Internet de qualidade é WKVE Liga você ao mundo!
Carajás

Moradores de Carajás são surpreendidos com nova taxa de moradia

Da rádio peão para a confirmação: funcionários e sindicato comentam que o aumento conquistado no Acordo Coletivo vai retornar para a Vale

*Todos os funcionários entrevistados não serão identificados nesta reportagem

Os moradores do Núcleo Urbano de Carajás foram surpreendidos nos últimos dias de 2017 com a “fofoca” de que em 2018 o valor de contribuição de moradia seria reajustado a partir do salário do funcionário da Mineradora Vale, administradora do condomínio destinado aos empregados que tem a função de técnico especializado a gerência na empresa.

Após o Blog receber várias mensagens desse “burburinho” em Carajás, moradores confirmaram que a nova tabela do “Aluguel Residencial Imóvel Próprio”, nome dado a taxa que é descontada no contracheque dos moradores, será reajustada a partir de março e foi apresentada aos gestores numa reunião no dia 27 de dezembro no Cine Teatro. Por conta do recesso de Ano Novo, muitos funcionários souberam da mudança na cobrança por outros moradores, antes mesmo de receber a informação do gestor.

A Assessoria de Imprensa da Vale confirmou que os valores atuais terão uma adequação para manutenção das moradias, das áreas verdes comuns e limpeza urbana. A Assessoria enfatizou a todo momento que os moradores não perderam o benefício e que “não se trata de aluguel e sim de valor a título de encargos pela concessão de moradia e manutenção paga pelos empregados Vale, que residem em Carajás, desde a criação do Núcleo Urbano”.

Uma funcionária, que já viveu os anos dourados de benefícios da Mineradora Vale, está indignada com a nova cobrança: “Eu achei a maior sacanagem que a Vale poderia fazer conosco que moramos em Carajás. Até mesmo porque a base utilizada para pagarmos o aluguel não foi a mesma utilizada para recebermos o aumento no último Acordo Coletivo, ou seja, o que recebi de aumento vou retornar para a Vale como taxa da minha moradia”, desabafou.

De acordo com informações passadas por funcionários, o cálculo será pelo tamanho do imóvel, a partir do salário do funcionário beneficiado pela moradia. O Blog não teve acesso a nenhuma tabela, mas simulamos a partir do depoimento dos nossos entrevistados:

ImóvelValor AtualValor estimado a partir de março
Apartamentos (2 quartos)R$25,00De R$100 a R$200
Casa 1 (2 quartos)R$28,00De R$150 a R$250
Casa 2 (3 quartos)R$105,00De R$180 a R$400
Casa 3 (4 quartos)Gerência (sem acesso)Gerência (sem acesso)
ComercialSem acessoSem acesso

Outro funcionário, que está há mais de 5 anos na empresa e mora há mais de 2 anos em Carajás, já se despede do Pará. A justificativa: a redução de benefícios o fez aceitar uma proposta de trabalho para estar mais próximo da família. “O norte do Brasil ainda é uma região carente de infraestrutura como estradas, saúde, segurança e lazer. O transporte aéreo demasiadamente caro. O atrativo principal da região para mão de obra especializada ainda é o financeiro. Nos últimos anos, a empresa reduziu gradativamente os benefícios dos empregados além da própria redução de funcionários, o que agregou mais demanda aos que permaneceram. Com isso, a diferença financeira que atraía mão de obra especializada para cá está equalizada com as regiões mais desenvolvidas. E o mercado, atualmente, tem mostrado sinal de aquecimento. Tenho acompanhado um número maior de pessoas saindo da Vale em busca de oportunidades em regiões mais desenvolvidas”, esclarece o funcionário que aceitou uma proposta que atende financeiramente a demanda familiar e não diferencia do que recebe atualmente.

É o mesmo embasamento do presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Mineração – Metabase Carajás Raimundo Amorim, conhecido como “Macarrão” que comentou que a “Vale está com dificuldade para contratar mão de obra especializada e está acabando com os atrativos para trazê-los para nossa região, inclusive está com risco de complicar operação, como por exemplo o S11D, por falta de profissionais especializados”.

