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Redenção

Caminhão carregado de carne tomba na BR-158, em Santana do Araguaia

Após três horas do acidente, equipes da JBS recolheram toda a carne e levaram de volta ao frigorífico
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Uma carreta carregada de carne tombou na entrada da cidade de Santana do Araguaia, na BR-158. O acidente aconteceu por volta das 9 horas desta quarta-feira (9), em frente ao Residencial Rio Araguaia. De acordo com informações, após o acidente uma equipe da Polícia Militara (PM) esteve no local e evitou que a população saqueasse o caminhão.

O motorista, que não teve o nome revelado, disse que não daria entrevista à imprensa por medo de represálias. Para a polícia o motorista disse que perdeu o controle da direção do caminhão, tombando-o, e toda a carga veio a baixo.

Segundo Michael Douglas, repórter de um canal de televisão de Santana do Araguaia, na entrada da cidade há muitas curvas perigosas, o que deve ter contribuído para que a carreta virasse. Ainda de acordo com Michael, a carga de carne ficou por mais de três horas espalhadas às margens da BR-158. A equipe que retirou a carga não informou qual seria o destino levaria da mercadoria.

De acordo com informações, a carreta seguia na direção de Redenção-Santana do Araguaia. A carreta e a carga ficaram fora da pista, por este motivo o trânsito continuou tranquilo durante todo o dia. A JBS não informou o valor da carga.

Marabá

Operação fecha matadouro clandestino e apreende carne em açougues de Marabá

Chorume era lançado diretamente no Rio Itacaiúnas; 30 animais foram apreendidos e levados para abate sanitário
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Na manhã desta terça-feira, dia 27 de fevereiro, uma operação determinada pelo Ministério Público Estadual, através da Promotoria do Consumidor, fechou um matadouro clandestino de porcos no Bairro Jardim União, em Marabá. Foram apreendidos 30 porcos que estavam preparados para abate e o proprietário, Bom de Boia, foi conduzido para a Delegacia de Polícia Civil para prestar depoimento.

A operação foi conduzida pela Adepará (Agência de Defesa Sanitária) e contou com apoio da Secretaria Municipal de Agricultura, Polícia Militar e Procon Estadual. Segundo a médica veterinária Sumaya Emília Martins Paulino, da Adepará, o mesmo matadouro já havia sido interditado no ano passado, mas houve descumprimento e agora os animais foram levados para abate sanitário, sem aproveitamento da carne.

O local onde os animais ficavam confinados à espera do abate é altamente insalubre e as fezes eram lançadas diretamente no Rio Itacaiunas, assim como sangue e vísceras. “Há indícios do abate, com equipamentos, caldeira em funcionamento e animais no local”, disse ela, observando que não havia a Guia de Trânsito Animal (GTA) e os animais serão abatidos e a carne incinerada.

Paralelamente, a Vigilância Sanitária Municipal fez apreensão de carne suína na Feira da Laranjeira, Feira da Folha 28, levando mais de 100 quilos do produto.

Adonias Pereira dos Santos, 52 anos, o Bom de Boia, dono do matadouro clandestino, mesmo doente, foi ao local para falar com a Imprensa e se apresentar às autoridades. Bastante emocionado, ele disse que tem dez filhos e que aquela é única fonte de renda, com a qual vive há mais de 30 anos. Reclamou das autoridades e lembrou que apoiou prefeito, governador e hoje está sendo perseguido pelos órgãos que eles dirigem. “Tenho câncer, vou morrer, mas estão tirando o dinheiro para sustentar meus filhos”, desabafou.

REPERCUSÃO

A ação dos órgãos chegou rápido à Câmara Municipal e os vereadores se manifestaram sobre o assunto. O primeiro a destacar o assunto foi Ilker Moraes, que criticou a ação da Vigilância Sanitária. “Não há abatedouro Municipal em Marabá e em nenhum outro município desta região. É preciso que as autoridades firmem um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para dar prazo aos vendedores em açougues”, disse o vereador.

O presidente da Câmara, Pedro Corrêa Lima, disse que a Mesa Diretora vai convidar os representantes de todos os órgãos envolvidos na fiscalização da carne suína para discutir uma medida que não tire tantos empregos da cadeia produtiva deste segmento.

Por Ulisses Pompeu – correspondente em Marabá
polícia

PM apreende carne imprópria para o consumo que abasteceria açougues de Parauapebas

O produto saiu de Canaã dos Carajás, mas não passou pela inspeção sanitária e será destruído pela Adepará
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A Polícia Militar apreendeu na manhã de domingo (25) o caminhão frigorífico de placas OSZ-5548/Eldorado dos Carajás com cinco reses abatidas e divididas para entrega em açougues de Parauapebas. Sem nota fiscal, licença sanitária ou outro documento emitido por órgão de saúde animal, a carga foi apreendida e levada para a 23ª Seccional Urbana de Polícia Civil, onde o condutor do veículo, cujo nome não foi revelado, pouco soube informar.

