Internet de qualidade é WKVE Liga você ao mundo!
Economia

Cfem na região de Carajás aumenta e faz prefeituras respirarem aliviadas

De cada R$ 10,00 que correm na praça, quase R$ 7,00 vêm da Vale. Canaã é um dos municípios mais dependentes da mineração no Brasil

A Prefeitura de Parauapebas, no Sudeste Paraense, vai receber nas próximas horas R$ 30,8 milhões a título de cota-parte da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem). A informação foi levantada com exclusividade pela Associação Paraense de Engenheiros de Minas (Assopem). Esse é o maior valor que cai na conta do município desde março de 2014, quando o Executivo recebeu R$ 31,25 milhões em compensação financeira. A maior fonte pagadora do município é a mineradora multinacional Vale, que possui frentes de lavra de minérios de ferro, manganês e níquel, de acordo com a Agência Nacional de Mineração (ANM).

Este ano, a Prefeitura de Parauapebas estima receber R$ 290 milhões em royalties de mineração, conforme previsão na Lei Orçamentária Anual (LOA).

Nestes três primeiros meses do ano, já se confirmam R$ 80,66 milhões desse montante, o que faz dela, de longe, a prefeitura que mais arrecada royalties de mineração no país. Mantido o pique, a indústria mineral poderá conceder a Parauapebas ao longo de 2018 um total aproximado de R$ 323 milhões em royalties, portanto, mais até que a previsão da administração municipal.

DEPENDÊNCIA

Atualmente, de cada R$ 10 que circulam em Parauapebas, R$ 6,75 centavos são movimentados diretamente pela indústria mineral, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio de sua pesquisa de produção de riquezas divulgada no final do ano passado. A Vale é a maior produtora de riquezas do Pará e tem em Parauapebas sua base operacional, fazendo a prefeitura local ter receita corrente na ordem de R$ 1 bilhão. Não é qualquer “mortal” município de interior que consegue a proeza de ter arrecadação bilionária.

Apesar dessa grandiosidade, a receita local é extremamente dependente tanto dos royalties quanto dos impostos diversos decorrentes das operações minerais. Sem a Vale, Parauapebas entraria em colapso na atual conjuntura. A capacidade de gerar receitas próprias do município, hoje na ordem de R$ 130 milhões, é simplesmente 13% do total de receitas que recebe. Só as transferências correntes (vindas da União e do Governo do Estado, como os próprios royalties) totalizaram quase R$ 800 em 2017, o que demonstra a fragilidade das finanças municipais. A indústria mineral faz Parauapebas ter a 2ª prefeitura mais rica do Pará e a 62ª mais rica do Brasil.

40% da economia municipal

Desde que se entende como município minerador, Marabá, polo do Sudeste Paraense, nunca tinha visto a conta de sua prefeitura tão gorda: o Executivo local vai faturar nas próximas horas R$ 9,3 milhões, de acordo com a Agência Nacional de Mineração (ANM). A informação foi levantada com exclusividade pela Associação Paraense de Engenheiros de Minas (Assopem). Com projetos ativos de cobre, da Vale, e manganês, da Buritirama, a indústria mineral marabaense vive seu melhor momento, e a prefeitura local, a melhor fartura financeira.

A fatia de Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) que vai cair na conta da Prefeitura de Marabá é a maior da história. O mais perto disso, R$ 8,47 milhões, foi recebido em dezembro de 2015, e de lá para cá a conta bancária nunca esteve tão pomposa.

Em três pagamentos deste ano, já caíram nos cofres do município R$ 22 milhões, o equivalente a 36,5% dos R$ 60,3 milhões que a Prefeitura de Marabá estima receber ao longo deste ano. Se tudo continuar como está, a prefeitura fecha o ano com R$ 88 milhões em royalties na conta, uma arrecadação épica e inimaginável até 2012, antes do projeto Salobo, da Vale, começar a operar no município.

Se até seis anos atrás eram o setor de serviços e a agropecuária quem dava o tom do Produto Interno Bruto (PIB), movimentando 62% da economia, hoje a indústria mineral sozinha lidera, movimentando 40% de cada nota de Real que circula na praça.