Macarrão também se disse surpreso com a decisão de aumentar a cobrança para os moradores de Carajás. “O problema de moradia é geral para os funcionários, então trabalhamos na reivindicação coletiva dos 13 mil funcionários das 5 minas localizadas na região. O Acordo Coletivo visa negociar moradia, educação, saúde e os demais benefícios. Porém, a Vale oferece casa, promoção, educação para quem quer sem nenhum critério, trata os funcionários desiguais. Não temos como entrar nessa causa dos moradores de Carajás, por representarem uma minoria, mas deixamos o nosso Jurídico à disposição para nosso filiado recorrer dessa decisão, gratuitamente”, relata o presidente do Metabase.

O Blog solicitou a Assessoria da Vale o número de funcionários que moram no Núcleo Urbano, assim como a quantidade de residências e o custo de manutenção, porém essas informações não foram fornecidas até o fechamento dessa reportagem.

O que é o benefício da moradia em Carajás:

De acordo com a Mineradora, o empregado que mora do Núcleo Urbano paga uma taxa simbólica que dá direito a moradia com o consumo de água e luz.

Agora, os moradores temem também a mudança nessa realidade, pois muitos receberam a justificativa de que o aumento no valor é como equiparação aos funcionários que moram em Canaã dos Carajás. O Blog conversou com um funcionário que confirmou pagar atualmente uma taxa pela moradia de pouco mais de R$ 100 e que já foi informado que terá que arcar com o consumo de água e energia.

Sobre a possibilidade da cobrança em Carajás, a Celpa informou que não possui medidores instalados e que a Vale é uma cliente híbrida, ou seja, ela compra energia como a Celpa e distribui a partir da demanda. A Assessoria da Celpa acrescentou que está aberta para atender a demanda de clientes em Carajás.

Carajás

Carajás: destino preferido para eternizar momentos

Além da beleza natural, o clima e a segurança favorecem a escolha dos fotógrafos

O Parque Zoobotânico e o Núcleo Urbano da Serra dos Carajás, localizados há 25 km de Parauapebas, se tornaram o destino preferido de fotógrafos para eternizar momentos de grávidas, debutantes e noivos.

“Além do ambiente lindo, o clima favorece também, por estar sempre fresco e com uma luz natural maravilhosa, e, para mim o mais importante, a segurança. Sou comerciante e faço da fotografia meu hobby, apesar de me ocupar bastante ultimamente. Mas sempre penso no ambiente para não colocar em risco o meu equipamento, que é um investimento alto,” compartilha o fotógrafo Elienai Araújo, da Prime Fotos, que está há quatro anos no mercado de Parauapebas e região. Ele conta ainda que cerca de 90% dos seus clientes escolhem Carajás como ambiente para registrar seus momentos, uma decisão que ele aprova bastante. “Em Parauapebas, não tenho a mesma tranquilidade para fotografar como encontro em Carajás”.

Rosana e Magno percorreram mais de 80 quilômetros para fazer seu ensaio pré-casamento em Carajás: “viemos de Canaã [dos Carajás] por sugestão do nosso fotógrafo e gostamos do resultado. Já conhecia Carajás e agora esse cenário vai fazer parte também da nossa história de amor,” disse o noivo. “Amei o clima porque minha maquiagem ficou intacta. Agora estou ansiosa para conferir o resultado”, confessou a noiva.

Outro fotógrafo de Parauapebas que confirma a preferência dos clientes por subir a Serra dos Carajás é Kleiber de Souza e ele explica que tem um carinho pra lá de especial pelo destino. “Quando escolhem Carajás, eu fico feliz demais pois relembro os vinte e dois anos que morei lá. Os clientes sempre pedem pela beleza natural, o clima e a segurança”, revelou o profissional da Mídia Livre, que tem se destacado nos eventos de Parauapebas.

Então, se está pensando em eternizar seu momento e não ainda definiu o local, a Serra dos Carajás é uma opção de fácil acesso. A autorização é conseguida através do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) na portaria de Carajás e todos os profissionais de fotografia e filmagem já conhecem os procedimentos necessários.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Sindicatos

Atualizado: Metabase Carajás assinou ontem (22) Acordo Coletivo 2017/2018 com a Vale

Após três Assembleias, funcionários aceitaram a proposta da empresa e agora aguardam o salário mais incrementado em dezembro. Mineradora Vale vai desembolsar mais de R$50 milhões em 1º de dezembro.

