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Bancos

Marabá: teto da agência do Banpará desaba e aproveitadores levam o despojo

O prédio em questão está localizado na VP-8, principal via do comércio do núcleo Nova Marabá e foi construído no início da década de 1980

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

No início do feriado de Carnaval, o teto da antiga agência do Banpará, em Marabá, desabou e começou a atrair saqueadores, que passaram a retirar a fiação elétrica, peças de vidro, fechaduras e outros utensílios que permaneciam no prédio.

O prédio em questão está localizado na VP-8, principal via do comércio do núcleo Nova Marabá e foi construído no início da década de 1980, mas com paredes frágeis. Por diversas vezes a reforma do prédio foi adiada, apesar de técnicos terem indicado o risco de queda do teto.

Em março de 2015, todavia, finalmente a direção do Banpará alugou um prédio do grupo Leolar, a 200 metros dali, quase ao lado da Delegacia da Polícia Federal para abrigar a Agência Central do banco em Marabá.

Está prevista a construção de um novo prédio, ou adaptação do antigo, mas, passados dois anos, isso nunca aconteceu. Na noite de sexta-feira, em meio a uma chuva forte e ventania intensa, o teto do agência veio ao chão, levando medo para moradores de uma vila de Quitinetes localizada ao lado do velho banco. “A gente achava, no começo, que tinham jogado bomba na agência do Bradesco, que fica ao lado. Eu e minha esposa deitamos no chão e esperamos o pior”, mas só depois de 20 minutos que desconfiamos que não eram bandidos, porque o silêncio permanecia”, conta o comerciante Carlos André Souza.

No domingo, 27, quando a reportagem do blog esteve no local, algumas pessoas percorriam o interior do prédio arrasado atrás do que levar para casa – para ficar ou para vender e ganhar algum dinheiro.

A reportagem do Blog tentou falar por telefone com Diomar Freitas de Araújo, gerente de serviços internos do Banpará em Marabá, mas ela não atendeu às ligações nem na segunda nem terça-feira.

O governo do Estado vai colecionando aluguéis em Marabá, embora tenha prédios próprios para abrigar serviços públicos. É o caso do curso de medicina no município. As obras do prédio próprio iniciaram em 2011 e deveriam estar prontas no ano seguinte para abrigar as turmas que estavam entrando, mas até hoje os estudantes continuam tendo aulas em salas da Faculdade Metropolitana, para quem o Estado paga aluguel caro. Enquanto isso, as obras do prédio estão paradas.

Mais recentemente, o Estado alugou um prédio para abrigar a sede da Sespa em Marabá, para reformar o espaço próprio localizado no bairro Novo Horizonte. Passados três meses, nenhuma obra foi iniciada no local.

Bancos

Boleto bancário poderá ser pago em qualquer instituição após vencimento

Inovação irá diminuir as fraudes com boletos, que desviaram cerca de R$21 milhões de clientes nos últimos meses

A forma como milhões de brasileiros pagam suas contas começa a mudar a partir de março. Alvo de fraudes milionárias nos últimos anos, os boletos bancários vão ficar mais modernos. O benefício mais visível para o cliente será a possibilidade de pagamento em qualquer banco mesmo após a data de vencimento.

Por trás da inovação, está um projeto da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) que fará com que todos os boletos passem a ser registrados em uma única plataforma até o fim do ano. A nova forma de cobrança também mudará a forma como empresas e instituições financeiras organizam os pagamentos.

O número de boletos emitidos no país chegou a 3,7 bilhões em 2015. A movimentação chamou a atenção de quadrilhas que se especializaram em fraudar os documentos. Sem o registro, o banco só toma conhecimento da emissão do boleto quando o documento bate na compensação, o que facilita a ação dos criminosos. No ano passado, o volume de recursos desviados com o golpe chegou a R$ 320 milhões, de acordo com dados preliminares da Febraban.

Com o novo sistema, a empresa que emitir uma cobrança precisa enviar os dados para o banco, que alimenta a plataforma. No momento do pagamento, os dados do código de barras serão comparados com os registrados no sistema. “Se as informações não estiverem na base, ou o boleto foi fraudado ou não foi registrado”, afirma Walter de Faria, diretor­-adjunto de operações da Febraban.