Comunicado, o veterinário da Adepará (Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará), Denilson Lima, afirmou que o produto será destruído ainda nesta segunda-feira (26), por ser de origem duvidosa e impróprio para o consumo. “Essa carne veio de Canaã dos Carajás para abastecer açougues de Parauapebas”, reafirmou.

Denilson Lima – Adepará

Encarregado pelo caso, o delegado Fabrício Andrade disse que agora a polícia vai investigar a procedência da carne e os estabelecimentos para os quais ela seria entregue em Parauapebas. “Todos serão indiciados por comercialização de produtos impróprios ao consumo”, antecipou ele. O condutor do veículo foi liberado após prestar depoimento.

Reportagem – Ronaldo Modesto
Vigilância Sanitária

Fazendeiros denunciam aumento da violência na zona rural e comercialização de carne clandestina em Parauapebas

"A população tem preferência por comprar carne clandestina, em função do menor preço, e ainda se revolta contra o nosso trabalho quando fazemos a apreensão de produtos com origem clandestina”, relatou Vanessa Cristian, da Vigilância Sanitária da Prefeitura de Parauapebas.
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“Da última vez que os ladrões entraram em minha propriedade, roubaram 18 vacas. Eles sempre prendem o vaqueiro e levam o gado. O ladrão pode até ser preso, mas é solto 24 horas depois. Estamos sem esperanças, sem saber o que fazer. Antigamente o prejuízo era na rua, agora é na zona rural”. Esse é desabafo de um dos fazendeiros que participaram da reunião promovida pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Parauapebas (Siproduz), com autoridades públicas, realizada na última quinta-feira (23), com o objetivo de reivindicar mais segurança para a zona rural do município.

De acordo com os produtores rurais, o aumento da violência na zona rural tem sido fomentado pela grande quantidade de carne clandestina comercializada em Parauapebas. “Todo dia entra um caminhão de carne clandestina aqui. E impossível ser competitivo dessa forma”, alegou o dono de um frigorífico da cidade.

A reunião foi realizada no auditório da Associação Comercial e Industrial de Parauapebas (ACIP) e contou com as presenças do deputado Gesmar Costa, do Delegado Geral da Polícia Civil do Estado, Rilmar Firmino, e dos vereadores Horário Martins e Joelma Leite. O grupo cobrou mais efetividade dos órgãos fiscalizadores a nível municipal e estadual. As autoridades se comprometeram em buscar reforço dessas ações.

Com relação à fiscalização, a coordenadora da Vigilância Sanitária em Parauapebas, Vanessa Cristian dos Anjos esclareceu que não compete ao departamento o acompanhamento de frigoríficos e abatedouros, apenas a fiscalização dos estabelecimentos que comercializam a carne direto para o consumidor, como os açougues e supermercados.

“Nós verificamos as condições sanitárias do estabelecimento e também a procedência da carne. Abatedouros e frigoríficos clandestinos são casos de polícia, não compete à Vigilância sua fiscalização. O que facilita muito nosso trabalho são as denúncias, porém, ainda são poucas pois a população tem preferência por comprar carne clandestina, em função do menor preço, e ainda se revolta contra o nosso trabalho quando fazemos a apreensão de produtos com origem clandestina”, relatou Vanessa Cristian.

De acordo com os produtores rurais e também com a Vigilância Sanitária, os açougues da Vila Palmares são os que mais comercializam carnes clandestinas. O operador de máquinas pesadas, Hybraim Teixeira, diz que vale a pena sair do seu bairro, Populares I, para ir comprar carne na localidade: “pego minha moto e vou na Palmares, o gasto que eu tenho com gasolina compensa pelo preço que eu compro a carne lá. E muito mais barata. Eu faço um estoque no meu freezer”.

“Trabalhar na legalidade é muito difícil. Eu não consigo praticar um preço competitivo por conta dos impostos e outros custos que tenho, e pegar a carne de frigorífico é mais caro, não tem jeito de evitar esse repasse para o consumidor”, afirma Diego Novaes de Lacerda, que adquiriu há quatro meses um açougue localizado no bairro Novo Horizonte. “Ainda assim, eu prefiro pegar com o frigorífico por conta da segurança. Lá eles matam o animal, depois limpam e passam um jato de água quente e depois outro de água fria para matar as bactérias, em seguida vai tudo para a câmara fria”, acrescentou o empresário.

O consumo de carnes que não recebem o devido tratamento pode gerar doenças graves, tais como a neurocisticercose, que ocasiona cegueira e problemas neurológicos. Tuberculose e brucelose também podem ser transmitidas pela carne, conforme informações repassadas pela coordenadora da Vigilância Sanitária.

“É muito importante que o consumidor verifique a marca do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) na carne, isso garante a sua procedência. E, qualquer suspeita de estabelecimento comercial que esteja vendendo carne clandestina, por exemplo, quando o produto para abastecer o comércio chega mas não veio em caminhão baú refrigerado, já é um indicador de que aquela carne não está dentro do padrão. As denúncias facilitam muito o nosso trabalho e podem ser feitas pelo telefone da Secretaria de Saúde, 3346-1020, no ramal da Vigilância Sanitária”, reforçou Vanessa Cristian.

