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Aviação Civil

Aeroporto Val-de-Cans (Belém) inaugura, no domingo (10), novo voo da Azul para Fort Lauderdale (USA)

Programação contará com batismo de aeronave, carimbó e comidas típicas do Pará e dos Estados Unidos

O Aeroporto Internacional de Belém (PA) inaugura, neste domingo (10), a partir das 11 horas, o novo voo da Azul para Fort Lauderdale, nos Estados Unidos. Para comemorar a nova rota, o embarque dos passageiros será embalado pelo ritmo e dança de carimbó e contará com comidas típicas do Pará e dos Estados Unidos.

Na oportunidade, a aeronave A320, com capacidade para 174 passageiros irá receber as homenagens dos bombeiros da Seção de Combate a Incêndio (SCI) do aeroporto com o famoso batismo, que acontece um pouco antes da decolagem para Fort Lauderdale, às 13 horas.

Passageiros e autoridades também participarão de uma cerimônia em comemoração ao novo voo. O evento contará com a presença do secretário de Turismo do Pará, Adenauer Góes, do superintendente do aeroporto, Fábio Rodrigues, do diretor Comercial da Azul, Antonio Camara Américo e do assessor da presidência da Azul, Ronaldo da Silva Veras.

Para o superintendente do Val-de-Cans, Fábio Rodrigues, “o novo voo da Azul demonstra a confiança da empresa na capacidade da infraestrutura do aeroporto para receber uma operação tão volumosa, além de acenar de forma muito eloquente à força de Belém como verdadeira potência turística”.

O vice-presidente de Receitas da Azul, Abhi Shah, celebra o início da nova rota da companhia, que permitirá aos clientes da empresa chegarem com mais rapidez e conforto aos Estados Unidos. “Com este voo, nossos clientes das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste terão ainda mais facilidade no acesso à Flórida. Estamos muito entusiasmados com nossos novos planos internacionais e com o fortalecimento das operações domésticas em Belém”, ressalta.

A nova rota será oferecida às segundas, quartas, sextas e domingos, pousando às 4h20 e decolando às 13h30. Além dos Estados Unidos, o terminal belenense conta com voos para Portugal, Guiana Francesa e Suriname.

Regularização Funciária

UFPA debate realidade fundiária urbana da Região Norte

Confirmaram a participação representantes do AC, RJ, SP, RN, DF e Pará, além de membros de secretarias estaduais do Pará, gestores e técnicos das prefeituras paraenses

A Universidade Federal do Pará, em parceria com o Ministério das Cidades e a Universidade Federal do Rio de Janeiro, abre no dia 6 de dezembro, a partir das 9 horas, no auditório do Instituto de Ciências Jurídicas, Campus Profissional, em Belém, a Oficina Regional Norte: Avanços e Perspectivas para a Regularização Fundiária Urbana na Amazônia.

O objetivo do evento é debater e capacitar os participantes para os desafios da implementação da Lei Federal 13.465/2017, novo marco de regularização fundiária urbana e rural e os seus desdobramentos nos sete Estados da região Norte. Myrian Cardoso, coordenadora Técnica Operacional do Projeto Moradia Cidadã da Comissão de Regularização Fundiária da UFPA, explica que a nova legislação exige a adoção de novos paradigmas para implementar a regularização nas cidades na Amazônia Legal.

O Brasil possui 5. 570 municípios e a Região Norte ocupa aproximadamente 4 mil km², com uma população estimada em 17,92 milhões de habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), em 2017, correspondente a cerca de 8% da população brasileira. Dos 450 municípios existentes na região Norte, a Subsecretaria de Regularização Fundiária na Amazônia Legal (Serfal) repassou o domínio das terras para 127 cidades, facilitando o desenvolvimento urbano e o acesso aos recursos para combater as desigualdades regionais. As demais não têm o domínio das suas terras, o que dificulta o acesso a recursos para implementar políticas públicas.

