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Polícia Federal

Operação Caceia, da PF, pega tubarões do Seguro-Defeso em sete municípios do Pará

Durante 25 anos eles desviaram recursos no valor de R$ 2,3 bilhões pagos a falsos pescadores em detrimento dos legítimos trabalhadores da pesca

Por Eleutério Gomes – de Marabá

A Polícia Federal (PF) segue interrogando, durante toda esta terça-feira (13), as 11 pessoas presas preventivamente durante a Operação Caceia deflagrada pela manhã, em Jacundá, Breu Branco, Goianésia do Pará, Tucuruí, Ananindeua, Cachoeira do Arari e Belém, acusadas de fraude contra o Seguro-Defeso no Pará.

Com a mobilização de 140 agentes federais e a Força-Tarefa Previdenciária do INSS foram cumpridos ainda 17 mandados de busca e apreensão e cinco de condução coercitiva. Dos 12 mandados de prisão preventiva, apenas um não foi cumprido, pois o suspeito não foi localizado. Uma vereadora da Câmara Municipal de Cachoeira foi conduzida coercitivamente para depor. A PF não divulgou nomes nem fotografias dos acusados.

A fraude consistia em conceder o benefício, que deveria sustentar pescadores artesanais durante o defeso da piracema, a pessoas que nunca trabalharam com pesca, como servidores públicos, pequenos empresários, comerciantes, donos de salão de beleza e outras recrutadas para obter o seguro ilegalmente e que sabiam que estava cometendo crime, segundo o delegado Ricardo Viana, chefa da Delegacia de Polícia Federal em Marabá, em coletiva pela manhã.

Ele contou que a fraude vem ocorrendo há 25 anos, período em que foram desviados mais de R$ 2 bilhões. “Desde quando o programa foi consolidado, o governo federal já liberou R$ 11 bilhões, desse total, R$ 2.908.032.006,05 para o Estado do Pará e, desse valor, R$ 2,3 bilhões, 80%, foram para o pagamento de pessoas que não são pescadores”.

 A Polícia Federal começou as investigações a partir de várias denúncias de pescadores legítimos que, quando procuravam colônias de pesca, sindicatos ou associações para requerer o Seguro-Defeso, pago na época da piracema, de novembro a fevereiro anualmente, encontravam barreiras para conseguir o benefício, enquanto o esquema criminoso beneficiava outras pessoas.

“A fraude envolvia presidentes colônias de pesca, associações e sindicatos de pescadores, servidores públicos e pessoas vinculadas a casas lotéricas, porque, para que fossem feitos os levantamentos desses valores de forma fraudulenta, sem que isso chamasse a atenção das autoridades, isso era feito numa determinada casa lotérica”, explica Ricardo Viana, informando que esse estabelecimento, por onde passava todo o montante desviado, fica em Belém.

Indagado sobre denúncias de fraude em Nova Ipixuna, o delgado disse que essa é a terceira operação desse tipo no Pará e a segunda coordenada pela PF de Marabá e ressaltou que, como o crime vem acontecendo há 25 anos, é possível que ocorra sim naquele município assim como acontece em Belém e até no Distrito Federal, “onde há muitos pescadores, o que não é condizente com a realidade da Capital Federal”.

Todo o material apreendido está sendo analisado pela PF e pela Força-Tarefa Previdenciária, para que se tenha uma dimensão maior e se chegue a conclusões mais firmes e seguras “para que a Justiça possa chegar a uma decisão firme e segura pautada nesses elementos de prova”.

“Foi apreendido muito dinheiro e farta documentação envolvendo fraudes no Seguro-Defeso, muitos cartões de beneficiários do Bolsa-Família e muitos Cartões Cidadão, utilizados pelos beneficiários desses programas sociais”, relata o delegado.

Os crimes

Os envolvidos na fraude foram enquadrados nos crimes de estelionato contra entidades de direito público, corrupção passiva e ativa, falsificação de documentos, falsidade ideológica e inserção de dados falsos no sistema de informação. “Se contabilizadas por baixo, só as penas mínimas, cada um deles vai pegar mais de 30 anos de prisão”, comenta Ricardo Viana. Os presos se encontram em cadeias de Tucuruí e de Belém.

Caceia

A operação se chama Caceia por significar um “conjunto das redes que, amarradas entre si, são lançadas no mar alto pelos barcos de pesca” em alusão à grande rede de arrasto criminosa formada por membros de entidades sindicais, associativas, servidores públicos, correspondentes bancários e falsos pescadores, para fraudar e vilipendiar os já escassos recursos públicos destinados a programas sociais de distribuição de renda.