O Sindicato dos Trabalhadores da Mineração – Metabase Carajás – assinou ontem (22) a noite o Acordo Coletivo 2017/2018 com a Vale referentes aos benefícios de 13 mil funcionários das Minas de Carajás, Manganês, Serra Leste, Sossego, S11D e Salobo.

Depois das Assembleias, que iniciaram na sexta-feira (17) e encerraram na terça-feira (21), os funcionários aprovaram por unanimidade a proposta da empresa. Agora, eles aguardam os salários com os valores reajustados em 2,5%, mais abono de R$ 1.200,00 pela retirada da cobertura dos tratamentos ortodônticos e implantes, e cartão alimentação com o valor duplicado de R$ 1.435,00.

“A folha de pagamento da Vale totalizando os quatro municípios no sudeste do Pará é de mais de R$ 38 milhões. Com os benefícios do acordo aprovado, dia 01 de dezembro, a empresa vai injetar na economia local cerca de R$ 53 milhões. Só os supermercados vão receber cerca de R$ 18 milhões, em função do valor dobrado, referente ao 13º do cartão alimentação”, explicou o presidente do Metabase Carajás, Raimundo Amorim, conhecido como “Macarrão”.

Esses valores animam o comércio local para esquecer um pouco da crise e, de acordo com conversa do Blog com alguns funcionários, a maior parte dos recursos será utilizado para quitar dívidas acumuladas no ano.

 

Datas de pagamentos dos benefícios
Dia 25 de novembro/2017
Pagamento do 13° crédito do cartão de alimentação no valor de R$ 735,00 (Já considerando o resíduo de R$ 17,50 do crédito do mês de novembro);

Dia 30 de novembro/2017
Pagamento do crédito de dezembro do cartão de alimentação no valor de R$ 717,50(Valor vigente do cartão de alimentação);

Dia 01 de dezembro/2017
Pagamento da indenização no valor de R$1.200,00 (não haverá desconto de Imposto de Renda, como a Vale informou anteriormente).

Transporte

Vale tem pedido para ajustar metas de produção na Estrada de Ferro Carajás negado pela ANTT

Em nota,a Vale informou que o atual modelo de Agências prevê que as concessionárias devem ter metas de desempenho aferidas e avaliadas periodicamente.

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) decidiu indeferir um pedido da mineradora Vale para ajustar metas de produção para a Estrada de Ferro Carajás – EFC no ano de 2017, segundo publicação do órgão regulador no Diário Oficial da União desta segunda-feira.

De acordo com a resolução da ANTT, ficam mantidas as metas de produção definidas anteriormente para Carajás.

A publicação da ANTT não detalha qual era o pleito da Vale para as metas, mas, em nota enviada ao Blog, a Assessoria de Imprensa da Vale informou que “o ajuste anual de metas é um processo comum e regular junto à ANTT. O atual modelo de Agências prevê que as concessionárias devem ter metas de desempenho aferidas e avaliadas periodicamente. Como as metas de produção dependem do volume de clientes, e fatores externos podem impactar negativamente (quebra de safra, por exemplo), a legislação prevê a possibilidade de pedido justificado de ajustes anuais nas metas pactuadas, cabendo à Agência acatar ou não“.

A nota conclui informando que “a negativa não impacta a prestação adequada do serviço. A Vale sempre busca seguir todos os trâmites necessários e reforçar seus compromissos com o Poder Concedente, usuários e sociedade“.