Dados do Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad) do IBGE, de 2016, revelam que apenas 18,9% dos domicílios da Região Norte estão conectados à rede de esgoto, além de predominar o uso da fossa (68,1%). Cerca de 33% dos domicílios da Região Norte são abastecidos por água de poço, enquanto a média nacional é de 2,1% de casas nesta situação. “Esta realidade precisa ser enfrentada para superar as desigualdades regionais e os conflitos de ocupação em áreas sem infraestrutura urbana”, afirma.

Na abertura da Oficina, serão apresentados os resultados dos trabalhos de regularização realizados em Mãe do Rio, Ipixuna do Pará, Capitão Poço, Concórdia do Pará, Nova Esperança do Piriá e Tomé-Açu, que resultaram na consolidação e enquadramento de 18 mil lotes com novas dimensões sociais, jurídicas, urbanísticas e ambientais. Deste total, 13.424 foram consolidados, aprovados nas prefeituras e protocolados nos cartórios para abertura de matrícula dos lotes nas cidades do Nordeste paraense. “O desafio é consolidar esforços para garantir o direito ao primeiro registro gratuito para as famílias de baixa renda com a liberação dos selos emitidos pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJE) ”,  pondera a coordenadora.

A partir das 16 horas, haverá o debate sobre as Inovações e Desafios da Lei 13.465, de 2017, com foco na regularização fundiária urbana na Amazônia Legal. Participam da atividade José Cristiano, analista de Infraestrutura do Ministério das Cidades; Ana Paula Carvalho, da Subsecretaria de Regularização Fundiária na Amazônia Legal (Serfal); Cleomar Moura, da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg), e Aracely Evangelista, da Superintendência do Patrimônio da União (SPU).

No dia 7 de dezembro, a partir das 9 horas, ocorrerá a realização de uma oficina para gestores públicos e privados sobre a regularização, com base na Lei 13.465/2017. Luly Fischer, do Instituto de Ciências Jurídicas da Ufpa, abordará os aspectos jurídicos da questão fundiária na Amazônia. Por sua vez, Raphael Bischof Santos, professor e pesquisador da Universidade Federal do ABC, apresentará um diagnóstico do Programa Papel Passado, do governo federal, com dados de 95 cidades, em 23 estados brasileiros. No Pará, segundo Bischof, as vistorias envolveram as cidades de Ourém, Peixe-Boi, Barcarena e Belém, cuja ação busca garantir a regularização administrativa e jurídica da posse dos imóveis em benefício dos moradores.

Confirmaram a participação representantes do Acre, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Norte, Brasília e Pará, além de membros de secretarias estaduais do Pará, gestores e técnicos das prefeituras paraenses, representantes das associações municipais do Estado, professores e discentes de instituições de ensino público e privado.

Ascom-CRF- UFPA – Texto: Kid Reis – Fotos: Arquivo CRF-UFPA
Leilão

Pará: Detran fará leilão de carros apreendidos

Serão leiloados 1167 veículos em Belém, Santarém e Marabá
Por Audirene Gama – Detran

O Departamento de Trânsito do Estado (Detran) vai realizar seu décimo leilão do ano com 1167 veículos, entre carros e motocicletas, que estão retidos nos parques dos municípios de Belém, Marabá e Santarém, começando a partir do dia 08 de dezembro em Santarém. Já nos dias 14 e 15, o leilão ocorrerá no município de Marabá, e na capital o leilão será entre 21 e 22 de dezembro. O objetivo é leiloar veículos que foram recolhidos ou removidos pelo Detran e que já estão há mais de 60 dias nos parques do órgão.

A visitação vai servir para os interessados examinarem e identificarem automóveis de sua preferência. Em Belém, a visitação poderá ser feita de 14 a 20 de dezembro, enquanto que em Marabá as visitas públicas ocorrerão DE 07 a 13. em Santarém, onde ocorrerá o primeiro certame, a visitação inicia no primeiro dia de dezembro e segue até o dia 6, sempre de segunda a sexta, das 9h às 17h, no pátio da Vip Leilões em todos os municípios.

