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Marabá

Marabá: Celpa amplia capacidade de atendimento da Subestação de Morada Nova

Cerca de 15 mil clientes devem ser beneficiados com a obra, que deve trazer energia firme e de qualidade para a região
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A subestação da Celpa em Morada Nova, distrito urbano de Marabá, foi ampliada e ganhou um novo transformador com potência de 9,4 MVA (Mega Volts Amperes), capacidade suficiente para atender cerca de 15 mil clientes da região. O transformador é o equipamento responsável por reduzir a tensão da energia que chega das usinas ou transmissoras e distribuí-la pelos circuitos elétricos até as residências. Com a instalação do transformador, a subestação está preparada para receber novos projetos que tenham maior demanda de consumo de energia. A cerimônia de inauguração ocorreu nesta segunda-feira (19), às 9 horas, na subestação Morada Nova, que fica localizada na Rodovia BR-222, KM 15, saída para Bom Jesus do Tocantins, ao lado da subestação da Eletronorte.

O valor investido na obra foi de aproximadamente R$1,8 milhões e o equipamento vai beneficiar o Distrito de Morada Nova, Vila Km 40 e a cidade de Bom Jesus do Tocantins com energia mais firme e de melhor qualidade, já que a tensão que chegará às casas será mais adequada. “A população nesses locais aumentou muito nos últimos anos com a construção de novos residenciais. E para não termos problemas com a qualidade da energia levada aos moradores, foi implantado esse novo transformador. A obra durou seis meses e ele já está em operação”, explica o executivo de Manutenção da Celpa, Igor Teixeira.

Também foi instalado na subestação de Morada Nova mais um alimentador de energia, com 12 quilômetros de extensão, beneficiando a região de São Félix. Além de melhor distribuição de cargas, aumenta a possibilidade das equipes realizarem serviços ou interligações em situações de emergência. “Agora, com o uso de dois alimentadores, é possível dividir a carga da área de São Félix e, se houver falha de um, o outro supre a necessidade, eliminando a falta de energia”, destaca o executivo.

Outras melhorias

Recentemente, a empresa também colocou em operação dois alimentadores de energia no município de Eldorado dos Carajás. A obra contemplou a construção de mais de 30 quilômetros de rede de distribuição, que se estende desde a subestação de Eldorado até as imediações da PA-150. A iniciativa beneficiou cerca de 7 mil famílias na região. A zona rural do município, como as Vilas Novo Paraíso e Vila Gravata, e os clientes rurais da BR-155 de Eldorado do Carajás, no sentido Marabá foram atendidos diretamente pela obra.

Em cinco anos que atua sob uma nova gestão, a Celpa alega que já investiu cerca de R$ 350 milhões na regional Sul, que compreende municípios como Marabá, Parauapebas, Canaã dos Carajás e Tucuruí, por exemplo. Só em Marabá, o investimento foi em cerca de R$ 103 milhões. São investimentos que refletiram em ações direcionadas a manutenção da rede, expansão e melhoria do sistema, atendimento ao cliente, ações de combate a perda de energia elétrica, entre outros. Os resultados foram expressivos na missão de oferecer um serviço de qualidade à população local. (Divulgação Celpa)

Cotidiano

Breu Branco: Falta de energia gera reclamação dos moradores

Problema se repete por várias vezes, inclusive em um mesmo dia.
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Os moradores do bairro Japonês, em Breu Branco, estão revoltados! O motivo é a constante falta de energia que tem deixado os moradores daquele bairro completamente indignados.

Cristina Alamar, doméstica, conta que o problema tem sido recorrente e praticamente todos os dias falta energia. “Não é normal que a energia falte tanto. E se falta de manhã, por exemplo, mesmo que consertem, a chance de faltar de novo no fim do dia é grande. Eu não consigo entender. Isso sem falar que tem dias que a luz vira um verdadeiro pisca-pisca”, comenta Cristina, que recentemente teve sua TV queimada por conta das constantes quedas de energia.

Segundo os usuários do serviço, o problema se repete por várias vezes, inclusive em um mesmo dia. Quem depende da energia para trabalhar, por exemplo, acaba prejudicado e os moradores acreditam que o problema é reflexo da falta de investimento da operadora Celpa na rede de Breu Branco.

Ainda segundo os moradores ouvidos pela reportagem, o problema se agrava quando chove. “No último domingo eu liguei quatro vezes para conseguir falar com um atendente. Uma hora caía a ligação, outra eu digitava o número e o sistema não reconhecia, um transtorno”, conta revoltado Paulo da Costa, morador do bairro.