A nova plataforma também deve evitar outros problemas recorrentes envolvendo boletos, como o erro no preenchimento de informações e o pagamento de títulos em duplicidade, segundo Faria. As mudanças ocorrerão de forma gradual. Em março, entrarão no sistema os boletos com valor acima de R$ 50 mil. Dois meses depois, as faturas a partir de R$ 2 mil passarão a ser registradas. O cronograma se estende até dezembro, quando 100% das cobranças devem estar na plataforma.

O processo de adaptação dos sistemas de bancos e empresas emissoras corre bem e não deve haver atrasos, segundo o executivo. Originalmente, o sistema estava previsto para entrar em operação no início deste ano.

Embora o registro não seja obrigatório, Faria espera que a adesão seja ampla, já que os títulos que não estiverem na plataforma só poderão ser pagos no banco ao qual estão vinculados. “Além disso, os fraudadores provavelmente vão monitorar as empresas que decidirem operar o sem registro”, afirma. A perspectiva da entrada no novo sistema de cobrança ainda não inibiu as quadrilhas especializadas no chamado “golpe do boleto”. “A percepção é que houve uma migração recente da fraude de pessoas físicas para organizações maiores”, afirma Fernando Carbone, diretor da Kroll, consultoria de riscos que tem sido contratada por empresas lesadas com o golpe. Carbone diz que a soma de recursos desviados de clientes nos últimos meses foi de aproximadamente R$ 21 milhões.

Em geral, a fraude ocorre com um vírus instalado no computador do pagador do boleto. Mas as quadrilhas também se especializaram em encontrar falhas na página da internet ou e até em obter informações com funcionários da empresa emissora do boleto, segundo o diretor da Kroll. Além de dificultar a ação dos golpistas, o registro dos boletos na plataforma vai mudar o cotidiano de uma série de companhias. A principal preocupação é com o aumento de custos. O valor da cobrança registrada vai depender da negociação com os clientes, mas a tendência é que seja maior do que o sistema atual. “Os bancos podem negociar um valor menor no registro e compensar com uma tarifa nos títulos que forem liquidados”, diz Eduardo Morishita, gerente de Produtos do Bank of America Merrill Lynch (BofA). Os impactos da mudança serão diferentes dependendo da forma que cada empresa realiza sua cobrança. Entre os segmentos mais afetados está o de comércio eletrônico. Com o novo sistema, quando um consumidor optar por fazer uma compra com boleto, o documento precisará antes passar pelo sistema do banco. Hoje, esse processo é feito de forma automática pelo site.

As vantagens do novo sistema, porém, devem mais do que compensar a mudança no procedimento, segundo Dênis Corrêa, gerente­-executivo da diretoria de soluções empresariais do Banco do Brasil. No BB, além de o sistema permitir a emissão e o registro do boleto de forma simultânea durante a compra, o processamento da operação será feito em 30 minutos, contra um dia que a loja precisa esperar hoje para saber se o boleto foi pago e despachar o pedido. “Trata­se de um benefício tremendo para o comércio”, diz.

Quem também deve mudar a forma de atuação em consequência da mudança são as entidades que se valem da emissão de boletos como forma de arrecadar recursos, como as ONGs, associações e igrejas. Como a maioria dos títulos não é paga, o custo do registro pode não valer a pena.

De forma indireta, o novo sistema de cobrança de boletos pode afetar até a competição bancária. Com a possibilidade de pagamento de boletos vencidos em toda a rede, instituições de menor porte devem ganhar maior competitividade em serviços prestados a empresas. “Com a mudança, cai por terra o argumento de que as empresas precisam de um banco com rede de agências em cash management [gestão de caixa]”, afirma Annali Duarte, diretora dos negócios de transações bancárias do BofA.