Belém

Em Belém, homem nu invade ônibus do transporte coletivo e posa para foto

Passageiros ficaram assustados quando homem invadiu coletivo e sentou na cadeira do motorista

Um homem não identificado assustou passageiros de um ônibus em Belém, capital do Pará, nesta quarta-feira (7), quando entrou sem roupas no coletivo, numa das principais e mais movimentadas vias da cidade, a Avenida Almirante Barroso. Ele ainda posou para uma foto, na cadeira do motorista. As informações são do site Diário Online.

Inicialmente, um representante do Sindicato dos Rodoviários local informou que o homem era motorista do coletivo e que sofria transtornos psicológicos, o que teria causado o surto durante o trabalho. A entidade informou ainda, nesta quarta, que o profissional foi auxiliado por colegas de outros ônibus, que o levaram para casa.

No entanto, horas depois, a entidade informou que o homem não era motorista do ônibus. “Inicialmente, recebi a informação errada. Na verdade, o motorista parou o veículo e um homem com problemas psicológicos que estava nu na rua entrou no carro”, explicou Huelem Ferreira, presidente do sindicato.

Ainda segundo o Diário Online, há pouco mais de um ano, outra situação curiosa ocorreu em um ônibus que circulava na grande Belém, quando uma passageira foi atingida no braço por uma flecha enquanto estava dentro do coletivo.

Polícia Militar

Em Belém, policial militar amamenta recém-nascido enquanto pai é interrogado

Sob forte pressão devido ao acontecido em Pau D'Arco no final do mês passado, a PM mostra que algumas atitudes da corporação ainda provocam emoção.

Por Jéssica Lauritzen – Extra

Uma história compartilhada nas redes sociais pela Polícia Militar do Pará gerou comoção entre internautas. Na noite da última sexta-feira, por volta das 20h, enquanto um homem, que carregava um recém-nascido no colo era interrogado por agentes, a soldado Anamaria Figueiredo se prontificou para amamentar o bebê, fazendo-o parar de chorar.

A soldado estava de serviço com os colegas de farda Luis Carlos L. Silva, Bruna e Elenise pela Avenida Presidente Vargas, no Centro de Belém, quando Silva decidiu abordar o homem, encontrado na rua com o bebê no colo. Enquanto ele era interrogado sobre a criança e explicava ser o pai, Anamaria se sensibilizou com o choro intenso do bebê, imaginando que ele estava com fome.

Segundo o post, ela se ofereceu para amamentar o recém-nascido. Com o consentimento do pai, a equipe buscou um local reservado para que a policial pudesse alimentar o bebê. A intenção era acalmar a criança, de acordo com a agente, que é mãe de um menino de pouco mais de dois anos.

” A criança estava chorando muito agoniada e isso mexeu com toda a guarnição. Meu gesto foi simples e de amor ao próximo. Bebês não falam, só choram, então fiz com autorização do comandante da guarnição e do pai, enquanto procuravam a mãe e a documentação deles e da criança”, explicou Anamaria, salientando que não esperava a grande repercussão da notícia.

“Com esse pequeno e singelo gesto, todos saíram felizes. Em especial, os nossos guerreiros militares que honraram a farda e contribuíram para a construção de um mundo melhor. Juntos, chegaremos lá!”, diz a mensagem publicada pela Polícia Militar do Pará no Facebook.

Ainda na rede social, a PM informou que, segundo o depoimento, a mãe, mesmo estando ainda de resguardo, já havia voltado ao trabalho e naquele dia teria ido pegar um dinheiro na casa do patrão. O casal se sustenta financeiramente como lavadores e guardadores de carros e foi liberado após apresentar documentos à polícia.

Diversos internautas elogiaram a atitude da profissional e se declararam emocionados. Outros, no entanto, usaram o espaço de comentários no post para questionar o comportamento do homem até então suspeito.

Marabá

Dirigentes empresariais repudiam fim dos voos da Gol em Marabá

Acim suspeita de cartelização e Sindicom diz que é um retrocesso para a região.

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Marabá (Acim), Ítalo Ipojucan Costa, é um absurdo que Marabá fique “refém de políticas combinadas das poucas companhias nacionais”. Ele suspeita, inclusive, que esteja havendo uma cartelização do setor, “prejudicando sobremaneira toda a população da região”.

Ítalo afirma que o número de embarques e desembarques em Marabá se mantém estável e isso define a cidade como o principal destino da região. “A Latam saiu da rota Marabá-Belém-Marabá. Agora somos surpreendidos com a Gol indisponibilizando mesmo trecho no seu site a partir de julho”, lamenta o presidente da Acim, acrescentando que as alternativas para Brasília também ficaram reduzidas.

