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Saúde

População de Parauapebas padece com epidemia de chykungunya

Parauapebas já tem 178 casos confirmados da doença. Você pode ajudar a combater o mosquito recolhendo possíveis focos de água parada em seu quintal.

Pedro Carvalho tem 85 anos e está acamado há duas semanas, as dores intensas nas articulações o impedem de se movimentar. Ele precisa de ajuda para ser conduzido e usa fralda geriátrica devido à dificuldade que sua mulher, que tem mais de 60 anos, e suas duas filhas, têm de levá-lo até o banheiro. Ele está com febre Chykungunya.

As duas filhas de Pedro tiveram que deixar a mãe sozinha nesta semana, com os cuidados do pai, pois também pegaram Chykungunya e estão prostradas. Essa doença tem feito centenas de vítimas em Parauapebas. A UPA e Pronto Socorro Municipal estão lotados praticamente o tempo inteiro.

De acordo com o último informe epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado do Pará (Sespa), publicado em 28 de março, “Até o dia 22 de março, o informe aponta o registro de 1.067 casos de dengue, 83 de Zika e 1.073 de febre Chikungunya no Estado”.

Só em Parauapebas foram 173 casos confirmados, de acordo com os dados da Sespa. Porém, o número deve ser muito maior, tendo em vista que muita gente não procura o serviço de saúde e se trata em casa. “Eu nem fui para o hospital, levamos o nosso pai pra lá e o médico disse que era melhor ele ficar sendo tratado em casa para evitar risco de contaminação. Ele disse também que a internação está super lotada”, relatou Aparecida Carvalho, uma das filhas de Pedro Carvalho que está com Chikungunya.

O coordenador da Vigilância Ambiental e Controle de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Mickael Gross, informou ao Blog que diversas ações de combate ao mosquito e de sensibilização da população estão sendo realizadas, com foco principalmente na zona rural do município, onde a incidência de doenças transmitidas pelo Aedes aegipty e Aedes albopictus tem sido grande.

O bairro dos Minérios, na zona urbana, recebeu uma ação coletiva organizada pelos agentes de endemias. Profissionais realizam visitas nas residências e orientam a população quanto ao combate do mosquito. O carro fumacê também está passando em vários bairros da cidade.

O quantitativo de agentes de endemias é pequeno para cobrir toda a cidade. Conforme matéria publicada pelo Blog, no início de fevereiro, alertando que a cidade estava sofrendo uma epidemia de chikungunya, seria necessário pelo menos 125 profissionais dessa área para realizar a cobertura da zona urbana na cidade. Recentemente foram convocados mais quatro aprovados no concurso para ocupar o cargo de agente de endemia, mas ainda não é o suficiente para a demanda da cidade.

Campanhas mais amplas, com ações de divulgação sobre os dados alarmantes na cidade das doenças transmitidas pelos mosquitos também poderiam ajudar à sensibilizar um pouco mais a população, que é a principal responsável nesse combate.

Informações sobre a chikungunya. Fonte: Blog da Saúde.