Futebol

Parauapebas fica no empate sem gols diante do Carajás no estádio Rosenão, mas avança na Segundinha do Parazão

O time do Gigante de Aço vai aguardar a última rodada da 1ª fase para saber sua posição na Chave A2

Por Fábio Relvas

O Parauapebas Futebol Clube não conseguiu furar o bloqueio do Carajás e ficou só no empate sem gols na tarde deste domingo (05/11), no estádio José Raimundo Roseno Araújo, o Rosenão. O jogo foi válido pela 4ª rodada da 1ª fase da competição estadual. Com o resultado, o PFC garantiu vaga na 2ª fase da Segundinha do Parazão. O Gigante de Aço foi para 8 pontos e segue líder da Chave A2 e vai aguardar o resultado da 5ª rodada entre Tiradentes e Izabelense para saber se fica em 1º ou em 2ª lugar. O time parauapebense folga na próxima rodada.

O jogo: 0 a 0
Antes do primeiro minuto de jogo, o PFC quase abriu o placar. O lateral Wanderson cruzou da direita, o zagueiro Martony chegou na frente salvando o Carajás. O Pica-Pau assustou logo depois, quando Caio encontrou Edinaldo na esquerda que cruzou para trás, Léo Rosa chutou cruzado, a zaga cortou mal e Ronaldo ficou de cara para abrir o placar, mas conseguiu chutar para fora.

Em um escanteio, Martony cabeceou para o meio e a bola passou na boca do gol e ninguém do Carajás chegou para completar. Com o forte calor no estádio Rosenão, o árbitro Olivaldo José Alves Moraes deu a parada técnica para os jogadores se hidratarem em campo. Na volta para o jogo, o PFC quase chegou lá, após a bela jogada de Aleílson, que tocou na esquerda para Neilson, mas o chute cruzado passou de todo mundo, levantando a torcida nas arquibancadas.

No segundo tempo, Bruno Leite arrancou pela direita e cruzou rasteiro em cima do goleiro Evandro Gigante. O Pica-Pau do Outeiro assustou, depois que o atacante Davi dividiu uma bola na área e ficou com a sobra, mas o tiro saiu por cima da meta de Cleriston. Em um cruzamento de Léo Rosa da direita, a bola ficou na área até o toque do zagueiro Alan e mais uma vez apareceu bem o goleiro Cleriston para defender.

O time do Carajás chegou em um chute de fora da área desferido por Marcos, o goleiro Cleriston de mão trocada mandou para escanteio.  Depois de levar sustos, finalmente o PFC chegou com Bruno Leite, que entrou livre e bateu cruzado, ninguém apareceu para marcar. Em uma sobra de bola, Gilberto cruzou para Aleilson, que cabeceou em cima do goleiro Evandro Gigante.

O meia Flamel resolveu mostrar sua categoria e fez uma boa jogada para cima do zagueiro Alan do Carajás, que cometeu uma falta mais forte e acabou levando o segundo cartão amarelo e consequentemente o vermelho. Apesar de ter um jogador a mais, o Gigante de Aço não conseguiu se impor dentro de campo e não assustou o adversário. Placar final: Parauapebas 0 x 0 Carajás.

“Tivemos três chances no começo do jogo e infelizmente não colocamos para dentro. Fomos bem melhores no 1º tempo. No 2º tempo eles equilibraram o jogo com as mudanças deles e no final do jogo com a expulsão nossa com dez minutos que faltavam ficou mais complicado. Tentamos fechar ali com duas linhas de quatro e conseguimos buscar um ponto que era o objetivo nosso. Uma vitória é claro seria o primeiro, mas esse um ponto sem sombra de dúvida nos dá total condição de conseguir uma vitória (contra a Desportiva) lá em Belém e conseguir a classificação”, afirmou Lindomar de Jesus, técnico do Carajás.

“Um jogo bem disputado. A equipe deles a gente sabia que era forte, jogadores que tem uma rodagem boa. Foi uma deficiência nossa, já que faltou tranquilidade para trabalhar a bola, nós fizemos de 10 a 12 minutos com um elemento a mais. Acredito que hoje a grande diferença tenha sido a gente não ter conseguido o resultado positivo, da gente não ter caprichado nos passes, nos cruzamentos quando a gente chega na linha de fundo para fazer esse passe para trás. Vamos trabalhar isso e caprichar um pouco mais”, analisou Everton Goiano, técnico do Parauapebas.