A Celpa é a campeã de reclamações em todo o estado do Pará. Entre as queixas mais frequentes estão as cobranças abusivas, tarifas exorbitantes, cortes indevidos e interrupção no fornecimento. A empresa não se manifestou quanto às reclamações. (Com informações de Charles Amorim)

Justiça

Conciliação terá 10 mil audiências no Pará

Abertura da semana Nacional de Conciliação ocorreu no sábado, 25
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Com o tema “Conciliar: nós concordamos”, o Tribunal de Justiça do Estado do Pará iniciou neste sábado, 25 a programação da XII Semana Nacional de Conciliação, realizando um mutirão de audiências envolvendo a concessionária de energia Celpa, na Arena Guilherme Paraense, conhecida como Mangueirinho. Para a Semana, que ocorrerá no período de 27 de novembro a 1º de dezembro, o Judiciário paraense agendou mais de 10 mil audiências, que serão realizadas em todo o Estado, abrangendo todas as 112 comarcas.  No Pará, a Semana da Conciliação está sob a coordenação da Coordenadoria de Juizado Especiais e do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais e Solução de Conflitos (Nupemec) do TJPA.

De acordo com o desembargador Leonardo Noronha, vice presidente do TJPA e presidente em exercício da Corte, a conciliação tem se mostrado o melhor caminho para a solução de conflitos, resultando em diversas vantagens para as partes, uma vez que elas mesmas constroem seus acordos, sendo o resultado da ação positivo para todos os interessados. “Não tem nada melhor o que conciliar, dialogar e encontrar um caminho para a solução de seu conflito. As estatísticas têm demonstrado isso, que as partes estão buscando mais esse caminho”, ressaltou o desembargador, que falou também sobre a diminuição de custos e a celeridade processual proporcionadas por essa prática de resolução.

Conforme explicou a desembargadora Maria de Nazaré Gouveia dos Santos, coordenadora dos Juizados Especiais, a instituição adotou todas as medidas necessárias para que a semana decorra da forma mais proveitosa possível. Os magistrados selecionaram processos para serem apreciados na programação, bem como partes interessadas em conciliar inscreveram-se no Portal do Judiciário, aproveitando a oportunidade para agilizar suas demandas na Justiça.

A desembargadora Dahil Paraense de Souza, coordenadora Nupemec, também destacou a importância da conciliação, mas deixou claro que a decisão por um acordo é das próprias partes, ocorrendo apenas se houver um consenso, cabendo aos agentes do Judiciário a função de esclarecer as dúvidas e disponibilizar os métodos e a oportunidade à solução d conflitos.  A magistrada informou ainda que o Judiciário vem realizando uma série de atividades de mutirão de conciliação através dos Centros Judiciários de Solução de Conflitos (Cejusc) durante todo o ano.

Os trabalhos na Semana da Conciliação ocorrerão nas próprias unidades judiciárias, no horário vespertino, para não haver prejuízo ao expediente forense, que é de 8h às 14 hs. O encerramento da programação será no próximo dia 2 de dezembro, com um casamento comunitário envolvendo 100 casais.

Abertura – “Estou bastante satisfeito com o resultado da audiência. Vim disposto a negociar e estou saindo daqui com o meu problema resolvido”. Foi o que disse o pequeno empresário Pablo Monte, que há seis meses ajuizou uma ação contra a Celpa por cobrança excessiva do valor da fatura mensal. De um total de R$ 1,4 mil, a dívida reduziu para R$ 415,00. “Acho que quando há uma cobrança excessiva, a gente tem que procurar nossos direitos. Não quero nada mais que o justo”, disse, informando que o valor definido para o pagamento atendeu a média de consumo mensal de sua residência.

A audiência de Pablo estava agendada para julho de 2018, e foi uma das 170 agendadas para serem realizadas no último sábado, dia 25, no mutirão da conciliação que marcou a abertura dos trabalhos da XII Semana Nacional de Conciliação no Pará.  As atividades, no Mangueirinho, compreenderam a realização de audiência de conciliação de processos selecionados pelas 2ª, 3ª e 10ª Varas de Juizados Especiais de Belém, que tem como uma das partes a concessionária de energia Celpa, e anteciparam a pauta de audiências em cerca de oito meses. O atendimento iniciou às 8h30 e seguiu até ás 16h.

Para o atendimento ao público foram disponibilizadas 70 mesas, sendo 30 para as audiências agendadas para as ações judiciais, 30 paras as pré processuais (quando não há ainda ação ajuizada), e 20 para as negociações diretas de pendências de consumidores com a empresa.