  • O nome da doença significa “aqueles que se dobram” em swahili, um dos idiomas da Tanzânia. Refere-se à aparência curvada dos pacientes que foram atendidos na primeira epidemia documentada, na Tanzânia, localizada no leste da África, entre 1952 e 1953.
  • Os sinais e sintomas são: febre acima de 39 graus, de início repentino, e dores intensas nas articulações de pés e mãos – dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer, também, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas.
  • O Ministério da Saúde definiu que devem ser consideradas como casos suspeitos todas as pessoas que apresentarem febre de início súbito maior de 38,5ºC e artralgia (dor articular) ou artrite intensa com início agudo.
  • Os sintomas aparecem de dois a dez dias após a picada o mosquito, podendo chegar a 12 dias. Esse é o chamado período de incubação.
  • Dores nas articulações também ocorrem nos casos de dengue, mas a intensidade é menor. Em se tratando de Chikungunya, é importante reforçar que a dor articular, presente em 70% a 100% dos casos, é intensa e afeta principalmente pés e mãos (geralmente tornozelos e pulsos).
  • O vírus pode afetar pessoas de qualquer idade ou sexo, mas os sinais e sintomas tendem a ser mais intensos em crianças e idosos. Além disso, pessoas com doenças crônicas têm mais chance de desenvolver formas graves da doença.
  • As pessoas podem ter Chikungunya e dengue ao mesmo tempo.
  • O vírus é transmitido pela picada da fêmea de mosquitos infectados. São eles o Aedes aegypti, de presença essencialmente urbana, em áreas tropicais e, no Brasil, associado à transmissão da dengue; e o Aedes albopictus, presente majoritariamente em áreas rurais, também existente no Brasil e que pode ser encontrado em áreas urbanas e peri-urbanas em menor densidade.
  • Se um pessoa for picada por um mosquito infectado não necessariamente ficará doente. Em média, 30% das pessoas infectadas são assintomáticas, ou seja, não apresentam os sinais e sintomas clássicos da doença.
  • Quem se infecta com o vírus fica imune o resto da vida.
  • Não existe transmissão entre pessoas. A única forma de infecção é pela picada dos mosquitos.
  • Não há evidências de que o vírus seja transmitido da mãe para o feto durante a gravidez. Porém, a infecção pode ocorrer durante o parto. Também não há evidências de transmissão pelo leite materno.
  • O vírus só pode ser detectado em exames de laboratório. São três os tipos de testes capazes de detectar o Chikungunya: sorologia, PCR em tempo real (RT‐PCR) e isolamento viral. Todas essas técnicas já são utilizadas no Brasil para o diagnóstico de outras doenças e estão disponíveis nos laboratórios de referência da rede pública.
  • Atualmente, o laboratório de referência para realizar o diagnóstico laboratorial do Chikungunya é o Instituto Evandro Chagas, do Ministério da Saúde, localizado no Pará. Outros laboratórios de saúde pública estão em fase de treinamento para adotar o exame de detecção do vírus CHIKV.
  • Até o momento não existe um tratamento específico para Chikungunya, como no caso da dengue. Os sintomas são tratados com medicação para a febre (paracetamol) e as dores articulares (anti-inflamatórios). Não é recomendado usar o ácido acetil salicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia. Recomenda‐se repouso absoluto ao paciente, que deve beber líquidos em abundância.
  • Não é necessário isolar o paciente, apenas deixa-lo em repouso.
  • Como a doença é transmitida por mosquitos, é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros de mosquitos nas suas casas e na vizinhança. As medidas que as pessoas devem tomar são exatamente as mesmas recomendadas para a prevenção da dengue.
  • Não existe vacina contra a Chikungunya.
  • Somente casos que apresentarem maior gravidade o paciente deve ser internado.
  • Em geral, em dez dias após o início dos sintomas, o paciente se recupera. No entanto, em alguns casos as dores nas articulações podem persistir por meses. Nesses casos, o paciente deve voltar à unidade de saúde para avaliação médica.
  • As mortes são raras. Dados da epidemia ocorrida em 2004, nas Ilhas Reunião, indicaram taxa de letalidade de 0,1% (256 mortes em um total de 266 mil casos). Entretanto, na Índia, em 2006, houve 1,3 milhão de casos e nenhuma morte registrada.
  • Ao suspeitar da doença, a pessoa deve procurar a unidade de saúde mais próxima, imediatamente. E, fundamental: NÃO TOMAR REMÉDIO POR CONTA PRÓPRIA. A automedicação pode mascarar sintomas, dificultar o diagnóstico e agravar o quadro do paciente. Somente um médico pode receitar medicamentos.
Febre Amarela

Pará registra a quarta morte por febre amarela; campanha vai intensificar vacinação

Pacientes estavam internados no Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém.

A febre amarela fez mais uma vítima no Pará, aumentando para quatro o número de mortes no Estado, pela doença: duas crianças e dois jovens. A confirmação dos dois últimos óbitos no oeste paraense colocaram não só a região, mas todo o estado, em alerta.

Segundo o governo do Pará, a vacinação contra a febre amarela faz parte do calendário de imunização do Ministério da Saúde e a vacina é encontrada em qualquer unidade de saúde.

Na capital, Belém, existem 60 pontos de imunização. O estado tem quase 310 mil doses de vacina disponíveis.

No Oeste do estado, a Secretaria de Saúde está executando um plano emergencial, com vacinação em massa, combate ao mosquito transmissor da doença e o atendimento e orientação médica para os moradores de Alenquer e Monte Alegre, onde viviam as quatro vítimas.

Moradores de Curuá, Oriximiná e Óbidos também estão recebendo atenção especial por estarem próximos aos municípios com risco de propagação da doença.