FICHA TÉCNICA

PARAUAPEBAS: Cleriston; Wanderson (Bruno Leite), Cris, Wanderlan e Neilson; Francesco, Gilberto, Felipe Baiano e Thiago Potiguar (Flamel); Tozim (Danúbio) e Aleilson. Técnico: Everton Goiano.

CARAJÁS: Evandro Gigante; Léo Rosa, Martony, Alan e Caio (Marcos); Ricardo Capanema, Tanja, Ronaldo (Nadson) e Edinaldo; Daniel Papa-léguas (Marcelo Brás) e Davi. Técnico: Lindomar de Jesus.

Árbitro: Olivaldo José Alves Moraes

Assistentes: Ivaldo de Oliveira dos Santos e Antônio Alves Teixeira Filho

Quarto-árbitro: Elerson Fernandes da Silva

Cartões amarelos: Wanderson (Parauapebas); Alan e Caio (Carajás)

Cartão vermelho: Alan (Carajás)

Local: estádio José Raimundo Roseno Araújo, o Rosenão, em Parauapebas

Resultados da Segundinha:
Chave A1
Vênus 1 x 1 Tuna

Chave A2
Izabelense 1 x 0 Desportiva
Parauapebas 0 x 0 Carajás

Chave A3
Tapajós 10 x 0 Paraense
Gavião Kyikatejê 0 x 0 Santa Rosa

Mineração

Vale bate recorde trimestral na produção de minério de ferro.

A produção de minério de ferro da Vale atingiu recorde trimestral de 95,1 milhões de toneladas de julho a setembro deste ano, aumento de 3,3% na comparação com o mesmo período de 2016.

A Vale produziu, no terceiro trimestre deste ano, 95,1 milhões de toneladas de minério de ferro, alta de 3,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram produzidas 92,09 milhões de toneladas da commoditie. Segundo o relatório trimestral da empresa, divulgado hoje (19), o aumento ocorreu devido a melhor performance operacional no Sistema Norte e ao ramp-up de S11D.

No acumulado dos nove primeiros meses deste ano, a produção de minério de ferro da mineradora aumentou 6,5% ante o mesmo período do ano passado, totalizando 275,15 milhões de toneladas.

“Conforme anunciado no Relatório de Produção do 2T17, a produção de minério de alta sílica originado nos Sistemas Sul e Sudeste foi reduzida em quantidade anualizada de 19 Mt. Desta forma, a produção ficará próxima ao limite inferior da faixa 360 – 380 Mt para 2017, em linha com a estratégia atual de maximização de margem. A Vale reafirma o caso base de sua meta de produção de longo prazo de 400 Mt por ano”, declarou a mineradora.

O Sistema Norte, que compreende Carajás, Serra Leste e S11D, atingiu recorde trimestral de 45 milhões de toneladas no terceiro trimestre deste ano, produzindo 16,4% a mais do que no mesmo período de 2016, devido ao ramp-up do S11D, que está avançando conforme o planejado, à melhor performance operacional na mina e na planta de Carajás e à sazonalidade climática.

Já o Sistema Sudeste, que compreende os complexos das minas de Itabira, Minas Centrais e Mariana, produziu 26,9 milhões de toneladas julho a setembro, queda de 1,3% ante as 27,2 milhões de toneladas produzidas no mesmo período do ano passado. “Isto se deveu, principalmente, à redução da produção em algumas minas com a finalidade de priorizar margens mais altas”, afirma a Vale.

O Sistema Sul, formado pelos complexos das minas de Paraopeba, Vargem Grande e Minas Itabirito, produziu 22,6 milhões de toneladas no terceiro trimestre, queda de 12% ante o mesmo trimestre do ano passado, queda de 12% na comparação com o mesmo período de 2016, quando foram produzidas 25,6 milhões de toneladas, devido, principalmente, à redução da produção em algumas minas, também como forma de priorizar margens mais altas.

O Sistema Centro-Oeste, que compreende as minas de Urucum e Corumbá, produziu 632 mil toneladas de julho a setembro, aumento de 13,9% ante as 554 mil toneladas do mesmo período de 2016, como resultado da estratégia corrente da Vale para otimizar margens.