MENOS DEPENDENTE

A Prefeitura de Marabá encerrou 2017 de cabeça erguida, com arrecadação corrente bruta “triscando” R$ 790 milhões e como a 3ª mais rica do Pará, além de estar entre as 80 mais importantes do país. Entre todas as prefeituras mineradoras do Pará, é a única que conseguiria sobreviver às próprias expensas — mesmo com algum grau de dificuldade, já que hoje, além dos royalties, a prefeitura recebe impostos diversos decorrentes da indústria extrativa mineral.

Atualmente, o município é o maior polo universitário do interior paraense e apenas os gastos de permanência de seus quase 10 mil jovens universitários, somados aos orçamentos das instituições públicas e privadas de ensino superior, fazem prosperar uma receita paralela à da prefeitura e que é maior que a de muitos municípios ricos do Pará.

CANAÃ DOS CARAJÁS

Os efeitos do projeto S11D já começam a sacudir a conta-corrente da Prefeitura de Canaã dos Carajás, no Sudeste Paraense. O município vai receber R$ 8,61 milhões nas próximas horas, acumulando R$ 21,54 milhões no total este ano. O mais perto disso, R$ 7,29 milhões, a administração local recebeu em janeiro, ainda assim nada comparado às “águas de março” que refrescam os cofres do Executivo. A informação foi levantada com exclusividade pela Associação Paraense de Engenheiros de Minas (Assopem).

Ao comparar a cota-parte da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) deste março com o mesmo período do ano passado, R$ 1,91 milhão, é possível ter ideia do quanto a receita dos royalties disparou com o avanço da produção de S11D: 280%.

Por André Santos – Assopem

nota

Canaã dos Carajás: Com greve deflagrada, Jeová Andrade divulga nota oficial e mostra preocupação com a decisão dos servidores municipais

O gestor afirmou também que o município não possui recurso para pagar o reajuste exigido e pede que os servidores continuem o trabalho

O prefeito Jeová Andrade divulgou, na tarde desta quinta-feira (8), uma nota oficial para a imprensa sobre o ato de protesto dos servidores públicos municipais. Na nota, o gestor municipal afirma que Canaã dos Carajás teve avanços significativos nos últimos anos.

Jeová lembrou que os servidores possuem bons salários e que, ao assumir o governo em 2013, foi o responsável por aumentar de maneira significativa os salários do funcionalismo público.

Expressando tristeza e preocupação, o prefeito lamentou a situação e pediu que os servidores continuem o trabalho. Ainda em nota, Jeová garantiu que os reajustes serão concedidos assim que o município tiver condições de pagar os valores exigidos.

Abaixo a nota enviada na íntegra.  

Nota à sociedade Canaãnense.

Me dirijo à população para externar a preocupação do Governo Municipal devido ao anúncio dos sindicatos e associações que representam os servidores públicos municipais, de possíveis manifestações, paralização ou greve.

Fico muito entristecido com essa decisão que parte dos servidores, estão propondo, pois isso trará prejuízo ao interesse coletivo, principalmente aos nossos estudantes que precisam de uma atenção especial.

Ressaltamos a grande importância que esse governo tem dado aos servidores públicos. Em 2013, quando assumi o mandato, todas as categorias se encontravam, há quatro anos, sem nenhum aumento ou reposição de perdas salariais e com o salário de 2012 atrasado. Ao tomar posse, uma das primeiras ações que fiz, foi pagar os vencimentos de dezembro e, posteriormente, sentei com a equipe de planejamento, onde foi acertado a reposição de 25% referente às perdas dos quatro anos sem aumento.

Nos anos seguintes, concedemos mais algumas reposições e o vale alimentação que, no início de minha gestão, era de R$200 reais e, hoje, está no valor de R$465 reais.

A estruturas dos locais de trabalho eram muito precárias; nossas escolas, caiam aos pedaços, sem móveis e carteira adequadas, sem nenhuma quadra coberta, sem nenhuma sala climatizada, e não existia alimentação escolar de qualidade.

Hoje, a realidade mudou; nossas estruturas, são as melhores do Estado. Na área da educação, reconstruímos todas as escolas antigas e construímos novos estabelecimentos de ensino; climatizamos todos, construímos quadra coberta e equipamos a toda a rede com equipamentos modernos, implantamos o Centro de Formação e muitos outros projetos.