A análise clínica dos pacientes foi feita pelo Instituto Evandro Chagas, no Pará, que também realiza exames em macacos na região.

Mês passado, o Instituto confirmou a morte, em Belém, de um macaco infectado pelo vírus da febre amarela. A morte do animal acendeu o alerta para a transmissão da doença na capital paraense.

Importante ressaltar que os macacos não transmitem a doença, mas assim como os seres humanos, são infectados por mosquitos hospedeiros.

O plano emergencial contra a febre amarela no oeste do Pará prossegue durante esta semana nos municípios de Rurópolis, Óbidos, Oriximiná, Curuá, Alenquer e Monte Alegre, localizados na área endêmica, onde foram registradas mortes de macacos neste ano.

Faz parte desse plano a cessão de um helicóptero do Estado e de um avião do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) para atender eventuais chamadas e urgências. O objetivo é garantir a vacina para as comunidades da zona rural, a fim de combater a febre amarela silvestre, transmitida pelo mosquito Aedes aegipty, o mesmo transmissor da dengue, zika e febre chikungunya.

Além da vacinação, as equipes orientam a população sobre a necessidade de combater o mosquito. Os cuidados são os mesmos tomados na zona urbana, como evitar o acúmulo de água parada. Nas áreas de floresta, no entanto, o desafio é ainda maior. Por isso, além de orientar moradores, os agentes de saúde da Sespa reforçam a preparação dos profissionais dos municípios para enfrentar o problema.

Saúde

Secretaria de Saúde de Marabá desmente notícia de mortes por chikungunya ou febre amarela

Em 2016, o número de pacientes diagnosticados com Chikungunya foi de 81. Este ano já foram registrados 28 casos, mas nenhuma das pessoas diagnosticadas morreu

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Ao contrário do que vem se propagando em redes sociais, o município de Marabá não registrou nenhum caso de morte devido à Chikungunya ou à febre amarela, em 2016, nem neste ano de 2017, até o momento. É o que informa, de maneira categórica, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVS), procurada pelo blog nesta na tarde desta quinta-feira (16). O transmissor dessas doenças é o mosquito Aedes Aegypti, que também é vetor da dengue e do vírus Zika.

De acordo com a enfermeira Fernanda Miranda (foto), da DVS, no ano passado 81 pessoas foram acometidas de Chikungunya e, em 2017, até hoje, 28 casos foram confirmados, mas nenhum dos pacientes morreu. “Essas notícias não passam de boato. Já dizem até que houve mortes por febre amarela. Também não é verdade”, afirma Fernanda.

Sobre a febre amarela, esta não registrou vítimas em Marabá em 2016. E neste ano de 2017 apenas um paciente está internado com suspeita de ter adquirido a doença, “mas se recupera bem e os sintomas ainda estão sob investigação para que se confirme ou não a ocorrência desse mal”.

A respeito da dengue, Fernanda Miranda informa que no ano passado foram confirmados 517 casos do tipo clássico, 13 desses com sinais de alarme, quando o paciente passa a ter vômito e dores abdominais, sintomas considerados mais graves. “Porém, não foram registradas mortes”. Já em 2017 o número de registros de dengue clássica, até o momento, é de 106 casos.

Quanto ao Zika, em 2016, o vírus atingiu 14 pessoas em Marabá, porém foi constato somente um caso de microcefalia em recém-nascido.

Sintomas

“Os sintomas da dengue são febre alta, dor no corpo, dores musculares, dores de cabeça e dores nos olhos”, descreve Fernanda, acrescentando que a Chikungunya apresenta os seguintes sinais: febre alta, dores intensas e incapacitantes com (edema) inchaço nas articulações, “como característica mais forte”.

De acordo com ela, as sequelas da Chikungunya podem levar bem mais de seis meses e se prolongar por até cinco anos, conforme registra a literatura médica. “A pessoa continua sentindo dores nas articulações e inchaços. Eles melhoram e voltam durante um bom período. Nos casos mais graves e cujas sequelas levam anos, o paciente pode, inclusive, sofrer de artrite e artrose”, afirma a enfermeira.

Já o vírus Zika, ainda conforma Fernanda, quase não apresenta sintomas: “A pessoa não tem febre ou a febre é muito baixa e os sintomas são benignos, como exantema (vermelhidão na pele) e vermelhidão ocular, os quais desaparecem em três dias”.

