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Eventos

Partage Shopping Parauapebas promove show de Pinduca, o Rei do Carimbó, neste sábado (20)

Próximo de completar 80 anos e cheio de vitalidade, o artista continua em atividade na música e se apresentando às novas gerações com toda a maestria digna do Rei do Carimbó.

Em comemoração ao aniversário de 29 anos da cidade de Parauapebas e 6 anos do Partage Shopping, o empreendimento recebe amanhã, 20 de maio, às 19h, um show especial com Pinduca, Rei do Carimbó. O evento acontece na Praça de Eventos do shopping e a entrada é gratuita.

O cantor paraense Pinduca, conhecido como o rei do carimbó, apresentou seu 36º disco, “No Embalo do Pinduca” (Natura Musical, 2016), recentemente. O show no Partage Shopping promete ser um grande baile dançante. Pois, neste álbum, o cantor paraense revive os grandes momentos da carreira de quase cinco décadas. “No Embalo do Pinduca”, produzido por Manoel Cordeiro, com direção artística de Marcel Arêde, traz 13 faixas entre carimbós, lambadas, cumbias, siriás e comacheras, que celebram grandes momentos da carreira de Pinduca. Próximo de completar 80 anos e cheio de vitalidade, o artista continua em atividade na música e se apresentando às novas gerações com toda a maestria digna do Rei do Carimbó.

Responsável pela modernização do ritmo nos anos 70, Pinduca introduziu a levada de pau e corda amazônico, a instrumentação de guitarra, baixo, teclado, bateria e sopros e invadiu o país quatro décadas atrás. “Sinhá Pureza”, canção mais conhecida, foi gravada por intérpretes da música brasileira como Fernanda Takai, Eliana Pittman e Nazaré Pereira e é um hit certeiro nas festas que celebram a cultura do Norte do país.

Serviço: Partage Shopping Parauapebas comemora aniversário com show de Pinduca

Data: 20 de maio

Horário: 19h

Local: Praça de Eventos do Partage Shopping Parauapebas

Entrada Gratuita

O Partage Shopping Parauapebas fica na Rodovia PA 275, entrada da cidade.

Parauapebas

Grupo Retumbá realiza arrastão com o ritmo de carimbó pela cidade de Parauapebas

Por Fábio Relvas

O Carimbó, manifestação típica do estado do Pará e da região Amazônica, foi reconhecido em setembro do ano passado, como patrimônio cultural e imaterial do Brasil. Motivo de orgulho para os praticantes da dança, que vem de origem indígena. Algumas pessoas vieram de Belém para a cidade de Parauapebas e criaram o Grupo de Expressão Cultural Retumbá, que realiza um trabalho voltado para uma projeção cultural. Criado há dois anos, este grupo conta com 22 membros, entre homens, mulheres e adolescentes.

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O Retumbá segue as origens da dança, que é executada ao som de instrumentos artesanais, contando ainda com mulheres de saias rodadas e floridas e com homens com camisas coloridas. Também faz parte do grupo o tradicional boi junino que no momento ainda não possui nome e dos cabeçudos oriundos da cidade de São Caetano de Odivelas, nordeste do Pará.

O carnaval do Retumbá é sair com arrastão pela cidade, tendo a concentração na esquina da rua 10 com a rua E, na PA 275. “Retumbá quer dizer o som que vem de longe e a gente tem este projeto de fomentar a cultura aqui na região. Agora no período do carnaval, escolhemos um movimento cultural de rua, com o lançamento do boi”, afirmou Edson Ferreira, coordenador do grupo.

O projeto do Grupo Retumbá é inserir crianças dentro do contexto do carimbó, além de batizar o boi e denominar o movimento de cortejo cultural. Após o carnaval, os arrastões vão continuar aos domingos, pelo menos dois finais de semana em cada mês. “O trabalho é independente, é com o esforço dos componentes para que a gente possa movimentar. O intuito é de agregar no cenário cultural de Parauapebas, um fomento de cultura popular. Uma vez, a gente percebe que aqui a população vem para trabalhar. Nós queremos dá uma alternativa e atingir principalmente as crianças e as famílias. Por isso escolhemos o dia do arrastão para ser um domingo pela manhã e contemplar também essa população”, finalizou Edson.

