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Canaã dos Carajás

Um ano depois de inaugurada, Feira do Produtor de Canaã já movimentou mais de R$ 1 milhão em volume de negócios

Feira surgiu com o objetivo de melhorar o escoamento da produção local e dar um novo fôlego ao comércio de Canaã

Canaã dos Carajás ganhou de presente, há pouco mais de um ano, a Feira do Produtor Municipal. A estrutura do prédio impressiona a todos pela imponência e modernidade da sua arquitetura. Estimado em pouco mais de R$ 10 milhões, o empreendimento reuniu em um só lugar, e de forma definitiva, todos os feirantes do município. Estes eram obrigados, em outros tempos, a vender toda a sua produção a céu aberto, expostos ao sol e à chuva. Além do mais, o comércio só ocorria nos fins de semana, já que uma via era interrompida no município para que a feira pudesse acontecer.

Com a inauguração da Feira do Produtor, que também abriga o Mercado Municipal Clarindo Moraes da Silva, os produtores e pequenos comerciantes de Canaã passaram a vender os seus produtos com mais qualidade, rapidez e higiene. O controle da Feira é feito de forma rigorosa e a limpeza do local é exemplar. Um ano depois de inaugurada, o local se tornou referência em toda a região e hoje tem cerca de 400 feirantes, entre os efetivos e os que se revezam no usos dos boxes.

Jurandir José, Secretário de Desenvolvimento de Canaã dos Carajás, afirmou que o local se tornou um shopping do produtor e ainda um ponto de encontro para a população local: “Precisamente um ano depois de inaugurada, a Feira se transformou em um grande comércio, que gera postos de trabalho, emprego e renda para o município. Aos finais de semana, quando vem toda a zona rural para cá, a movimentação é enorme. Nós conseguimos até hoje manter a mesma organização, o padrão é o mesmo, a higiene e a qualidade dos produtos são grandes. Estamos sempre capacitando os feirantes também. Por isso, essa feira tem agregado muitos valores à cidade; a Feira se tornou referência não só em Canaã, mas em toda a região.”

O secretário falou ainda sobre o incentivo que a Feira deu para a produção rural local: “Temos resultados muito interessantes no fomento dessa produção. É evidente que, se temos onde vender o produto, as pessoas plantam mais e todos ganham com isso. Eu espero que tudo isso aqui se torne cada dia melhor e não vamos medir esforços para manter esse lugar bem.”

O feirante Naron Silva é filho de produtores rurais e toma conta do boxe da família na Feira. Em entrevista, o comerciante, que trabalha com hortifrúti, disse que os negócios melhoraram muito com a mudança para a Feira: “Vendemos aqui verduras e frutas, mas o que predomina mesmo é a farinha. Temos farinha baiana, maranhense, paraense… Estamos aqui desde o início e tudo melhorou bastante. Antigamente, só tínhamos um dia na semana de feira e ainda tínhamos que levar as coisas de volta para a roça. Agora não! Temos o local fixo, podemos deixar as coisas aqui. Só não trabalhamos aos sábados, pois somos adventistas. Nos outros dias, estamos sempre aqui. Tudo melhorou, pois agora estamos centralizados.”

De acordo com cálculos iniciais da Secretaria de Desenvolvimento de Canaã dos Carajás, cerca de R$ 1,2 milhão foi gerado em volume de negócios na Feira Municipal só no primeiro ano. A ideia é que a produção aumente e novos investimentos sejam trazidos para o local. A partir daí, os bons números devem ser ainda melhores e toda a população acaba ganhando com a nova fonte de renda.

Canaã dos Carajás

Apesar das férias, procura por passagens não aumentou em Canaã

Funcionários de cooperativa e empresas rodoviárias afirmam que a procura por passagens nesse período foi menor em relação a 2016

A crise em Canaã dos Carajás atingiu em cheio as cooperativas e empresas de turismo durante as festividades de fim de ano. Apesar da procura natural por passagens no período das férias, a população canaãnense viajou menos em 2017 do que em 2016. A situação econômica da população local acabou obrigando muita gente a ficar em casa durante as festas de Natal e Ano Novo e o prejuízo ficou para o setor de transportes.