Quem for participar dos certames deverá apresentar documento de identidade oficial com foto. O leilão também ocorrerá na modalidade on-line, através de login e senha obtidos por cadastramento prévio no site da organizadora.

Impedimentos – Não podem participar do leilão os membros da comissão, servidores do Detran do Pará e aqueles que, a qualquer título, recebam numerários da instituição, incluindo terceirizados e temporários, além de pessoas físicas e jurídicas declaradas inidôneas ou punidas com a suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de contratar com órgão ou entidade integrante da administração direta ou indireta, das esferas federal, estadual, municipal e distrital. Os atuais proprietários dos veículos que serão leiloados também não podem participar, assim como menores de 18 anos e pessoas não emancipadas.

Os lotes classificados como sucatas aproveitáveis não poderão mais circular, e somente poderão ser arrematadas por empresas do ramo do comércio de peças usadas, devidamente regulamentadas pela Lei nº 12.977/2014, e normativos do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), sendo necessária a comprovação no ato do credenciamento perante o leiloeiro.

As informações detalhadas sobre pregão podem ser consultadas no site do Detran. O edital já está disponível ao público na página inicial do órgão. O interessado pode consultar datas locais, horários e documentos necessários para participar, podendo também colher previamente informações sobre as condições dos veículos.

Os donos dos veículos apreendidos já foram notificados sobre a situação dos bens e os procedimentos para recuperá-los antes do leilão. A relação dos veículos retidos pelo Detran também pode ser consultada no Diário Oficial do Estado e no site do órgão.

Serviço:

Leilão de veículos retidos pelo Detran

Santarém – 08 de dezembro, a partir das 9h, no auditório do Barrudada Tropical Hotel, Av. Mendonça Furtado, Nº 4120, bairro Liberdade.

Marabá – 14 e 15 de dezembro, a partir das 9h, no Ginásio Poliesportivo Renato Veloso, Praça da Folha, Nº 16, bairro Nova Marabá.

Região Metropolitana de Belém – 21 e 22 de dezembro, a partir das 9h, no pátio da VIP Leilões – Rodovia Alça Viária, Km 01, nº 888, bairro São João, em Marituba.

Polícia Federal

“Dudu”, ex-prefeito de Belém, é preso pela Polícia Federal acusado de desviar R$ 400 milhões

Duciomar Gomes da Costa (PTB) foi senador entre 2003 e 2004 e prefeito de Belém entre 2005 e 2012

 O ex-senador pelo Pará e ex-prefeito de Belém Duciomar Gomes da Costa (PTB), conhecido como “Dudu”, foi preso nesta sexta-feira (1º) pela PF (Polícia Federal). Dudu é suspeito de comandar uma organização criminosa que teria causado danos de R$ 400 milhões à administração municipal, segundo a força-tarefa formada pela PF junto com o MPF (Ministério Público Federal).

A operação, chamada “Forte do Castelo”, mira fraude em licitações e desvios de recursos públicos, em um esquema que envolvia “pessoas, cujos vínculos profissionais, familiares e pessoais orbitam em torno de ex-prefeito”, diz a PF. Costa, que foi senador entre 2003 e 2004, comandou a capital paraense entre 2005 e 2012.

Segundo as investigações, as pessoas envolvidas no esquema “nunca demonstraram capacidade financeira, tornaram-se titulares de empresas e passaram a receber volume significativo de recursos públicos, em contratos diretos com a prefeitura de Belém ou em subcontratações”.

Segundo a PF, ele foi levado para a superintendência da instituição em Belém. A força-tarefa afirma ter um “conjunto robusto e consistente de indícios que aponta para a fraude ao caráter competitivo e o direcionamento” de licitações, que resultaram na contratação de empresas do grupo ligado ao ex-prefeito. “No curso das investigações foi obtido conjunto probatório suficiente que apontou, além de irregularidades na contratação das empresas, indícios de enriquecimento ilícito de vários membros da organização”.