Serviço:

O boi vai seguir com o grupo nos festejos juninos e atualmente está sem nome. A votação para batizar um dos símbolos do folclore popular brasileiro está em aberta. Basta entrar em contato com o Grupo Retumbá e sugerir os nomes. Contatos: (94) 98149-6035 (WhatsApp) / (94) 98169-7758. E-mail: edson.folk@gmail.com / (94) 99243-3135 (WhatsApp)

Pará

Carimbó paraense é declarado patrimônio cultural brasileiro

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) aprovou o registro do Carimbó como patrimônio cultural do Brasil. A decisão, feita por unanimidade, saiu na manhã desta quinta-feira, 11, durante reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em Brasília. O pedido de Registro foi apresentado pela Irmandade de Carimbó de São Benedito, Associação Cultural Japiim, Associação Cultural Raízes da Terra e Associação Cultural Uirapurú, com a anuência da comunidade.

Carimbo

Entre os anos de 2008 e 2013, o Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI/IPHAN) e a Superintendência do IPHAN no Pará conduziram o processo de Registro e acompanharam as pesquisas para a Identificação do Carimbó em diversas regiões do estado. Muito mais que uma manifestação cultural, as formas de expressão contidas no Carimbó estão expressas em seus aspectos artísticos, cultural, ambiental, social e histórico da região amazônica.

A reunião do Conselho Consultivo foi acompanhada por um grupo de artistas do Pará, entre eles cinco mestres do carimbó de Marapanim, considerado o berço desse ritmo. “Esperei nove anos por esse momento. Só quem sabe o amor que eu tenho por essa cultura, consegue entender a emoção que eu sinto agora. A luta pelo reconhecimento nacional do carimbó é uma luta de todos os paraenses, que assim como eu acreditam na força e na beleza da nossa cultura popular”, afirma o mestre Manoel, líder do grupo Uirapuru, uma das associações de carimbó mais antigas da cidade.

Em um barracão de madeira, usado como espaço de oficinas de percussão e confecção de instrumentos típicos de carimbó, mestre Manoel ensina o amor ao ritmo paraense a dezenas de crianças da comunidade. Mesmo sem nenhum tipo de patrocínio, o local funciona como um grande polo de incentivo à cultura popular em Marapanim, considerada a terra do carimbó. “Só eu sei o quanto é difícil manter esse projeto de incentivo ao carimbó, mas a cada novo instrumento fabricado aqui no barracão, a cada nova criança que aprende a tocar percussão, a minha certeza de estar no caminho certo só aumenta”, conta o mestre, que compôs uma música especialmente para ser apresentada durante o evento, em Brasília.

Outro mestre de carimbó também celebra a decisão do IPHAN. Ex-integrante do grupo Uirapuru, mestre Luiz dos Santos, 72, é um dos maiores defensores do carimbó raiz de Marapanim. “Na teoria talvez não signifique muita coisa, mas na prática, o título de patrimônio cultural imaterial do país resgata a autoestima do mestre de carimbó e valoriza ainda mais o ritmo, que passará a ser respeitado e reconhecido em todo o país. Eu, que já estou há mais de 50 anos nesse meio, e já senti várias vezes a falta de reconhecimento pelo meu trabalho, sei que essa decisão vai reacender o amor do público pelo ritmo mais popular do Pará”, conta o idealizador do grupo “Os originais”.

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O registro como patrimônio cultural imaterial brasileiro é um instrumento de reconhecimento concedido pelo governo federal a um determinado bem que seja reconhecido como referência cultural em todo o país. A reunião desta quinta-feira, em Brasília, finalizou o processo de registro de bem cultural iniciado oficialmente em 2008, resultado das discussões e mobilizações que grupos e mestres de carimbó realizaram no município de Santarém Novo, nordeste do estado, há nove anos, quando surgiu a campanha.

