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Saúde

Alerta: Parauapebas tem primeiro caso diagnosticado de morte por Febre Maculosa

Os animais soltos na zona urbana do município aumentam a chance de transmissão da doença, que é praticamente fatal

A Vigilância Sanitária de Parauapebas, órgão ligado à Secretária de Saúde do município investiga a morte de uma criança de dois anos de idade no dia 09 de maio, no Hospital Vida Mamaray, em Belém.

Sophia Lopes de Almeida deu entrada no Hospital Geral de Parauapebas em 28 de abril com febre elevada, cefaleia e mialgia intensa. Segundo os familiares, a criança foi vítima de uma picada de carrapato em sua residência, no bairro Cidade Jardim, em Parauapebas. “A mãe dela encontrou o carrapato grudado ao corpo e fez a retirada do bicho. Logo depois fez a assepsia com álcool”, disse ao Blog Sinara Albuquerque, tia e madrinha de Sophia.

Pouco depois a criança deu início aos sintomas, sendo levada a uma clínica em Parauapebas, onde, segundo a tia, foi diagnosticada como se estivesse com a garganta inflamada pelo médico que a atendeu. Como os medicamentos ministrados pelo médico não estavam fazendo efeito e os sintomas ficaram mais fortes, Sophia foi encaminhada para Belém por via aérea com suspeita de Meningite.

Porém, ao chegar no Hospital Mamaray, o diagnóstico foi de a criança havia contraído Febre Maculosa Brasileira, uma doença infecciosa, febril aguda, de gravidade variável, cuja apresentação clínica pode variar desde as formas leves e atípicas até formas graves, com elevada taxa de letalidade, causada por uma bactéria do gênero Rickettsia (Rickettsia rickettsii), transmitida por carrapatos.

Logo que soube do laudo da morte de Sophia, o diretor da Vigilância Sanitária de Parauapebas, Allan Werbert, abriu procedimento investigatório. “Soubemos que a criança esteve na Zona Rural de Parauapebas há alguns dias. Estamos verificando a residência e o bairro dela à procura de carrapatos e na segunda-feira uma equipe (veterinário, técnicos e agentes de endemia)  vai até a Comunidade 3 Voltas, na Zona Rural, onde a criança esteve”, afirmou o diretor.

A notícia de que uma paciente parauapebense faleceu vítima de Febre Maculosa liga um alerta na Secretaria de Saúde de Parauapebas. Com isso, a falta de um Centro de Zoonoses no município, para que todos os animais que circulam livremente nas ruas possam ser recolhidos, volta à pauta. Não há bairro de Parauapebas que se ande que animais (cães, gatos, cavalos) não são vistos. Promessa de campanha de vários ex-prefeitos e inclusive do atual, Darci Lermen, a construção de um Centro de Zoonoses ficou sempre nas promessas e precisa, finalmente, sair do papel.

A Vigilância Sanitária faz investigações para descartar a hipótese de futura epidemia, mas, o que se sabe é que a Febre Maculosa é quase sempre fatal. O que não se sabe é quantos carrapatos, se é que foi ele o transmissor, existem infectados com a bactéria no município. A literatura diz que a doença é implacável. Assim sendo, deveria a prefeitura também  ser implacável com os animais que perambulam por Parauapebas. Quando estes apenas provocavam a ira dos munícipes revirando o lixo era uma coisa. Agora o caso é de saúde pública e merece toda a atenção dos gestores.

Leia também: Parauapebas: Amostra de sangue de criança morta suspeita de febre maculosa segue para o Rio de Janeiro

Vacina

Marabá: CCZ tem 40 mil doses de vacina anti-rábica em estoque

O número de cães e gatos sem cobertura vacinal em Marabá pode chegar a 30 mil

Diante da baixa vacinação antirrábica nos dois últimos anos, o Departamento de Vigilância em Saúde, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), alerta para o risco de retorno da raiva animal a Marabá e informa aos donos de animais domésticos – cães e gatos – devem levar seus bichos de estimação para serem imunizados.

De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde, Solange Freire dos Santos, existe um estoque de 40 mil vacinas antirrábicas e a vacinação acontece no CCZ de segunda a segunda, inclusive domingos e feriados, das 8h às 17 horas. Solange observa que, só no Núcleo Cidade Nova, existem mais de 12 mil cães e gatos sem cobertura vacinal, o numero em todo município chega aproximadamente a 30 mil animais.

Os testes de leishmaniose ainda prosseguem.

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) solicita aos donos de animais suspeitos de estarem com leishmaniose visceral a levaram os mesmos para fazer teste rápido para detecção da doença, com objetivo de evitar a transferência para humanos. O teste é realizado no próprio CCZ às segundas, quartas e quintas-feiras, aos sábados, domingos e feriados das 8 às 10 horas.

É importante verificar os sintomas da leishmaniose:

– Falta de apetite;

– Grande queda de pelos;

– feridas nas extremidades (focinho e orelha) que não saram;

– Unhas crescidas fora do normal.

Fonte: Ascom – PMM

Parauapebas

Quatro cavalos morrem concomitantemente após queda em buracos de construção no bairro Cidade Jardim

101_2719Há cerca de um ano doze buracos foram abertos para servirem de base para uma obra localizada na quinta etapa do bairro Cidade Jardim, em Parauapebas. Até aí tudo normal, salvo a falta de segurança no local, já que o terreno não foi cercado pelo proprietário, que abandonou a obra.

101_2720Sem serviço de controle de zoonose, quatro cavalos que andavam soltos pelo bairro acabaram caindo, cada um em um buraco, e, sem ter como sair, morreram. Uma fatalidade.

Os moradores da vizinhança ficaram revoltados com a situação, até mesmo porque há várias crianças que brincam pelas proximidades.

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Um morador chamado Antônio Pereira Silva disse estar preocupado com a falta de segurança no local e com o descaso do proprietário do terreno que não foi encontrado para comentar o assunto.

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Ainda pela falta do Centro de Controle de Zoonoses em Parauapebas, os animais mortos ainda permanecem no local, causando mais transtornos aos moradores do bairro. Com a prefeitura em recesso, não foi possível ouvir o órgão municipal responsável pela área sobre o assunto.