Uma das principais explicações para a drástica redução do poder econômico do cidadão canaãnense está no desemprego do município: só em 2017, cerca de 5330 postos de trabalho foram fechados na cidade. A maior parte do déficit de empregos aconteceu por conta do encerramento das atividades de implantação do Projeto S11D. Com o funcionamento do complexo, a maioria das empresas que trabalharam na construção acabou deixando Canaã, levando consigo milhares de vagas.

Luan dos Santos, agente de viagens em uma cooperativa de vans na cidade, lamentou o período de férias: “O ano de 2017 só foi bom no começo; em julho foi muito ruim e dezembro foi muito pior. Em relação a 2016, o fluxo de pessoas e a procura por passagens diminuiu bastante. Tínhamos boas expectativas, mas foi tudo por água abaixo.” O profissional relatou ainda que os municípios de Marabá, Xinguara e Tucumã foram os mais procurados pelas famílias viajantes.

Já o motorista Raimundo Sousa fez um desabafo durante a entrevista: “Esse final de ano para todos nós foi muito fraco. Nos outros anos sempre foi muito bom e esse ano foi terrível. Não tem emprego na cidade, não tem nada e aí o pessoal não tem dinheiro para viajar. Sem dinheiro ninguém faz nada. Pelo menos estamos com saúde, não é? Vamos ver se melhora esse ano, ver se o prefeito traz empresas para empregar esse povo. Se não trouxer, a coisa fica feia.”

Quem também viveu maus bocados no mesmo espaço de tempo foram algumas empresas de ônibus da cidade. Entre os destinos dos cidadãos, Goiânia, Santa Inês e Belém ficaram entre os favoritos. O também agente de viagens, Marcos Silva, falou com tristeza sobre as perdas em relação aos anos anteriores: “De acordo com o fechamento de caixa, minhas vendas foram 46% menores que 2016. É lamentável. Estamos tentando abrir mais linhas, melhorar a nossa frota para aumentar a quantidade de pessoas viajando conosco, mas aqui em Canaã é complicado, pois não temos tanta estrutura. Não tem rodoviária, a estrada do Posto 70 é muito ruim… Nosso ônibus já atolou duas vezes só esse mês. Então, é bem complicado de se trabalhar assim.”

Para o ano de 2018, a expectativa é que a economia local volte a crescer. Com o aumento da produção de minério no S11D e a maior alíquota na Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), os números tendem a melhorar para a “Terra Prometida”. O governo local já busca, junto às secretarias de Agricultura e de Desenvolvimento Econômico, alternativas para a superação da crise. Com a população empregada, é natural que finais de ano mais felizes voltem a acontecer para todos em Canaã.

Propina

Em coletiva, PF e Ibama detalham início meio e fim da Operação Concisor

Em relação promíscua com madeireiros, servidores se passavam por fiscais e avisavam sobre as operações do órgão ambiental. Confira os áudios.
Por Eleutério Gomes – de Marabá

A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje (31), a Operação Concisor, com objetivo de coibir crimes ambientais no Estado. Cerca de 60 agentes cumpriram 15 mandados judiciais: quatro de prisão, cinco de busca e apreensão e seis de conduções coercitivas, bem como ordens judiciais de afastamento de servidores da função pública, em Marabá, Parauapebas, Breu Branco, Canaã dos Carajás e Eldorado dos Carajás.

Embora a PF mantenha sob sigilo os nomes dos envolvidos, o Blog levantou que o empresário de Parauapebas Sidney Carlos Osterman, mais conhecido como “Macarrão”, proprietário da Madeiras Rio Verde, de cujo escritório foram apreendidos computadores e documentos, foi conduzido coercitivamente para prestar esclarecimentos. Em Marabá havia mandados de prisão temporária para três servidores do Ibama , além de um de condução coercitiva. Os servidores envolvidos são os de prenome Noleto, Ramon, Cláudio e Marinho, mas, segundo o Blog apurou, apenas três destes foram presos. O quarto prestou esclarecimentos e foi liberado.

A operação, que contou com o apoio de informações do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis), durante toda a investigação, tem entre os presos, servidores do órgão ambiental suspeitos de repassar informações para madeireiras e outras pessoas fiscalizadas pela autarquia federal em troca de vantagens indevidas ou dinheiro em espécie.

Os investigados vão responder por corrupção passiva, ativa e concussão. Se condenados, podem pegar penas de prisão de até oito anos de reclusão, além de multa.