“Historicamente, Marapanim sempre teve forte ligação com o carimbó. E isso é muito nítido com a presença de diversos mestres e grupos de carimbó espalhados pelos quatro cantos da cidade. Por isso, estamos muito felizes com essa notícia e acreditamos piamente que o carimbó consegue preencher todos os requisitos exigidos para esse tipo de reconhecimento”, ressalta Ranilson Trindade, presidente da Associação Marapananiense de Agentes Multiplicadores de Turismo (Amatur) e coordenador do Festival de carimbó no município, realizado todo mês de agosto.

Filho de mestre Lucindo, apontado como um dos maiores divulgadores do carimbó de Marapanim, o músico Ranilson da Silva, 49, decidiu seguir as tradições herdadas em casa. Desde o ano passado, ele e diversos familiares de um dos maiores nomes do carimbó do estado decidiram criar o grupo “Raízes do Mestre Lucindo”. “A nossa ideia é homenagear um dos maiores defensores da cultura de resistência do Pará e não deixar que a obra do Lucindo seja apagada da nossa história”, explicou o músico.

“A semente do carimbó plantada por mestre Lucindo cresceu e deu frutos. E agora é a nossa vez de mostrar para o Brasil inteiro a importância desse ritmo contagiante. Para nós é uma felicidade e uma honra enormes poder trazer o nome dele não apenas no nosso grupo, mas no sangue da maioria dos integrantes”, declara o músico Edilson Aleixo, 51, o “Chopp”, sobrinho de Lucindo.

Criado há menos de um ano, o “Raízes do Mestre Lucindo” já teve música premiada em festival e aos poucos vem ocupando espaço junto aos maiores grupos de carimbó da região. “A nossa principal função é não deixar morrer o carimbó raiz, cantado e ensinado por mestre Lucindo”, conta o vocalista Anselmo Amaral, 31.

Há mais de dois séculos, o Carimbó mantém sua tradição em quase todas as regiões do Pará, e tem se reinventado constantemente. Seus instrumentos, sua dança e música são resultados da fusão das influências culturais indígena, negra e ibérica; e a memória coletiva dos mestres e seus descendentes tem mantido vivo estes aspectos. Entretanto, a principal característica está nas formas de organização e reprodução sociais em torno desse ritmo, no cotidiano de sociabilidade dos carimbozeiros, seja ele relativo ao dia-a-dia do trabalho ou das celebrações religiosas e seculares.

Pará

CCBB de Brasília sedia festival com panorama da música paraense

CCBB de Brasília sedia festival com panorama da música paraense

A invasão não começou silenciosa. O movimento que há pelo menos uma década pulsa nas ruas de Belém chegou ao resto do país na figura exuberante da cantora Gaby Amarantos e se fez presente até no carnaval pernambucano – que neste ano teve shows de Dona Onete e Gang do Eletro no Rec Beat.

Gaby, Dona Onete e a Gang são algumas das atrações do festival “Invasão Paraense”, que começa nesta sexta-feira (3) no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília. Passando por ritmos como a guitarrada e o carimbó, o evento quer apresentar ao público um panorama da música paraense.

“Belém hoje uma fase parecida com a que viveu Recife nos anos 90, trazendo para o Brasil uma leva de artistas e de gêneros que o país não conhecia. É a cidade hoje que tem o cenário musical mais efervescente do país”, diz Chico Dub, um dos idealizadores do festival.

Para entender como o Pará se tornou um polo musical tão intenso, Dub afirma que é necessário conhecer os artistas que criaram os ritmos que hoje são considerados tipicamente paraenses.

E por isso vão se apresentar no festival nomes como Pinduca, conhecido como o rei do carimbó, e os Mestres da Guitarrada, projeto do Mestre Vieira em parceria com o músico e produtor Pio Lobato.

Belém vive hoje uma fase parecida com a que viveu Recife nos anos 90, trazendo para o Brasil uma leva de artistas e de gêneros que o país não conhecia. É a cidade hoje que tem o cenário musical mais efervescente do país”

Chico Dub, idealizador do festival ‘Invasão Paraense’
Vieira é um dos criadores da guitarrada, gênero tocado em guitarra com cordas de violão e com forte influência de ritmos caribenhos como merengue e lambada.