Por fim, Fernanda Miranda orienta às pessoas com esses sintomas a evitarem a automedicação, sobretudo a ingestão de anti-inflamatórios, que pode levar a sequelas mais graves. “Elas devem ficar alertas aos sintomas para saber diferenciar dengue de Chikungunya e procurar uma unidade de saúde para que sejam diagnosticadas corretamente e não tirem conclusões erradas”.

Saúde

Xinguara (PA) tem situação de emergência, por doenças infecciosas, reconhecida pela Defesa Civil

Medida permitirá que a Prefeitura solicite apoio do Governo Federal para intensificar ações de combate ao Aedes aegypti

A situação de emergência causada pelo elevado número de casos de febre Chikungunya, Dengue e Zika vírus na cidade de Xinguara (PA) foi reconhecida nesta sexta-feira (17) pelo Ministério da Integração Nacional. O município possui mais de 3,8 mil casos de doenças infecciosas virais registradas. O percentual de infestação do mosquito Aedes aegypti na região também já alcança a margem de 17% – o valor de referência recomendado pelo Mistério da Saúde é de 1%. A medida vai permitir que a prefeitura solicite apoio emergencial da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec-MI) para ações de socorro e assistência à população. O reconhecimento federal foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) de hoje.

Para atender de forma rápida o município, o Ministério da Integração Nacional já iniciou a articulação com o Ministério da Defesa o apoio das tropas do Exército Brasileiro, reforçando as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti – vetor transmissor das doenças. A medida também deve integrar agentes da Defesa Civil local e da Secretaria Municipal de Saúde.

Desastres naturais biológicos

Os surtos e epidemias de doenças infecciosas virais são considerados desastres naturais e classificadas como ocorrências biológicas pela Codificação Brasileira de Desastres (Cobrade). Dentre os critérios para o reconhecimento federal estão adificuldade no controle da doença, danos humanos consideráveis e casos em que a situação de normalidade pode ser restabelecida com o apoio complementar dos governos estaduais ou federal.

Agentes de endemias

Crise do Aedes: Marabá e Parauapebas têm déficit de 175 agentes de endemias

Como o aumento dos casos de doenças causadas pelo mosquito Aedes Aegypti, a preocupação com o mosquito deve ser redobrada, tanto pelas secretarias de saúde como pela população

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

Os maiores municípios da região sudeste do Pará – Marabá e Parauapebas – têm um grande número de casos de doenças relacionadas ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor da Chikungunya, Dengue e Zica vírus. Enquanto isso, esses mesmos dois municípios têm déficit de agentes comunitários de endemias para entrar em cada imóvel da cidade, vasculhar e acabar com focos do mosquito.

Marabá deveria ter, atualmente, 140 agentes, mas possui em seus quadros apenas 26. No final do ano passado, 75 foram distratados e muitas partes da cidade ficaram descobertas da atuação da equipe que faz visita casa a casa.

Já Parauapebas tem uma deficiência de 47% de cobertura dos profissionais para eliminar os focos de doenças nas residências. Deveria ter 150 atuando nas ruas, mas possui apenas 71 para dar contas de dezenas de bairros, o que é praticamente impossível.

Canaã dos Carajás, que precisaria de pelo menos 21 Agentes de Endemias, tem 21; Jacundá necessitaria de 25, mas possui nas ruas somente 11 profissionais.

Na região, quem cumpre com a cobertura recomendada para os profissionais de endemias são os municípios de Curionópolis, Brejo Grande do Araguaia, Itupiranga, São João, São Domingos do Araguaia e Bom Jesus do Tocantins.

Nesta terça-feira, numa reunião na Câmara Municipal de Marabá, 75 agentes demitidos no final do ano passado pleitearam a recontratação por parte do Poder Executivo. Ouviram e debateram, juntamente com os vereadores, a real situação do sistema de saúde em Marabá.

O secretário de Saúde, Marcone Leite reconheceu que é indiscutível a necessidade de contratação dos agentes de endemias. Para ele, existem muitos focos do mosquito Aedes Aegypti e é preciso combater esse agente de doenças.

