Internet de qualidade é WKVE Liga você ao mundo!
Vale

Abelhas: importantes para o mundo, importantes para a gente

Pesquisadores do Instituto Tecnológico Vale (ITV) estudam espécies de abelhas sociais nativas e analisam seu papel na manutenção da biodiversidade

Seu Luiz Rodrigues é uma pessoa notadamente especial. Criador de abelhas, vendedor de mel e presidente da Associação de Apicultores, em Canaã dos Carajás, no Pará, ele é envolvido e ativo em questões ambientais e ama o que faz.

Sabendo que não existe ser vivo no mundo que não dependa do trabalho desses insetos, Seu Luiz conta que não existe satisfação maior para ele do que realizar diariamente seu trabalho.

Por saber da importância desses pequenos animais para a polinização da maior parte das plantas com flores no mundo, na região de Carajás, a apenas algumas horas da casa de Seu Luiz, pesquisadores do Instituto Tecnológico Vale (ITV) estudam algumas espécies de abelhas sociais nativas, seus hábitos, raios de voos e analisam seu papel na manutenção da biodiversidade.

Eles já descobriram, por exemplo, e podem informar a pequenos produtores, que o alcance do voo das abelhas nativas uruçu cinzenta e uruçu boca de renda pode ser cerca de 1,5km da colmeia. Por essa razão, é importante que o criador preserve áreas naturais e verifique quais são as flores visitadas nas redondezas da sua criação. Essas abelhas são, também, muito importantes na produção de alimentos. Plantas bem polinizadas por insetos têm forma mais perfeita, melhores sementes e maior valor comercial.

Seu Luiz fica feliz de saber que o trabalho com as abelhas nativas da região está sendo realizado.

Sobre os estudos com abelhas

O estudo integra o trabalho do Grupo de Biodiversidade e Serviços de Ecossistema do Instituto Tecnológico Vale (ITV), em Belém. No programa, pequenos chips são elaborados para que possam ser adaptados e acoplados nas abelhas, a intenção é que o chip funcione como um crachá que possibilite o monitoramento das atividades desses animais. A partir do monitoramento, análises de dados são feitas e, por meio dos estudos, entendemos melhor a biologia e uso sustentável destas abelhas.

O projeto une ciência de ponta com o estudo da vida e busca, através dessa união nos saberes, inovar e fazer a diferença para o mundo e para a comunidade.­­

Acesse vale.com/ladoalado para conhecer mais esta história.

Brasil

Professores de Pedagogia, Educação Física e Ciências tomam posse nesta sexta-feira

A cerimônia de posse do terceiro grupo de professores classificados no concurso público de 2014 para a área da Educação acontece na próxima sexta-feira (9), às 9 horas da manhã, no auditório I do Centro Administrativo da Prefeitura, Morro dos Ventos, Bairro Beira Rio II.

Os 93 professores farão parte do quadro de profissionais das áreas de Pedagogia, Educação Física e Ciências. A Prefeitura de Parauapebas realiza o ato de posse, por meio da Secretaria Municipal de Administração (Semad).

Fonte : Ascom

.

Saúde

Cientistas criam vacina 100% eficaz contra a Malária

0,,69829452,00Cientistas do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas de Bethesda, em Maryland, nos EUA, criaram uma vacina 100% eficiente para a Malária, doença à qual 3,3 bilhões de pessoas – metade da população mundial! – estão expostas todos os anos e que, só em 2010, matou 660 mil pessoas no planeta.

Pra você ter uma ideia de como a notícia é boa, a meta da OMS para um possível método de profilaxia para a doença exigia apenas 80% de eficácia na vacina, e essa meta estava estabelecida para 2025.

A vacina, chamada PfSPZ, é feita de esporozoítos enfraquecidos – esporozoítos é como é chamada a forma infecciosa inicial do parasita da malária, o Plasmodium falciparum. Esse esporozoíto invoca uma resposta do sistema imunológico, como ficou comprovado com os seis sujeitos de teste que receberam cinco doses intravenosas. Todos eles, mais tarde, foram picados com mosquitos infectados pela Malária, e nenhum foi contaminado com a doença.

O próximo passo é testar a vacina com um número maior de voluntários, em regiões de epidemia de Malária. E porque demorou tanto pra desenvolver uma vacina eficaz contra a doença? O motivo é que o processo de fabricá-la ainda é complicado – exige contaminar mosquitos com a doença e então expô-los à radiação para enfraquecer o parasita, e então tirar os parasitas direto das glândulas salivares dos mosquitos . Ainda assim, os cientistas conseguiram produzir a vacina em escala industrial.

Fonte: Revista Galileu

Pará

Secti realiza a IV Feira Estadual de Ciência e Tecnologia

Quando e onde você pode encontrar a maior reunião de conhecimento científico e tecnológico no Pará? A resposta é simples: de 19 a 21 de outubro na IV Feira Estadual de Ciência e Tecnologia. O evento acontece na Estação das Docas e este ano tem como homenageada a pesquisadora paraense Clara Pandolfo, química referência nos estudos da biodiversidade na Amazônia. A entrada é gratuita e as inscrições serão realizadas via internet no site www.semanact.pa.gov.br a partir do dia 10 de outubro.

Distribuídas em uma área com mais de 60 mil metros quadrados, estão previstas mais de 30 atividades entre exposições, observações astronômicas, palestras e oficinas voltados para estudantes e para outros públicos, além de atrações culturais. Nos três dias de evento estima-se cerca de 15 mil visitantes.

