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Parauapebas

Em visita ao Karajás Shopping, diretoria da CDL se surpreende com instalações

O empreendimento contará com a Estação Cidadania e vai oferecer boas oportunidades de negócios.

Na tarde desta terça-feira, 03, membros da diretoria da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Parauapebas e empresários estiveram visitando as instalações do Karajás Shopping e a estrutura surpreendeu. De acordo com Euler Ronny, presidente da CDL, a cidade só tem a ganhar com o novo empreendimento.

“Eu fiquei bastante surpreso com a estrutura. Realmente, a população será beneficiada com os serviços que serão oferecidos. Sem contar claro, com o ganho que a cidade vai ter no ponto de vista econômico devido à geração de emprego e renda e acesso a cidadania”, destaca Euler.

“Estão de parabéns a Jussara e o Marx porque estão inovando na reestruturação do shopping, o que é muito importante, pois alavanca outros empresários do município e traz um leque de oportunidades para aqueles que assim como nós, pioneiros, continuem acreditando no desenvolvimento de Parauapebas”, ressalta o empresário Hipólito Gomes, que representou a Associação Comercial e Industrial de Parauapebas – ACIP – no evento.

Localização e estrutura
O Shopping fica localizado no cento da cidade em uma das vias mais movimentadas, a Rodovia Faruk Salmen, que é a principal via de acesso ao complexo Altamira e zona rural de Parauapebas.

O Karajás Shopping ressurge com uma estrutura de excelência para quem deseja empreender com uma boa localização e planos acessíveis, com valores bem acessíveis abaixo do praticado atualmente no mercado. E as vantagens são inúmeras. O empreendimento conta com dez mil metros quadrados de área construída. São 80 lojas
(estão mais amplas do que o projeto original), praça de alimentação (com cafeterias, fast-foods, restaurantes, choperias e lanchonetes), 8 pistas de boliche adulto e 2 infantil, 3 salas de cinema, áreas amplas pra facilitar de circulação de pessoas, escada rolante e elevador para garantir a acessibilidade dos visitantes.

Estação Cidadania
Além de oferecer atrativos ligados ao lazer e entretenimento, os visitantes poderão contar serviços que serão disponibilizados pela Estação Cidadania. A estrutura reunirá em um só lugar dez órgãos públicos das esferas estadual e federal como: Polícia Civil, Detran, Jucepa (Junta Comercial do Estado do Pará) e Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A terceira unidade da Estação Cidadania no interior do Pará será inaugurada este mês e a expectativa é que por dia atenda uma média de 400 pessoas. Segundo a empresária Jussara Jordy, proprietária do empreendimento, os serviços vão beneficiar não apenas a população de Parauapebas, mas de toda a região de Carajás. “Nós acreditamos na cidade e sempre trabalhamos para buscar investimentos de forma a beneficiar as pessoas. Com todos esses serviços, o lojista que quer empreender tem aqui tudo que precisa para realizar bons negócios. Um ambiente adequado, comodidade, rotatividade de visitantes que buscam serviços e entretenimento. Tem tudo isso em um só lugar e com valor interessantes e acessíveis para a nossa realidade”, ressalta Jussara.

Fontinere Vieira é um dos empresários que acredita na nova proposta do empreendimento. “Eu sempre acreditei no potencial do shopping. Ele está num ponto muito bom, com muita estrutura agradável e com as novas instalações as expectativas são as melhores possíveis”, conta Fontinere.

É importante frisar que no Karajás Shopping ainda existem unidades disponíveis e os empresários interessados podem procurar a gerência do empreendimento em horário comercial.

Oportunidade para franquias
O gerente do Banco do Brasil do bairro Cidade Nova, Manoel Silveira, também esteve acompanhando a visita às instalações do shopping e relatou que empresários podem procurar a agência em busca de investimentos, em especial os interessados em administrar franquias, já que a instituição conta com linha de crédito especial da agência. “O empresário deve procurar o franquiador do ramo de seu interesse e fazer o cadastro. Aprovando este cadastro, há grandes chances de o banco já disponibilizar a linha de crédito. Desta forma, buscamos contribuir com o crescimento da cidade e seu desenvolvimento, fortalecendo a economia”, explica o gerente.