O ex-prefeito é alvo de um dos cinco mandados de prisão expedidos pela Justiça. Os nomes dos outros alvos não foram divulgados. Entre as ordens judiciais, também há 14 de busca e apreensão e quatro de condução coercitiva, mandados que são cumpridos em Belém, Brasília e São Paulo.

O nome da operação, “Forte do Castelo”, faz referência à construção levantada, no ano de 1616, sob a Baía do Guajará, quando foi fundada Belém, para conter ataques de saqueadores que rondavam a região. A baía do Guajará fica entre a capital do Estado e a cidade de Barcarena. (UOL)

Política

Pelo menos dez prefeitos devem deixar os cargos para concorrer nas eleições de 2018

Três prefeitos de capital hoje são tidos como certos nas disputas a governador: ACM Neto (DEM) na Bahia, Marcus Alexandre (PT) no Acre, e Carlos Amastha (PSB) no Tocantins

A cinco meses do fim do prazo para desincompatibilização para quem quer disputar as eleições, pelo menos dez prefeitos de capitais já são cotados para concorrer a governos estaduais, ao Senado e até à Presidência. Embora por vezes neguem, frequentes viagens a outras cidades e regiões deixam claro que muitos miram voos mais altos em 2018.

Caso o número se confirme, será um recorde. Desde a redemocratização, 20 prefeitos de capital deixaram seus cargos para tentarem ser governadores ou senadores; seis deles em 2010, ano em que houve mais renúncias. A história mostra que deixar o cargo traz riscos: desde 1989, destes 20 prefeitos, nove perderam nas urnas.

Três prefeitos de capital hoje são tidos como certos nas disputas a governador: ACM Neto (DEM) na Bahia, Marcus Alexandre (PT) no Acre, e Carlos Amastha (PSB) no Tocantins. Único dos dez potenciais candidatos que cumpre primeiro mandato, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), pode disputar a Presidência ou o governo estadual.

No Nordeste, outros três prefeitos de capital podem entrar na disputa pelo governo: Rui Palmeira (PSDB), de Maceió, Luciano Cartaxo (PSD), de João Pessoa, e Carlos Eduardo (PDT), de Natal.

Na região Norte, a prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (PMDB), é cotada para o governo de Roraima. Caso decida concorrer, será a segunda vez que ela renuncia à prefeitura para disputar eleições.

No Pará, a falta de um nome para a sucessão de Simão Jatene (PSDB) pode alçar o prefeito de Belém à vaga. Zenaldo Coutinho (PSDB), porém, tem baixa popularidade e enfrenta processo de cassação

Belém

Pará com foco em Sustentabilidade

Importantes iniciativas para o desenvolvimento social, sustentabilidade e pesquisa em biodiversidade serão destaque no dia 31, na capital.

No dia 31 de outubro, Belém receberá dois eventos relevantes no campo da sustentabilidade: Seminário do BRC – Biodiversity Research Consortium (Consórcio de Pesquisa em Biodiversidade Brasil- Noruega) – que acontecerá no Museu Emílio Goeldi, e a Conferência Ethos, que acontecerá no Estado pela primeira vez.

Além destes dois importantes eventos, a data também foi escolhida para a assinatura da renovação do acordo de colaboração que renova o investimento no BRC por mais cinco anos. A parceria envolve a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade Rural da Amazônia (UFRA), o Museu Paraense Emilio Goeldi, a Universidade de Oslo (UiO) e empresa Norsk Hydro.

Colaboração internacional de pesquisa sobre biodiversidade

Desde 2013, a iniciativa proposta e mediada pela Hydro, companhia global de alumínio, com três empresas instaladas no Pará – a Hydro Alunorte e Albras, em Barcarena, e a Hydro Paragominas – já alcançou resultados inéditos no Nordeste do Estado – região onde a empresa opera a lavra da bauxita – com foco na reabilitação florestal e no levantamento das espécies, entre fungos, insetos, seres aquíferos e mamíferos.