A dona de casa Rita Sousa, também foi uma das atendidas no mutirão e deixou o Mangueirinho bastante feliz. Ela recorreu à Justiça após ser cobrada sobre uma dívida de R$ 450,00, mas teve o saldo devedor zerado depois de conciliar com a concessionária. “Estou aliviada de ver que essa questão foi resolvida. Programações como essas são muito importante para a gente, que aproveita a oportunidade em um sábado pela manhã pra resolver nossos problemas”.

A professora Ana Cecilia Oliveira, da mesma forma, aproveitou o chamado da Justiça para por um fim à sua demanda com a Celpa. Ana explicou que solicitou um serviço de troca de registro para aumento da carga elétrica, mas como os boletos não chegavam à sua casa, resolveu baixar a fatura pela internet e fazer o pagamento. No entanto, a Celpa, quando encaminhou a fatura, enviou inclusive a cobrança das faturas anteriores, o que levou Ana Cecília a ajuizar uma ação contra a Celpa. O valor da dívida, que era de R$ 986,00, foi reduzido para R$ 346,00, para serem pagos em 12 vezes. (TJPA)

Polícia

Em Parauapebas, prestadora de serviço da Celpa viola lacres do DAM e pode ser processada por desobediência

A Dínamo Engenharia deve cerca de R$100 mil ao município de Parauapebas. Desde 2011 ela não regulariza alvará de licença de funcionamento.
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Ontem, 06, agentes do Departamento de Arrecadação Municipal – DAM – de Parauapebas foram até o escritório da Dínamo Engenharia, uma empresa estabelecida em Parauapebas desde 2011 e que tem por prioridade atender as demandas da Centrais Elétricas do Pará – Celpa – no município, para interditar o local. O motivo, desde 2011 a Dínamo trabalha irregularmente em Parauapebas. Mesmo sendo notificada várias vezes pelo órgão municipal, a direção da Dínamo nada fez para se regularizar. A ação Fiscal está sendo orientada diretamente pelo diretor do DAM, Olinto Campos Vieira.

Durante a ação de ontem, os fiscais do DAM lacraram salas e o portão da frente da empresa, impedindo o acesso dos funcionários e a retirados dos veículos. A determinação é de que a empresa permaneça fechada até que se regularize administrativamente junto ao município.

O município agiu corretamente, diga-se de passagem. Foi aberto um procedimento regular de fiscalização e a empresa notificada. Mesmo assim, não se regularizou, apesar das várias tentativas do órgão fiscalizador. Não é possível que qualquer empresa trabalhe de forma clandestina, assim como vinha fazendo a Dínamo em Parauapebas.

A Ação Fiscal movida pelo Município de Parauapebas contra a Dínamo tomou hoje uma proporção bem maior do que o que já ocorreu, isto porque funcionários da Dínamo, sabe-se lá orientado por quem, em atitude que ratifica a soberba e o desdém da empresa pela fiscalização municipal, quebraram as correntes e violaram todos lacres colocados pelos agentes do DAM. Esse tipo de atitude é tipificado no Código Penal Brasileiro em seu artigo 330 – Desobedecer a ordem legal de funcionário público: Pena – detenção, de quinze dias a seis meses, e multa.

Nesse caso, a desobediência ficou caraterizada pelo não atendimento de uma ordem legal emanada por funcionário público competente àquele que tem o dever jurídico de obedecê-la.

Hoje pela manhã, orientados pela diretoria do DAM, os fiscais estiveram na Delegacia de Polícia de Parauapebas para registrar um Boletim de Ocorrência contra a Dínamo. Foram atendidos pelo delegado José Aquino.

Agentes do Departamento de Arrecadação deverão retornar à empresa hoje a tarde para refazer a interdição e novamente lacrá-la, aplicando, também, uma nova multa, já que que até o momento, contrariando a nota da Celpa – que informou que a Dínamo já estava procurando se regularizar com o município – nada fez para reverter a situação. A desobediência deve render à empresa uma multa de 5.000 UFM, cerca de R$70 mil.

Outra ação prevista para hoje será a apreensão dos veículos da Dínamo que forem encontrados no município, já que a empresa os retirou do pátio de forma irregular e ilegal. O Departamento Municipal de Trânsito e Transporte – DMTT –  já foi notificado para fazê-lo.