“De imediato vamos voltar a ter os preços mais caros do país”, prevê Ítalo Ipojucan, conclamando os dirigentes de outras categorias a encontrar uma saída: “Temos de encontrar aliados para esse enfrentamento”.

Para o diretor-técnico do Sindicato do Comércio de Marabá (Sindicom), Raimundo Gomes Neto, o encerramento das atividades da Gol em Marabá não passa de um retrocesso, na medida em que a cidade é um polo regional servido pelos modais rodoviário, ferroviário e, em breve, hidroviário e que oferece um aeroporto de muito boa qualidade.

“Perder o voo entre Marabá e Belém é andar para trás. Já vínhamos sentindo isso com a suspensão dos voos de quarta-feira e sábado”, salienta Neto, prevendo que “daqui a pouco a Latam também retira o único voo que mantém em Marabá”, ficando só a Azul cujos aviões são de pequeno porte, obrigando as pessoas a viajarem de ônibus para a capital. “Isso significa maior tempo nas viagens. E tempo, como se sabe, é dinheiro”, adverte o diretor do Sindicom.

Segundo a agente de viagens e turismo, Nilva Resplandes, proprietária de uma das maiores empresas do setor em Marabá, a saída da Gol representa uma perda muito grande e “já começou a gerar muita reclamação de clientes”. “Isso vai dificultar os negócios. Espero que a Acim possa encabeçar uma ação e reverta esse quadro”, declarou ela.

Em nota sucinta enviada ao blog, a empresa diz que “a malha da Gol é dinâmica e constantemente revisada para melhor atender à demanda de seus clientes e movimentos do mercado. A partir de julho de 2017, a rota Marabá-Belém, será descontinuada”.

E finaliza dizendo que a “companhia reforça que os clientes poderão fazer este trecho, a partir de julho, com escala no aeroporto de Brasília”.

Ou seja, nada explica nem mostra números que possam fundamentar a decisão que vai prejudicar não só os usuários de Marabá, mas os de outras cidades no entorno do município.

Religião

Cantata de Páscoa da Assembleia de Deus em Belém encanta e emociona o público

Cada nota a ser tocada e as cenas teatrais representadas foram planejadas e ensaiadas durante dois meses para refletir a mensagem da Páscoa com amor e tocar o coração das pessoas.

Por Mara Barcellos – de Belém

Com o tema “Cantata Pra Viver e Pra servir”, o Templo Central da Assembleia de Deus em Belém do Pará realizou na Semana Santa um grande espetáculo de Páscoa, que incluiu apresentação teatral e musical, acompanhada pela Orquestra Sinfônica da Igreja.

O evento é tradição na igreja e tem como objetivo apresentar em forma de canto e teatro a mensagem da morte e ressurreição de Jesus Cristo, retratando a maior história de amor do universo. O evento aconteceu nos dias 14 e 16 deste mês.

“Estamos aqui celebrando um ser que foi morto, crucificado e que vive entre nós. Ele perdoou nossos pecados num gesto sublime, demonstrando o seu amor por nós. E esse momento que estamos fazendo hoje é a expressão da nossa gratidão por tudo que Deus representa na nossa vida”, destacou o Pastor Samuel Câmara, presidente da Assembleia de Deus em Belém.

A Cantata deste ano teve a participação de mais de 80 coristas e mais de 60 músicos na Orquestra. No repertório, sete hinos foram escolhidos e executados para representar musicalmente o tema do evento.

“ O critério de escolha das canções é feito de acordo com o tema. O hino “Consumado” que foi tema da abertura do espetáculo representou que o plano de Deus foi consumado. E dessa forma, acredito que conseguimos emocionar o público, porque essa história nos ensina e nos emociona”, enfatizou, Marcos Matos, maestro.

Cada nota a ser tocada e as cenas teatrais representadas foram planejadas e ensaiadas durante dois meses para refletir a mensagem da Páscoa com amor e tocar o coração das pessoas.

Para o ator Elrik Lima, que interpretou Jesus na encenação, a experiência faz compreender o sentimento de servir. “ Um dos maiores aprendizados nessa mensagem é que Jesus nos ensina a servir e amar ao próximo com humildade. E nessa hora, o Espírito Santo nos faz entender o que é o amor verdadeiro”, destacou.

Mais de três mil pessoas estiveram presentes nas noites do espetáculo. Windson Marechal Junior é um dos espectadores que aprecia a Cantata de Páscoa da Assembleia de Deus há alguns anos e sempre se encanta com a apresentação. “ Este ano o espetáculo está mais bonito e mais organizado e todos estão de parabéns. As canções foram escolhidas para emocionar e elas tocaram o meu coração”, ressaltou. “Sempre participo da Cantata e esse ano está ainda mais linda. É um convite à reflexão da mensagem e dos ensinamentos que Jesus deixou para a humanidade”, disse, Mônica Neves de Oliveira.