Na primeira etapa do convênio, nos últimos quatro anos, os estudos apoiados pelo convênio registraram duas espécies novas de insetos na Amazônia: uma vespa e um percevejo. Além de ter possibilitado a descoberta de três novas espécies de fungos, oito novas ocorrências de espécies de fungos no Brasil e três novas ocorrências de espécies de fungos para a Amazônia.

A parceria também gerou treze projetos de pesquisas aprovados, relacionados a diversos temas: gases de efeito estufa, fungos, crustáceos, peixes, aves, mamíferos, flora, botânica solos, insetos, entre outros. No total, participam do convênio cerca de 100 profissionais: doutores, mestrandos, estudantes de graduação e técnicos, que vêm produzindo trabalhos científicos, com cinco dissertações de mestrado concluídas e outras 22 pesquisas, que serão publicadas ainda este ano.

“A Hydro é consciente de seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e de longo prazo. Por isso, acreditamos a importância deste convênio que promove a colaboração, buscando soluções que recuperem as áreas degradadas e devolvendo à natureza um ambiente igual ou melhor do que encontrado antes de uma operação de mineração”, acredita Silvio Porto, Vice-Presidente Executivo, Bauxita & Alumina da Hydro.

Para a cerimônia de renovação do consórcio BRC, estarão presentes o embaixador da Noruega, Nils Martin Gunneng, as lideranças da Hydro no Brasil, autoridades do Governo do Estado e os reitores e diretores das instituições de pesquisa, que assinam o acordo e viabilizam o programa por mais cinco anos, demonstrando os esforços da Hydro em estabelecer pesquisas na Amazônia.

Conferência Ethos 360 – Sustentabilidade e Desenvolvimento Social em discussão

Em linha com os esforços da Hydro de contribuir no desenvolvimento de soluções sustentáveis para a cadeia do alumínio no Pará, a empresa é uma das patrocinadoras da Conferência Ethos 360 Belém, primeira edição promovida na capital paraense, que acontecerá no mesmo dia da assinatura do convênio BRC, na próxima terça-feira, 31, no Hangar.

A Conferência Ethos é um dos mais importantes fóruns de discussão e engajamento de empresas do País, reunindo cases bem-sucedidos de empreendimentos responsáveis.

A Hydro terá participação em três painéis para discussão de temáticas socioambientais. A começar pelo painel Grandes obras, crescimento e impactos socioambientais, trocando experiências ao lado de outras grandes empresas que operam no Estado, e lideranças de comunidades tradicionais.  “O compromisso da Hydro com o estado do Pará é de longo prazo e isso nos leva a uma busca incessante pelo desenvolvimento de técnicas e soluções que resultem numa operação responsável, que dê sustentabilidade aos projetos e desenvolva as comunidades do entorno”, disse de Domingos Campos, diretor de HSE & CSR das operações da Norsk Hydro no Brasil.

À tarde, a Hydro apresenta o painel Governança territorial: um caminho para a sustentabilidade e engajamento das comunidades, levando os exemplos e os desafios de operar com responsabilidade uma das maiores lavras de bauxita do mundo e a maior refinaria de alumina do planeta, a Hydro Alunorte.

Para encerrar a participação na Conferência com chave de ouro, a Hydro apresenta o painel. O estímulo à pesquisa e iniciativas de reabilitação florestal, biodiversidade e clima reunindo experiências das empresas na área do conhecimento sobre a Amazônia, com integrantes do próprio BRC, que nos últimos quatro anos apresentou resultados relevantes, e que vem contribuindo para o desenvolvimento de estudos na recuperação de florestas em áreas mineradas. “No momento que vivemos no Brasil, acreditamos que é ainda mais importante obter apoio dos pesquisadores, especialmente com o foco em um tema tão relevante como o reflorestamento na Amazônia”, completa Domingos.

