliana Maria Leão, desempregada, disse que, apesar de estar “parada”, iria usar os R$ 1.800,00 do FGTS inativo para pagar uma conta antiga e retirar o nome do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito). “Estou procurando emprego e o nome sujo pode atrapalhar”, explicou.

Também na fila, com a perspectiva de receber “uma boa ponta”, Elias Borges Camarão, pedreiro, preferiu não revelar quanto tinha para receber, mas adiantou que “esse dinheiro será empregado na reforma da casa” dele. “O que sobrar vai para a poupança”, antecipou.

Segurança

No 4º BPM (Batalhão de Polícia Militar), o comandante, tenente-coronel Denner Favacho Rocha, informou ao blog que foi comunicado pela Caixa da grande movimentação de valores nesta sexta-feira, explicou que nenhuma operação especial foi montada, mas disse que intensificou o policiamento no entorno das agências e também na área comercial, onde boa parte desses valores deve girar.

Oportunidade

Com a movimentação de pessoas acima do normal, mototaxistas e vendedores informais de lanche, importados, cartelas de bingo eletrônico, de picolé e de pen-drives com música aproveitaram para também faturar um pouco mais.

Caixa

O blog entrou em contato com a Superintendência da Caixa em Marabá para saber se algum esquema especial foi montado para o atendimento em massa dos trabalhadores, mas foi informado de que só a Gerência de Marketing, em Belém, poderia se pronunciar sobre o assunto. Feito o contato, a atendente informou que a pessoa autorizada a falar, de prenome Sérgio, estava reunida com a Superintendência e não poderia atender. Contatada mais três vezes até o final da manhã, a resposta foi a mesma.

Bancos

Marabá: teto da agência do Banpará desaba e aproveitadores levam o despojo

O prédio em questão está localizado na VP-8, principal via do comércio do núcleo Nova Marabá e foi construído no início da década de 1980

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

No início do feriado de Carnaval, o teto da antiga agência do Banpará, em Marabá, desabou e começou a atrair saqueadores, que passaram a retirar a fiação elétrica, peças de vidro, fechaduras e outros utensílios que permaneciam no prédio.

O prédio em questão está localizado na VP-8, principal via do comércio do núcleo Nova Marabá e foi construído no início da década de 1980, mas com paredes frágeis. Por diversas vezes a reforma do prédio foi adiada, apesar de técnicos terem indicado o risco de queda do teto.

Em março de 2015, todavia, finalmente a direção do Banpará alugou um prédio do grupo Leolar, a 200 metros dali, quase ao lado da Delegacia da Polícia Federal para abrigar a Agência Central do banco em Marabá.

Está prevista a construção de um novo prédio, ou adaptação do antigo, mas, passados dois anos, isso nunca aconteceu. Na noite de sexta-feira, em meio a uma chuva forte e ventania intensa, o teto do agência veio ao chão, levando medo para moradores de uma vila de Quitinetes localizada ao lado do velho banco. “A gente achava, no começo, que tinham jogado bomba na agência do Bradesco, que fica ao lado. Eu e minha esposa deitamos no chão e esperamos o pior”, mas só depois de 20 minutos que desconfiamos que não eram bandidos, porque o silêncio permanecia”, conta o comerciante Carlos André Souza.

No domingo, 27, quando a reportagem do blog esteve no local, algumas pessoas percorriam o interior do prédio arrasado atrás do que levar para casa – para ficar ou para vender e ganhar algum dinheiro.

A reportagem do Blog tentou falar por telefone com Diomar Freitas de Araújo, gerente de serviços internos do Banpará em Marabá, mas ela não atendeu às ligações nem na segunda nem terça-feira.

O governo do Estado vai colecionando aluguéis em Marabá, embora tenha prédios próprios para abrigar serviços públicos. É o caso do curso de medicina no município. As obras do prédio próprio iniciaram em 2011 e deveriam estar prontas no ano seguinte para abrigar as turmas que estavam entrando, mas até hoje os estudantes continuam tendo aulas em salas da Faculdade Metropolitana, para quem o Estado paga aluguel caro. Enquanto isso, as obras do prédio estão paradas.

Mais recentemente, o Estado alugou um prédio para abrigar a sede da Sespa em Marabá, para reformar o espaço próprio localizado no bairro Novo Horizonte. Passados três meses, nenhuma obra foi iniciada no local.

Bancos

Boleto bancário poderá ser pago em qualquer instituição após vencimento

Inovação irá diminuir as fraudes com boletos, que desviaram cerca de R$21 milhões de clientes nos últimos meses

A forma como milhões de brasileiros pagam suas contas começa a mudar a partir de março. Alvo de fraudes milionárias nos últimos anos, os boletos bancários vão ficar mais modernos. O benefício mais visível para o cliente será a possibilidade de pagamento em qualquer banco mesmo após a data de vencimento.