Local
Os pontos fortes do novo empreendimento são sua localização e a comodidade para o usuário. O local conta com estacionamento gratuito para 150 carros, além de estar em área de fácil acesso, transporte coletivo na porta interligando vários bairros e a zona rural de Parauapebas. Para Diego Santana Cruz, 44 anos, que tem um pequeno comércio próximo à delegacia, “a instalação da Estação Cidadania no Karajás Shopping aumentará o fluxo de gente na região e fomentará o comércio, trazendo mais emprego e renda“. Já para Kalil Izaac, 18 anos, o shopping será um local para se divertir com os amigos: “Nós que moramos desse lado da cidade estávamos reféns de um outro local onde temos que pagar estacionamento e percorrer toda a cidade para lá chegar. Aqui tem uma linda pista de Boliche, que eu adoro“.

CDL

Empresário Euler Rony assume presidência da CDL Parauapebas em cerimônia oficial

Presidente foi eleito para o triênio 2018/2020 em novembro do ano passado. Nova diretoria também tomou posse na ocasião

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Parauapebas já tem um novo presidente. A cerimônia oficial que empossou o empresário Euler Rony aconteceu na noite desta terça-feira (29) no Hotel Átrium e reuniu um bom número de comerciantes e autoridades do município. Euler foi eleito no dia 20 de novembro para o cargo e deverá estar à frente da entidade pelos próximos três anos. Na ocasião, a nova diretoria também tomou posse.

Os novos dirigentes possuem agora a árdua missão de fortalecer a entidade lojista. Para o triênio 2018/2020, a instituição tem como meta a qualificação técnica dos associados, a ampliação da emissão de Certificados Digital via CDL, maior preparação dos associados para a agenda de eventos em datas pontuais e o fortalecimento da comunicação. A entidade, que completa 22 anos em 2018, possui como finalidade amparar, defender, orientar e representar os interesses de seus associados junto ao poder público.

Presente no evento, o agora ex-presidente da CDL, Marksan Gomes da Silva, falou sobre o trabalho realizado à frente da instituição e a posse do seu sucessor: “Foram três anos de muita batalha aqui na cidade. Gostaria de agradecer imensamente todos os colaboradores e diretores, em especial aos associados que acreditaram no nosso trabalho e deram seu voto de confiança. Quero pedir à nova diretoria que dê continuidade àquilo que acertamos e que os nossos erros, que com certeza cometemos, possam ser corrigidos. Acredito que deixamos a CDL bem ativa na cidade, pois fizemos um trabalho de divulgação e reestruturação da entidade. Tenho certeza que o Euler vai brigar também pelo bem de todos e desejo que ele faça um bom trabalho.”

Humberto Costa, presidente da Associação Comercial e Industrial de Parauapebas (ACIP) também esteve presente e falou sobre o momento: “Gostaria de cumprimentar e agradecer ao Marksan e toda a diretoria pelo excelente trabalho nos últimos anos. O Euler tem agora a missão de organizar o segmento social e espero que ele, junto com a sua diretoria, possam fazer também um bom trabalho.”

Em sua fala na cerimônia, Euler Rony fez agradecimentos e deixou claro que não medirá esforços para desempenhar um bom papel à frente da instituição: “Agradeço a todos os associados presentes, aos colaboradores e demais entidades aqui representadas e que nos apoiam nesse novo desafio. Espero que juntos possamos desenvolver um bom trabalho. Também agradeço aos amigos e à minha família. Quero pedir empenho de cada um da nova diretoria para que possamos cumprir com todos os compromissos que nos esperam. Eu aprendi desde cedo a trabalhar respeitando a todos, sempre com muita ética e honestidade. Acho que isso vai ser a nossa marca. Para mim, é uma honra assumir este cargo.”

O novo presidente também falou sobre as dificuldades que terá pela frente: “Será um grande desafio, principalmente diante do atual cenário político e econômico brasileiro. Precisamos ter em mente que são os empreendedores que fazem o país crescer. Vamos continuar buscando e oferecendo as melhores oportunidades, inovações e soluções empresariais para contribuir com a melhor gestão das nossas empresas. A nossa proposta é manter um diálogo permanente com nossos associados e ouvir as suas necessidades. A palavra ‘relacionamento’ será o nosso ponto forte nos próximos três anos.”