A Hydro e o Pará – Para Sempre

A Hydro é uma empresa global de alumínio, com uma história substancial no Pará. Embora sediada na Noruega, os maiores e mais importantes ativos da companhia estão no estado do Norte do Brasil: em Paragominas, sudeste paraense, fica a mina de bauxita e, em Barcarena, na região nordeste, está a refinaria de alumina Hydro Alunorte e a fábrica de alumínio primário Albras. Juntas, essas empresas constituem um dos exemplos mais fortes de verticalização atualmente no estado.

Em 2014, a Hydro apresentou seu posicionamento estratégico, o “Para Sempre”, e o compromisso de ficar no estado que acolheu a empresa.  A Hydro investiu cerca de R$ 9,5 bilhões nos últimos 12 anos no Pará, e atualmente emprega – direta e indiretamente – 8.500 pessoas nas unidades Hydro Paragominas, Hydro Alunorte e Albras.

Luto

Morre em Belém, aos 45 anos, Paulo Fonteles Filho

O corpo é velado no prédio da Assembleia Legislativa do Pará. O enterro será realizado na sexta-feira (27), no cemitério municipal Santa Isabel, em Belém.

O ex-vereador de Belém Paulo Fonteles Filho, 45 anos, morreu na manhã desta quinta-feira (26) , em Belém. Ele era presidente do Instituto Paulo Fonteles de Direitos Humanos, blogueiro, escritor, poeta e membro da Comissão da Verdade do Pará. O Partido Comunista do Brasil (PC do B), onde Fonteles era filiado, informou que a causa da morte foi um infarto fulminante .

Paulo Fonteles Filho morreu após um infarto fulminante, resultado de complicações de uma pneumonia. O corpo é velado no prédio da Assembleia Legislativa do Pará. O enterro será realizado na sexta-feira (27), no cemitério municipal Santa Isabel, em Belém.

Luto

Nas redes sociais, amigos e companheiros de trabalho externam a tristeza com a notícia. O PC do B também divulgou nota de pesar. “Paulinho era um dos melhores entre nós, amigo, companheiro, solidário, altaneiro, abnegado, dedicado a luta do povo pondo a sua vida constantemente em risco na defesa dos direitos humanos num Estado dominado pelo latifúndio e pela pistolagem. Sua trajetória nos deixa um legado de sonhos, esperança e luta”, diz.

Política e religião

A um ano da eleição, todos os caminhos levam a Belém

Nesta semana, a capital do Pará transformou-se em cenário de peregrinações: uma com milhares de católicos durante a passagem de Nossa Senhora do Nazaré, e outra, de políticos em busca de mais popularidade.

Nesta semana, a capital do Pará transformou-se em cenário de peregrinações: uma com milhares de católicos durante a passagem de Nossa Senhora de Nazaré, e outra, de políticos em busca de mais popularidade. Não fosse pela primeira romaria, a segunda provavelmente não aconteceria.

O Círio de Nazaré é um dos maiores eventos religiosos do mundo – estimativas oficiais falam em 2 milhões de devotos nas ruas de Belém. Por sua vez, os políticos querem surfar nessa onda, mostrar agendas positivas, tirar selfies com populares e aproveitar que a atenção dos católicos está voltada para a cidade.

Apareceram três nomes: o presidente Michel Temer (PMDB), o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) – os dois últimos são pré-candidatos à Presidência da República. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também cogitou uma visita, mas acabou desistindo.

Temer foi o primeiro a pisar na capital e deu um agrado aos devotos de Nossa Senhora de Nazaré, padroeira do Estado. Em evento no centro de Belém, o peemedebista anunciou a doação de um terreno da União à Igreja Católica. A área, de cerca de 10 mil m², pertencia ao Exército e era um antigo pleito da arquidiocese paraense – que foi dona do imóvel até 1849.

Desde 2010, congressistas do Pará criam emendas parlamentares para beneficiar a troca de dono do terreno. Segundo Dom Alberto Taveira Corrêa, arcebispo de Belém, o dinheiro era entregue diretamente para o Exército, sem participação da Igreja – foram R$ 43 milhões. Faltava ainda a assinatura do presidente.