Organizado pelas Missões com Adultos, Jovens, Adolescentes e Surdos, ao todo, 250 pessoas estiveram envolvidas na organização e apresentação do evento.

Senado

“Violência mata mais no Pará do que em países em guerra no Oriente Médio”, denuncia Senador Paulo Rocha

Confira o vídeo com o pronunciamento do senador petista

O senador Paulo Rocha (PT-PA) denunciou a ação de milicianos na Região Metropolitana de Belém e nas periferias de outras grandes cidades do Pará.

Em discurso no Plenário nesta quinta-feira (6/4), o parlamentar lembrou que morrem mais jovens na capital paraense num fim de semana do que em países em guerra no Oriente Médio.

Paulo Rocha advertiu também que o Pará tem um histórico triste de violência contra dirigentes sindicais e contra pessoas que lutam em defesa da terra, dos direitos humanos, do meio ambiente. São números que têm repercussão internacional, lamentou.

— Cerca de 660 lideres sindicalistas, representantes de pastorais, advogados e até políticos foram assassinados ao longo dos últimos 30 anos no estado. É uma história triste da nossa região — afirmou.

O senador pediu atenção do governo do estado para a segurança do deputado estadual Carlos Bordalo (PT), que vem sendo ameaçado depois que assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa e a relatoria da CPI da combate às milícias.

Comércio

Setor automobilístico reage e venda de carros cresce no Pará, em março

Parauapebas foi o segundo município na venda de veículos comerciais leves, com 14,27% do mercado

O mercado de carros novos deu sinal de reação em março. Segundo dados divulgados esta semana pelo Sindicato das Concessionárias e Distribuidoras de Veículos do Pará e Amapá (Sincodiv PA/AP), o mês passado fechou com venda acima de oito mil unidades. Foram comercializados, exatamente, 8.240 veículos no estado, a grande maioria (7.969) automóveis, comerciais leves e motos.

As vendas totais, representando todos os segmentos, entre automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários, subiram 37,56% em comparação com fevereiro, um mês tradicionalmente muito fraco. No entanto, o mês que passou ainda não conseguiu reverter o saldo negativo de 2017, agora em 21,46% e somando 21.191 veículos comercializados.

As vendas de comerciais leves, que são os carros utilitários, apresentaram 708 veículos emplacados contra 393 em fevereiro, aumento de 80,15%. Houve um expressivo crescimento também no emplacamento de motos, de 37,55% em um mês. Em março, foram vendidas 4.909 motocicletas novas contra 3.569 em fevereiro, mas em comparação com o mesmo período do ano passado, a queda é de 23,60%, já que em 2016 foram emplacadas 6.425 motos novas em março.

Segundo o presidente do sindicato, Leonardo Pontes, “houve uma pequena recuperação nas vendas, mas ainda é preciso esperar para saber como está o mercado, já que janeiro e fevereiro são meses tipicamente fracos nas vendas”. Ele acredita que para este ano a recuperação será gradual.

Dados municipais

Entre os municípios paraenses, Belém se destaca na venda de todos os segmentos, seguida por Ananindeua na venda de automóveis, com 9,44%; Parauapebas em segundo na venda de comerciais leves, com 14,27%; Paragominas em segundo na venda de caminhões, com 10,53%; novamente Parauapebas em segundo na venda de motos, com 6,11%; e Barcarena na vice-liderança na comercialização de ônibus, com 23,08%. 

Nacional

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) prevê uma alta de 4% nos negócios neste ano, com a venda de 2,13 milhões de veículos. Desde janeiro era esperado o início da recuperação, mas só agora as expectativas foram confirmadas.

Receita Federal apreende 11,5 kg de skank no Aeroporto de Belém

Apreensão, realizada em parceria com o IBAMA, ocorreu no início da tarde de hoje, dia 24.

Em operação de fiscalização aduaneira em desvio de voo doméstico, com participação do IBAMA, a equipe de plantão da Alfândega da Receita Federal no Aeroporto Internacional de Belém apreendeu, com um passageiro do voo 5912 da empresa MAP, proveniente de Manaus, 11 quilos e meio de skank.

Trata-se de uma droga produzida em laboratório, feita através de vários cruzamentos de tipos de maconha, considerada como uma “super maconha”.

Segundo relato do passageiro portador do entorpecente, que foi preso em flagrante, era sua segunda viagem praticando o ilícito, sendo que a droga tinha como destino final a cidade do Rio de Janeiro.

O infrator e a droga apreendida foram encaminhados à Polícia Federal para as providências pertinentes.