Fonte: Valor Econômico

Sem licitação, Banco do Brasil ganha contrato com Prefeitura de Marabá e pagará R$ 15 milhões para ter a Folha de Pagamento

Ulisses Pompeu – de Marabá

A Prefeitura de Marabá vai vender, mais uma vez, os direitos de processamento da folha de pagamento dos servidores municipais ao Banco do Brasil, agora por R$ 15 milhões. O banco será responsável por fazer o depósito do salário de 9.702 funcionários ativos, mais inativos durante 60 meses (cinco anos), podendo ser prorrogado por mais um ano.

A contratação do serviço de banco é para recolhimento de tributos, impostos, taxas, dívida ativa e demais receitas públicas devidas à municipalidade, processamento de toda a folha de pagamento, disponibilização dos contracheques e utilização do banco de preços para realização de pregões e outros serviços bancários.

O Banco do Brasil ganhou o direito de pagar a folha não através de licitação, como ocorre em outras partes do País. Esse serviço é operado pelo BB há mais de 20 anos em Marabá, sempre gerando dividendos para o município. O contrato em vigor expira agora no final de dezembro, segundo apurou a Reportagem.

O secretário municipal de Administração, Ademir Martins, informou que não tinha detalhes do contrato com o Banco do Brasil. Outra fonte do blog dentro da Prefeitura disse que não tem certeza se a renovação do contrato com o banco sai ainda este ano, mas caso isso ocorra, a administração atual só pode ter acesso a 50% do valor total, ou seja, R$ 7,5 milhões. “O banco não libera mais todo o recurso, pois o TCU (Tribunal de Contas da União) não permite que se pague o valor total no final de um governo. Se entrar esse ano, será só 50% e o restante na gestão do Tião Miranda”, explicou o informante, que pediu reserva de seu nome.

Mesmo assim, esse seria um valor bastante razoável para uma prefeitura como Marabá, que está com dificuldades de fazer caixa para pagar a folha de pagamento de novembro, dezembro e ainda o décimo terceiro salário. No mês de novembro, a Folha de Pagamento bruta da Prefeitura ficou em R$ 26.007.507,93.

Todos os servidores da Prefeitura, teoricamente, recebem via Banco do Brasil. Todavia, há a opção de fazer uma conta-salário em outro banco por causa da lei da portabilidade, onde o valor de pagamento é repassado automaticamente à instituição financeira de preferência do trabalhador.

O Banco do Brasil ganha bastante mantendo as contas da prefeitura em suas agências. Além de taxas cobradas no dia a dia, o banco também fatura alto com empréstimos consignados e uso de limite da conta por parte de milhares de servidores municipais.

O edital de Dispensa de Licitação foi publicado no Diário da Famep (Federação das Associações dos Municípios do Estado do Pará) pela Comissão de Licitação da Prefeitura.

O grande questionamento que se faz neste momento é: por que não foi feita licitação desse serviço, como ocorre em cidades do porte de Marabá para cima? É importante frisar que Caixa Econômica, Bradesco e Itaú têm condições de pagar a folha da Prefeitura e gerenciar outros serviços.

Para questionar esse assunto, a Reportagem procurou o secretário municipal de Finanças, George Hiroshy Acácio, mas ele informou que não sabia de nada sobre a renovação desse contrato. O presidente da Comissão Permanente de Licitação Chardes Chaves dos Santos, também procurado, afirmou que não passaria nenhuma informação por telefone e convidou o repórter a ir à sede da Sevop na manhã desta quarta-feira, 21, que ele passaria todas as informações. Todavia, não apenas ele não compareceu como não atendeu mais as ligações.

A Assessoria de Comunicação da Prefeitura também foi procurada, e Eleutério Gomes informou que o prefeito João Salame iria enviar uma nota para esclarecer por que não houve processo de licitação para esse serviço. Todavia, até o momento da publicação a nota não chegou ao blog.

Congem não fez vista grossa

A reportagem teve acesso ao parecer da Congem sobre o tema. Nele, há referência da existência de proposta apresentada também pela Caixa, Bradesco e Itaú, mas não tivemos acesso aos valores destas outas instituições financeiras. Mas a PMM buscou apenas uma planilha de cotação junto a esses outros bancos, sem realizar licitação. A Congem diz que a Secretaria de Administração justificou a escolha do Banco do Brasil “por considerá-la adequada, tendo em vista que a mesma atende às necessidades da Secretaria Municipal de Administração e já prestou serviços com qualidade e tempo hábil.