Logo após a cerimônia oficial de posse, um coquetel foi servido a todos os convidados do evento.

comércio

Compras para o natal geram expectativas no comércio de Parauapebas

Às vésperas da economia local receber a segunda parcela do 13º, CDL divulga expectativa de crescimento nas vendas de quase 5%

As últimas duas semanas do ano prometem provocar uma recuperação no movimento e na circulação financeira no comércio de Parauapebas, principalmente porque amanhã (20) a economia local sentirá o reflexo da segunda parcela do 13º salário.

Nessa expectativa, o comércio acredita num crescimento de em torno de 4,3%, segundo levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas – CDL – de Parauapebas. “Nos últimos 3 anos tivemos resultados negativos, ou seja, as vendas foram menores que dos anos anteriores. Mas ainda acreditamos na recuperação nas vendas neste ano, com uma leve perspectiva de crescimento. Parauapebas ainda é uma cidade forte e com todos os problemas financeiros que afetam o país, o nosso município é privilegiado pela arrecadação com a mineração”, esclareceu o presidente da CDL, Marksan Silva.

Essa força comercial é que motiva Jeová Luiz de Assis, empresário que atua há 21 anos na cidade. “Mesmo com a crise, Parauapebas ainda está melhor que muitas cidades onde tenho amigos empresários. Atualmente meu faturamento é quase igual quando comecei, estamos praticamente empatando. O que dificulta é a concorrência. Parauapebas é conhecida nacionalmente como a terra do minério e todo empresário quer vir para cá. Há dez anos não tínhamos lojas grandes de departamento. E agora, essas empresas grandes estão engolindo o pequeno comerciante. Tenho esperança de que as coisas melhorem em 2018”, explicou o comerciante.

O empresário disse ainda que continua no mercado fazendo algumas adequações, como a redução no quadro de funcionários. “Já cheguei a ter 18 funcionários na minha loja e para sobreviver no mercado tive que reduzir para 10. Eu não perdi minha clientela, mas ela perdeu o poder de compra. Tinha cliente que comprava de R$ 200 a R$ 300 e atualmente compra em torno de R$ 70 a R$ 80. Neste ano o fluxo de pessoas na loja foi o mesmo que nos anos anteriores, mas o dinheiro circulou menos”, detalhou Assis.

“A resposta desse comerciante condiz com a realidade de todos os comerciantes de Parauapebas. A população não deixou de comprar, mas reduziu o valor gasto. Consequentemente menos dinheiro no caixa reduz o giro na economia”, enfatizou Marksan.

Marksan também descreve os últimos 2 anos comerciais da cidade: “2015 e 2016 foram difíceis para os comerciantes. A crise financeira do país fez com que muitos comerciantes fechassem os estabelecimentos ou reduzissem a estrutura. Tivemos demissões em massa e o país atingiu o recorde de desemprego. Estamos findando o ano de 2017 com um leve crescimento, muito pouco ainda e com ressaca dos anos anteriores, mas acredito que meados de 2018 o país volte a crescer como é esperado”.

Essa é a mesma esperança de Antônio Francisco Carvalho, morador de Parauapebas desde 1992, que viveu um ano atípico na cidade. Desempregado há um ano e dois meses, ele aguarda um 2018 diferente. “Não tenho nenhuma perspectiva de presentear minha família. Neste ano não comprei roupa nem para os filhos, nem para esposa e nem para mim. O dinheiro que circulou na minha casa foi apenas para comer e pagar energia. Há 25 anos morando aqui eu nunca tinha passado um final de ano como o que estou passando. Nem a tradicional comemoração da ceia de natal teremos este ano. Mas, tenho esperança de que as coisas vão melhorar”, desabafou Carvalho.

comércio

Marabá: Sindicato do Comércio prevê crescimento de 4,3% este ano, seguindo tendência nacional

CDL, menos otimista, afirma que, “se empatar com as vendas de 2016 já está muito bom”
Por Eleutério Gomes –  de Marabá

Segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), as vendas natalinas este ano, em todo o País, devem movimentar aproximadamente R$ 34,3 bilhões, registrando um crescimento de 4,3% em relação ao mesmo período de 2016. Os motivos dessa previsão otimista, segundo o economista Fábio Bentes, da CNC, são a baixa inflação, a queda de juros, a e recuperação do mercado de trabalho e da confiança do consumidor, “que está menos receoso de comprar e assumir prestações”. A CNC também prevê a contratação de 73,1 mil trabalhadores temporários.