Nossa alimentação escolar, é de alta qualidade e, agora, é servido café da manhã antes do aluno entrar na sala de aula.

Hoje, o salário pago aos professores da rede pública municipal está entre os melhores do Brasil, e, desde que assumimos o mandato, pagamos rigorosamente em dia, dentro do mês, todos os funcionários.

O que nos causa estranheza, é saber que estas mesmas categorias, nos quatro anos da gestão 2009-2012, ficaram sem nenhum aumento ou reposição; recebendo salários com dois meses de atraso, trabalhando em estruturas muito precárias, e nunca fizeram uma greve, e, hoje, depois de tantas melhoras, estão propondo paralisação.

Recentemente, estive em Sobral, no Estado do Ceará, conhecendo o modelo educacional daquela cidade, que tem um dos maiores índices de aprendizado do País.

Lá, não há uma sala climatizada, e os professores recebem um salário muito inferior ao que é pago em Canaã.

Neste momento, ainda não é possível realizar a reposição salarial, pois não dispomos de recurso legal para aumentar a despesa com a folha de pagamento. Vamos ter, gradativamente, aumento da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), porém, legalmente, esse recurso deve ser aplicado em projetos em benefício da comunidade local, seja em melhoria da infraestrutura, da qualidade ambiental, da saúde ou educação. Concluindo, não se paga folha com CFEM.

Faço um apelo aos nossos servidores; vamos continuar firmes, trabalhando em favor da sociedade em geral. No momento em que as condições permitirem, vamos conceder o aumento, de forma que todos possam ser contemplados.

Temos que fazer o possível, para dar condições aos servidores, mas também, continuarmos trabalhando em favor do restante da população que não atua no serviço público.

Conto com a compreensão de todos, e espero que nosso município siga avançando para a melhor qualidade de vida das pessoas que aqui vivem.

Jeová Gonçalves de Andrade, prefeito de Canaã dos Carajás

Canaã dos Carajás

Apesar das férias, procura por passagens não aumentou em Canaã

Funcionários de cooperativa e empresas rodoviárias afirmam que a procura por passagens nesse período foi menor em relação a 2016

A crise em Canaã dos Carajás atingiu em cheio as cooperativas e empresas de turismo durante as festividades de fim de ano. Apesar da procura natural por passagens no período das férias, a população canaãnense viajou menos em 2017 do que em 2016. A situação econômica da população local acabou obrigando muita gente a ficar em casa durante as festas de Natal e Ano Novo e o prejuízo ficou para o setor de transportes.

Uma das principais explicações para a drástica redução do poder econômico do cidadão canaãnense está no desemprego do município: só em 2017, cerca de 5330 postos de trabalho foram fechados na cidade. A maior parte do déficit de empregos aconteceu por conta do encerramento das atividades de implantação do Projeto S11D. Com o funcionamento do complexo, a maioria das empresas que trabalharam na construção acabou deixando Canaã, levando consigo milhares de vagas.

Luan dos Santos, agente de viagens em uma cooperativa de vans na cidade, lamentou o período de férias: “O ano de 2017 só foi bom no começo; em julho foi muito ruim e dezembro foi muito pior. Em relação a 2016, o fluxo de pessoas e a procura por passagens diminuiu bastante. Tínhamos boas expectativas, mas foi tudo por água abaixo.” O profissional relatou ainda que os municípios de Marabá, Xinguara e Tucumã foram os mais procurados pelas famílias viajantes.

Já o motorista Raimundo Sousa fez um desabafo durante a entrevista: “Esse final de ano para todos nós foi muito fraco. Nos outros anos sempre foi muito bom e esse ano foi terrível. Não tem emprego na cidade, não tem nada e aí o pessoal não tem dinheiro para viajar. Sem dinheiro ninguém faz nada. Pelo menos estamos com saúde, não é? Vamos ver se melhora esse ano, ver se o prefeito traz empresas para empregar esse povo. Se não trouxer, a coisa fica feia.”