Em seu parecer datado do dia 9 deste mês de dezembro, a Congem informou o seguinte: “O entendimento dessa Controladoria é de que diante do regime privado e concorrencial aplicável para empresas estatais que desempenhem atividade econômica em sentido estrito (Banco do Brasil), não há como se considerar dispensável a licitação para contratação de bancos públicos no caso presente, uma vez que isso implicaria numa vantagem que contraria frontalmente a Constituição Federal.

Caberia dispensa de licitação para os casos dos itens exclusivos, conforme planilha de cotação, mas para os itens que podem ter competição entre as instituições financeiras, o aconselhável é que se proceda à licitação.

Todavia, a Congem usa de pareceres recentes do TCU sobre a matéria. Informa que este último se manifesta no sentido de que a administração pública possui discricionariedade para optar pelo processo licitatório ou pela dispensa de licitação.

Mais à frente, a Congem faz uma observação importante sobre esse assunto: “Quanto à demonstração de vantajosidade, esta não restou devidamente comprovada, posto que os itens 2 e 6 estão acima dos preços médios orçados pela Administração, bem como necessários esclarecimentos quanto às propostas apresentadas pelas instituições financeiras, posto que o Banco do Brasil apresentou proposta direta para o município de Marabá. Por sua vez, as demais instituições tiveram os orçamentos extraídos dos respectivos sítios eletrônicos, com preços de serviços para qualquer interessado, sem opção de lançarem proposta específica para o município”.

Dentre outras orientações e alertas, a Congem informou também aos responsáveis pela Dispensa de Licitação: “É necessário que se esclareça nos autos como será feita a contrapartida por parte da instituição financeira ao município de Marabá, bem como, qual a periodicidade”.

Michel Temer

Presidente Temer anuncia projeto-piloto a ser instalado em Marabá

Até o fim do próximo ano, um projeto-piloto será aplicado em cinco cidades brasileiras

Marabá está na rota do governo federal para instalação de um projeto-piloto juntamente com outros quatro municípios do Brasil. O presidente Michel Temer e a equipe econômica anunciaram um pacote de medidas de estímulo do Governo à economia. As ações incluem apoio ao crédito e desburocratização para empresas, incentivo à redução dos juros do cartão e parcelamento especial para quitação de dívidas com a Receita de pessoas físicas e jurídicas. O principal objetivo é reduzir o endividamento, incentivar o crédito e estimular o emprego e, assim, “ativar a economia”, nas palavras de Temer.

Confira as medidas anunciadas:

O governo pretende estender a nota fiscal eletrônica para a prestação de serviços a todos os municípios. Até o fim do próximo ano, um projeto-piloto será aplicado em cinco cidades: Belo Horizonte, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Marabá (PA). Em 2018, o sistema será estendido a todos os municípios.

Regularização de dívidas

O Programa de Regularização Tributária permitirá parcelar débitos de pessoas físicas e jurídicas vencidos até 30 de novembro de 2016. Será possível, ainda, a quitação de dívidas previdenciárias com créditos de qualquer tributo administrado pela Receita Federal e uso de créditos de prejuízos fiscais.

Multa do FGTS

Por meio de um projeto de lei complementar, o governo quer eliminar a multa, hoje em 10% sobre o saldo do FGTS, cobrada nos casos de demissão sem justa causa. O objetivo é reduzir um ponto percentual por ano, durante dez anos. Ao anunciar a medida, o presidente Michel

Temer defendeu que os valores não são repassados aos trabalhadores e disse que a multa “naturalmente onera os empresários”.

Distribuição do resultado do FGTS

Haverá uma distribuição de metade do resultado líquido do fundo para as contas dos trabalhadores. O cálculo será apurado após todas as despesas, inclusive com subsídio para habitação. Segundo o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, o objetivo é ampliar a remuneração dos valores depositados em pelo menos dois pontos percentuais, fazendo com que o rendimento fique mais semelhante ao que o trabalhador teria se depositasse o dinheiro na poupança.