Por trás da inovação, está um projeto da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) que fará com que todos os boletos passem a ser registrados em uma única plataforma até o fim do ano. A nova forma de cobrança também mudará a forma como empresas e instituições financeiras organizam os pagamentos.

O número de boletos emitidos no país chegou a 3,7 bilhões em 2015. A movimentação chamou a atenção de quadrilhas que se especializaram em fraudar os documentos. Sem o registro, o banco só toma conhecimento da emissão do boleto quando o documento bate na compensação, o que facilita a ação dos criminosos. No ano passado, o volume de recursos desviados com o golpe chegou a R$ 320 milhões, de acordo com dados preliminares da Febraban.

Com o novo sistema, a empresa que emitir uma cobrança precisa enviar os dados para o banco, que alimenta a plataforma. No momento do pagamento, os dados do código de barras serão comparados com os registrados no sistema. “Se as informações não estiverem na base, ou o boleto foi fraudado ou não foi registrado”, afirma Walter de Faria, diretor­-adjunto de operações da Febraban.

A nova plataforma também deve evitar outros problemas recorrentes envolvendo boletos, como o erro no preenchimento de informações e o pagamento de títulos em duplicidade, segundo Faria. As mudanças ocorrerão de forma gradual. Em março, entrarão no sistema os boletos com valor acima de R$ 50 mil. Dois meses depois, as faturas a partir de R$ 2 mil passarão a ser registradas. O cronograma se estende até dezembro, quando 100% das cobranças devem estar na plataforma.

O processo de adaptação dos sistemas de bancos e empresas emissoras corre bem e não deve haver atrasos, segundo o executivo. Originalmente, o sistema estava previsto para entrar em operação no início deste ano.

Embora o registro não seja obrigatório, Faria espera que a adesão seja ampla, já que os títulos que não estiverem na plataforma só poderão ser pagos no banco ao qual estão vinculados. “Além disso, os fraudadores provavelmente vão monitorar as empresas que decidirem operar o sem registro”, afirma. A perspectiva da entrada no novo sistema de cobrança ainda não inibiu as quadrilhas especializadas no chamado “golpe do boleto”. “A percepção é que houve uma migração recente da fraude de pessoas físicas para organizações maiores”, afirma Fernando Carbone, diretor da Kroll, consultoria de riscos que tem sido contratada por empresas lesadas com o golpe. Carbone diz que a soma de recursos desviados de clientes nos últimos meses foi de aproximadamente R$ 21 milhões.

Em geral, a fraude ocorre com um vírus instalado no computador do pagador do boleto. Mas as quadrilhas também se especializaram em encontrar falhas na página da internet ou e até em obter informações com funcionários da empresa emissora do boleto, segundo o diretor da Kroll. Além de dificultar a ação dos golpistas, o registro dos boletos na plataforma vai mudar o cotidiano de uma série de companhias. A principal preocupação é com o aumento de custos. O valor da cobrança registrada vai depender da negociação com os clientes, mas a tendência é que seja maior do que o sistema atual. “Os bancos podem negociar um valor menor no registro e compensar com uma tarifa nos títulos que forem liquidados”, diz Eduardo Morishita, gerente de Produtos do Bank of America Merrill Lynch (BofA). Os impactos da mudança serão diferentes dependendo da forma que cada empresa realiza sua cobrança. Entre os segmentos mais afetados está o de comércio eletrônico. Com o novo sistema, quando um consumidor optar por fazer uma compra com boleto, o documento precisará antes passar pelo sistema do banco. Hoje, esse processo é feito de forma automática pelo site.

As vantagens do novo sistema, porém, devem mais do que compensar a mudança no procedimento, segundo Dênis Corrêa, gerente­-executivo da diretoria de soluções empresariais do Banco do Brasil. No BB, além de o sistema permitir a emissão e o registro do boleto de forma simultânea durante a compra, o processamento da operação será feito em 30 minutos, contra um dia que a loja precisa esperar hoje para saber se o boleto foi pago e despachar o pedido. “Trata­se de um benefício tremendo para o comércio”, diz.

Quem também deve mudar a forma de atuação em consequência da mudança são as entidades que se valem da emissão de boletos como forma de arrecadar recursos, como as ONGs, associações e igrejas. Como a maioria dos títulos não é paga, o custo do registro pode não valer a pena.

De forma indireta, o novo sistema de cobrança de boletos pode afetar até a competição bancária. Com a possibilidade de pagamento de boletos vencidos em toda a rede, instituições de menor porte devem ganhar maior competitividade em serviços prestados a empresas. “Com a mudança, cai por terra o argumento de que as empresas precisam de um banco com rede de agências em cash management [gestão de caixa]”, afirma Annali Duarte, diretora dos negócios de transações bancárias do BofA.

Fonte: Valor Econômico