Quem também viveu maus bocados no mesmo espaço de tempo foram algumas empresas de ônibus da cidade. Entre os destinos dos cidadãos, Goiânia, Santa Inês e Belém ficaram entre os favoritos. O também agente de viagens, Marcos Silva, falou com tristeza sobre as perdas em relação aos anos anteriores: “De acordo com o fechamento de caixa, minhas vendas foram 46% menores que 2016. É lamentável. Estamos tentando abrir mais linhas, melhorar a nossa frota para aumentar a quantidade de pessoas viajando conosco, mas aqui em Canaã é complicado, pois não temos tanta estrutura. Não tem rodoviária, a estrada do Posto 70 é muito ruim… Nosso ônibus já atolou duas vezes só esse mês. Então, é bem complicado de se trabalhar assim.”

Para o ano de 2018, a expectativa é que a economia local volte a crescer. Com o aumento da produção de minério no S11D e a maior alíquota na Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), os números tendem a melhorar para a “Terra Prometida”. O governo local já busca, junto às secretarias de Agricultura e de Desenvolvimento Econômico, alternativas para a superação da crise. Com a população empregada, é natural que finais de ano mais felizes voltem a acontecer para todos em Canaã.

Legislativo

Articuladores para aprovação da MP 789/2017 serão homenageados pela Câmara Municipal de Itabirito (MG). Darci Lermen é um deles

A CM de Itabirito reconheceu que Darci se mostrou um dos maiores articuladores para a aprovação da Medida Provisória 789/2017, que aguarda sanção presidencial

A Câmara Municipal de Itabirito (MG) fará homenagem a personalidades que se mobilizaram para que houvesse a mudança no repasse da Cfem (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais), na próxima quinta-feira (14), às 10h. Com a mudança, em Itabirito, o dinheiro da contribuição passará de R$40 milhões para R$70 milhões por ano.

De acordo com o vereador de situação Max Fortes (PSB), em 2017, a arrecadação da cidade foi de R$ 220 milhões. Já para 2018, a expectativa são R$ 250 milhões de arrecadação (somados os valores vindos com a “nova Cfem”). Contudo, ainda de acordo com edil, o montante para o ano que vem pode chegar a R$ 379 milhões, se forem contados os “recursos vinculados” (como emendas parlamentares e captação de verbas extras).

A Medida Provisória 789/2017, que muda as alíquotas da Cfem, apesar de ter sido aprovada no Congresso, ainda não foi sancionada pelo presidente Michel Temer (PMDB). Ele tem até o dia 18 deste mês para isso.

A Câmara fará homenagem às seguintes personalidades:

– ao prefeito de Itabirito, Alex Salvador de Oliveira (PSD);

– ao ex-prefeito de Itabirito e consultor da Associação dos Municípios Mineradores de MG (Amig), Waldir Silva Salvador de Oliveira;

– ao deputado federal Marcus Pestana (PSDB), relator da MP 789/2017 que propôs a mudança na Cfem;

– ao deputado federal Diego Andrade (PSD);

– ao deputado federal Caio Nárcio (PSDB);

– ao deputado federal Fábio Ramalho (PMDB);

– ao prefeito de Nova Lima e presidente da Amig, Vitor Penido (DEM);

– ao prefeito de Parauapebas (PA), Darci Lermen (PMDB) pelo empenho e mobilização pela aprovação da matéria;

– e à gerente administrativo da Amig, Stael Gomes.

Legislativo

Vereadora Joelma Leite apresenta balanço das ações do legislativo que contribuíram para a aprovação da MP

Durante a sessão ocorrida ontem, 28, a vereadora destacou as atuações da Câmara Municipal, que somaram forças para as conquistas do município.

Ao fazer uso da Tribuna durante 10 minutos nesta terça-feira (28), na Casa de Leis, a vereadora Joelma Leite expôs toda a luta dos vereadores da Câmara Municipal de Parauapebas e de diversas autoridades em busca do tão esperado aumento da Compensação Financeira pela Exploração dos Recursos Minerais (CFEM), que por meio da Medida Provisória (MP) Nº 789, eleva de 2% para 3,5% a alíquota do minério de ferro.

A parlamentar pontuou que faz parte da Comissão de Assuntos Relevantes da CMP desde abril deste ano, e que a primeira luta dos integrantes da comissão que, além dela, conta com os vereadores Braz, Pavão, Marcelo e Luiz Castilho, foi em relação ao aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que passou de 9,38% para 11,33%, com ajuda da consultoria técnica, que obteve o ganho junto ao Governo do Estado.