Por outro lado, Marcone explicou que existem entraves de natureza burocrática e reafirmou que o Ministério da Saúde possibilita o aumento no número de 50 profissionais no combate às endemias, e que o ingresso no cargo só será possível seguindo os critérios do próprio Ministério. “A contratação deve ser através de processo seletivo nos critérios exigidos, porque com isso se consegue garantir o financiamento para o pagamento desse profissional. Sem isso, não temos como arcar com a despesa. Não adianta criarmos uma expectativa de contratar os agentes que já estavam no cargo, se não temos como pagar com recursos próprios”, advertiu o secretário.

Contudo, garantiu que será dada prioridade a quem tem experiência, como é feito em qualquer concurso, com prova de títulos. “Quem já tem experiência com endemias pontua mais de início do que quem não tem”.

Os vereadores pediram celeridade na contratação dos agentes porque a cidade vive uma pandemia de doenças causadas pelo famigerado mosquito Aedes.

O vereador Ilker Moraes solicitou que seja restabelecido rapidamente um cronograma de ações para as contratações. “É preciso que se defina quando será aberto o edital de contratação. O mosquito está tomando conta de Marabá, é preciso agir, a população vem sofrendo com dengue e Chikungunya”, clamou.

Miguel Gomes Filho, o Miguelito, observou que, como se trata de uma imposição do Ministério da Saúde é preciso informar que esse pessoal já fez o processo seletivo anteriormente. Já trabalharam, já foi gasto dinheiro na qualificação dos profissionais que estão aqui, ou seja, já estão preparados e são selecionáveis. Caso não seja possível, que se dê a esses agentes uma pontuação maior no processo seletivo que será feito, dando prioridade a quem já tem experiência”, opinou Miguelito.

O presidente da Câmara, vereador Pedro Correa ponderou que é preciso que haja responsabilidade para entender o momento atual. Considerou que há um surto do mosquito Aedes Aegypti, e a partir do momento que houve a demissão dos agentes de endemias a situação se agravou ainda mais e também quer rapidez para contratação de agentes para o serviço de visitação de residências.

O Blog enviou pedido de explicação à Assessoria de Comunicação da prefeitura de Parauapebas para saber a posição da PMP sobre o assunto; se há previsão para contratação; e quais ações estão sendo providenciadas para a melhoria no combate ao mosquito no município. Todavia, até o fechamento dessa matéria não recebeu nenhuma resposta.

Conferindo a Folha de Pagamento de janeiro de 2017 da PMP verifica-se que 90 funcionários estão qualificados e receberam o salário como agentes de endemias no município. Segundo a Sespa, os 71 mencionados acima são aqueles que vão verificar se existem focos do mosquito de porta em porta.

A Secretaria de Saúde de Parauapebas enviou a seguinte nota sobre o assunto:

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) esclarece que em breve fará a convocação de novos candidatos aprovados no último concurso público para o cargo de agente comunitário de Endemias para suprir a demanda do município.

Os números citados na lista da Secretaria de Estado da Saúde do Pará, 71, e o que foi apresentado pela Semsa, 90, correspondem à diferença entre o pessoal ativo e aqueles que atualmente estão de férias, de licença maternidade, além dos supervisores de equipe.

A Semsa informa também que atualmente todas as equipes de agentes estão realizando visitas domiciliares e conta com a cooperação de toda a população para eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypti em Parauapebas. Alguns agentes encontram dificuldades para entrar nas residências porque alguns moradores têm receio de serem assaltados.

A Semsa pede à população que receba os agentes. E para que não haja dúvidas explica que todos eles trabalham de uniformes e crachá de identificação da Prefeitura Municipal de Parauapebas. A Semsa aproveita para conclamar a população a participar da campanha de combate ao mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus.

Assessoria de Comunicação/PMP

Saúde

Brejo Grande do Araguaia: executivo e legislativo fazem arrastão contra Aedes aegypti

Um dos menores municípios da região dá exemplo de como se combate o transmissor do Zika vírus, Dengue e Chikungunya

Ulisses Pompeu – de Marabá

O município de Brejo Grande do Araguaia saiu na frente de todos os outros da região em 2017 no combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite o Zika vírus, Dengue e Chikungunya. Uma ação coordenada pela Secretaria de Saúde, através do departamento de Vigilância em Saúde, contou com a participação do prefeito municipal, Marcos Dias do Nascimento, que fechou as demais secretarias e conclamou os servidores para participarem do Dia D, fazendo um arrastão de casa em casa, até a última, para eliminar os focos existentes do mosquito.