Desburocratização

O governo anunciou uma simplificação do pagamento de obrigações trabalhistas. Será estendido às empresas o eSocial, sistema que simplifica a quitação de obrigações trabalhistas e previdenciárias dos empregados domésticos. A versão para empresas entrará em fase de teste em julho de 2017. O sistema será obrigatório para grandes empresas em janeiro e para as demais em julho de 2018.

Crédito

Pessoas jurídicas com faturamento anual de até R$ 300 milhões poderão ser consideradas micro, pequenas e médias empresas para ter acesso ao crédito, segundo esse quesito, junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Microcrédito produtivo

Ampliação do limite de enquadramento no programa de microcrédito produtivo de R$ 120 mil para R$ 200 mil de faturamento por ano. Além disso, o governo pretende alterar regras operacionais para facilitar concessão e acompanhamento do crédito. Também vai ampliar o limite de endividamento total de endividamento de R$40 mil para R$ 87 mil.

Crédito imobiliário

Regulamentação da Letra Imobiliária Garantida, instrumento de captação para o crédito imobiliário, a fim de ampliar a oferta no longo prazo para a construção civil. A regulamentação será por resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Redução do spread

O spread é a diferença entre o que os bancos pagam para captar recursos e o que cobram para emprestá-los. Para reduzi-lo e estimular o crédito, o governo pretende criar um sistema eletrônico de duplicatas. Por meio de uma medida provisória, será criada uma central de registro de duplicatas emitidas pelas empresas e de recebíveis do cartão de crédito.

Cadastro Positivo

Como o cadastro positivo teve baixa adesão em função da burocracia, a inclusão do consumidor passará a ser automática e a exclusão dependerá de manifestação. A mudança será implementada por meio de medida provisória.

Redução dos juros do cartão de crédito

Também via medida provisória, o governo pretende permitir a diferenciação de preço entre as formas de pagamento: dinheiro, boleto, cartão de crédito e débito. Com isso, espera estimular a competição entre as diferentes modalidades e contribuir para a redução dos juros do cartão de crédito.

Lojista

Via medida provisória, será reduzido o prazo que o lojista leva para receber o valor de um bem pago com cartão de crédito. Hoje, o comerciante leva em média 30 dias para receber o pagamento, o que segundo a equipe econômica do governo se reflete no aumento dos juros do cartão. Outra medida com impacto no comércio é a universalização das máquinas de cobrança nos estabelecimentos comerciais, que serão compatíveis com todas as bandeiras de cartões de crédito, impedindo a exclusividade. O prazo de implementação da medida, já determinada anteriormente pelo Banco Central, é até 24 de março de 2017.

ICMS

Os formulários de declaração do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado pelos estados, serão incluídos no Sistema Público de Escrituração Contábil (SPED), simplificando a operação. Em julho, o layout de escrituração simplificada estará disponível. O projeto-piloto passará a ser aplicado em dezembro de 2017.

Rapidez na restituição e compensação de tributos

Simplificação dos procedimentos de restituição e compensação dos tributos administrados pela Receita Federal, inclusive a compensação entre a contribuição previdenciária. Até junho, o governo pretende acelerar o ressarcimento das contribuições previdenciárias. Para os demais tributos, os novos procedimentos entrarão em vigor em dezembro de 2017.

Abertura e fechamento de empresas

Simplificação do processo de registro e de fechamento de empresas por meio da criação de uma rede nacional que integrará o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) com todos os órgãos de registros e licenciamento.

Registro de imóveis

Unificação do registro de imóveis, títulos e documentos por meio do Sistema Nacional de Gestão de Informações Territoriais (Sinter). O cadastro unificado entrará em vigor em junho para os imóveis rurais. Até dezembro, os cartórios de registros serão integrados.

Comércio exterior

Expansão do portal único de comércio exterior, com a consolidação, em um único ponto de entrada, do encaminhamento de todos os documentos e dados exigidos nas operações. A meta é reduzir em 40% o tempo para procedimentos de importação e exportação. A unificação dos formulários entrará em vigor em março para as exportações e em dezembro para as importações. (Com informações do Blog do Planalto)

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Sicredi Carajás promove palestra sobre Educação Financeira em Parauapebas

Nesta sexta-feira (20/05), a cooperativa Sicredi Carajás PA promoveu palestra sobre Educação Financeira para alunos da Escola Estadual de Ensino Médio Eduardo Angelim, em Parauapebas-PA.