A Dínamo deve ao município de Parauapebas algo em torno de R$100 mil em Alvarás atrasados. Segundo o Departamento de Arrecadação Municipal, boa parte dessa dívida pode ser negociada através do Refis que a prefeitura está oferecendo à população.

nota de esclarecimento

Celpa explica os motivos do blecaute de ontem em Marabá

Ventania e curto circuito por conta de linhas de pipas na rede e a queda de uma árvore causaram o transtorno
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Por Eleutério Gomes – de Marabá 

A Celpa enviou nota nesta terça-feira (17), esclarecendo com mais detalhes sobre a falta de energia elétrica na noite de ontem em Marabá, quando a cidade ficou às escuras por mais de três horas e, alguns bairros, por mais de quatro horas.

A concessionária de energia elétrica do Pará a nota lamentando os transtornos causados pela forte ventania que atingiu Marabá e região, o que causou prejuízos à rede elétrica e interrompeu o fornecimento de energia em alguns pontos da cidade. “A queda de uma árvore e um curto circuito na rede de distribuição por conta do vestígio de pipas, geraram a saída de um alimentador”, detalha.

Na frente da Subestação Marabá, segue a nota enviada pela Assessoria de Comunicação, outro curto circuito, ainda sem causa definida, interrompeu o funcionamento de dois alimentadores.

“Mesmo com a chuva, equipes da Celpa trabalharam ininterruptamente para restabelecer o fornecimento de energia o mais breve possível”, encerra o comunicado.

Energia elétrica

Marabá ficou sem energia elétrica no final da tarde e início da noite desta segunda-feira

Celpa explica que dois alimentadores da subestação apresentaram defeito causando a interrupção
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Por Eleutério Gomes – de Marabá

De 17h15 até 20h10 vários bairros de Marabá, nos três núcleos residenciais urbanos, ficaram sem energia elétrica, deixando milhares de domicílios no escuro. Em nota, a Celpa informou que um imprevisto técnico em dois alimentadores na subestação da Folha 29 causou a interrupção do fornecimento de energia em alguns trechos do município.

“Equipes da concessionária trabalharam para restabelecer o fornecimento de energia, que já foi normalizado”, finaliza ao comunicado.

Em contato telefônico com a Assessoria de Comunicação da Celpa em Marabá, o Blog foi informado de que, posteriormente, a concessionária dará maiores detalhes, uma vez que as equipes técnicas ainda estão concentradas na conclusão dos reparos.

esclarecimento

Celpa envia representante à Câmara Municipal de Marabá para esclarecer e se defender de denúncias

Ezion Silva se referiu a cada uma das situações e disse que de todas as reclamações ao Procon, apenas 24% procediam.
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Por Eleutério Gomes – de Marabá    

A propósito de denúncias feitas por vários vereadores da Tribuna da Câmara Municipal de Marabá, contra a atuação da concessionaria de energia elétrica do Estado, a Celpa (Centrais Elétricas do Pará), adquirida em 2012 pelo Grupo Equatorial, Executivo de Relacionamento com o Cliente, Ezion Silva, esteve no Legislativo, na segunda parte dos trabalhos de hoje (10), conforme proposição do vereador Nonato Dourado (PMDB).

Várias dessas denúncias, confirmadas pelo Procon, inclusive, foram objeto de matéria no Blog e geraram grande polêmica, pois envolviam superfaturamento, cortes nos fins semana e até a produção de “gatos” em domicílios.

Ezion começou explicando como se dá a geração e a distribuição de energia elétrica no País, informou que o Pará, com as hidrelétricas de Tucuruí e Belo Monte, está em 4º lugar em geração de energia e que as duas correspondem a 6% da geração em todo o território nacional. Detalhou a função de cada órgão envolvido com a administração do sistema energético do Brasil e, logo de saída, justificou que a Celpa não tem gerência sobre o valor dos preços e das tarifas de energia elétrica.

Informou que a Celpa tem cerca de 2.500.000 clientes no Pará. Mais de 2 milhões são residenciais; 180 mil comerciais, rurais e outros: e 3.900 industriais. Acrescentou que, quando ao consumo de energia no País, o Pará está em 17º lugar; em relação à receita, é o16º; na quantidade de unidades consumidoras ocupa a 12ª posição; e, em termos de tarifa média, fica em 17º.

“Logo, o Pará não tem a maior tarifa do País, como dizem. Está entre os 17 primeiros”, argumentou Ezion, detalhando, em seguida, a fatura de energia, explicando o que preço e o que é tarifa.

“O preço envolve custos desde a geração até entrega ao consumidor, acrescido de tributos como PIS/Pasep, Cofins e ICMS. A tarifa é o valor cobrado por unidade de energia – quilowatt/hora – cujo valor é diferente em cada Estado, por vários fatores como: característica da concessão, número de consumidores, quantidade de energia consumida no mercado, custo de energia comprada e quilômetros de rede de distribuição”, detalhou.