Até os vereadores de Brejo Grande tiveram de vestir a camisa da campanha, realizada no dia 1º deste mês de fevereiro, e foram para as ruas coletar lixo e sensibilizar os moradores para serem vigilantes no combate aos criadores do Aedes aegypti.

Segundo Larissa Ribeiro, coordenadora da Atenção Básica, Imunização e Vigilância em Saúde do município, a Secretaria de Saúde colocou à frente um batalhão de 80 agentes de endemias, que faziam coleta dos focos da doença para eliminação de larvas de Aedes aegypti. Outra equipe coletava o lixo. Até o cemitério da cidade foi alvo da varredura, porque muitas catacumbas ficam cheias de água nesta época de chuva. Um prédio antigo, onde funcionou o Hospital Municipal e que agora está abandonado, também foi passado a limpo.

“Realizamos essa ação conjunta devido ao grande número de casos que estávamos recebendo nos hospitais, e de focos que encontramos durante o LIRA (Levantamento Rápido de Índice de Infestação do Aedes Aegypti). Esse levantamento é uma metodologia que ajuda a mapear os locais com altos índices de infestação do mosquito Aedes aegypti e, consequentemente, alerta sobre os possíveis pontos de epidemia da doença”, explica Larissa.

A enfermeira revela que a secretária de Saúde, Vaniscleia Deise, conseguiu doar 200 kits para as pessoas mais carentes. Os kits contém repelentes e inseticidas. “Notificamos as famílias onde mais havia focos. A maioria era encontrada aos arredores de casas, ou seja, o lixo que a população jogava achando que fosse inofensivo. Coletamos o lixo, mas ao mesmo tempo informamos aos residentes o porquê da ação, mostrando a forma de prevenir para que a saúde de todos não ficasse prejudicada”, observa.

Passado o Dia D, os agentes de endemias continuaram a visitar e realizar as buscar por focos, informando e prevenindo os moradores para que não venha mais ocorrer tantos casos. Após 15 dias, as equipes voltarão aos endereços que foram notificados para avaliar como está a situação.

Embora seja um município pequeno, com apenas 7.200 habitantes e que não tem o foco da mídia, os grupos de profissionais de saúde nas redes sociais difundiram a ação exemplar de Brejo Grande e, agora, outras prefeituras da região estão fazendo o “Control C + Control V” da ação de Brejo. No caso de Marabá, o Dia D está marcado para 10 deste mês, com exposição no Shopping Pátio Marabá.

Saúde

Parauapebas: epidemia de Chikungunya lota Pronto Socorro Municipal

Estima-se que a cada 10 atendimentos, sete são de pacientes com sintomas de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

De acordo com a vigilância epidemiológica do município de Parauapebas, 36 casos de Chikungunya foram registrados na cidade durante o mês de janeiro deste ano, o que representa 26% de todas as ocorrências da doença no ano passado inteiro. Em janeiro de 2016, por exemplo, não houve um registro da doença. Porém, esse número pode ser muito maior. De acordo com informações levantadas pelo Blog, estima-se que a cada 10 atendimentos no Pronto Socorro Municipal, sete são de pacientes com sintomas de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, entre elas, a Chikungunya.

Nos últimos dias, quem tem procurado a referida unidade de saúde, tem se deparado com um grande número de pessoas aguardando por atendimento, mesmo com uma quantidade razoável de médicos disponíveis no plantão. Só nesta quarta-feira (1º) foram realizados 580 atendimentos no Pronto Socorro. Um aumento considerável na procura pelos serviços de saúde já que a média é de 300 atendimentos diários.

Recentemente a Unidade Pronto Atendimento (UPA)  de Parauapebas voltou a funcionar 24 horas por dia. Pacientes com sintomas de Dengue, Zika ou Chikungunya também podem procurar a unidade de saúde para receber pronto atendimento.

Combate aos agentes transmissores da doença

O combate aos mosquitos que transmitem essas doenças, além do Aedes aegypti tem também o Aedes albopictus, é realizado no município pela Coordenação de Vigilância Ambiental, setor da Secretaria Municipal de Saúde. O trabalho é encabeçado pelos agentes de endemias, que percorrem as residências da cidade, nas áreas cobertas, realizando orientação aos moradores, verificação e eliminação de criadouros dos mosquitos e outras ações de combate aos agentes transmissores.