Temer classificou a cessão do terreno como “um ato religioso, e não administrativo”. Ressaltou também a rapidez com que o processo foi resolvido: foram sete dias para que todas as questões burocráticas – há anos paradas nos escaninhos do Planalto – fossem resolvidas e ele pudesse anunciar a doação às vésperas do Círio.

“Vejam, esse ato foi consolidado em sete dias desde que caiu na minha mão. Nosso governo é um governo rápido. Toda vez que você pratica um ato dessa natureza, você está fazendo uma religação espiritual”, disse Temer, em evento ocupado por líderes religiosos e políticos locais, como Jader Barbalho, ex-governador do Pará, e seu filho Helder, hoje ministro da Integração Nacional.

A agenda positiva, em semana de Círio, buscava melhorar a imagem do presidente na região Norte. Pesquisa Datafolha de setembro apontou que 93% dos moradores da área avaliam o governo Temer como regular, ruim ou péssimo. Apenas 4% acham a gestão boa ou ótima.

Críticas da Igreja

Também foi um agrado à Igreja Católica, que vem reiteradamente criticando Temer por meio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em agosto, por exemplo, a Igreja repudiou o decreto presidencial que liberou a Reserva Nacional de Cobre e seus Associados (Renca), no Pará. Disse que ação “cedia aos grandes empresários da mineração” e que não houve consulta aos povos indígenas.

Nesta sexta, a CNBB se voltou novamente contra Temer e divulgou relatório com críticas à forma como seu governo vem tratando a violência contra indígenas. “No governo de Michel Temer”, diz o relatório, “há um processo em curso de ofensiva, articulado com a bancada ruralista do Congresso Nacional, que busca retirar direitos já conquistados (por povos indígenas) na Constituição de 1988”.

Essa foi apenas a segunda visita de Temer a um Estado da região Norte desde que assumiu o governo, em 12 de maio do ano passado, quando herdou o cargo de Dilma Rousseff (PT), destituída por impeachment. Ele não respondeu a perguntas da imprensa.

Para Edir Veiga, doutor em ciências políticas e professor da Universidade Federal do Pará, o aceno de Temer à Igreja, na semana do Círio de Nazaré, “quis mostrar uma agenda positiva, alegrar a Igreja nesse momento de homenagem a padroeira do Estado. É uma aposta que faz para tentar melhorar sua popularidade, que pode ter um salto caso a economia volte a crescer”.

Já Hilton Cesario Fernandes, cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, acredita que a doação tenha mais efeito de consolidar alianças locais do que melhorar a imagem de Temer na região. “Ele só quer sobreviver politicamente e precisa se segurar para não perder poder depois do mandato. Ele precisa fortalecer essas lideranças locais. É um movimento que vai se repetir, para que depois do mandato ele não fique abandonado. A popularidade não dá mais para recuperar”.

Bolsonaro corre sozinho

Outro que buscou a multidão de Belém nesta semana foi o deputado Jair Bolsonaro, pré-candidato da direita conservadora.

No aeroporto, ele foi recebido por milhares de pessoas, como um “popstar”. Em suas falas, Bolsonaro voltou a temas recorrentes em seus discursos: pediu a prisão de Lula, prometeu o fim restrição ao porte de armas no país, fez elogios à ditadura e críticas à imprensa. Evangélico, o parlamentar falou que, caso eleito, vai respeitar todas as religiões e que admira “essa festa tão bonita que é o Círio de Nazaré”.

Pesquisa Datafolha divulgada nesta semana mostrou Bolsonaro na segunda posição em intenções de voto para presidente, com 16%. Lula vem em primeiro (36% ) e Marina Silva em terceiro (14%).

Bolsonaro não se encontrou com políticos importantes da região, como os da família Barbalho, o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, ou o governador do Pará, Simão Jatene – ambos PSDB. O deputado foi recebido por seu colega Éder Mauro (PSD), ex-delegado no Pará, que foi quem bancou a visita.