Governo do Pará

Sete municípios da região Carajás ganham reforço na saúde básica com novas ambulâncias

Em 2017, até agosto, o Governo do Pará entregou o valor total de R$ 4.260.904,45 em equipamentos para a saúde, como resultado de emendas parlamentares de deputados estaduais.

Em cerimônia realizada nesta quinta-feira (05), os municípios de Bom Jesus do Tocantins, Curionópolis, Eldorado do Carajás, Marabá, Palestina do Pará, São Domingos do Araguaia e São Geraldo do Araguaia, na região Carajás, receberam do Governo do Estado ambulâncias para reforçar a saúde básica. No total foram 46 municípios paraenses contemplados.

Desde 2013, o governo já entregou 249 ambulâncias para municípios do Estado. Apenas os veículos entregues hoje representam um investimento de aproximadamente R$ 3,8 milhões e são originários de emendas de 28 deputados estaduais. Prefeitos e gestores das prefeituras contempladas estiveram na entrega, feita pelo governador Simão Jatene no Palácio do Governo.

As ambulâncias entregues são de simples remoção (tipo A), modelo 2016, zero quilômetro, tipo furgão flex, com motor mínimo de 1.6, na cor branca. Elas vêm com direção hidráulica, maca, balão de oxigênio e ar-condicionado. Para os prefeitos, a entrega representa avanços e a possibilidade de atender melhor à população. “Recebemos com gratidão esse equipamento, que é fruto do trabalho conjunto do governo e da Assembleia Legislativa. Para nós, que somos de municípios pequenos e com poucos recursos, esses veículos são muito importantes”, disse o prefeito de São Domingos do Araguaia, Pedro Paraná (PPS), presidente da Associação dos Municípios dos Municípios do Araguaia, Tocantins e Carajás (Amat Carajás).

O governador Simão Jatene destacou os avanços na saúde pública no Pará, com a construção de hospitais de alta e média complexidade em todas as regiões do Estado e o investimento maciço no aparelhamento dessas unidades. “Muitos podem pensar que uma ambulância não faz diferença, mas para quem vive a realidade do interior, esses veículos se somam à estratégia e à rede que temos construído de hospitais, destacando os regionais e que esse esforço conjunto tem como objetivo final atender as demandas da sociedade, além de salvar vidas”, afirmou. “É inegável que avançamos muito, e preciso aqui dar o crédito aos deputados, que são nossos parceiros, independente de partidos políticos”, continuou o governador.

Balanço

Em 2017, até agosto, o Governo do Pará entregou o valor total de R$ 4.260.904,45 em equipamentos para a saúde, como resultado de emendas parlamentares de deputados estaduais. Foram destinadas aos municípios 33 ambulâncias tipo A, três ambulâncias tipo B, duas ambulanchas e quatro equipamentos da área de saúde, além de quatro novos modelos de ambulâncias de alta resolução para os municípios de Pacajá, Jacundá, Xinguara e Belém.

Apenas em 2016, o Pará repassou R$ 12.709.114,45 para a área de saúde nos municípios, como resultado de emendas parlamentares de deputados estaduais. Foram entregues 119 ambulâncias a mais de 50 prefeituras do interior (cerca de R$ 8,131 milhões investidos), além de onze equipamentos de saúde (R$ 927.210) e dez ambulanchas (R$ 1.655 milhão).

Municípios contemplados nesta quinta (5):

Abaetetuba, Anapu, Augusto Corrêa (2), Bom Jesus do Tocantins, Bonito, Bragança, Breu Branco, Bujaru (2), Cametá, Capitão Poço, Curionópolis, Eldorado dos Carajás, Floresta do Araguaia, Inhangapi, Ipixuna do Pará, Irituia, Itupiranga, Jacundá, Marabá, Mãe do Rio, Marapanim, Nova Esperança do Piriá (2), Nova Timboteua, Novo Progresso, Oeiras do Pará, Ourilândia do Norte, Palestina do Pará, PauD’Arco, Prainha, Quatipuru, Rurópolis, Santa Izabel do Pará, Santa Maria das Barreiras, Santa Maria do Pará (2), Santarém (3), Santarém Novo, São Domingos do Araguaia, São Francisco do Pará, São Geraldo do Araguaia (2), São João de Pirabas, São Miguel do Guamá, Soure, Tomé-Açu, Tracuateua, Trairão e Tucumã.