“Depois de vencida aquela batalha tinha outra que batia na nossa porta e que poucos acreditavam que venceríamos, que era a CFEM”, pontuou Joelma, que sempre se mostrou otimista em relação a aprovação da MP e ressaltou as inúmeras reuniões e as incansáveis discussões com a equipe e a Vale.

A vereadora ainda apresentou, em gráficos, os ganhos que outros países têm em comparação a exploração mineral no Brasil. “Esse aumento representa o futuro promissor do nosso município, que precisa criar novas matrizes econômicas para viver após a mineração. Esse recurso será muito bem aplicado e não pode ser desperdiçado”, enfatizou.

Joelma reconheceu, ainda, todo o comprometimento do prefeito Darci Lermen e de sua equipe de governo, que também contou com apoio de deputados, como o José Priante, senadores, entre outros representantes.

“Todos os deputados e senadores votaram a favor da MP e deram celeridade ao processo, mas a luta ainda não acabou. Estamos aguardando a sanção da presidência e sabemos que a Vale continua negando e trabalhando para que o presidente não sancione a lei. Mas estamos prontos para mais essa batalha, pois a CFEM, para nós, é garantir recursos para as gerações futuras”, finalizou.

Mineração

Parauapebas deixa de arrecadar cerca de R$ 1,5 milhão com os dois dias de interdição nas operações da Vale.

O prejuízo considera apenas o recolhimento da Contribuição Financeira pela Exploração Mineral (CFEM)

O prejuízo considera apenas o recolhimento da Contribuição Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), paga pelas empresas mineradoras e que é repassada aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios e aos órgãos da administração da União pela utilização econômica dos recursos minerais.

O total de R$ 324 milhões de CFEM já foram recolhidos de janeiro a outubro de 2017 pela atividade minerária no município. Desde total, Parauapebas recebeu R$ 211 milhões. Com a interdição, o município perde por dia o montante de R$ 702 mil , além do impacto na arrecadação para Governo do Pará e Governo Federal.

Hoje (28), por volta das 15 horas, os manifestantes ligados a FNL liberaram os bloqueios à Portaria da Flona de Carajás, da Estrada Faruk Salmen, que liga ao Projeto Salobo, e da Estrada de Ferro Carajás.

Fonte: DNPM

Artigos

Com a receita em alta, é hora de Parauapebas decolar rumo ao futuro?

Com as novas alíquotas da Cfem, Parauapebas terá um período de bonança financeira. Mas estamos preparados para isso?

O Senado Federal aprovou ontem (22) a Medida Provisória 789/2017, que havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados na noite anterior. A rapidez no encaminhamento da MP ao Senado e a presteza do presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE) em colocá-la imediatamente na pauta para ser votada mostra a eficiência do trabalho realizado em Brasília por prefeitos, vereadores e congressistas municipalistas.

De Parauapebas vieram quatro ônibus lotados de pessoas interessadas na aprovação da matéria. Isso fez uma diferença danada, principalmente quando esse pessoal todo estava nas galerias da Câmara, aplaudindo, pressionando e mostrando aos deputados o interesse dos municípios na aprovação. Graças a Deus saímos vencedores e os municípios, doravante, terão mais recursos para investir na melhoria da qualidade de vida da população“, disse o prefeito de Parauapebas, um dos principais articuladores para que a Medida Provisória fosse aprovada.

Já o presidente da Câmara Municipal de Parauapebas, vereador Elias da Construforte disse que a aprovação da MP 789  foi uma vitória de toda classe política e dos movimentos sociais dos municípios mineradores.  “Não posso deixar de agradecer, em primeiro lugar a Deus, e à mobilização do prefeito Darci Lermen e de toda sua equipe, além do apoio do senador Jader Barbalho, de fundamental importância para aprovação da medida provisória”, destacou Elias, avaliando a mobilização rumo a Brasília como um movimento que ficará na história dos municípios mineradores ou impactados pela mineração.

É bom esclarecer que as novas alíquotas aprovadas para a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) serão retroativas a 1º de agosto de 2017, já que a Medida Provisória foi editada no final de julho de 2017. No caso específico de Parauapebas, a Vale, principal mineradora do município, não vinha efetuando o repasse conforme estabelecia a Medida Provisória. Apesar de ter sido notificada pela Secretaria de Fazenda de Parauapebas, a mineradora informou que só faria os repasses após a aprovação da matéria no Congresso Nacional.