Em Marabá, segundo o Sindicom (Sindicato Patronal do Comércio Varejista), as três campanhas ocorridas este ano – Saldão de Aniversário, Liquida Geral e Black Friday – com o movimento considerado muito bom, deixaram o comerciante bastante otimista e foram a sinalização de que as vendas natalinas seguirão o mesmo ritmo.

O assessor executivo do Sindicom, Raimundo Alves Neto, ouvido pelo Blog, disse que a CNC acertou em cheio na previsão do crescimento de vendas e afirmou que Marabá seguirá esse ritmo. Quanto às contratações temporárias, a previsão é de que o comércio contrate cerca de 400 pessoas neste final de ano. “Aliás, essas contratações já estão acontecendo”, observa ele.

Neto credita a confiança do setor ao crescimento – mesmo tímido – da economia, à baixa da inflação e, especialmente em Marabá, ao fato de este ano o funcionalismo municipal estar recebendo em dia, sem atrasos, como ocorreu no ano passado.

Ainda segundo ele, as três campanhas, além de aquecerem as vendas, possibilitaram ao comerciante vender cerca de 70% do estoque que estava nos depósitos em razão da crise econômica. “Isso facilitou para que o empresário conseguisse renovar o estoque para as vendas de fim de ano”, informa o representante do Sindicom.

Neto afirma que, de acordo com sondagem entre o consumidor local, este ano já é possível dar presentes “de verdade”, em vez de lembranças, como em 2016. “Com a recuperação da economia, os eletroeletrônicos estão em primeiro lugar por quem vai presentear parentes e amigos, com o telefone celular assumindo a liderança”, afirma ele, acrescentando que, depois, vêm os eletrodomésticos, seguidos de outros como perfumes etc.

CDL vê outro cenário

Porém, o presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Marabá, Pedro Lopes de Brito, também ouvido pelo Blog, não está muito otimista em relação às vendas natalinas no comércio local. Para ele, a situação da economia, “não só em Marabá quanto no resto do País”, não teve mudança visível: “Se as vendas deste ano empatarem com as de 2016 já está muito bom”, afirma Lopes, informando que o fato de o município – hoje o maior empregador em Marabá – estar pagando o funcionalismo em dia, não possibilitou, por exemplo, a recuperação do crédito daqueles que começaram o ano inadimplentes.

“Não aconteceu nada em Marabá em 2017, não houve novos empreendimentos e o desemprego segue alto. Ou seja, não tem dinheiro novo circulando”, afirma, desaminado.

 Para ele, apenas a regularização do pagamento da folha do município, hoje em cerca de R$ 28 milhões, pouco influencia na movimentação do comércio. “O que aconteceu é que a pessoa criou um novo crediário em cima do que estava devendo e vai pagando o novo valor pelo qual assumiu a responsabilidade”, diz, acrescentando que a inadimplência continua alta em Marabá, “pois não houve muita recuperação de crédito este ano”.

Eventos

Sebrae realiza Seminário Desafios do Crescimento em Parauapebas na próxima quarta-feira (8)

Grande sucesso de público em 2016, o seminário Desafios do Crescimento traz a Parauapebas especialistas em motivação, vendas e liderança.

Os empresários de Parauapebas terão uma ótima oportunidade de conhecer alguns caminhos para ampliar as vendas e oferecer o melhor atendimento aos seus clientes. O assunto será debatido durante o Seminário Desafios do Crescimento, promovido pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae no Pará na próxima quarta-feira, 08, às 18h, no auditório do Instituto Federal do Pará (IFPA). As inscrições podem ser feitas gratuitamente.