No Pará, ainda segundo Ezion 31,9% do faturamento da concessionária paga os custos de geração; 5,7%, os custos de transmissão; 9,3%, encargos setoriais; 26,2%, tributos; e somente 27,1% são da Celpa “para operar, manter, expandir o sistema e atender os quase 2,5 milhões de clientes”.

Quanto ao reajuste de tarifa, dividida em duas parcelas, ele disse que, em agosto último houve um reajuste. A parcela A, que paga todos os custos e não é gerenciada pela Celpa, teve aumento médio de 8,15%; e a parcela B, gerenciada pela Celpa, teve um decréscimo de quase 1%.

Quanto à suspensão no fornecimento de energia, Ezion Silva explicou os vários tipos de situação que exigem corte e disse que só ocorre a suspensão por inadimplência no fim de semana em uma única situação: o recorte. “Quando o cliente já teve seu fornecimento suspenso, não pagou a fatura e, por conta própria, religou a energia”, informou.

Sobre as irregularidades nas ligações, os chamados “gatos”, Ezion detalhou o passo a passo a partir do momento em que o problema é descoberto, envolvendo, vários prazos para recursos e pedidos de perícia até que se chegue à suspensão do fornecimento.

Acerca do assunto, ele informou que, de 2003 a 2017 a Celpa teve muitas perdas globais. Disse que o Grupo Equatorial assumiu a concessionária em setembro de 2012, com 35,12% de perdas; em 2013, essa perda continuou alta, 35,5%; e de 2014 a julho deste ano, a diminuição da perda já pode ser sentida com mais eficiência, caiu para 28,8%.

Em relação às reclamações no Procon contra a Celpa, Ezion disse que, de janeiro a agosto deste ano, foram contabilizadas 498 e, destas, somente 24% (120) eram procedentes. “Eram falhas ou erros que foram corrigidos”, disse.

Ezion Silva esteve acompanhado do Francisco Lira júnior, Líder de Recuperação; Sócrates Alves Ribeiro, Líder de Serviços de Rede; Valdir Pereira, Líder de Manutenção; e da jornalista Larissa Silva, do Relacionamento com a Imprensa e Mídias Sociais.

Direito de resposta

Em nota, Celpa afirma que denúncias de “gatos” são improcedentes

O Blog ratifica a informação divulgada baseado em dados fornecidos pelo Procon de Marabá
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A propósito da matéria intitulada “Vereadores denunciam e o Procon confirma: Celpa Equatorial está ‘criando gatos’ nos consumidores de Marabá”, veiculada por este Blog ontem (26), o Departamento de Relacionamento com a Imprensa e Mídias Sociais da concessionária de energia elétrica enviou a seguinte nota:

“A Celpa esclarece que são improcedentes as denúncias divulgadas na imprensa que afirmam que equipes da concessionária de energia estariam fazendo ligações clandestinas nas residências dos consumidores. Com relação ao vídeo que circulou nas redes sociais, no qual uma equipe da Celpa supostamente estaria agindo de forma inadequada durante a madrugada, a concessionária informa que as normas de Distribuição de Energia Elétrica permitem que se faça inspeção visual a qualquer tempo e hora nos medidores de energia.

O manuseio do medidor e inspeção de medição com testes e levantamentos metrológicos, contudo, só podem ser feitos na presença do consumidor ou de pessoa maior de idade que o represente, exceto nos casos onde haja risco de segurança ao fornecimento a unidade consumidora ou a rede de distribuição. Vale destacar ainda que durante visita da equipe da Celpa à Câmara Municipal de Marabá nesta quarta-feira (27), ficou definido em comum acordo com os vereadores, de que no dia 3 de outubro, a concessionária vai participar da sessão ordinária para prestar esclarecimentos sobre a atuação das equipes em campo.

Por fim, é importante ressaltar que a Celpa trabalha de forma transparente, respeitando o direito do consumidor e, acima de tudo, primando pelos valores Ética e Dedicação ao Cliente.”

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Nota da Redação: O jornalista Eleutério Gomes, correspondente do Blog em Marabá, que assina a matéria, mantém o que escreveu e ratifica que o fez baseado em inúmeros processos que viu quando esteve no Procon Municipal, todos com denúncias de consumidores que se disseram surpreendidos com a notificação de que havia “gatos” de energia em seus domicílios e apontaram o fato como suposta irregularidade cometida pela Celpa.