Durante a palestra, foram abordados temas como orçamento doméstico, planejamento financeiro e técnicas para fugir do endividamento. A iniciativa visa contribuir para a promoção de conhecimento, informação e orientação para fomentar o hábito de poupar e trabalhar em prol da educação financeira.

O evento faz parte da 3ª Semana ENEF (Estratégia Nacional de Educação Financeira), um programa criado pelo Comitê Nacional de Educação Financeira (CNEF) para promover a educação financeira e contribuir para a eficiência e solidez do mercado financeiro. O CNEF é presidido pelo Banco Central do Brasil.

As ações que acompanham a Semana ENEF, que vão de 16 a 22 de maio, são gratuitas, de interesse público e não podem envolver caráter comercial nem recomendar produtos ou serviços.  Mais informações sobre a Semana de Educação Financeira podem ser acessadas emhttp://www.sicredinasemanaenef.com.br/ .

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa com mais de 3 milhões de associados e 1.380 pontos de atendimento, em 11 Estados do País*. Organizado em um sistema com padrão operacional único, conta com 95 cooperativas de crédito filiadas, distribuídas em quatro Centrais regionais, acionistas da Sicredi Participações S.A., uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo que controla uma Corretora de Seguros, uma Administradora de Cartões e uma Administradora de Consórcios.

 

Inadimplência e endividamento: como evitar os vilões da conta bancária?

Por Felipe Azevedo*

Como resistir à tentação do consumo? Uma smart TV de última geração, um banho de loja, mais um sapato para a coleção, um carro novo, uma viagem para o exterior… São tantas as aspirações que o salário do mês não dá conta de suprir as despesas fixas, os gastos necessários e os custos extraordinários. Isso somado ao cenário de recessão prolongada em que o País atravessa – e considerando ainda a alta taxa de desemprego –, resulta em índices elevados de inadimplência.

Segundo dados da Serasa Experian, o Brasil começou 2016 com 59 milhões de consumidores inadimplentes. É o maior número desde que a pesquisa começou a ser feita, em 2012. Ao todo, as dívidas não quitadas somam R$ 225 bilhões. Isso demonstra que a saúde financeira de grande parte dos consumidores está fragilizada e muitos deles envolvidos em verdadeiras bolas de neve movidas a altas taxas de juros.

Diante disso e do exercício diário de fazer render o salário para suprir todas as dívidas, a pergunta que não quer calar é: como manter a saúde financeira da conta corrente, suprindo as despesas fixas e ainda reservar uma renda para gastos extras?

O primeiro passo é realizar um detalhamento das receitas e das despesas para se ter uma visão clara do que se ganha e onde se gasta o dinheiro. Após isso, deve-se realizar um levantamento completo das dívidas e juros com o objetivo de repactuar o saldo devedor em um único empréstimo a juros menores (notadamente, tentar substituir dívidas com juros elevados como cheque especial e rotativo de cartão de crédito por crédito pessoal). E, obviamente, deve-se atentar para que as dívidas caibam dentro do orçamento para que não haja necessidade de novas repactuações com nova incidência de juros – aumentando o custo total da dívida.

O segundo passo é programar o orçamento, como forma de manter o fluxo de caixa saudável. Para isso, sugerimos seguir a regra dos 50-15-35. Até 50% da renda líquida deve ser direcionada ao pagamento das despesas essenciais (moradia, saúde, alimentação, educação, transporte, etc.). No mínimo 15% da renda deve ser destinada a formação de uma reserva financeira, que pode ser uma poupança ou uma previdência, visando a manutenção do padrão de vida no futuro, aquela viagem de férias tão sonhada, ou mesmo para alguma despesa não planejada que venha a ocorrer.