Com a tríade inovação, motivação e vendas, o evento traz à cidade duas referências nacionais no assunto e que trarão aos participantes. Janderson Santos é Administrador, especialista em marketing e vendas, Coach e Analista Comportamental, escritor, empresário, palestrante e ilusionista. Janderson Santos é um dos mais jovens palestrantes a se destacar no cenário nacional, sendo reconhecido por seu carisma, criatividade e domínio total de conteúdo e plateia ao falar de vendas e atendimento.

Bruno Miranda é uma das grandes referências no Brasil, Coach com 4 certificações Internacionais, Engenheiro e Administrador com Pós-Graduação e MBA, já foi assistido por mais de 300 mil pessoas nos últimos 4 anos, é empresário, empreendedor e apaixonado por inspirar pessoas.

O evento conta com o apoio da Associação Comercial Empresarial de Parauapebas (Acip) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

SEMINÁRIO
O seminário é uma solução diferenciada dos programas nacionais Sebrae Mais e Na Medida, criada para apresentar novos temas e tendências em gestão para pequenas empresas.

Trata-se de um evento de oportunidades para os pequenos negócios, que continuam crescendo e se desenvolvendo, apesar do cenário atual. A proposta é promover o debate entre empresários para o aprimoramento da gestão, com vistas ao desenvolvimento e à expansão dos negócios.

Desde a sua criação, em 2015, cerca de 5 mil pessoas já participaram dos seminários, que foram realizados em 13 municípios: Belém, Capanema, Bragança, Castanhal, Paragominas, Juruti, Redenção, Xinguara, Marabá, Tucuruí, Cametá, Barcarena, Rurópolis.

O evento também será realizado em Canaã dos Carajás no dia 09/11.

Serviço: Seminário Desafios do Crescimento com palestra sobre “A Mágica das Vendas” com Janderson Santos.

Dia 08/11 (quarta-feira), das 18h às 22h, no auditório da IFPA (Rodovia PA 275, s/n – União- Parauapebas).

premiação

Sindicato do Comércio de Marabá prepara o 23º Baile do Empresário

Presidente do Sindicom diz que, mais que uma festa, o evento vem sendo um estímulo para que o empresário do comércio melhore ano a ano seu empreendimento

Por Eleutério Gomes – de Marabá 

O Sindicom (Sindicato Patronal do Comércio Varejista de Marabá) já começou os preparativos para o 23º Baile do Empresário, que este ano acontece em 23 de novembro. Mais que uma festa de confraternização e de reconhecimento, a premiação que ocorre durante o evento, na opinião do diretor-técnico da entidade, Raimundo Gomes Neto, é um estímulo para que o comerciante local possa investir mais na sua empresa, modernizando suas instalações, ampliando seu leque de opções ao consumidor e melhorando seu atendimento.

“Acreditamos que, em função do baile, ao longo desses 23 anos, muitos comércios melhoraram suas instalações e seu atendimento. Hoje Marabá não perde para nenhuma capital em matéria de lojas, se tratando de instalações e conforto”, avalia Neto.

Durante o Baile do Empresário é outorgado o título de Empresário do Ano à pessoa que se destacou empreendendo em Marabá e que também tem uma visão focada no futuro e acredita na cidade, conforme define Raimundo Neto.

Além do Empresário do Ano, são agraciadas com a medalha Amigo do Comércio aquelas pessoas que ajudam o comerciante no dia a dia, nas suas repartições, com bom atendimento; já as empresas mais votadas recebem o título de Destaque Empresarial, cada uma no seu segmento.

De parte da Acim (Associação Comercial e Industrial de Marabá) é concedida a Medalha João Rocha, uma condecoração conferida a pessoas que, na visão da entidade, se destacaram em suas atividades.

“O Sindicom também abriu espaço na festa para que o Conjove (Conselho de Jovens Empresários) pudesse valorizar, reconhecer e premiar o Jovem Empreendedor, entre os que estão na labuta do dia a dia”, conta o diretor-técnico do sindicato.