Áreas cobertas são os bairros que os agentes de endemias conseguem realizar o devido acompanhamento. Dos mais de 100 bairros que o município tem, conforme a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semurb), apenas 29 bairros são atendidos diretamente com esse monitoramento, os demais somente são alcançados com ações de mutirões. Dentre os bairros que não são cobertos estão alguns muito populosos: Nova Vida, Morada Nova, Caetanopólis e Jardim América.

Essa realidade não é de hoje e a dificuldade de cobertura se dá pelo crescimento acelerado em Parauapebas e, respectivamente, a insuficiência de pessoal. Para minimizar esse problema foi realizado concurso público, ainda em 2014, ofertando 100 vagas de agentes de endemias, no entanto, 19 dos classificados não foram empossados e oito, depois de tomarem posse, pediram exoneração, conforme informações repassadas pelo coordenador de Vigilância Ambiental, Mickael Gross.

“Temos atualmente 88 agentes de endemias no município. Para conseguirmos atender toda zona urbana da cidade, precisaríamos ter entre 120 e 125 profissionais”, afirmou o coordenador. A Prefeitura deve realizar em breve convocação de mais candidatos aprovados no concurso para aumentar o número de pessoal.

Apesar do quadro insuficiente, as equipes têm se desdobrado para realizar um trabalho eficiente de acompanhamento e monitoramento das áreas cobertas. Segundo o último Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti, realizado entre os dias 9 e 13 de janeiro, o percentual da cidade, contando apenas as áreas cobertas, é de 5,4% e os bairros em que a situação está mais crítica são Palmares I, com um índice de 8,1%, e Liberdade I, com 6,2%. O Ministério da Saúde estabelece como parâmetro o percentual de 1%, quando passa disso, é sinal de alerta.

Neste levantamento os agentes de endemias visitam as residências e fazem coletas de larvas do mosquito para identificarem se são do Aedes aegypti, Aedes albopictus ou outros. Com base nesses dados são definidas ações estratégicas de combate, como o mutirão que deverá ser realizado no final deste mês nos bairros com maiores índices de infestação.

Além das visitas domiciliares, ações em escolas e empresas são realizadas continuamente e reforçadas neste período de intensificação das chuvas. A reprodução do Aedes aegypti ocorre em água suja também, principalmente em criadouros artificiais, como copos descartáveis e caixas d’água, já o Aedes albopictus só se reproduz em criadouros naturais, como folhas e pedaços de árvores, com maior incidência nos bairros próximos de córregos e rios.

“A orientação é evitar água parada a todo custo, seja ela suja ou limpa. Quem precisar armazenar água precisa tampar seus reservatórios. Se não houver contribuição efetiva da população o nosso trabalho será em vão e as unidades de saúde continuarão superlotadas”, acrescentou Mickael Gross.

Saúde

Xinguara está em estado de alerta por causa da febre chikungunya

Somente nas três primeiras semanas deste ano, já foram registrados 174 casos suspeitos da doença.

Xinguara, no Pará, está em estado de alerta por causa da febre chikungunya. Segundo a Secretaria de Saúde do município, até o momento, foram confirmados dois óbitos. Outros três casos estão sob investigação. Alguns bairros apresentam índices de infestação predial de 17%, muito acima do percentual máximo de 1% recomendado pelo Ministério da Saúde.

Diante da situação, a Secretaria de Saúde do Pará e as secretarias do município planejam uma força-tarefa para o combater a proliferação do Aedes Aegypti, mosquito transmissor da doença. Entre as ações desempenhadas estão: a eliminação de focos do mosquito por meio dos Agentes de Controle de Endemias, a utilização do carro-fumacê e o atendimento de denúncias recebidas por meio do Disque Dengue.

As equipes também estão orientando a população sobre a limpeza de entulhos ou depósitos irregulares. O estado recomenda o uso frequente de repelentes durante o dia, o uso de roupas de manga longa e de cores claras.

A doença preocupa autoridades brasileiras. Em 2016, o número de registros de febre chikungunya cresceu 620% em relação à 2015. Foram mais de 260 mil casos no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, este ano, os casos de dengue e zika devem se manter estáveis. Já as infecções por chikungunya devem aumentar ainda mais.

A febre chikungunya provoca febre e intensas dores nas articulações. Os sintomas duram entre 10 e 15 dias, mas as dores podem permanecer por meses, e até anos. (EBC)