Sobre a operação, Polícia Federal e Ibama concederam entrevista coletiva na Delegacia da PF em Marabá, dando conta de que as investigações, iniciadas há mais de um ano, partiram de uma suspeita levantada dentro da própria Gerência Executiva do Ibama, em Marabá, de que servidores poderiam estar passando informações privilegiadas a empresários madeireiros denunciados por crimes ambientais. Essas suspeitas foram motivadas pelo fato de, ao chegarem ao local em que estariam acontecendo as irregularidades, geralmente serrarias, os fiscais encontrarem estas fechadas, com as máquinas paradas e sem movimentação de pessoas, como se ali nada estivesse acontecendo. Fato que se repetiu inúmeras vezes. “Isso causou prejuízo fortíssimo para as atividades do Ibama durante a fiscalização”, disse o delegado Josiel Brito, responsável pela investigação.

Ele contou ainda, que na manhã de hoje, durante o cumprimento dos mandados, quando teve acesso aos aparelhos celulares dos envolvidos, constatou, ao verificar mensagens de WhatsApp, um “íntimo relacionamento entre fiscalizados e fiscalizadores”, embora não se tratem de fiscais e sim de servidores de outras atividades que se faziam passar por fiscais. “Alguns desses fiscalizados estavam envolvidos em outras atividades irregulares, transportando madeira em meio a caminhão de tijolos e diversas outras”, detalhou o delegado regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado, Rômulo Rodovalho.

Hildemberg da Silva Cruz, gerente executivo do Ibama em Marabá, que assumiu o órgão em fevereiro do ano passado, disse que as suspeitas foram levantadas ainda pela gerente que o antecedeu, a qual comunicou à Polícia Federal que várias fiscalizações em madeireiras que exploravam a espécie castanheira e também em áreas de preservação nunca eram pegas em flagrante.

“Na minha gestão intensificamos e mostramos claramente que, quando o Ibama chegava até o local de empreendimentos que seriam alvo de fiscalização, encontrava tudo fechado, não conseguindo flagrar o crime ambiental sendo cometido”, reforçou o gerente.

Segundo Hildemberg, uma das graves consequências disso foi que, em 2016, de 40 ações de fiscalização desencadeadas, baseadas em denúncias concretas, metade caiu por terra devido ao vazamento de informações. De acordo com Rodovalho, as recompensas não eram pagas em valores altos e muitas vezes se traduziam em benefícios pessoais como abastecimento de veículos, entre outros, “embora qualquer propina seja condenável”, resultando em grande prejuízo “para o meio ambiente e ao órgão fiscalizador”.

Durante as investigações, segundo Rômulo Rodovalho, a PF começou a observar o estreitamento das relações entre madeireiros ilegais e os servidores do Ibama: “Isso, por si só, de ter várias ligações e íntimo contato de amizade, amistosidade, é como se um policial fosse amigão de um criminoso. Já é uma conduta suspeita, além das provas que conseguimos angariar durante tanto tempo de investigação”.

Indagado se os madeireiros conduzidos estão contribuindo com as investigações, o delegado afirmou que alguns se negam a  admitir envolvimento, mas disse que a PF, em um caso, identificou uma pessoa “que era uma peça que faltava no quebra-cabeça” da investigação, e esta delatou toda a atividade da propina e confessou que pagou aos servidores pelo vazamento de informações.

Relação promíscua
A PF também divulgou três áudios que provam a relação promíscua entre servidores e madeireiros. No primeiro, um dos servidores presos e um amigo fazem chacota a respeito do desmatamento no País. Nos outros dois, mais um servidor, também preso, avisa um madeireiro sobre operações na região e pede R$ 200,00 a título de empréstimo. Confira:

Áudio 1

Amigo – Tá de folga?
Servidor – Nós estamos indo ali resolver um problema…
Amigo – Qual o problema? É mineração ou é madeireira?
Servidor – (risos) Rapaz, pare com isso, rapaz (risos).
Amigo – Se o Brasil um dia precisasse de oxigênio e dependesse
de vocês pra sobreviver, com uma árvore em pé, virava o deserto
do Saara. Era mais fácil plantar árvore no Saara.
Servidor – Se o Brasil perder oxigênio, nós estamos f… (risos)