O parlamentar conservador deu uma palestra na cidade – o evento acabou em confusão. Foram distribuídos 8 mil ingressos, mas o espaço só comportava mil pessoas. Do lado de fora, o público era formado principalmente por jovens e adolescentes.

Para o cientista político Edir Veiga, Bolsonaro tem grande potencial de votos entre os jovens da região Norte, “porque ele tem respostas simples para problemas complexos, como a violência. Ele acha que a melhor forma de combatê-la é matando bandido ou tornando o rito jurídico mais simples, por exemplo. A juventude alienada, que não discute politica de forma profunda, encontra nele um referencial, um super-herói”.

Já Hilton Cesario Fernandes acredita que Bolsonaro, quando viaja pelo país, está correndo praticamente sozinho nessa pré-campanha, por conta da indefinição de quais serão seus concorrentes em 2018. “Não se sabe se Lula será candidato (por conta de sua condenação por corrupção, ainda sem decisão da segunda instância). O PSDB não se definiu entre Geraldo Alckmin ou Doria. Marina Silva não está fazendo pré-campanha. Com isso, Bolsonaro está competindo sozinho e, onde ele vai, suas falas polêmicas repercutem”, diz o professor.

João Doria e os empresários

O prefeito de São Paulo, João Doria, desembarcou em Belém nesta sexta, sem a recepção calorosa de Bolsonaro. Foi recebido por empresários e ganhou o título de cidadão da capital paraense. Esse tipo de homenagem tem sido usado pelo tucano para justificar viagens país afora. Em São Paulo, há quem critique o método, dizendo que o político se ausenta da administração da cidade para compromissos não relacionados ao seu cargo de prefeito.

Doria afirma que não é “ainda” pré-candidato à Presidência. Um de seus concorrentes para ser o protagonista no PSDB é o governador Geraldo Alckmin, seu padrinho político. O prefeito defende que o nome da sigla na disputa seja escolhido por meio de prévias, no início de 2018.

Em evento com empresários, Doria fez suas tradicionais críticas ao PT e também elogios ao Pará e ao Círio de Nazaré. “Contem comigo para levantar a bandeira do Pará e do Brasil”, afirmou. Depois pediu para que os presentes cantassem o Hino Nacional e o hino do Estado. Neste sábado, o tucano participou do Círio de Nazaré em um barco da cantora Fafá de Belém, uma das maiores celebridades paraenses.

Para Hilton Cesario Fernandes, o tucano está “testando” sua imagem durante suas viagens. “Ele está tentando se colocar como uma alternativa, como um plano B caso Alckmin não seja candidato por algum motivo. O PT está fazendo a mesma coisa com o (ex-prefeito de São Paulo) Fernando Haddad”.

A visibilidade do Círio

Em 2014, a região Norte correspondeu a apenas 8% do total do colégio eleitoral brasileiro – 10,8 milhões de votos. O Sudeste ficou com a maior fatia e representou 44% (ou 62 milhões); e o Nordeste, 27% (38,3 milhões de votos).

Por conta dessa importância menor em número de votos, os postulantes à Presidência não devem priorizar a região em suas viagens de campanha. “Os candidatos costumam ir às grandes cidades dessa área, até por uma questão de logística e porque, para eles, não vale a pena chegar em cidades menores”, diz Cesario Fernandes.

Segundo ele, o Círio de Nazaré é um dos eventos que mais reúnem pessoas no país – daí sua relevância política. “É o momento de aproveitar a visibilidade do Círio, que é importante nacionalmente e localmente. A mídia está voltada para a cidade. É comum politico aparecer para tirar foto, que depois vai mostrar em propaganda, em vídeo na internet. É como aquela foto com o papa que político gosta de mostrar. Ele não tem contato efetivo nenhum com o papa nem com a cúpula católica, mas a foto representa que ele é importante”, diz o professor.

Por outro lado, o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, afirmou que as presenças de Temer, Bolsonaro e Doria não têm relação com a religião. “Não dá para misturar o Círio de Nazaré com política, né? Eu não faço essa ligação. O que houve foi uma bela coincidência”, disse.

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