Serviço sanitário russo libera exportações de frigorífico do Pará

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imageO Rosselkhoznadzor – o Serviço Sanitário da Rússia – liberou ontem o frigorífico Rio Maria para exportar carne bovina para o país. A Rússia é o segundo maior importador de carne do país, perdendo apenas para Hong Kong (China).

Localizado no sul do Pará, o frigorífico Rio Maria produz atualmente 150 toneladas de carne bovina  por dia, segundo a Abrafrigo – Associação Brasileira Frigoríficos.

Marabá

Caminhão carregado de carne de Marabá pega fogo e mercadoria é saqueada no Tocantins

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Incêndio aconteceu na BR-153 perto de Oliveira de Fátima (TO). O veículo seguia de Marabá com destino a Minas Gerais.

Um caminhão, com placas de Santa Catarina, carregado com mais de 28 mil quilos de carne pegou fogo na madrugada deste domingo (24). Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) o motorista trafegava na BR-153 no km 554 em Oliveira de Fátima quando percebeu a fumaça que saia do caminhão. Ele encostou o veículo e o caminhão começou a pegar fogo.

O motorista seguia de Marabá, no Pará com destino a Minas Gerais. Segundo a PRF ele não soube informar as causas do incêndio. A carga, composta por carne bovina, foi saqueada por moradores da cidade, de acordo com a polícia. O motorista não se feriu.

Fonte: Surgiu

Notícias

Embargo

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Via Luiz Carlos Azedo

A presidente Dilma Rousseff tem um encontro marcado com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, amanhã. Na pauta, o embargo russo às carnes bovina e suína brasileiras que atinge estados como Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina, Goiás e Pará. Também será discutida a compra de equipamentos militares russos.

Notícias

MPF quer saber de onde vem a carne dos supermercados

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As 20 maiores redes têm 10 dias para fornecer a informação e dizer o que estão fazendo para reduzir os danos ambientais dos fornecedores

No início da semana, o Ministério Público Federal encaminhou um ofício às 20 maiores redes do País questionando onde as empresas adquirem a carne e o que elas vêm fazendo para impedir, por exemplo, a compra de boi criado em área de desmatamento.

A ofensiva partiu de uma atuação conjunta das Procuradorias da República de três Estados – Mato Grosso, Pará e Acre – e representa um segundo estágio na relação com fazendeiros, frigoríficos e supermercados.

Nos últimos anos, eles assinaram compromissos públicos ou Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) prometendo tornar mais sustentável a cadeia produtiva da carne. Agora, o MP quer saber se as promessas saíram do papel.

“Basicamente queremos saber o estágio das medidas prometidas desde 2009”, afirmou Daniel Cesar Azeredo Avelino, procurador da República no Pará. “Vamos esperar os supermercados se comunicarem e analisar caso a caso.”

O documento da procuradoria pede que os supermercados encaminhem “uma lista atualizada” de fornecedores. O texto também ressalta que eventuais problemas envolvendo fornecedores “traria consigo corresponsabilidade pelo dano ambiental” aos supermercados que compraram a carne ilegal.

Consumo. Os procuradores federais esperam fechar uma ponta da história com o ultimato: para onde vai a carne da pecuária, que continua sendo uma das principais causas de desmatamento na Amazônia?

As grandes redes varejistas nacionais e os exportadores de carne negam a compra dos chamados bois piratas, mas os animais continuam pastando sobre a floresta derrubada.

“Em 2009, quando o Ministério Público forçou a baixa da maré, vimos que estavam todos nus. Desde então, muita gente apostou que tudo ia continuar do mesmo jeito. O problema são os pequenos e médios”, afirmou Nilo D”Ávila, coordenador de políticas públicas do Greenpeace, a organização não governamental ambiental que atuou em parceria com o MP no assunto. “Os grandes frigoríficos estão se movendo, devagar, mas se movendo. Agora vamos ver se fizeram o que estavam prometendo.”

Varejo. De acordo com Paulo Pompílio, diretor de Relações Institucionais do Grupo Pão de Açúcar, a sustentabilidade da carne vendida ao consumidor “é um assunto em pauta e os interlocutores estão engajados em vender carne legal”. A marca Taeq, por exemplo, já monitora “da inseminação ao abate”.

“É um trabalho conjunto, não é só do varejo”, afirmou. “Estamos discutindo a fundo. Para o grande varejo essa carne não está indo.”

A lista inclui o Grupo Pão de Açúcar, Walmart e Carrefour, além da sergipana G. Barbosa, a gaúcha Zaffari e a mineira DMA Distribuidora. O MP enviou a solicitação dos fornecedores também para o Prezunic e o Zona Sul, do Rio de Janeiro, e os supermercados Sonda, Coop Cooperativa de Consumo e Savenagnago, de São Paulo.

O MP pede ainda explicações sobre o compromisso da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) de não comprar carne de fazendeiros que não respeitam a legislação. Procurada, a Abras não respondeu.

Fonte: Estadão