No Pará, a Feira de C&T representa a principal atividade da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A realização do evento em âmbito local fica a cargo dos governos estaduais e municipais. E desde 2007, a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) é a responsável pela realização da Feira Estadual de C&T.

“Além de promover atividades diversas de divulgação científica, nosso objetivo é estimular a difusão do conhecimento e interesse de jovens e crianças para a ciência e tecnologia, dialogando de forma lúdica e didática com eles”, diz Geraldo Narciso, diretor de Ciência e Tecnologia da Secti.

Em 2011, o tema principal da Semana é “Mudanças climáticas, desastres naturais e prevenção de risco”. Entretanto, as atividades da Feira não se restringem somente ao tema principal, englobando também outros temas. Os visitantes da Feira poderão conferir palestras sobre a física da Tsunami, jogos eletrônicos na educação, aprenderão a como deixar seus computadores seguros e evitar a invasão de hackers, além dos riscos da obesidade, o futuro dos videogames, entre outras.

Além das palestras, o público também poderá se inscrever em oficinas voltadas para todas as idades, onde poderão construir brinquedos através de materiais reutilizáveis, extrair DNA de morangos e outras frutas e discutir sobre responsabilidade social na escola. “A programação científica foi montada pensando em atrair a população, em especial crianças e jovens, em torno de temas e atividades de ciência e tecnologia, valorizando a criatividade, a atitude científica e a inovação”, explica Inez Barbosa, Coordenadora de Difusão e Popularização de C&T da Secti.

A abertura da Feira será feita a partir das 18h do dia 19 e contará com a apresentação do Madrigal da Universidade Estadual do Pará, um grupo acadêmico dedicados a música erudita que chama atenção pelo repertório da música colonial brasileira e da música antiga, além do repertório contemporâneo brasileiro e paraense. Na ocasião, ainda será feito o lançamento e distribuição do Plano Diretor da Secti em versão impressa.

Saúde

Brasileiros criam a primeira vacina vegetal

Uma parceria do Bio-Manguinhos (Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos), da Fiocruz, no Rio de Janeiro, com duas instituições americanas permitirá ao Brasil criar a primeira vacina do mundo a base de uma planta.

A técnica elimina a necessidade de usar vírus atenuados, o que torna o processo mais simples e seguro. O projeto inicial é um imunizante contra a febre amarela -doença grave que, em áreas urbanas, é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue.

Com investimento de US$ 6 milhões (cerca de R$ 10,8 milhões) da Fiocruz, o acordo, firmado com o Centro Fraunhofer para Biotecnologia Molecular e iBio Inc. prevê que os testes em humanos comecem em até três anos.

Embora a vacina atual – com tecnologia 100% brasileira – seja eficaz e barata, ela tem inconvenientes. A Fiocruz é líder mundial na fabricação da vacina, produzindo entre 30 e 40 milhões de doses por ano. Os cientistas cultivam uma estirpe atenuada do vírus em ovos de galinha embrionados. Esses, claro, são bem diferentes dos usados na cozinha: passam por um processo industrial que certifica que estão livres de doenças, entre outras coisas.

Nesse ambiente, o vírus se multiplica e produz o antígeno -a mais importante “matéria-prima” da vacina. Esse método pode causar alergias e, em casos raros, infecções graves. Pessoas alérgicas a ovo, por exemplo, ficam atualmente sem alternativa de imunização contra a doença.

NOVIDADE
Com a nova vacina, em vez de usar o vírus inteiro, os pesquisadores reproduzem apenas sua proteína que causa maior resposta imunológica no organismo. Para isso, eles isolam o gene responsável pela produção dela e o colocam na folha da Nicotiana benthamiana, um tipo de tabaco. Conforme a planta vai crescendo, ela vai produzindo os antígenos.

“As plantas viram mini fábricas da proteína viral que será usada na vacina”, explica Ricardo Galler, pesquisador-chefe do projeto. Nós usamos hoje uma técnica de quase 70 anos atrás. Com o novo método, daremos um salto tecnológico impressionante. Estamos bastante otimistas”, completa Ricardo Galler.

BENEFÍCIOS
Além da redução dos efeitos colaterais em relação à vacina tradicional, a imunização feita à base da planta pode contribuir para o desenvolvimento tecnológico de toda a cadeia produtiva de vacinas, diz Galler.
“Por causa do nosso acordo, ainda não podemos dar detalhes. Mas a técnica usada nas plantas é algo único no mundo”, diz.
O diferencial, segundo ele, é que as plantas usadas não são transgênicas. “Do jeito que nós fazemos, as mudanças não são incorporadas ao DNA da Nicotiana benthamiana. Os descendentes das plantas não têm o gene da proteína do vírus. É preciso repetir o processo”, explica ele.

O método de cultivo também deve permitir economia. Como as plantas são criadas em hidroponia – que substitui o solo por uma substância nutritiva especial – o cultivo pode ser feito em áreas relativamente pequenas, o que simplifica e reduz seu custo.

Este tipo de notícia mostra o quanto é importante o investimento em pesquisa científica no país. Se com poucos recursos nossos pesquisadores conseguem realizar tantas descobertas pioneiras, imaginem se os repasses para ciência forem maiores.

Fonte: Jornalisticamente Falando

[ad code=1 align=center]

error: Conteúdo protegido contra cópia!