Áudio 2

Servidor – Nós estamos retornando amanhã.
Madeireiro – Estão retornando pra Marabá. Hoje não tem ninguém pra cá, não? Só amanhã?
Servidor – Só amanhã.
(…)
Servidor – Aí eu tô indo também acompanhando eles, segunda-feira a gente vai pra Anapu ou então São Félix do Xingu.
Madeireiro – É? Essa turma que saiu daí ainda vem hoje à noite e ainda dorme em Marabá?
Servidor – É, dorme em Marabá. E aí segunda-feira é que nós vamos pra um lado e pra outro. Pois é, hein? Tem jeito de me emprestar aí 200 reais, que as nossas diárias não saíram e nesse período de meio-dia eu tava passando amanhã aí.
Madeireiro – Tá, aí tu me avisa aí, manhã…
Servidor – Quando eu tiver no posto, né?
Madeireiro – É. E eu vejo o que é que eu faço.

Áudio 3 

Madeireiro – Fale, doutor.
Servidor – O rapaz falou que vinha cedo. Não veio não?
Madeireiro – Foi nada.
Servidor – Aquele negócio que eu te falei já começou.
Madeireiro – É? E não sabe pra que lado vai?
Servidor – Já começou aqui mesmo.
(…)
Madeireiro – Mas… chegou a equipe de fora?
Servidor – É.
Madeireiro – Vai cumprir as demandas todas.

Confira as fotos:

Formação de Praças

Polícia Militar de Parauapebas vai receber 90 alunos para a formação de novos soldados

Depois de formados, os policias militares vão ser distribuídos entre Parauapebas, Eldorado do Carajás, Curionópolis e Canaã dos Carajás.

Por Dayse Gomes

O curso começa na próxima terça-feira, dia 10, no 23º Batalhão da Polícia Militar de Parauapebas. São 90 alunos que foram aprovados no concurso público para admissão ao Curso de Formação de Praças (CFP) da Polícia Militar do Pará.  A primeira fase do concurso foi realizada em julho de 2016, com a oferta de 2.194 vagas para todo o Estado.

No curso de formação de praças, o aluno soldado recebe a remuneração de R$ 788,00 e após a conclusão do curso, receberá R$ 2.836,80. Já para o aluno oficial, a remuneração é de R$ 1.005,71, e após o curso, passará para R$ 5.781,31. Todos os cargos receberão auxílio alimentação de R$ 650,00. A turma destinada ao Batalhão de Parauapebas é formada apenas por alunos soldados, sendo que entre os 90 alunos, há 1 mulher.

O Comandante e Tenente-Coronel, José Luiz Vallinoto de Souza, da Policia Militar de Parauapebas informou que os alunos serão distribuídos em duas turmas que vão passar pelo treinamento físico militar, armamento e tiros, noções de direito e abordagem, entre outras matérias práticas e teóricas. O curso terá duração de 8 meses e será coordenado pelo Major Sergio Pastana, com a previsão de conclusão, em junho de 2018, quando os soldados estarão aptos a fazer o policiamento nas ruas.

O 23º BPM tem um efetivo de 240 policiais militares que cobre além de Parauapebas, os municípios de Eldorado do Carajás, Curionópolis e Canaã dos Carajás. Todas essas cidades receberão os novos policiais militares e a distribuição deles, dependerá de um levantamento da violência feito nessas regiões. “Nós trabalhamos com uma mancha criminal e por isso, é importante fazer um estudo e verificar onde a violência está mais migrando para que possamos alocar para Parauapebas e as nossas circunscrições, o quantitativo possível de policiais militares formados para somar o efetivo nesse local”, explicou o comandante.

Com a formação de novos soldados, o batalhão deve receber até o próximo ano, mais armamentos e viaturas. Atualmente, em Parauapebas, há 6 motocicletas utilizadas pela equipe da ROCAM e 8 viaturas. “É uma soma satisfatória que possamos lançar mais policiais em campo e combater a criminalidade. A gente vê que a criminalidade está migrando para certos locais e não temos pernas para combatê-la. E a gente também pretende colocar um policiamento ostensivo a pé e não só em viatura. O bairro do comércio, por exemplo, é um bairro que precisa de um policiamento ostensivo a pé, para a prevenção. A polícia militar não está só para reprimir. A base do policiamento primeiro é a prevenção. Quem ganha é a sociedade porque a população vai se sentir mais segura”, destacou o José Vallinoto.

