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Marabá

DMTU inicia campanha para salvar vidas nos dias de festa de final de ano

A ação, em parceria com os Desbravadores, objetiva evitar que as pessoas dirijam alcoolizadas e percam a vida em acidentes
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Por Eleutério Gomes – de Marabá

O Departamento Municipal de Trânsito e Transporte Urbano (DMTU) de Marabá iniciou na manhã desta sexta-feira (22), nos três núcleos urbanos, a Campanha de Final de Ano, cujo objetivo é conscientizar para salvar vidas. Encabeçada pelo Coordenador de Educação de Trânsito do órgão, Rogério Matias, a ação educativa tem parceria com os Desbravadores, grupo de escotismo da Igreja Adventista do 7º Dia, e a participação dos agentes de trânsito.

“Este é um período complicado, conturbado, no qual os hospitais até se preparam com bolsas de sangue”, afirma Rogério, “mas essa preparação nem deveria haver porque a prevenção é o melhor remédio”.

Ele chama atenção para o fato de que tanto no Natal quanto no Ano Novo, o trânsito fica muito intenso após a meia-noite, quando o condutor sai de casa para visitar parentes e amigos e comprar mais bebida, após já ter ingerido álcool. “A partir daí, começa a ocorrer uma série de acidentes. No dia seguinte, a gente vai observar os números e, muitas vezes, eles são trágicos”, salienta.

Mito

Matias recorre às famílias desses condutores, lembrando que, para muitas, as noites do dia 24 e 25, que deveriam ser de alegria, se tornam datas trágicas: “E, por isso, nós apelamos: ‘se beber, não dirija’”, reforça ele, aconselhando que a pessoa passe o volante para outra que não esteja alcoolizada ou para um amigo que não bebe.

O coordenador também desmitifica a afirmação corriqueira entre pessoas que dirigem alcoolizadas, de que o condutor nesse estado dirige melhor: “Isso não existe, nenhuma estatística mostra isso”. Desmente ainda outra afirmação errônea, de que algumas pessoas morrem em acidentes porque não conseguiram se desvencilhar do cinto de segurança.

“Isso é uma exceção, mas tem gente que se aproveita dessas estatísticas de exceção para não usar o cinto. A regra é ‘o cinto salva’, a regra é ‘tem de andar dentro da velocidade permitida por lei’. Isso salva vidas, não beber antes de dirigir salva vidas. Então cuide de si, cuide do seu próximo, não permita que seu familiar saia de carro ou moto após ter ingerido bebida alcoólica”, apela Matias.

Menores

Ele alerta ainda para outro fato que pode terminar em tragédia: “Não entregue um veículo para menor de idade, isso não deve acontecer. Aqui em Marabá acontece uma coisa muito errada: geralmente, quando uma moça faz 15 anos, o pai pergunta se ela quer uma festa ou uma moto; isso é absolutamente ilegal. Não é maior de idade, não tem habilitação, não está apto a dirigir”, adverte.

Indagado pelo Blog se a mudança no Código de Trânsito Brasileiro, em relação ao maior rigor na punição para quem dirige alcoolizado, pode diminuir o número de acidentes, sobretudo em dias de festa e nos fins de semana, Matias disse que, certamente, isso vai acontecer, mas destacou que a educação no trânsito também é muito importante.

“O rigor da lei contribui muito, mas, em verdade, o que nós deveríamos ter – e temos de trabalhar para que isso aconteça agora – é uma sociedade educada. Nós não tivemos educação para o trânsito”, observa, inclusive, em relação a quem argumenta ter tirado a habilitação seguindo todas as instruções e os trâmites legais. “Isso faz a diferença? Faz, mas faz muito mais diferença a educação para o trânsito”.

“Wolverine”

Matias defende, inclusive, a ideia de que a educação para o trânsito deva ser incluída na grade curricular das escolas.
“Imagine como seria hoje se há 20 anos isso fosse matéria nas salas de aula?”, indaga, afirmando que essa é uma luta abraçada por quem trabalha com trânsito.

“Uma geração educada é totalmente diferente. Hoje lidamos com uma geração que não teve esse tipo de educação. Um condutor do tipo ‘Wolverine’ que, diante de qualquer abordagem, mostra as garras e pergunta ‘você sabe com quem está falando?’, ‘sabe de quem eu sou filho?’. Então, nós esperamos que o futuro seja melhor”, afirma Matias, citando “números de guerra”: mais de 60 mil pessoas morrendo no trânsito a cada ano e gerando prejuízos, com transporte, internação e previdência social, que chegam a R$ 52 bilhões anualmente no país.

A ação, que começou na Via Principal 8, à altura da Folha 27, Nova Marabá, seguiu na Cidade Pioneira, Bairro Liberdade e Bairro da Paz. Na próxima semana, reinicia nos demais núcleos da cidade.

Caio Rodrigues, um dos seis voluntários dos Desbravadores, afirma que é muito importante esse tipo de conscientização, a fim de evitar mortes no trânsito, e diz que os escoteiros sempre participam de campanhas cujo objetivo “é salvar vidas, como Outubro Rosa e Novembro Azul, entre outras’.

Em Parauapebas, produtos para a Ceia de Natal estão caros

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20151222_114401[1]As comemorações de fim de ano devem pesar mais no bolso do parauapebense. Muitos produtos consumidos na ceia de Natal estão com preços mais altos este ano. Chester, panetone, bacon, morango, uva passa, castanha de caju são os que têm apresentado os preços mais elevados.

Em um dos supermercados visitados na manhã desta quarta-feira (23), a embalagem de 136g de castanha de caju custa R$ 10,65; bacon 500g não sai por menos de R$ 9,00; a uva passa 232g é vendida por R$ 4,17; ameixa seca sem caroço 250g está em torno de R$ 8,00; o quilo do morango está acima de R$ 23,00; e o chester 4kg pode ser encontrado por R$ 66,00.

Mas, caso o consumidor não tenha preferência por marcas conhecidas, pode encontrar panetone 400g por R$ 7,98. Esse mesmo produto chega a ter uma grande diferença de preço dependendo do supermercado. Uns cobram pelo mesmo panetone até R$ 9,29.

Pra quem quer economizar, caneta e papel na mão ajudam muito. Para a aposentada Ana Maria da Silva, de 61 anos, a melhor forma de garantir um bom preço é pechinchando. “Fiz a minha lista e tirei o chester. Esse ano vou comer peru, pois achei o preço mais agradável. Vou comprar um de mais de 3kg por R$ 48,79. Um bom negócio”, declarou.