Por Luiz Carlos Santos/Agência Pará

Transporte coletivo

Prefeitura de Parauapebas autoriza aumento no preço das passagens de vans para Carajás e Vila Palmares

Valor da tarifa das vans para Carajás foi pra R$6,00. Já para a Vila Palmares II os usuários passarão a pagar R$7,20

Desde ontem, dia 2, a passagem da van que faz linha Parauapebas/Carajás está mais cara. Subiu de R$ 4,50 para R$ 6,00. O aumento da tarifa foi autorizado pela Prefeitura de Parauapebas através de um Decreto publicado no dia 19 de setembro. A correção da tarifa foi solicitada pela Cooperativa de Condutores Autônomos de Carajás (Coopavel).

Na portaria da Vale, quem procurou pelo transporte foi surpreendido com o valor reajustado e reclamou. “Já pensou pagar 12 reais todo dia? Pra quem trabalha de segunda a sexta, como eu, vai ter que desembolsar por semana uns 60 reais. E olha que ainda somos obrigados a pagar mais 6 reais do transporte daqui da portaria até o nosso bairro, já que a van só nos deixa até aqui”, desabafou Maria de Fátima, que trabalha no Núcleo Urbano de Carajás, mas mora no bairro da Paz.

As 18 vans que fazem o percurso de Parauapebas/Carajás são da Coopavel. O presidente da cooperativa, Manoel Alves, justificou que o aumento foi para corrigir as perdas da categoria com os sucessivos aumentos no preço do combustível. Alves explicou que o último reajuste no valor da passagem das vans foi em março de 2015 e por isso era necessária a correção da tarifa, porque havia risco das vans paralisarem o serviço.

“Nós já estávamos com quase 3 anos sem aumento. Além do reajuste do combustível, a nossa linha não pega passageiro no percurso e a Vale nos proíbe de carregar passageiro em pé. Tudo isso diminui a arrecadação de dinheiro para custear o serviço, ao ponto de que quase não estávamos conseguindo operar”, argumentou Alves, informando ainda que, dos 18 veículos, apenas 12 realizam o serviço em sistema de rodízio, em virtude da falta de passageiros.

Para o motorista, Ivaldo Ribeiro Dutra, que trabalha há 17 anos com transporte, a nova tarifa é uma garantia de manter o emprego dele e dos colegas. “A gente não estava conseguindo pagar as contas. Temos o compromisso de subir até a Serra, mesmo com as vans quase vazias. Muitos passageiros acabam pegando carona. E são 25 quilômetros daqui até o núcleo. Muito mais longe que Palmares 2, que teve um aumento no preço maior ainda”, destacou Ivaldo, falando sobre o reajuste de R$ 6,00 para R$ 7,20 da linha Parauapebas/Palmares 2, também autorizado pela Prefeitura. “Lá o percurso é menor, de 20 quilômetros, e as vans pegam passageiros no meio do percurso que também vão em pé. Então eles têm mais condições de faturar que a gente”, disse Ivaldo.

Câmara de Vereadores
Algumas moradoras do Núcleo Urbano de Carajás, que pagam o transporte das domésticas procuraram a Câmara de Vereadores nesta terça-feira, dia 3, para buscar apoio. A assistente social, Irenice Almeida, explicou que o reajuste vai comprometer o orçamento. “Isso vai pesar  no nosso bolso porque vamos pagar 6 reais da van, mais 3 reais para o transporte nos bairros, e isso dá uns 18 reais por dia, multiplicando por 30, são 540 reais que temos que bancar”.

Irenice e outras patroas querem que volte a implantação da carteirinha das domésticas que existia na gestão da ex-prefeita Bel Mesquita, quando a prefeitura custeava maior parte das passagens e as diaristas pagavam uma taxa por mês. “A gente pede à essa Casa de Leis que olhe por nós porque se Carajás é um bairro de Parauapebas queremos os mesmos direitos dos passageiros daqui”, concluiu a assistente social.

error: Conteúdo protegido contra cópia!