O comandante também anunciou que no 23º BPM, já está em processo de instalação o telefone 190, que é exclusivo da Polícia Militar e que vai ajudar no combate a criminalidade. “Hoje, quem liga para esse número cai na PM de Marabá”, informou o comandante que também divulgou os números 181 do disque-denúncia e o Whatzapp (94) 98402-9995. Vallinoto chamou atenção para a importância de registrar o boletim de ocorrência para a atuação da PM. “É importante quem as vítimas de assalto, roubos e furtos, compareçam à delegacia de polícia para fazer o registro porque nós trabalhamos através de estatística. Naquela área que a pessoa diz que está tendo muita violência e eu puxar os números da estatística e não visualizar isso, não tem como migrar o policiamento para esse lugar”, concluiu Vallinoto.

gestão pública

TCM capacita durante três dias, em Marabá, prefeitos, secretários e servidores dos 12 municípios da Região Carajás

O objetivo do Tribunal de Contas dos Municípios do Pará é ensinar para não punir

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Começou na manhã desta segunda-feira (2) e vai até quarta-feira (4), na Câmara Municipal de Marabá (CMM), o Projeto Capacitação, promovido pelo TCM/PA (Tribunal de Contas dos Municípios do Pará), por meio da Escola de Contas Públicas “Conselheiro Irawaldyr Rocha”. O objetivo é ensinar para não punir. Além do prefeito Sebastião Miranda Filho (Tião Miranda), secretários municipais e técnicos da Prefeitura de Marabá, participam gestores e servidores de outras 11 prefeituras da Região Carajás: Bom Jesus do Tocantins, Brejo Grande do Araguaia, Canaã dos Carajás, Curionópolis, Eldorado do Carajás, Palestina do Pará, Parauapebas, Piçarra, São Domingos do Araguaia, São Geraldo do Araguaia e São João do Araguaia.

Fizeram parte da solenidade de abertura Mara Lúcia Barbalho da Cruz, vice-presidente do TCM e diretora-geral da Escola de Contas, representando o presidente do Tribunal, conselheiro Luiz Daniel Lavareda Reis Filho; o prefeito Tião Miranda; deputado Márcio Miranda, presidente da Assembleia Legislativa do Pará; vereador Pedro Correa Lima, presidente da CMM; conselheiro Aloisio Chaves, ouvidor do TCM; e Elizabete Salame da Silva, procuradora do Ministério Público de Contas dos Municípios (MPCM), representando a procuradora-geral Maria Regina Franco Cunha.

Para a vice-presidente do TCM, esse tipo de capacitação é uma forma de dizer aos gestores, secretários e servidores públicos que tenham a consciência de que os tempos mudaram, o foco na transparência está elevadíssimo. Ela afirma que todos são parte – independentemente de qualquer função que exerçam na administração pública -, e constroem essa administração que será apreciada pelo tribunal “e, fundamentalmente, pela sociedade”.

Afirmou que nesses três dias os técnicos estarão à disposição para tirar dúvidas de quem queira obter esclarecimentos. Desejou que o encontro seja proveitoso e exitoso, tanto aos que fazem o controle quanto aos controlados. “Essa relação tem de ser respeitosa, não no sentido de hierarquia, mas para entender a função, tanto do tribunal quanto dos jurisdicionados. Não fiquem tímidos, não percam tempo, não adianta nos procurar no final da gestão”, alertou, colocando o TCM e a Escola de Contas à disposição de todos os que fazem a administração municipal nos 12 municípios.

A procuradora Elizabete Salame da Silva manifestou a alegria de estar de volta a Marabá e desejou a todos os participantes que aproveitem os ensinamentos que serão expostos para fazer as prestações de contas de “forma correta, transparente e exitosa”.

O vereador Pedro Correa Lima, que é servidor público há 25 anos, lembrou que antes o TCM era visto como um órgão punitivo e disse que, agora, ver o Tribunal ir aos municípios qualificar os servidores o deixa muito alegre. “Muitas vezes o servidor erra muito por falta de conhecimento, sem má intenção”, destacou.

O deputado Márcio Miranda ressaltou o fato de a Assembleia Legislativa ser parceria no projeto e lembrou que o TCM não quer punir, quer prevenir, orientar, levar informação, conhecimento e capacitação. “Isso é muito importante, nos dias de hoje a lei muda com muita rapidez, todo dia tem lei nova, quem não se capacita vai ficando para trás e não cabe a nenhum de nós dizer que não sabia que não conhecia”, alertou, informando em seguida, que, na última gestão municipal, dos 144 prefeitos do Estado do Pará, 75 tiveram problemas com licitações e 45 “amanheceram com o Ministério Público e a polícia na porta da casa deles”.