A escolha

No caso do Empresário do Ano, Sindicom, Acim, Conjove e CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) apontam os nomes que vão compor uma lista tríplice. Cada empresário escolhido é contatado e, caso concorde, terá o nome colocado em votação e o vencedor será escolhido pelos empresários do comércio de Marabá. As empresas que concorrem ao Destaque são escolhidas em votação pela Internet, onde o público é que aponta as melhores. As mais votadas recebem a distinção.

Recuperação

Indagado se o comércio local tem sentido os efeitos da propagada recuperação da economia, Neto diz que, “embora muito lentamente”, esses reflexos começam a surgir no comércio de Marabá. “Já ouvimos menos reclamações, o comerciante está um pouco mais confiante e, mesmo em meio a essa turbulência, aumentou o número de empregos”, destaca ele.

Raimundo Neto afirma, ainda, que, em razão dessas mudanças positivas, a “rede de lojas aluga-se e vende-se” está encolhendo: “Pontos que estavam fechados porque as pessoas não puderam mais pagar o aluguel, faliram, mudaram ou foram embora, hoje estão sendo reabertos por outras pessoas. A economia está melhorado com a estabilidade política e financeira no município”, afirma ele, prevendo: “E vai melhorar ainda mais. Estamos apostando nisso”.

Comércio

Rede de lojas “aluga-se” e “vende-se” cresce em Marabá, assim como o comércio informal, hoje com 1.500 ambulantes

Cinco por cento dos 30 mil desempregados na cidade, sobrevivem de pequenos negócios feitos com o dinheiro da indenização ou do FGTS

Por Eleutério Gomes – de Marabá     

Conforme o último relatório consolidado da Jucepa (Junta Comercial do Estado do Pará), de janeiro a outubro de 2016, exatas 7.632 empresas foram abertas no território paraense.

Em tempos de crise esse número seria motivo de comemoração. Porém mais adiante, o órgão informa que, em contrapartida, 11.103 empresas cerraram suas portas. Ou seja, um saldo negativo de 3.471 negócios fechados e milhares de trabalhadores na rua da amargura. Isso, sem contabilizar os dois últimos meses do ano, cujos dados ainda não foram divulgados.

Em Marabá o reflexo dessa catástrofe econômica pode ser percebido facilmente com o crescimento do que o presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) local, Pedro Lopes de Brito, chama de “rede de lojas ‘aluga-se’ e ‘vende-se’”, numa alusão aos pontos comerciais fechados e com placas de locação ou de venda.

O blog percorreu nesta sexta-feira (9), os principais corredores de comércio dos três núcleos residenciais urbanos e constatou, além de muitos prédios comerciais fechados, inúmeros trabalhadores no comércio informal. Eles são, na cidade, segundo o Departamento de Posturas da prefeitura, em torno de 1.500, o que representa 5% dos 30 mil desempregados na área urbana, segundo estatísticas do Sindicato Patronal do Comércio, Associação Comercial e CDL.

“Aqui funcionou por anos, uma sapataria, que agora fechou por causa dessa maldita crise”, lamenta o aposentado Euclides Lameira, que mora na Avenida Antônio Vilhena, no Bairro Liberdade, Núcleo Cidade Nova. Segundo ele, com a falência, o “mais triste foi que os funcionários – todos antigos – perderam o emprego e hoje estão penando atrás de trabalho”.

Na Nova Marabá, o vigilante João Moisés Ribeiro, há um ano e oito meses desempregado, vende doces de chocolate produzidos pela mulher dele. “Não tem emprego, já bati em muitas portas e nada. Vamos nos defendendo por aqui. Por sorte, tenho uma casinha na Folha 6 e não pago aluguel. Me viro por um lado, minha esposa, por outro e vamos levando”, conta ele, que não quis ser fotografado. “Fico constrangido”, disse.

Para o presidente do Sindicom (Sindicato do Comércio de Marabá), Raimundo Gomes Neto, essa situação é motivo de muita preocupação para a entidade. “Além da crise, sabemos que há vários fatores que levam ao encerramento das atividades, entre eles, os elevados preços dos alugueis, a carga tributária elevada e também o fracionamento de ofertas por municípios vizinhos”, explica.