Os acordes sinuosos da guitarrada estão presentes no repertório de Gaby, da Gang do Eletro e da cantora Lia Sophia, que nasceu na Guiana Francesa, mas mora em Belém – e também se apresenta no festival.
“Eles reverenciam os artistas mais velhos, têm um respeito grande pelas pessoas que abriram as portas”, diz Dub sobre a relação da nova geração com a velha guarda da música paraense.

Brasília, cidade ‘bregueira’
Pouco menos de uma semana depois de se apresentar na Praça do Museu Nacional da República, Gaby Amarantos volta a Brasília nesta sexta, novamente em show gratuito. Ela abre a programação do festival e promete fazer um show tão animado quanto o do último sábado (28).

“Vamos ter algumas músicas diferentes, com um repertório mais voltado para a ideia central do festival, com mais músicas do Pará (…) Sempre fui tratada com muito carinho em Brasília, que acho que é uma das capitais mais bregueiras do país, que melhor está acolhendo a música brasileira”, diz a cantora.

Nascida e criada em Jurunas, na periferia de Belém, Gaby é atualmente o expoente mais forte da invasão paraense. Ela avalia que uma série de fatores contribuíram para o reconhecimento dos artistas do seu estado, entre eles o aumento da renda da classe média.

“É claro que tem uma questão econômica de uma classe C que ascendeu, que é o meu caso. É também um momento de quebra de preconceitos. O brega ficou muito popular, era muito segmentado antes. O Brasil sempre ouviu muito brega, mas sempre teve muita vergonha. Eu tinha um público mais popular e agora consigo atingir pessoas de um público mais alternativo, mais cult.”

Neotropicalismo e antropofagia cultural
Chico Dub afirma que o sucesso de Gaby, que ficou famosa com uma versão em tecnobrega de “Single Ladies”, da cantora Beyoncé, é um fenômeno que se repete nas periferias de países da América Latina, da África e da Ásia.

“Desde 2009 eu faço uma pesquisa internacional sobre a música eletrônica e sobre a música feita hoje nas periferias desses países. E todos esses países estão fazendo basicamente a mesma coisa: que é misturar música eletrônica com ritmos folclóricos, com a suas raízes”, afirma.

O Pará tem uma cultura que é muito diferente do resto do país. É uma espécie de neotropicalismo, de antropofagia cultural que eles estão conseguindo fazer e estão conseguindo exportar isso por causa da internet”

Chico Dub
Para Dub, a maior diferença entre o cenário musical que brotou em Recife nos anos 90, baseado na mistura de maracatu com outros ritmos, e a atual onda paraense é a possibilidade de divulgação via internet e redes sociais.

“Moda é sempre uma coisa passageira, mas eu acho que é [um movimento] que veio para ficar. O Pará tem uma cultura que é muito diferente do resto do país. É uma espécie de neotropicalismo, de antropofagia cultural que eles estão conseguindo fazer e estão conseguindo exportar isso por causa da internet.”

Dub, que é diretor artístico do Novas Frequências – festival internacional de música independente e experimental – e um dos curadores do Sónar São Paulo – que teve a Gang do Eletro como atração – afirma que o interesse de gravadoras estrangeiras pelo tecnobrega é latente.
“É muito claro que existe um interesse internacional pelo tecnobrega, porque é algo muito original. Você vê que aquele cenário é muito autêntico, que nasceu de uma vontade individual de cada um deles. Eles não são produtos”, diz.

Os shows de abertura e de encerramento do festival são gratuitos. Os ingressos para os outros custam R$ 6, a inteira. As apresentações começam às 21h. Confira detalhes na página do CCBB.

Veja a programação completa:
3 de agosto – Gaby Amarantos
4 de agosto – Pinduca
5 de agosto – Metaleiras da Amazônia
10 de agosto – Lia Sophia
11 de agosto – Dona Onete & Mestre Laurentino
12 de agosto – Mestre das Guitarradas com Mestre Vieira e Pio Lobato
17 de agosto – Guitarradas do Pará com Mestre Curica e Aldo Sena
18 de agosto – Festa de encerramento: Felipe Cordeiro, Gang do Eletro e Jaloo

Fonte: Jamila Batista Tavares – G1