“Nós queremos que agora seja diferente, que o gestor saiba que não dá mais para fazer o que se fazia antes, mesmo uma simples transferência de recursos, de pasta ou de programa”, acentuou.

Último a discursar, o prefeito Tião Miranda disse que o “o melhor jeito de administrar é a transparência”, reforçando o que disse o presidente da Câmara: “Muitas vezes o erro acontece por falta de conhecimento”.

O TCM pretende levar o Projeto Capacitação a todos os municípios do Estado, repassando informações sobre prestação de contas e gestão de recursos públicos de forma transparente e didática.

PROGRAMAÇÃO

Segunda-feira (2)

Palestras:

Função Fiscalizadora do TCM-PA, por Rafael Maués, diretor jurídico do TCM;

Ouvidoria – Instrumento de Interação do TCM com a sociedade, por Marcus Vinícius Goes Monteiro, coordenador da Ouvidoria do TCM;

Funcionalidades do Integrador Pará, por Cilene Moreira Sabino de Oliveira, presidente da Jucepa (Junta Comercial do Estado do Pará);

Política Pública de Apoio aos Pequenos Negócios, por Roberto Bellucci, Sebrae; e

Desafios da Gestão Ambiental, por Susany de Sena Nery, Ibam.

Terça-feira (3)  

8h às 18h

Turma 1 – Gestão de Fundos Municipais: Educação, Saúde e Assistência Social, por Ticianna Sauma Gontijo Saraiva, analista do TCM-PA.

8h às 18h

Turma 2 – Atos de Pessoal, por Romeu Romanholy Ferreira, analista do TCM-PA.

Quarta-feira (4)

8h às 12h

Turma 1 – Controle Interno, por Débora Moraes Gomes, secretária de Controle Interno do TJE/PA (Tribunal de Justiça do Estado do Pará).

8h às 12h

Turma 2 – Receitas Próprias Municipais, por Luiz Fernando Costa, analista do TCM-PA.

14h às 16h

Turmas 1 e 2 – Prestação de Contas ao TCM-PA, UNICAD, SPE e Mural de Licitações, por Marcus Antônio de Souza e Sebastião Mauro Rabelo, analistas do TCM-PA.

Comércio

Basa disponibiliza mais de R$ 90 milhões para investimentos na região de Carajás

A Instituição realizou visita à Parauapebas na última sexta-feira (26) para apresentar suas propostas de crédito ao empresariado local

Grandes e pequenos empreendedores, na zona urbana ou rural, podem contar com linhas de créditos facilitadas pelo Banco da Amazônia (Basa), por meio do Fundo Constitucional do Desenvolvimento do Norte (FNO). A instituição financeira está realizando uma série de visitas aos municípios pólos da Região Norte para apresentar as propostas de crédito: é a ROTA do FNO.

Parauapebas foi o décimo primeiro município que recebeu a caravana da ROTA do FNO, o evento contou com a parceria da Prefeitura e ocorreu no auditório do Centro Administrativo, nesta sexta-feira (26). Entre outras destinações, o crédito pode ser disponibilizado para a aquisição de máquinas e equipamentos, custeio ou capital de giro, com uma margem de juros baixa – dependendo da opção, pode chegar à 0,53% ao ano.

De acordo com Luiz Sampaio, diretor comercial do Basa, são 90 milhões de reais de investimentos destinados às cidades de Parauapebas, Canaã dos Carajás, Curionópolis e Eldorado dos Carajás. “Sei que muitos estão temerosos em investir, mas temos dados que apontam para um novo aquecimento na economia, tanto que vamos criar uma nova superintendência do Basa só para atender a região sul e sudeste do Pará”, adiantou o representante do banco.

O empresariado local compareceu em peso ao evento e saiu satisfeito, não só com as facilidades de crédito apresentadas pela instituição financeira, mas também com as notícias compartilhadas pelo prefeito de Parauapebas, Darci Lermen, sobre as ações locais para o desenvolvimento da economia.