No final deste texto o leitor poderá conhecer a íntegra da Medida Provisória, suas emendas e novas alíquotas, conforme texto enviado à Presidência da República para sanção.

Outro assunto que merece ser destacado no texto enviado para sanção é a distribuição dos recursos. Os deputados se empenharam em fazer com que a MP 789 fizesse justiça a municípios que, apesar de não minerários, são impactados direta ou indiretamente pela exploração mineral, o que trará a estes uma maneira de serem, também, compensados financeiramente.

Sem dúvidas, não só as novas alíquotas da Cfem, mas a normatização da mineração no Brasil impostas pela MP 789 trarão mais recursos aos municípios. Alguns destes municípios vinham capengando financeiramente e esse upgrade nas contas em suas contas levarão melhor condições de vida para a população.

Todavia, apesar do arrocho financeiro pelo que passam os municípios, seria salutar usar esses novos recursos na busca de novas fontes de renda nos municípios minerários. Todos sabemos que a mineração é finita. É preciso que os legislativos desses municípios busquem imediatamente formas de aplicar esses recursos no sentido de encontrar novas matrizes econômicas, gerando emprego e melhorando a educação e a saúde.

É preciso que haja responsabilidade por parte dos gestores no gasto desses recursos e, principalmente, sabedoria por parte dos vereadores, os fiscais do povo, nesse controle.

É preciso dizer, também, que a Vale não é inimiga de Parauapebas. Apesar de quase sempre protelar na justiça antes de repassar o que lhe é cobrado, temos que analisar a mineradora como empresa e lembrar o que disse o Barão de Mauá, ainda no século XIX:

O melhor programa econômico de governo é não atrapalhar aqueles que produzem, investem, poupam, empregam, trabalham e consomem.”

Ter a Vale como aliada é importante para Parauapebas. Nossos vereadores e nosso prefeito têm consciência disso, apesar de alguns deles preferirem ficar nos discursos demagógicos. Trazer a mineradora para o debate, assumindo cada um sua parcela de responsabilidade na condução do município ao futuro certamente fará de Parauapebas uma gigante. Conciliar é sempre a melhor solução!

Parauapebas

Mobilização por CFEM frustra organização de Parauapebas

Uma enorme estrutura para acompanhar a votação foi montada, mas não atraiu nem 200 pessoas

A programação para acompanhar em Parauapebas a votação para a aprovação pelos Deputados Federais da Medida Provisória 789, que modifica a Legislação Minerária Brasileira frustrou a organização, que preparou uma mega estrutura para receber pelo menos 1000 pessoas. Mesmo sendo decretado ponto facultativo na Prefeitura, poucos servidores acompanharam a votação em frente a portaria de Carajás e tampouco o cidadão comum.

João Maciel Barros, coordenador do Distrito Industrial, lotado na Secretaria de Desenvolvimento de Parauapebas confirmou a pouca adesão do público no ato. “Esperávamos 500 pessoas nesse momento importante de união dos parauapebenses, já que temos uma equipe grande em Brasília com prefeito e vereadores, pois o recurso é importante e representa desenvolvimento para nossa cidade”, explicou o servidor.
João Barros

O lavrador Sebastião da Silva não entendia a real importância de acompanhar a votação, mas não perdeu a oportunidade de participar para tentar mudar a realidade do município: “Espero que essa votação reflita na liberação do recurso dos lavradores, pois precisamos aumentar as oportunidades de trabalho. Estou desempregado e a situação está crítica. Tem muito pai e mãe de família passando necessidade na cidade”, disse, justificando a presença no ato.

Quem veio da Palmares para tentar uma renda extra com a possível mobilização foi o vendedor ambulante, Eugênio Alves. Ele preparou 50 pastéis e 80 geladinhos para vender, mas…”Terei que voltar para casa com apenas 30% da minha mercadoria vendida e não posso esperar mais porque dependo de transporte para voltar para a Palmares”, desabafou o vendedor.

Parece que a audiência foi mesmo nas casas, pois passava das 23h, no horário local, quando a votação iniciou na Câmara dos Deputados.