Após garantir que os gastos essenciais e a reserva financeira foram atendidos, os 35% restantes serão destinados a despesas pessoais e voluntárias, como academia, lazer, restaurantes, ou mesmo aquela nova smart TV de última geração, diluída em suaves prestações ao longo do ano. Essas despesas representam uma escolha de estilo de vida em que se prioriza o que mais se gosta. É essencial o entendimento de que essas despesas devem sempre vir depois de atendidas as despesas essenciais e a reserva financeira.

O ideal é que se consiga poupar os valores antecipadamente, para negociar descontos em uma compra à vista e evitar os juros de um parcelamento. Agora, caso o parcelamento da compra seja realmente necessário, as parcelas devem ser programadas de forma que caibam no bolso justamente para não ter que recorrer a novos empréstimos. É recomendado que se mantenha sempre uma reserva financeira de pelo menos três vezes a receita bruta mensal da família. É sempre importante frisar que, permanentemente, deve-se avaliar se o estilo de vida está condizente ao salário recebido. Se estiver fora desse contexto, o certo é rever o valor das parcelas para que seja possível cumprir os compromissos do mês.

Uma tabela para controle de despesas e manutenção do fluxo de caixa pode ser uma boa alternativa para você ter consciência do rumo que a sua vida financeira está seguindo. Assim terá claramente um panorama geral da condição financeira e disponibilidade de caixa para novos parcelamentos.

O controle do fluxo de caixa mensal é uma questão de hábito e desta forma é possível passar rapidamente do papel de devedor para o papel de poupador. Isso é reforçado pelo Sicredi no relacionamento com seus associados por meio de assessoria no planejamento financeiro. Inclusive, vale ressaltar as Cooperativas de Crédito costumam trabalhar com taxas de juros inferiores às principais instituições financeiras do mercado. Naturalmente, quanto menor o juro sobre uma determinada dívida, menor será o desembolso financeiro para quitá-la. Ao ser associado a uma Cooperativa de Crédito, existe ainda a garantia de um recurso extra para incrementar o orçamento, pois há a participação nos resultados (sobras) da Cooperativa. Esse recurso pode auxiliar na quitação ou antecipação de pagamento de eventuais dívidas/compromissos ou ainda aumentar a poupança (ou qualquer outra reserva) para necessidades futuras.

* Gerente de Produtos de Investimento do Banco Cooperativo Sicredi

Parauapebas

Sicredi Carajás-PA promove Feirão de Renegociação de Débitos em Parauapebas

A Sicredi Carajás-PA realiza no período de 9 a 13 de maio um Feirão de Renegociação de Débitos. A ação visa oferecer alternativas de quitação para associados que tenham débitos em aberto nas unidades de Parauapebas (Cidade Jardim e Cidade Nova). No entanto, o atendimento estará concentrado na Unidade de Atendimento Cidade Nova.

Os interessados poderão comparecer à unidade das 9h às 17h. Segundo a cooperativa, serão oferecidos descontos e condições especiais para os associados que renegociarem suas pendências financeiras. Os descontos podem chegar até a 95% nos juros de dívidas vencidas, possibilitando com que o associado possa chegar na melhor condição para quitar as suas dívidas.

Conta bancária poderá ser aberta e encerrada pela internet

O Conselho Monetário Nacional aprovou resolução que permite que as instituições financeiras abram e encerrem contas de depósitos para pessoas físicas pela internet. A medida foi divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira, 25.

O serviço é opcional e já pode ser oferecido pelos bancos, desde que eles disponham de mecanismos de controle para verificar a identidade dos clientes.

Pela resolução 4.480/16, os bancos deverão adotar procedimentos e controles que permitam confirmar e garantir a integridade, a autenticidade, a confidencialidade e a segurança das informações e documentos eletrônicos exigidos, bem como adotar procedimentos para assegurar a confiabilidade das tecnologias empregadas no processo. Para tanto, será admitida a utilização de assinatura digital, que poderá ser coletada por meio de dispositivos eletrônicos.

Às contas abertas por meio eletrônico se aplicarão as demais regras para conta de depósito, inclusive as relativas à situação cadastral, a tarifas, ao fornecimento de informações cadastrais, à adequação de produtos e serviços financeiros e à prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.

 

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