“Tudo isso é muito bom, sou cliente do Basa há 17 anos e 98% da minha movimentação financeira é toda por lá. Fiquei também muito satisfeito em ouvir do prefeito os investimentos e ações para as áreas de turismo e formação superior. Precisamos reagir, nossa cidade tem potencial”, disse o pecuarista Magliano Baesse Carvalho, um dos clientes que assinou contrato de financiamento com a Basa, durante o evento.

As dificuldades enfrentadas pelos empresários do município também foram destacadas durante o evento. “Nossos colegas empresários estão pedindo socorro; pessoas competentes, que estão no mercado há anos, estão com suas empresas quebrando”, relatou Leonardo Pinheiro, que representou a Associação Comercial e Industrial em Parauapebas (ACIP), durante o evento.

Cenário com boas perspectivas

Darci Lermen apresentou uma série de possibilidades de desenvolvimento da economia local em seu discurso e elencou algumas ações que a gestão municipal tem realizado no sentido de diversificar a economia e de reaquecer o movimento no mercado local. “Temos que fazer um pacto por essa cidade, precisamos nos unir”, declarou o prefeito, deixando os empresários animados quando informou que, dentro de poucos dias, mais de R$ 30 milhões estarão nas mãos dos professores da rede pública, graças ao repasse de verbas da educação, conquistado depois de um processo judicial.

“Quase 100 mil metros cúbicos de madeira estão se estragando em Carajás. Com essa quantidade, é possível o pessoal do Pólo Moveleiro trabalhar por uns 10 anos, gerando emprego e renda, por isso estamos lutando para conseguir esse matéria-prima junto à Vale; temos um potencial turístico enorme: são 111 mil hectares de floresta, com cavernas, cachoeiras, temos aldeias indígenas, águas termais; o porto-seco também é outro foco de trabalho nosso, em junho faremos a primeira visita; vamos contar com o apoio do ministro Helder Barbalho para asfaltar até as Quatro Bocas, o que vai possibilitar a implantação de frigorífico; temos o projeto da Orla, os consultores contratados pelo BID já estão em nossa cidade, é uma obra de 400 milhões de reais; na agricultura familiar, estamos implantando 140 pastos rotacionados, para o pequeno produtor trabalhar com o leite, temos um laticínio subutilizado na Estação do Conhecimento, na Apa, precisamos investir lá; até o final do ano, Parauapebas contará com um curso de medicina, de uma faculdade particular, e estamos avançando para a implantação do Campus da UEPA, que foi iniciado na gestão anterior”, acrescentou Darci Lermen.

Seguindo a “Rota do FNO”

A Rota do FNO é uma ação promovida pela área comercial do Banco da Amazônia e que objetiva dinamizar a aplicação do FNO através da divulgação das linhas de crédito de forma próxima aos empreendedores de todos os portes e segmentos da cadeia produtiva.

Assim, foi traçado um percurso e cronograma de realização dos eventos que ocorrerão em 25 municípios pólos de toda a Região Norte, abrangendo os Estados do Pará, Amapá, Rondônia, Tocantins, Amazonas, Roraima e Acre. Na oportunidade, serão apresentadas as linhas de financiamentos disponíveis para fomentar os negócios do empreendedor individual, agricultor familiar, produtor rural, micro e pequena empresa, bem como a média e grande empresa, e com destaque para as contratações destinadas ao custeio agrícola e pecuário, capital de giro e aquisição de máquinas e equipamentos, utilizando a metodologia de crédito pré-aprovado.

Para atender toda demanda existente, o Banco da Amazônia dispõe de R$4,6 bilhões de recursos do FNO para o ano de 2017, e quem participar da Rota do FNO irá conhecer o diferencial do Banco da Amazônia que são suas linhas de crédito, tanto comercial e de fomento. Terá a oportunidade de conhecer também sobre às condições de acesso ao FNO, linhas de crédito com prazos, limites e encargos financeiros diferenciados. Além disso, conhecerá sobre os benefícios da Lei 13.340 que informa sobre soluções para liquidar ou renegociar suas dívidas, com descontos de até 85%.

Educação

URE de Parauapebas é aprovada na ALEPA. Gesmar garante sua implantação imediata

Com a criação da nova Unidade Regional de Ensino, Parauapebas, Canaã dos Carajás e Curionópolis serão atendidos em Parauapebas, minimizando tempo e custo.