Ouvido pelo blog, o secretário municipal de Indústria e Comércio de Marabá, Ricardo Pugliese, também lamenta a situação. Afirma que sua pasta está fazendo um estudo, um levantamento completo da situação a fim de tentar encontrar saídas. Puglise anuncia que reativou a Sala do Empreendedor, onde a pessoa que ficou desempregada e está começando um pequeno negócio, a partir do dinheiro da indenização ou do FGTS “pode ser orientada sobre como investir corretamente o recurso e assim ir garantindo uma renda”.

“Coloquei um espetinho na calçada de casa e está dando certo, Pelo menos vou ganhando o da alimentação, o da água e o da conta de luz”, afirma a doméstica Jandira Gama, que ficou sem emprego há 10 meses e espera os “dias melhores que virão”.

Comércio

Marabá e mais 11 municípios contabilizam mais de 167 mil pessoas negativadas no SPC

Para o presidente da Câmara de Diretores Lojistas, não há luz no fim do túnel

Por Eleutério Gomes – de Marabá   

O último relatório divulgado pelo SPC-Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas) aponta que 59 milhões de pessoas físicas no País estão negativados. Ou seja, não estão pagando as compras feitas a crédito. Esse número, relativo ao mês de abril, indica que 39,19% da população com idade entre 18 e 95 anos está inadimplente.

Nesse contexto, Marabá e outros 11 municípios, da área de abrangência do SPC local – Breu Branco, Eldorado do Carajás, Goianésia do Pará, Itupiranga, Jacundá, Nova Ipixuna, Novo Repartimento, Pacajá, São Domingos do Araguaia, São Geraldo do Araguaia e Tucuruí – que somam 801.626 habitantes, conforma dados do IBGE, apresentam 167.505 pessoas inadimplentes com seus credores, até o último dia 10 de maio, o que representa 20,9% da população.

De acordo com o empresário Pedro Lopes de Brito, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Marabá, os setores do comércio mais atingidos pela inadimplência são de móveis e eletrodomésticos e o de materiais para construção, seguidos pelo de confecções e outros.

E o motivo de tanta inadimplência, segundo Lopes não poderia ser outro, se não “o desemprego que atinge o País de ponta a ponta, com 30 mil desempregados só em Marabá”. “Hoje não temos fontes de emprego e isso começou em 2013 e 2014, quando tivemos promessas mirabolantes, não cumpridas, de grandes empreendimentos, como Alpa, derrocagem do Pedral do Lourenção, corredor de exportação, entre outros, que não vieram e para os quais o comércio de preparou com grande investimento”, conta o presidente da CDL.

Segundo ele, sem os empreendimentos, o comércio amargou grande prejuízo, pois não viu o retorno dos gastos que teve ao se preparar para o progresso que não veio, e teve de “encolher, cortar gastos e dispensar funcionários”.

Hoje, afirma Pedro Lopes, nem mesmo os profissionais autônomos, como pedreiros, encanadores, eletricistas, pintores, entre outros, estão encontrando trabalho. “Ninguém está construindo, no máximo fazendo um reparo aqui e outro ali. Ninguém está comprando móveis nem eletrodomésticos, no máximo mandando recuperar um sofá, mandando consertar uma geladeira”, lembra ele.

“Com o desemprego, as pessoas não têm como pagar suas dívidas, pois as prioridades são outras. Você vê em grupos de vendas nas redes sociais as pessoas vendendo as alianças de casamento para comprar alimento”, lamenta Pedro.

Ele afirma que hoje as lojas estão evitando vender no crediário próprio ou com cheque pré-datado, não por desconfiarem do cliente, mas temendo que, de uma para outra hora esse cliente fique desempregado diante da crise financeira que se agrava a cada dia. “O cliente sumiu do comércio, o comerciante tem de se ajustar”, afirma Lopes.

Para tentar recuperar algum dinheiro, pois os prejuízos causados pela alta inadimplência são enormes, Pedro Lopes diz que as lojas estão fazendo “promoções” para os devedores. “Estão anistiando juros e até anistiando multas. Basta que o cliente tenha o interesse de pagar e os comerciantes mesmo estão ajudando”, afirma, o presidente da CDL, para quem não há luz no fim do túnel. “Estamos sem saída. Marabá perdeu tudo o que tinha”, conclui Lopes.