Após mais de uma década de luta, Parauapebas terá a sua Unidade Regional de Ensino (URE). Na sessão ordinária do último dia 05, foi aprovado o projeto nº 09, de autoria do deputado Gesmar Costa (PSD), que dispõe sobre a criação das UREs de Parauapebas, Xinguara e Uruará.

A medida representa um grande avanço no projeto educacional da região, que se ressentia de uma solução definitiva. A 20ª URE de Parauapebas será desmembrada da 4ª URE de Marabá que atualmente recebe a demanda de 17 municípios e já não tinha como suportar a imensa responsabilidade de acompanhar de perto os problemas desses municípios, que agora serão beneficiados. “O objetivo do projeto é descentralizar o serviço na área de educação, a 4ª URE atende municípios que são muito distantes e as ações estavam muito engessadas. E o mesmo ocorre nas URE’s de Conceição do Araguaia e de Santarém, que atendem entre 15 e 17 municípios respectivamente. Não como continuar dessa forma. Por isso, nós vamos reunir com o governador para pedir que ele sancione imediatamente o projeto para que elas comecem logo a funcionar”, defendeu o deputado. O projeto foi aprovado em turno único e redação final.

No novo formato, Parauapebas deixará de integrar a URE de Marabá e passará a atender Curionópolis, Eldorado e Canaã dos Carajás, que integravam a mesma unidade.

Já o município de Xinguara, que estava vinculado à URE de Conceição do Araguaia passará a ter uma URE no município, que, por sua vez, atenderá a outros oito municípios que também integravam aquela unidade.

O município de Uruará, que integrava a URE de Santarém também terá uma URE em seu território que atenderá a oito municípios da região, que também integravam aquela unidade.

Bastante satisfeito com a aprovação do projeto de sua autoria, o parlamentar afirmou que a conquista vem ao encontro das aspirações da comunidade de professores e alunos da rede de ensino do Estado, que agora passam a ter uma interlocução mais próxima para resolução dos problemas, além de terem uma gestão mais presente e ágil. “O mesmo vai acontecer com Xinguara e Uruará”, finalizou.

Fonte: Assessoria de imprensa do deputado Gesmar Costa

S11D

Vale inicia operação comercial do Projeto S11D

Embarques podem mudar a vida dos canaenses.

Por Marta Nogueira

A mineradora Vale embarcou 26,5 mil toneladas de minério de ferro da mina S11D, em Canaã dos Carajás, no Sudeste do Pará, na última sexta-feira, dando início à operação comercial do maior projeto de minério de sua história, afirmou a companhia brasileira nesta segunda-feira, em comunicado.

Transportada por ferrovia até o Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, em São Luís (MA), a carga do S11D foi dividida em três navios, cada um com capacidade entre 73 mil e 380 mil toneladas, segundo a empresa.

O restante da capacidade dos navios foi completado com minério Carajás IOCJ, proveniente de outras minas no Sistema Norte.

O Carajás IOCJ, com 65 por cento de teor de ferro, já representa 40 por cento das vendas da Vale. A mineradora calcula que até 2020 o Carajás IOCJ vai ultrapassar 50 por cento da produção.

A mina S11D foi inaugurada em dezembro. Com ela, a Vale planeja aumentar a atual produção anual da região Norte para 230 milhões de toneladas até 2020, ante os cerca de 155 milhões previstos para 2016.

“Ao lado de novas minas em operação, em Carajás, e dos investimentos já realizados em Minas Gerais, o S11D permitirá à Vale aumentar a sua competitividade no mercado internacional nos próximos anos”, disse a empresa nesta segunda-feira.

De acordo com a Vale, a alta qualidade do minério extraído da nova mina dará flexibilidade à empresa para misturá-lo, em portos na Malásia, China e Omã, com os produzidos nos chamados sistemas Sul e Sudeste, em Minas Gerais.
A ideia, segundo a empresa, é aumentar o preço do produto final vendido, além de prolongar a vida útil das minas de MG.

O complexo, segundo a Vale, contou com investimentos totais de 14,3 bilhões de dólares, sendo 6,4 bilhões de dólares aplicados na implantação da mina e usina de beneficiamento.

Outros 7,9 bilhões de dólares são referentes à construção de um ramal ferroviário de 101 quilômetros, à expansão da Estrada de Ferro Carajás (EFC) e à ampliação do terminal portuário.

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